Bridgestone inaugura nove lojas no Sul do País

São Paulo – A Bridgestone, em parceria com a GP Pneus, inaugurou nove revendas na Região Sul do Brasil — ganharam lojas as cidades de São José dos Pinhais, PR, Chapecó, SC, e Porto Alegre, Santa Rosa, Pelotas e Novo Hamburgo, RS.

 

A Capital gaúcha ganhou quatro lojas. Nelas, os clientes poderão contratar serviços de manutenção e cuidados preventivos como montagem, alinhamento, balanceamento, suspensão, troca de óleo e filtros, além da compra de pneus da Bridgestone e da Firestone. Lafaiete Oliveira, diretor comercial da empresa, disse que a parceria com a GP Pneus reforça a estratégia de expansão da rede em diferentes regiões do País.

Quinzena tem média diária de 8,8 mil unidades

São Paulo – Em dez dias úteis de 2019 foram licenciados 88 mil 297 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, segundo dados do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O ritmo de 8,8 mil unidades por dia útil registrado até a terça-feira, 15, supera o do princípio de 2018, quando a primeira quinzena de janeiro teve média diária na casa dos 8 mil veículos.

 

O volume diário de licenciamentos, porém, ficou inferior ao registrado em dezembro, quando a média diária bateu as 12,3 mil unidades emplacadas. Movimento considerado normal por varejistas, uma vez que janeiro costuma registrar um recuo com relação ao último mês do ano devido ao acúmulo de contas e impostos a pagar e a própria temporada de férias.

 

Fonte do varejo contou à reportagem que houve também uma redução nas vendas diretas. As locadoras estão comprando menos carros neste começo de ano.

 

Os varejistas calculam volume próximo a 200 mil veículos em todo janeiro, já contando com a tradicional aceleração no ritmo de licenciamentos do fim de mês. Em janeiro de 2018 foram emplacados 181,3 mil veículos, de acordo com a Anfavea.

 

Foto: Divulgação.

Daimler Trucks investe € 500 mi em condução autônoma

São Paulo – A Daimler Trucks investirá mais € 500 milhões no desenvolvimento de caminhões autônomos Nível 4 – que permite que o veículo circule em áreas definidas sem intervenção do motorista. O anúncio foi feito pela empresa no Consumer Electronics Show, CES, em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. No evento a empresa também apresentou o Cascadia da Freightliner, veículo com recursos de condução parcialmente autônoma Nível 2 — o primeiro caminhão de produção em série com essa tecnologia na região.

 

Foto: Divulgação.

Kroschu passa a integrar o Consórcio Modular VWCO

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus promoveu mudanças no grupo de fornecedores instalados no condomínio industrial de Resende, RJ. A Continental Automotive deixou de compor o quadro de fornecedores que integram o consórcio modular, onde atuava desde 1997 na linha de montagem de cabines, para dar lugar à Kroschu, empresa com sede na Alemanha e que possui operações em São Paulo e em Minas Gerais. A transição, segundo apurou a Agência AutoData, começou no segundo semestre do ano passado, com entrada em operação em 2 de janeiro.

 

Na Continental trabalhavam 280 funcionários. Destes, cinquenta teriam sido recontratados pela Kroschu, com a possibilidade, segundo a empresa, de os demais trabalhadores também serem incorporados ao quadro da fabricante no futuro. Mas a VWCO informou, via comunicado, que a mudança de parceiro no Consórcio Modular de Resende “não gerou impactos no quadro de pessoal. Foram seis meses de cuidadosa transição e, desde 2 de janeiro, os colaboradores integram o time da Kroschu”.

 

A Continental deixa de ser um fornecedor interno, mas segue como responsável pela produção de componentes para painel dos caminhões e ônibus VWCO via fábrica de Guarulhos, SP. Este é o segundo caso em que a fabricante deixa de ser fornecedora interna: no ano passado, a companhia foi substituída pela Reydel no condomínio industrial da General Motors em Gravataí, RS, onde fornecia componentes para painel e acabamento interno dos automóveis Chevrolet.

 

A Kroschu, forma abreviada de Kromberg & Schubert, mantém produção em quarenta países e possui um quadro de 50 mil funcionários. Além de sistemas elétricos para veículos também produz plásticos para aplicação industrial. A companhia passa a integrar o consórcio modular de Resende no momento em que a VWCO planeja voos maiores nos mercados interno e externo – com a retomada das vendas, a montadora foi ocupando a fábrica de forma paulatina até que, em outubro, anunciou a abertura do segundo turno parcial. A jornada extra levou a companhia a contratar 350 funcionários.

 

De acordo com dados divulgados pela Anfavea, a fabricante encerrou o ano passado com 20 mil 242 unidades licenciadas, um volume que representa crescimento de 42,5% na comparação com as vendas efetuadas em 2017. No período, a companhia liderou as vendas nos segmentos de semipesados, médios e leves. Nos semileves e nos pesados, segmento que sustentou as vendas de caminhões nos últimos anos em função das demandas do agronegócio, a empresa ficou atrás da Mercedes-Benz em volume de vendas. A M-B também terminou à frente da companhia nas vendas de ônibus.

