VWCO cresce 20% no México

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus registrou recorde de vendas no México em 2018, com crescimento de 20% na comparação com o ano anterior. Segundo a companhia a chegada da nova família Delivery, em paralelo à venda do Volksbus 14.190 SCD, contribuiu para essa expansão.

 

Para promover os novos produtos no México a empresa desenvolveu programa de demonstração, que rodou por diversas estradas do país para comprovar seus atributos.

Carlos Ghosn não é mais presidente da Renault

São Paulo – Carlos Ghosn não é mais o presidente da Renault e do seu conselho. Segundo a imprensa internacional, o executivo brasileiro concordou em renunciar aos cargos na companhia depois de o Tribunal de Tóquio ter negado novo pedido seu de liberdade sob fiança — o segundo no mês. Este é um indicativo de que ele poderá permanecer preso no Japão até o julgamento do processo por fraude financeira — a defesa de Ghosn prometeu apelar.

 

O governo francês, maior acionista da companhia, também solicitou a Carlos Ghosn que deixasse o cargo, fato que colaborou para a decisão. Segundo a Renault haverá reunião de emergência do conselho na quinta-feira, 24, para definir quem assumirá o cargo e, ao que tudo indica, o CEO da Michelin, Jean Dominique Senard, será nomeado presidente e Thierry Bollore será o CEO.

 

Foto: Divulgação.

CNH Industrial promove mudanças na diretoria

São Paulo – A Case IH e a New Holland Construction anunciaram mudanças em seu quadro organizacional da América do Sul, que inclui a América Central a Caribe. Christian Gonzalez foi indicado vice-presidente da Case IH, substituindo Mirco Romagnoli , e Paula Araújo assumiu a função de Nicola D’Arpino no mesmo cargo, mas na New Holland Construction.

 

Outra mudança anunciada foi a de Giovanni Borgonovo para a gerência de marketing depois de atuar desde 2012 como supervisor regional de vendas, gerente comercial e de desenvolvimento de rede. As mudanças são resultado de reestruturação global da diretoria do grupo CNH Industrial.

 

Foto: Divulgação.

Uma certeza, muitas opiniões

São Paulo – Ainda é muito cedo para apontar as verdadeiras razões que levaram o presidente da General Motors Mercosul, Carlos Zarlenga, a enviar e-mail para todos seus funcionários dizendo, dentre outras coisas, que o prejuízo acumulado de 2016 a 2018 não poderá se repetir. Na tentativa de jogar um pouco mais de luz sobre este, que é, sem dúvida, o mais importante acontecimento do mundo automotivo neste início de 2019, AutoData ouviu diversas pessoas envolvidas direta e indiretamente com a companhia no Mercosul e nos Estados Unidos.

 

E também reunimos trechos de entrevistas realizadas com Carlos Zarlenga em 2018 que mostram que o cenário era bem diferente daquele apresentado aos funcionários na sexta-feira, 18, e objeto de estupefação e incredulidade.

 

Todas as fontes, sem exceção, avaliaram como no mínimo infeliz a atitude do presidente. Gente com experiência executiva na cadeia automotiva classificou esse comunicado como a criação de um fato negativo na tentativa de obter vantagens em negociações junto aos grupos citados no e-mail: governo, concessionários, empregados, sindicatos e fornecedores.

 

Há certamente uma contradição que nem mesmo os funcionários da ativa conseguiram digerir: os quase 20 mil colaboradores da GM no País tinham, até a última sexta-feira, a mesma informação que AutoData a respeito da realidade da companhia, obtida em três importantes entrevistas com Carlos Zarlenga em 2018.

 

Na edição 342, de março do ano passado, na entrevista From the Top, Zarlenga fez análises sobre o ambiente da indústria automotiva no País, com as empresas se reestruturando e o mercado apontando para uma recuperação dos volumes em função dos fundamentos econômicos mais positivos. Ele citou a confiança do consumidor, a tímida recuperação do emprego e a criação da GM Mercosul – uma profunda reestruturação executiva da companhia – como fatores positivos desse movimento. Veja esta entrevista na íntegra

 

Nas páginas 17 e 18 Zarlenga afirma que houve perdas no balanço de 2016 e que em 2017 as contas voltaram ao equilíbrio, situação repetida em 2018:

 

“A América do Sul é um ponto chave, estratégico e foco da GM. Não sou eu quem diz isso, é a Mary [Mary Barra, CEO global]. Acho que muito disto está ligado ao trabalho que fizemos durante a crise. Se estivéssemos hoje fora do ponto de equilíbrio, sem melhorar a rentabilidade, não sei se a resposta seria a mesma… Mas da forma como estamos, com perspectiva de crescimento somada aos investimentos, entendo que dificilmente você vai achar um momento da GM no passado melhor que o atual”.

