Henniges inaugura fábrica de R$ 120 milhões em Jundiaí

Jundiaí, SP – Com investimento de aproximadamente R$ 120 milhões a Henniges Automotive construiu sua fábrica em Jundiaí, SP, para produzir borrachas de vedação para fornecer, inicialmente, a um dos veículos da GEM – Global Emerging Markets, nome da plataforma que é base da nova geração de veículos da General Motors prevista para chegar ao mercado no segundo semestre.

 

A primeira unidade da companhia estadunidense na América Latina foi inaugurada na quinta-feira, 31, mas já está operando, segundo Larry Rollins, vice-presidente global de operações da empresa: “Estamos em testes de produção e a GM também está testando os componentes produzidos nessa fase inicial”.

 

A projeção da Henniges é que a partir de julho comece o fornecimento regular para a GM, com a produção atingindo a capacidade máxima em um turno até novembro. De início apenas um dos modelos da GEM receberá os componentes produzidos em Jundiaí, mas a empresa já busca outros contratos – incluindo outros modelos da plataforma.

 

“Decidimos localizar a produção para suportar a demanda da GM. Mas isso não nos impede de explorar outras oportunidades no País e já estamos negociando com outras empresas, pois a fábrica tem capacidade para isso”.

 

Com 10 mil m² de área construída, a fábrica gerará de 75 a 100 empregos neste ano, mas a expectativa é que sejam contratados 300 funcionários até 2021, quando conteúdo que agora é importado do México será localizado. Na unidade serão produzidas as peças de vedação do porta-malas, estrutura do veículo, canaletas de porta e grelha do limpador do para-brisa. A matéria-prima será fornecida por uma empresa nacional, a Zanaflex, que produz a mistura da borracha com a fórmula solicitada pela Henniges.

 

De acordo com Rollins, a escolha por Jundiaí aconteceu pelo bom relacionamento que a empresa teve com a Prefeitura desde o início das negociações. O executivo acrescentou se tratar de uma cidade de médio porte, limpa e com um fator decisivo: faculdade local, com quem a empresa pretende criar uma parceria nos próximos anos para desenvolver um curso técnico que forme profissionais qualificados para trabalhar na fábrica.

 

Globalmente, a empresa com sede em Michigan, Estados Unidos, tem mais de 100 anos de mercado, com 19 fábricas espalhadas por quatro continentes, América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. Produz também sistemas anti-vibração para veículos e alguns componentes para construção civil. Os principais clientes do setor automotivo são BMW, FCA, Ford, Mercedes-Benz, Renault e alguns joint-ventures na China.

 

Fotos: Divulgação.

Mercado tem melhor janeiro desde 2016

São Paulo – Até a quarta-feira, 30, as vendas de veículos no mercado brasileiro chegaram a 184,3 mil unidades. O volume já é maior do que o registrado em janeiro do ano passado, 181,3 mil unidades, e representa o melhor resultado para o primeiro mês do ano desde 2016. Segundo fonte do varejo a média diária das vendas ao longo do mês esteve na casa das 8 mil unidades.

 

Na quarta-feira, no entanto, entrou em ação a força de vendas das montadoras e a média chegou a 13 mil unidades – com ajuda das vendas diretas para locadoras. As mesma 13 mil unidades são esperadas para a quinta-feira, 31, disse a fonte.

 

Nesse ritmo a expectativa do mercado é a de que as vendas cheguem a 200 mil unidades em janeiro — quem sabe, supere. A última vez que as vendas em janeiro ficaram acima das 200 mil unidades foi em 2015, quando foram emplacados 253,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus.

 

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Estádio do Estudiantes de La Plata terá carregadores elétricos

São Paulo –  O Club Atletico Estudiantes de La Plata, tradicional agremiação do futebol argentino, anunciou na quarta-feira, 30, que seu novo estádio, que está sendo construído em La Plata, terá carregadores de veículos elétricos instalados no empreendimento. Segundo o clube, será o primeiro estádio na Argentina a oferecer carregamento elétrico por meio de cabos. A empresa parceira no projeto será a E Charges Argentina, representantes da Wallbox, fabricante de carregadores, no país vizinho.

Cresce receita global Bosch em 2018

São Paulo – O Grupo Bosch anunciou na quarta-feira, 30, que registrou receita de € 77,9 bilhões em 2018, o que representa crescimento de 4,3% na comparação com o resultado de 2017, se ajustada a taxa de câmbio. O desempenho foi considerado positivo por Volkmar Denner, presidente do conselho de administração: “Apesar do ambiente economicamente rigoroso a empresa teve um bom desempenho. As vendas e o resultado estão novamente em um nível recorde”.

 

O Ebit, lucro antes do resultado financeiro e fiscal, foi de € 5,3 bilhões.

Nissan já produziu 300 mil em Resende

São Paulo – O Complexo Industrial de Resende, RJ, da Nissan, alcançou a marca de 300 mil veículos produzidos em menos de cinco anos de operação – e dezesseis meses depois de chegar à metade do marco, 150 mil unidades montadas.

 

Na unidade são produzidos os compactos March e Versa e o SUV Kicks, que atendem ao mercado brasileiro e da Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai.

 

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Toyota começa a vender Yaris X-Way

São Paulo – A Toyota começou a vender em sua rede de concessionárias a versão aventureira do compacto Yaris, a X-Way. Apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo chega por R$ 78 mil 990 com motor 1.5 litro 16V flex e transmissão automática CVT.