 

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Magneti Marelli Cofap Aftermaket bate meta em 2018

São Paulo – A Magneti Marelli Cofap Aftermarket superou a meta estabelecida para 2018 de lançar 1 mil códigos no mercado de reposição. Foram mais de 200 novos códigos de amortecedores e mais de 500 códigos para componentes de motor, suspensão, transmissão, juntas homocinéticas e bandejas suspensão, além de mais de 400 códigos de velas e bobinas de ignição, válvulas para motores de motocicletas e itens da linha térmica.

 

Para 2019 a projeção da companhia é lançar mais de 1,2 mil códigos de produtos e outras seis novas linhas de componentes, sendo quatro da Cofap e duas Magneti Marelli. Alguns lançamentos já estão no mercado, caso dos amortecedores Cofap para o Citroën C4 Cactus e condensadores da Magneti Marelli.

Magna produzirá chassi do Toyota Supra na Áustria

São Paulo – A Magna anunciou na terça-feira, 15, que produzirá o Toyota Supra em fábrica instalada na Áustria. O modelo superesportivo foi apresentado durante o Salão de Detroit, nos Estados Unidos, pela montadora. Está prevista para este ano a entrada do veículo nas linhas de produção, informou a Magna por meio de comunicado.

 

Afora o chassi, a companhia fornecerá assentos, travas paras as portas e componentes para a porta. A Magna tem em seus quadro 173 mil funcionários que atuam em 340 fábricas no mundo. A empresa também mantém 89 centros de pesquisa e desenvolvimento.

 

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Financiamentos de veículos cresceu 7,5% em 2018

São Paulo – O volume de veículos financiados no País em 2018 cresceu 7,5% na comparação com 2017, chegando a 5 milhões 486 mil 375 unidades. O número de veículos novos financiados no período foi de 2 milhões 52 mil 605 unidades, o que representa alta de 13,9%. Até dezembro, foram financiados 3 milhões 433 mil 770 unidades usadas, o que representa crescimento de 3,9%. Os dados são da B3.

 

Separando por categorias, também houve crescimento no volume de automóveis financiados no ano passado: 1 milhão 291 mil 228 unidades, 13,4% a mais. O Ford Ka Sedã foi o modelo 0km com maior participação de financiamentos sobre vendas em 2018. Dentre as 39 mil 27 unidades do veículo licenciadas no ano passado, 34 mil 533 unidades foram adquiridas por meio de financiamento.

 

No segmento de pesados, o volume de unidades financiadas foi de 99 mil 917 unidades, 56,5% a mais do que o registrado em 2017. O grande responsável por esse crescimento são os caminhões, que fecharam o ano com um crescimento de 61,3% em relação a 2017, informou a B3 por meio de comunicado divulgado na terça-feira, 15.

 

No acumulado do ano a modalidade de financiamento mais utilizada no mercado foi o CDC, ou o Crédito Direto ao Consumidor. Do total financiado, 4 milhões 674 mill 235 unidades corresponderam ao CDC, alta de 9,6% frente ao número registrado em 2017. Consórcio e Leasing forma as outras duas modalidades mais utilizadas.

 

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas.

Para Ford e VW não há limite de futuro

Detroit – São muito razoáveis as possibilidades de que a aliança da Ford e Volkswagen, anunciada pelos CEOs Jim Hackett e Herbert Diess na terça-feira, 15, evolua, ao longo de poucos anos, para um compromisso mais rígido na forma de fusão e ou incorporação, acreditam fontes próximas dos acontecimentos. Por enquanto o interesse conjunto declarado é o desenvolvimento de picape média que substituirá Ranger e Amarok até 2022 e de vans comerciais na Europa.

 

A necessidade da duas companhias é “gerar escala e eficiências a partir de 2023”.

 

Em Detroit, para acompanhar o salão do automóvel, o presidente Lyle Watters, da Ford América do Sul, e seu vice-presidente de Comunicação, Estratégia e Assuntos Governamentais, Rogelio Golfarb, aproveitaram as presença de jornalistas brasileiros e argentinos para ajudar no entendimento do espírito da Aliança Ford Volkswagen.

 

“Trata-se de aliança global e não regional, como aconteceu no passado [ele se referiu à Autolatina]”, disse Watters. “O primeiro foco são picapes, sob a liderança da engenharia Ford, e depois vans comerciais na Europa, sempre com foco em melhorias para as duas empresas. Ao longo do tempo teremos portas abertas para discutir nossos potenciais com relação à eletrificação e aos veículos autônomos, Aos serviços de mobilidade, enfim.”

