Grupo Volkswagen adquire startup de baterias veiculares

São Paulo – O Grupo Volkswagen anunciou a compra da Forge Nano, startup que atua na área de desenvolvimento de baterias. A aquisição ainda está sujeita à aprovação das autoridades antitruste. O valor do negócio divulgado é de US$ 10 milhões. Com a aquisição a VW passará a atuar em conjunto com a startup nos testes de novos modelos de baterias. Antes do anúncio do negócio, as companhias já trabalhavam juntas desde 2014, informou a montadora por meio de comunicado.

Hyundai desenvolve airbag multicolisão

São Paulo – O Hyundai Motor Group anunciou o desenvolvimento do primeiro sistema de airbag multicolisão do mundo. Será usado em modelos Hyundai e Kia no futuro. De acordo com a empresa o sistema “reforça significativamente o desempenho dos airbags em acidentes com colisões múltiplas, quando o impacto primário é seguido por colisões com objetos secundários, como árvores, postes ou outros veículos”.

 

O sistema atual não oferece proteção quando o impacto inicial é insuficiente para inflar os airbags. O novo sistema multicolisão permite que o equipamento seja inflado em caso de impacto secundário, aumentando a proteção dos ocupantes.

Consórcios de veículos crescem 4,1% até novembro

São Paulo – O volume de créditos comercializados pelo sistema de consórcios para o setor automotivo, até novembro, chegou a R$ 44,3 bilhões, alta de 4,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. As vendas de novas cotas foram de 1 milhão 54 mil no período, expansão de 1,7% na mesma base de comparação.

 

Considerando as vendas para todos os segmentos os consórcios registraram crescimento de 3,2%, somando R$ 96,3 bilhões, ante igual período do ano anterior. As vendas de novas cotas somaram 2,3 milhões de adesões, alta de 8,3%.

 

Foto: Divulgação.

Projeções indicam queda de 15% no mercado argentino

São Paulo – As projeções da consultoria Abeceb indicam que o mercado argentino fechará mais um ano com recuo nas vendas, reflexo da luta para sair da letargia na esfera econômica. A estimativa é encerrar o ano com 570 mil unidades licenciadas, o que representaria um queda de 15% na comparação com o volume do ano passado, 681,8 mil unidades.

 

Franco Roland, economista da Abeceb, disse à AutoData que, embora algumas montadoras locais trabalhem com a possibilidade de vendas na casa das 700 mil unidades, o humor no mercado é menos otimista com relação ao tema: “A projeção nesse patamar foi construída com base em cenário no qual o país consiga reagir bem às medidas promovidas pelo governo, o que ainda é visto, aqui, como incerto”.

 

Em entrevista concedida à imprensa argentina na semana passada Pablo Di Si, presidente da Volkswagen para a região da América do Sul, apontou vendas na casa das 700 mil unidade este ano. Disse também que haverá cenário negativo no primeiro semestre, com possível recuperação no seguinte.

 

De acordo com Roland, no entanto, a evolução gradual esperada pela indústria no segundo semestre “não será suficiente para reverter o quadro no acumulado do ano”.

 

No ano passado a Argentina vendeu 681,8 mil unidades ao mercado interno, segundo dados divulgados pela Adefa, resultado que é 23% menor do que o obtido no ano anterior, em 2017, quando o mercado viveu aquecimento nas concessionárias. O quadro foi revertido no segundo semestre do ano passado, quando o indicador das vendas passou a apontar para baixo refletindo a crise que afastou o consumidor. 

 

A retração esperada para este ano produzirá reflexos negativos na produção de veículos na comparação com o volume que saiu das linhas no ano passado, mesmo que diante da expectativa de maiores exportações ao Brasil, que, ao contrário da Argentina, passa por uma situação de aquecimento de mercado. Dados da Abeceb mostram que deverão sair das linhas argentinas 480 mil veículos, quantidade inferior à que foi produzida em 2018, 488 mil unidades. A projeção representa queda de 6%.

 

A exportação, por sua vez, é o indicador do setor automotivo argentino cuja projeção aponta para cima. O volume de embarques esperado para o ano gira em torno das 300 mil unidades, o que representará, caso venha a se concretizar, crescimento de 11% sobre o volume de exportações registrado no ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Jeep vendeu mais de 100 mil SUVs

São Paulo – Líder no segmento de SUVs do mercado brasileiro desde 2016, a Jeep registrou crescimento de 21,3% nas vendas no ano passado, com 106 mil 945 unidades licenciadas — foi a primeira vez que a empresa superou a marca de 100 mil unidades vendidas em um ano. A participação de mercado foi de 4,7% em 2017 para 5,1% em 2018. E a projeção para esse ano é continuar crescendo.