 

O modelo dispõe de roda de liga-leve com acabamento em preto, rack no teto, apliques de para-choque e para-lama, frisos laterais e um logotipo indicador na parte traseira, bem como o nome da versão nos tapetes dianteiros internos.

 

Com a entrada da X-Way o portfólio do Yaris, que é produzido em Sorocaba, SP, passa a oferecer onze versões. Desde o seu lançamento, há sete meses, já foram comercializadas 32,2 mil unidades, somadas as carrocerias hatch e sedã.

 

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VW mostra conceito de buggy elétrico

São Paulo – A Volkswagen mostrou as primeiras linhas de um interessante conceito: o e-buggy, um buggy movido a motor elétrico. Parte do plano de expandir esse tipo de motorização em seu portfólio, o conceito não teve pormenores técnicos divulgados — deverá ficar para o Salão de Genebra, de 7 a 17 de março, quando será apresentado.

 

O conceito é baseado na plataforma MEB, sobre a qual serão produzidos diversos veículos elétricos da empresa, e inspirado nos buggies feitos artesanalmente nos Estados Unidos na década de 1960.

 

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Iveco vende trinta caminhões para o Grupo Jost

São Paulo – A Iveco vendeu trinta unidades do caminhão Stralis NP, movido a gás, para o Grupo Jost. Os veículos serão usados em Herstal, Bélgica. O foco da empresa é converter 35% da sua frota atual para caminhões movidos a gás natural até 2020.

 

O Stralis é equipado com motor de 460 cv e reduz em 99% as emissões de material particulado e 90% as de NO2 na comparação com os motores Euro 6 e, por isto, é considerado peça-chave para empresa fornecer serviços de transporte sustentável.

NSK projeta crescer 5% nos três próximos anos

São Paulo – A fabricante de rolamentos NSK projeta crescimento de 4% a 5% para os próximos três anos fiscais no Brasil, com o aftermarket puxando a maior demanda, graças a lançamentos importantes. O presidente Carlos Storniolo disse que ainda no primeiro semestre serão colocados no mercado de reposição rolamentos de roda do Chevrolet Onix e do Hyundai HB20, modelos com grande volume de vendas – são os dois líderes do Brasil.

 

A empresa também acredita que o fornecimento para fabricantes de veículos, motos e sistemistas ajudará na expansão projetada: “Todos os clientes nos apresentaram um planejamento de crescimento para o período e isso aumentará o volume dos pedidos”, disse o presidente. Junto com os pedidos maiores, a NSK também negocia novos projetos que serão lançados nos próximos quatro anos.

 

Os principais clientes da empresa no mercado OEM são Honda, Honda Motos, Toyota, Volkswagen e Yamaha, enquanto no mercado de reposição a empresa fornece rolamentos para Audi, FCA, Ford, GM, Hyundai, Kia, Land-Rover, Mercedes-Benz, Nissan e Renault.

Com a fábrica em Suzano, SP, operando em três turnos, a empresa também exporta para Argentina, Chile e Estados Unidos e projeta redução de 20% a 30% nos pedidos do mercado argentino – que devem ser compensados pelas vendas para os Estados Unidos:

 

“Estamos revendo os números para Argentina, mas compensaremos a queda exportando mais para os Estados Unidos, onde a nossa matriz recebe os pedidos e distribui para seus clientes. Os componentes que fabricamos no Brasil são globais e, com isso, nossas exportações ficarão estáveis no ano”.

 

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Museu Mercedes dá ingressos para funcionários da… Porsche

São Paulo – O museu da Porsche de Stuttgart, Alemanha, celebra nesta quinta-feira, 31, dez anos de sua inauguração. E para comemorar a data concederá, por dez dias, ingressos gratuitos aos funcionários da mítica montadora – mas o museu a conceder a gentileza, no caso, é o da Mercedes-Benz.

 

Pode parecer estranha, estranhíssima, cortesia deste tamanho para concorrente de tamanho porte. Mas é, sim, verdade: 1º. de abril, afinal de contas, ainda está dois meses à frente.

 

Ocorre que tanto o museu da Porsche quanto o da Mercedes-Benz estão localizados em Stuttgart e, de forma extremamente sensata, em lugar de acirrarem o ódio pela concorrente por parte dos fãs de cada marca, as duas instituições ligadas à história automotiva decidiram, em 2016, unir forças: perceberam que muitos turistas iam à cidade não para visitar um ou outro museu mas, sim, ambos.

 

E assim, há mais de dois anos, quem apresenta na bilheteria do museu da Mercedes-Benz ingresso comprado para visitar o museu da Porsche ganha 25% de desconto. E vice-versa.

 

No material publicitário para divulgar a gratuidade aos funcionários Porsche a Mercedes-Benz grifou em bom alemão: “Bons amigos são sempre bem-vindos”. E mais: em comunicado à imprensa o diretor do Museu M-B, Christian Boucke, afirmou desejar “sinceras congratulações ao Museu da Porsche, acompanhadas de nosso desejo que continue em sua caminhada bem-sucedida como tem sido até agora”.

 

A razão é simples: as duas instituições sabem que o sucesso de uma puxará automaticamente o da outra.

 

Além disso há mais um fato, este histórico, a conectar as duas empresas, e nada mais justo do que recordá-lo diante da missão dos dois museus: em 1906 Ferdinand Porsche trabalhou como diretor técnico na DMG, a Daimler-Motoren-Gesellschaft, na qual foi inclusive promovido a diretor geral em 1917 e a integrante do board em 1923. Depois que a empresa se uniu à Benz Porsche foi nomeado para o board Daimler-Benz como responsável pelo desenvolvimento de veículos. O ano era 1926.

 

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