 

Esta entrevista foi um dos cases selecionados pelos jornalistas de AutoData para a indicação de Zarlenga ao título Personalidade do Ano 2018: ele foi o escolhido por meio de votação aberta no nosso site.

 

Em junho Zarlenga levantou a possibilidade de balanços negativos por parte de todas as empresas em entrevista exclusiva a AutoData. Foi o único momento em que a apreciação do dólar poderia reverter a trajetória do resultado positivo que se aventava.

 

Já em dezembro, na edição de AutoData que entrevistou o Personalidade do Ano, a número 351, Zarlenga mais uma vez reforçou a intenção da matriz de investir no País: “Somos a número 1 na sexta economia do mundo, o Brasil, e número 1 no Mercosul, um dos maiores mercados automotivos do mundo. Aqui claramente é um lugar onde podemos ganhar e por isso vamos investir aqui”. Leia a entrevista na íntegra.

 

Diante dessas declarações pode até ser possível que a GM tenha tido, de 2016 a 2018, prejuízos que não poderão se repetir neste 2019 segundo o e-mail de Carlos Zarlenga aos seus funcionários. Essa hipótese é válida somente se os prejuízos em 2016 tenham sido superiores aos resultados obtidos em 2017 e em 2018, segundo o próprio Zarlenga disse a AutoData. A GM não divulga balanços individuais das operações no Brasil e na Argentina. Apenas balanços regionais.

 

Executivo da área de finanças, que já passou pelas grandes do setor automotivo no País, avalia que “aparentemente estão tentando colocar o bode russo na sala para depois tirar. Outros líderes da indústria já fizeram isto no passado”. Esta tática seria uma tentativa de forçar negociações que atenderiam aos interesses da montadora – e em troca a líder de vendas permaneceria no País…

 

Outra vertente especulada por ex-executivos da própria companhia é a de que há um profundo movimento de reestruturação do modelo de negócios da GM no mundo. Nessa hipótese ganha força uma suposta cessão das operações na América do Sul para a chinesa SAIC.

 

Escritórios e fábricas na Colômbia e no Equador, que não fazem parte da GM Mercosul, também receberam e-mail semelhante ao de Zarlenga. Nesses países, e em Detroit, MI, “a história, a ideia de a SAIC assumir está forte”, disse profissional que já não está na ativa mas que mantém contato permanente com seus ex-colegas. Esta é uma opção que está neste momento na mesa de Mary Barra.

 

Todo esse movimento assusta a indústria automotiva nacional: “Se a líder de vendas está nessa situação imaginem as outras”, raciocinam os envolvidos. Que podem considerar que pode ter sido criada, esta situação, por uma sucessão de decisões que não contribuíram para o desenvolvimento dos planos da companhia.

 

O caso pede um olhar em perspectiva para tentar compreender o momento. São muitos os problemas, que podem começar pela fábrica de São José dos Campos, SP. Nos bastidores conta-se que algumas escapatórias, como negociações com a PSA para repassar a operação no Vale do Paraíba, e até um estudo para produzir um SUV com a Toyota, não vingaram no passado, relata fonte que participou destes momentos.

 

Os investimentos atuais também recebem críticas. Em São Caetano do Sul, SP, os clássicos problemas de logística podem tomar muito dinheiro dos investimentos para ser resolvidos, dentre outros desafios na fábrica mais antiga da GM no País. Pior: esses novos carros a ser produzidos a partir deste ano podem não gerar o retorno esperado. E o board pode não ter gostado disso: “É necessário avaliar se o que está acontecendo agora não foi um puxão de orelha de Mary Barra em Zarlenga ou se, realmente, está ocorrendo uma transformação global na GM”.