 

Das mais de 100 mil unidades vendidas pela Jeep, 46 mil 344 foram Renegade e 60 mil 284 foram Compass, o SUV mais vendido do País no ano passado. A venda somada dos dois modelos representou 11,7% do segmento de SUVs no ano passado.  

 

Foto: Divulgação.

GM convoca reunião com fornecedores

São Paulo – Os fornecedores da General Motors Mercosul estão sendo convocados pelo presidente Carlos Zarlenga a uma reunião na segunda-feira, 28, para conhecer qual “sacrifício” precisarão fazer para tirar do papel plano de investimento futuro da companhia na região. Alguns parceiros considerados estratégicos pelo executivo mantêm conversas individuais na quarta-feira, 23, e quinta-feira, 24, e os demais conhecerão as propostas na semana que vem.

 

A cadeia de fornecedores foi um dos quatro pilares elencados pela direção da empresa para colaborar com seu plano de investimento, pré-aprovado pela matriz com uma condição: que dê lucro. Zarlenga bateu também à porta do governador de São Paulo, que sinalizou ajuda por meio de liberação de créditos de ICMS, da rede de concessionários, que concordou em cortar um ponto porcentual de sua lucratividade, e dos trabalhadores, com quem abriu negociação na terça-feira, 22.

 

Cada pilar precisará contribuir de alguma forma, cortando na carne. Não se sabe exatamente o que Zarlenga pedirá às fabricantes de autopeças, embora imagine-se que envolva redução de custos e de perdas por falta de qualidade.

 

Ex-executivo da GM que pediu para não ser identificado disse a AutoData que a relação das fabricantes com seus fornecedores nunca foi fácil, mas sempre chega-se a um denominador comum. No caso da GM essas relações tradicionalmente são mais complicadas, o que pode dificultar um entendimento entre as partes nas reuniões que estão sendo solicitadas pelo próprio Zarlenga.

 

O último ciclo de investimentos, que começa a ganhar corpo este ano em forma de produtos derivados da plataforma GEM, Global Emerging Markets, já provocou mudanças no grupo de fornecedores fisicamente próximos à fábrica de Gravataí, RS. A Continental e a Arteb, que forneciam o cockpit e lanternas em faróis para o Onix e o Prisma, saíram do parque de fornecedores para dar lugar a Reydel e a SL Automotive.

 

Aos trabalhadores de São José dos Campos, com quem a diretoria se reuniu na tarde de terça-feira, 22, foi apresentada uma proposta com 28 pontos, que inclui aumento de jornada de trabalho, adoção de banco de horas, terceirização em toda a fábrica, fim do transporte fretado, jornada intermitente e outros itens, segundo o sindicato dos metalúrgicos – que não gostou do conteúdo.

 

“Os trabalhadores ficaram indignados com a proposta”, disse o vice-presidente Renato Almeida. “Somos contra a retirada de direitos, continuaremos com o processo de negociação, mas a decisão final caberá aos trabalhadores”.

 

Por outro lado, fonte consultada por AutoData disse que as negociações com trabalhadores já estão bem adiantadas.

 

Essa mesma fonte afirmou que as possibilidades de fechar fábricas ou até mesmo sair da região não estão na mesa de negociações. A briga agora é por novos investimentos.

 

Colaborou Leandro Alves

 

Foto: Christian Castanho.

Trabalhadores Ford aguardam reunião com Watters

São Paulo – Os trabalhadores da Ford de São Bernardo do Campo, SP, realizaram ato na manhã da terça-feira, 22, para cobrar da direção da companhia novos investimentos na unidade. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC acordo firmado com a empresa em março de 2017 previa discussões sobre novos projetos até novembro deste ano, período em que há estabilidade para todos os funcionários.

 

Em assembleia os 2,8 mil trabalhadores decidiram manter mobilização permanente até 18 de fevereiro, quando está prevista reunião com o presidente Lyle Watters.

 

Atualmente a unidade do Taboão produz o New Fiesta e a linha de caminhões Ford.

 

Foto: Adonis Guerra/SMABC

Toyota e Panasonic criam joint-venture para produzir baterias

São Paulo – Toyota e Panasonic selaram acordo na terça-feira, 22, para criação de joint-venture que produzirá baterias para veículos elétricos. O negócio ainda depende da aprovação das autoridades antitruste do Japão e o processo deverá durar até 2020, informaram as empresas por meio de comunicado. A participação acionária será de 51% para a Toyota e 49% para a Panasonic. O escopo das operações abrange pesquisa, desenvolvimento, engenharia de produção, fabricação, aquisição, recebimento de pedidos e gerenciamento relacionados a baterias de íon-lítio prismáticas automotivas e baterias de estado sólido.