 

Claro que ainda não está claro como esses objetivos se sucederão, como será o fornecimento de motores e de partes e autopeças, nem se fábricas sobreviverão ou se transformarão em loteamentos ou shopping centers – particularmente no Brasil e na Argentina. Mesmo porque questões como estas serão objeto de discussão a partir de agora, insistiram Watters e Golfarb.

 

“Certamente compartilharemos, num futuro bem próximo, produtos diferenciados, com o DNA de cada uma das marcas”, continuou Watters. “Mas também teremos foco na expansão do capital.”

 

Indefinido também está o local dessas produções, da montagem desses novos veículos, mas os dirigentes admitiram a possibilidade de que Ranger e Amarok possam, eventualmente, dividir as mesmas linhas de produção. Watters observou que “está é uma das belezas desse acordo de aliança. Ou seja: descobrir onde tantas possibilidades estão”.

 

Golfarb insistiu que as empresas estão abertas “para todas as possibilidades, no mundo todo, serem analisadas de maneira cuidadosa visando à competição saudável, mas nada mais específico existe, ainda, além da ação picapes”.

 

Essa análise cuidadosa que Golfarb cita está baseada “em muita experiência acumulada em trabalhos conjuntos, e em 2023 já observaremos os resultados, os benefícios globais”.

 

Uma questão marota, mas fundamental, teve boa resposta de Golfarb: “Por que está aliança dará certo? Porque as pessoas, e as organizações, com o tempo aprendem a aplicar melhor seus conhecimentos. Ou seja: aprendemos a onde focar nossas energias visando ao interesse do consumidor. E também porque no passado os mercados eram menos competitivos”.

 

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Vendas do Grupo PSA crescem 6,8%

São Paulo – O Grupo PSA bateu seu recorde de vendas em 2018 com 3 milhões 878 mil unidades comercializadas, alta de 6,8% na comparação com o ano anterior, sendo o quinto ano consecutivo de crescimento da companhia. A PSA informou que a alta foi sustentada pela ofensiva de produtos, marcada por mais de 70 lançamentos regionais e pela implementação de uma estratégia com foco no cliente e no empenho da rede comercial.

 

Na Europa as vendas da empresa chegaram a 3 milhões 106 mil 160 veículos, crescimento de 30,6% na comparação com 2017, puxado pelas marcas Peugeot e Citroën que ficaram entre as dez marcas mais vendidas na região. Na América Latina foram comercializadas 175 mil 257 unidades, queda de 15%, causada pelo grande recuo do mercado argentino e pelas dificuldades da empresa no mercado brasileiro.

 

Na Eurásia a PSA vendeu 15 mil 288 veículos, alta de 0,5% e na Índia-Pacífico houve crescimento de 1,6%, com 26 mil 479 vendas. No Oriente Médio e África as vendas foram de 291 mil 998 unidades, queda de 52,8%, causada pelo fim das atividades no Irã e pelo recuo do mercado turco. Na China e Sudeste Asiático a empresa comercializou 262 mil 583 veículos, queda de 32,2%.

Aliança Ford-VW começará com uma picape

São Paulo e Detroit – Ford e Volkswagen divulgaram na terça-feira, 15, por meio de seus CEOs Jim Hackett e Herbert Diess, novidades acerca da aliança anunciada no ano passado. O que a princípio ficaria restrito a veículos comerciais leves, como picapes e vans, pode também avançar para veículos elétricos, autônomos e serviços de mobilidade – as duas empresas assinaram memorando de intenções para estudar a colaboração nestas áreas.

 

O primeiro veículo fruto da aliança – que não envolverá troca de ações e será dirigida por um comitê independente, liderado pelos dois CEOs e formado por executivos de ambas as empresas – será uma picape média global que deverá chegar ao mercado em 2022. Caberá à Ford o desenvolvimento do projeto e a produção.

 

A companhia estadunidense será a responsável também pelas vans comerciais grandes para o mercado europeu, enquanto a Volkswagen desenvolverá e produzirá uma van urbana, cujos mercados regionais e prazo para a entrada em linha de produção não foram especificados.

 

Não foram dados nomes aos bois, mas o próprio comunicado dá algumas sinalizações. A picape seria a nova geração, ou substituta, das Ford Ranger e Volkswagen Amarok. As vans substituirão Ford Transit e Volkswagen Caddy e Transporter.

 

Ford e Volkswagen esperam que os primeiros frutos dessa parceria rendam resultado operacional anual antes dos impostos já a partir de 2023. A aliança, diz o comunicado assinado pelos CEOs, “gerará ganhos significativos de escala e eficiência e permitirá a ambas as empresas compartilhar investimentos em arquiteturas de veículos que abrangem diferentes capacidades e tecnologias”.

 

Hackett, da Ford, foi mais além: “[A aliança] vai não só trazer eficiências importantes e ajudar ambas as empresas a melhorar seu desempenho, mas também nos dará a oportunidade de ajudar a formar a próxima era da mobilidade”.

 

Colaborou Vicente Alessi, filho

 

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