 

Ou tudo isso pode ser fogo de palha. Essa mesma fonte lembra que a declaração de Barra sobre a América do Sul ocorreu durante reunião da alta direção da GM, em Detroit, com jornalistas que cobrem o mercado financeiro: “Ela estava falando para acionistas, tentando vender ações. Nesse momento falar e agir são duas coisas bem diferentes”.

 

De qualquer maneira o e-mail do presidente Zarlenga continua dando o que falar. Um ex-funcionário de alto escalão concluiu: “Nunca tinha ouvido uma declaração tão infeliz, jogando no chão o valor, a credibilidade e a confiança da marca”.

 

Representante da assessoria de imprensa e de relações públicas da General Motors do Brasil, procurado, afirmou que a companhia não se manifestaria a respeito.

 

Colaborou Vicente Alessi, filho

 

Foto: Christian Castanho

Metalúrgicos da Ford cobram investimento no Taboão

São Paulo – De olho nas ameaças da outra fabricante com sede em Detroit aos seus funcionários o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC convocou, para a manhã de terça-feira, 22, manifestação na frente da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP, no bairro do Taboão, para cobrar novos investimentos na unidade.

 

Graças a acordo coletivo assinado em abril do ano passado os trabalhadores da fábrica do Taboão têm estabilidade até novembro. De acordo com comunicado divulgado pelo sindicato esse foi o prazo definido para que trabalhadores e empresa discutissem o futuro da unidade, que atualmente produz caminhões e o New Fiesta. Houve, no período, estudo para um novo projeto, sem continuidade.

 

Para o presidente do sindicato, Wagner Santana, é importante retomar essas negociações logo no começo do ano. Disse ele em nota: “Essas discussões são longas, os processos de negociação com as montadoras são trabalhosos. Não podemos deixar para discutir no segundo semestre, próximo ao término do acordo”.

 

Paralisação – Na fábrica de Taubaté, SP, os trabalhadores entraram em greve nesta segunda-feira, 21, por tempo indeterminado. De acordo com o sindicato dos metalúrgicos da região, a paralisação foi adotada como represália à demissão de doze funcionários, uma medida de controle de excedente de mão de obra. A entidade informou, ainda, que não houve produção no segundo turno da segunda-feira.

 

Foto: Divulgação.

Reunião pretende esclarecer cenário da GM

São Paulo – Os próximos passos da General Motors no Brasil deverão ser revelados na manhã da terça-feira, 22, quando o presidente Carlos Zarlenga se encontrará com representantes de sindicatos de São José dos Campos e São Caetano do Sul, SP, e da administração pública. Em pauta estará o próprio futuro da operação, que foi colocado em xeque pelo seu principal executivo em comunicado divulgado aos funcionários de todas as fábricas locais.

 

No fim de semana o prefeito de São Caetano do Sul divulgou um vídeo pedindo união de todas as partes envolvidas – GM, trabalhadores, sistemistas, governos – para garantir a continuidade dos negócios. Sem fornecer pormenores citou a reunião com a diretoria e ressaltou a necessidade de se garantir novos investimentos. A unidade do ABCD paulista da GM recebeu R$ 1,2 bilhão em investimento para ampliação de capacidade e para a produção dos modelos da plataforma GEM, desenvolvidos em parceria com a chinesa SAIC para os mercados emergentes.

 

Os sindicalistas divulgaram na tarde de segunda-feira, 21, nota conjunta em que contestam as afirmações de Zarlenga no comunicado – ele classificou a situação da GM como crítica e aventou, inclusive, a possibilidade de deixar a América do Sul: “A empresa anunciou lucro global superior a US$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre e é líder de vendas na nossa região”.

 

Para os metalúrgicos, que acusaram a empresa de criar um clima de “profunda apreensão nos trabalhadores”, a GM usou o comunicado para “preparar terreno para uma forte reestruturação no País, com fechamento de fábricas e demissões, a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos e Canadá“.

 

Os trabalhadores prometem endurecer a negociação: “Repudiamos a posição da empresa, expressa no comunicado, de exigir mais sacrifícios dos trabalhadores. É preciso ressaltar que já foram feitas várias concessões à direção da empresa e eles sempre querem mais”.

 

O que, a propósito, não foi feito pela rede de concessionários que, coagidos, acordaram em cortar 1% da sua lucratividade, uma demonstração de apoio à companhia, em reunião realizada na sede da Abrac em 27 de dezembro.