Volkswagen vende mais para taxistas

São Paulo – As vendas de modelos Volkswagen para taxistas cresceram 57% no ano passado, saltando das 7 mil 783 unidades de 2017 para as 12 mil 221 de 2018. Segundo a companhia o sedã Virtus assumiu o posto de VW mais vendido para este público, com 4 mil 661 unidades comercializadas.

 

O Voyage, com 4 mil 387 unidades, e o SpaceFox, com 1 mil 391, completam o pódio dos VW mais vendidos a taxistas. Fox e Novo Gol também são procurados pela categoria.

 

Segundo Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas e marketing, o segmento de táxis “é estratégico para a companhia, que oferece benefícios aos motoristas e tem concessionárias com áreas especializadas a atender às necessidades da categoria”.

 

Foto: H Ballarini/Fotos Públicas

GM: sem colaboração, nada de investimento.

São Paulo – Ninguém utilizou a expressão fechamento-de-fábrica durante a reunião que a diretoria da General Motors Mercosul manteve, na terça-feira, 22, com representantes dos sindicatos de metalúrgicos de São José dos Campos e de São Caetano do Sul, SP, e os prefeitos dessas cidades. Mas a ideia esteve implícita durante o encontro, por meio do discurso do presidente Carlos Zarlenga, que, em comunicado aos trabalhadores na semana passada, chegou a ameaçar encerrar as operações na América do Sul.

 

Aos presentes foi dito que a GM pré-aprovou com a matriz um novo ciclo de investimento para as duas unidades, destinado à produção de novos modelos – a partir de 2021 no ABCD Paulista e de 2022 no Vale do Paraíba. Para sair do papel, porém, governo, fornecedores, rede de revendedores e trabalhadores precisam ceder um pouco para colaborar com a companhia, que passa por processo global de reestruturação. Caso contrário os aportes tomariam outro rumo. E, sabe-se, o futuro de quem não receber novos investimentos não é dos mais promissores.

 

Com os governos estadual e municipal as negociações estão bem avançadas – na esfera federal, de cuja nova equipe econômica a GM também bateu na porta, uma fonte confidenciou a AutoData que “vão dar com os burros n’água”.

 

Segundo o secretário de inovação de São José dos Campos, Alberto Marques Filho, há boa vontade da administração municipal em colaborar com a companhia. O prefeito de São Caetano do Sul também prometeu estar alinhado com as suas necessidades. De parte do Estado paulista estão sendo estudados incentivos fiscais, conforme revelou reportagem do jornal Valor Econômico.

 

A rede de revendedores fez a sua parte ao acordar ceder 1 ponto porcentual da sua lucratividade em reunião extraordinária na sede da Abrac, em 27 de dezembro, a pedido expresso da diretoria da companhia. E com os fornecedores as negociações são constantes.

 

Resta, então, amolecer os trabalhadores. A missão não será fácil, embora os representantes dos sindicatos tenham dito, na reunião, que estão dispostos a negociar e a flexibilizar alguns itens. Logo após esse encontro, iniciado às 11 da manhã, diretores da GM e do sindicato de São José dos Campos tornarão a sentar-se à mesa. Na quarta-feira, 23, será a vez dos metalúrgicos de São Caetano do Sul. Os de Gravataí, RS, e Joinville, SC, também têm conversas agendadas para o mês que vem.

 

A negociação com os trabalhadores de São José dos Campos ainda não havia sido encerrado até o fechamento dessa reportagem. Os termos propostos pela GM deverão ser revelados aos 4,8 mil funcionários da fábrica que produz a picape S10 e o SUV Traiblazer em assembleia na quarta-feira, 23.

 

O sindicato é conhecido por endurecer as negociações – tanto que a unidade ficou fora do último ciclo de investimento em novos produtos, que começam a ser lançados no mercado este ano. Desde 2010 a fábrica não recebe aportes para produção de novos veículos e, inclusive, deixou de produzir o Classic nesse período.

 

O sindicato diz, em nota, ser “contra qualquer plano de que envolva demissões e flexibilização de direitos”, embora esteja aberta a negociações. Um dos pontos defendidos pela diretoria é a garantia de estabilidade para todos os trabalhadores: “A General Motors é líder de mercado e não há qualquer motivo que justifique o fechamento de fábricas”.

 

Procurada pela reportagem representante da área de comunicação social da GM disse que a empresa não se manifestará sobre o assunto.

 

Colaborou Bruno de Oliveira

 

Foto: Divulgação.