 

O governo estadual também está a par da situação. Por duas vezes o governador paulista se reuniu, este ano, com a diretoria da GM.

 

Foto: Divulgação.

BYD registra produção de 50 mil ônibus elétricos

São Paulo – A BYD informou, por meio de comunicado, na segunda-feira, 21, que atingiu, em janeiro, a produção de 50 mil unidades de ônibus elétricos. A empresa produz modelos movidos a eletricidade há nove anos e são trezentas as cidades que possuem em seu sistema de transporte ônibus BYD. Segue o comunicado: a base de clientes internacionais para ônibus elétricos cresceu desde que o primeiro lote de 35 unidades foi exportado para o aeroporto Schiphol, em Amsterdã, Holanda, em 2013. A empresa vendeu os veículos para o sistema de transporte de Londres, Inglaterra, para a Universidade de Stamford e para o Facebook.

Operadora do Piauí compra quatro Marcopolo

São Paulo – A Marcopolo anunciou na segunda-feira, 21, a venda de quatro unidades de ônibus rodoviários para a empresa de transportes Líder, que opera no Piauí. São três unidades do modelo Paradiso 1200 e uma unidade do Paradiso 1800 Double Decker. Ambos os modelos, segundo a empresa, são equipados com motor Euro 5 e chassi Mercedes-Benz. De acordo com Rodrigo Pikussa, diretor de novos negócios, a Líder tem uma frota composta apenas por veículos encarroçados pela Marcopolo.

Vendas no Chile cresceram 15% em 2018

São Paulo – As vendas de veículos no Chile, em 2018, foram de 417 mil 38 unidades, alta de 15,6% na comparação com o ano anterior, de acordo com os números divulgados pela Anac, associação que representa o setor automotivo no país. Considerando as vendas por segmento foram comercializados 379 mil 771 automóveis e comerciais leves, representando 91% do mercado. As vendas de caminhões e ônibus chegaram a 37 mil 267 unidades.

 

A Chevrolet foi a líder de vendas de automóveis e comerciais leves, com 36 mil 166 licenciamentos, seguida pela Suzuki, que comercializou 33 mil 238 unidades, e pela Hyundai, que ficou na terceira colocação com 32 mil 710 vendas. O quarto lugar ficou para a Kia, que vendeu 32 mil 432 unidades, e o quinto para a Nissan, com 30 mil 535 unidades.

 

A Mercedes-Benz encerrou o ano como líder no segmento de caminhões, com 2 mil 226 unidades vendidas, e a Chevrolet aparece na segunda posição, com 1 mil 501 vendas, seguida pela Volvo, com 1 mil 123 unidades. A Scania aparece na quarta posição, com 1 mil 99 licenciamentos, e a Volkswagen na quinta colocação, com 1 mil 30 unidades.

 

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Corolla foi o carro mais vendido em 2018

São Paulo – O Toyota Corolla foi o veículo leve mais vendido no mercado global em 2018, segundo um levantamento da consultoria Focus2Move. Mesmo com a queda nas vendas no ano passado – 1,7% de retração com relação a 2017 – o sedã teve 1 milhão 181 unidades negociadas, mais de 100 mil a mais do que o vice do ranking, a picape Ford Série F, com 1 milhão 80 mil unidades.

 

Completa o pódio outro modelo Toyota, o SUV RAV4, com 837,6 mil unidades comercializadas. Ficou ligeiramente à frente do Honda Civic, que registrou 823,2 mil unidades vendidas.

 

O terceiro modelo mais vendido de 2017, Volkswagen Golf, caiu para a sexta posição no ano passado. Com 10,3% de queda nas vendas, registrou 789,5 mil unidades vendidas – e foi superado, inclusive, pelo SUV Tiguan, que assumiu o posto de VW mais vendido do mundo.

 

Confira os modelos mais vendidos em todo o mundo, segundo a Focus2Move:

 

1) Toyota Corolla – 1 milhão 181 mil 445
2) Ford Série F – 1 milhão 80 mil 757
3) Toyota RAV4 – 837 mil 624
4) Honda Civic – 823 mil 169
5) VW Tiguan – 791 mil 275
6) VW Golf – 789 mil 519
7) Honda CR-V – 747 mil 646
8) VW Polo – 725 mil 463
9) Toyota Camry – 661 mil 383
10) Chevrolet Silverado – 651 mil 90

 

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