Eaton traz forjamento de precisão para o Brasil

São Paulo – Com foco na produção de peças automotivas mais robustas e precisas, a Eaton está produzindo engrenagens com forjamento de precisão, tecnologia que a empresa já usava nos Estados Unidos.

 

O processo de produção é mais refinado e também traz outros benefícios para a empresa e para seus clientes, de acordo com Celso Fratta, gerente de produto e especialista em diferencias blocantes: “O novo processo, na comparação com o antigo que envolvia forjamento e usinagem, traz maior robustez para os dentes da engrenagem e, com isso, aumenta a durabilidade do componente”.

 

O forjamento de precisão também permite que a Eaton reduza o tamanho da engrenagem caso o cliente necessite de um componente menor, mas que suporte o mesmo torque. Segundo a companhia, o novo processo reduziu algumas etapas, como a usinagem, aumentando a capacidade produtiva da fábrica de Valinhos, SP, onde são produzidas as engrenagens. “Com essa tecnologia nós reduzimos algumas etapas no processo produtivo e fizemos algumas mudanças na linha de produção, como a automação da linha de prensa”.

 

Atualmente, a Eaton já fornece as engrenagens para as montadoras no Brasil e, no futuro, a tecnologia pode ser usada para produção de outros componentes, mas a companhia não confirmou se pretende usar esse processo para outras peças. Um projeto mais próximo é o de exportar as novas engrenagens para outras unidades da Eaton, na Europa e nos Estados Unidos: “Não definimos quando isso começará, mas estamos estudando e queremos iniciar as exportações o quanto antes”, disse Fratta.

 

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BMW Serviços Financeiros anuncia novo presidente

São Paulo – O braço de serviços financeiros da BMW indicou Mario Janssen como novo CEO no País. O executivo assume a posição de Eduardo Varella, que deixou o comando da operação regional para se dedicar a novos desafios, informou a companhia por meio de comunicado. Antes, Janssen era diretor financeiro da empresa, cargo que agora será ocupado por Holger Spiegel.

 

Mario Janssen é formado em economia de negócios e iniciou a carreira na BMW em 1989, com passagem por diversas áreas do grupo como finanças, marketing e pós-vendas. Em 2005, foi transferido para o Brasil, assumindo o cargo de CFO na BMW do Brasil de 2005 a 2010. Em 2012, mudou-se para o México, onde assumiu a função de CFO no BMW Serviços Financeiros local.

 

Em 2015, retornou ao Brasil com a mesma posição no BMW Serviços Financeiros. O executivo irá se reportar para Ian Smith, presidente da operação nas Américas.

 

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Indústria de autopeças avançou 16% em novembro

São Paulo – O faturamento líquido do setor de autopeças nacional avançou 15,9% em novembro do ano passado, comparado com o mesmo mês de 2017, segundo dados divulgados pelo Sindipeças na sexta-feira, 11.

 

Com relação a outubro, que vinha de alta de 9,1% sobre o mês anterior, o desempenho em novembro ficou 4,4% inferior. Mas o saldo ficou positivo no acumulado do ano, com 18,9% de aumento no janeiro a novembro, comparado com os primeiros onze meses de 2017.

 

Em comunicado, a entidade ressaltou a continuidade da recuperação prevista para o setor, “com variações positivas em todos os canais de venda, em especial nas exportações em reais, com aumento de 28%”.

 

As vendas para montadoras cresceram 19,3% até novembro, enquanto o avanço para o segmento de reposição somou 7,7%.

 

O Sindipeças destacou também a recuperação do nível de emprego do setor: comparado com janeiro a novembro de 2017 registrou alta de 8,5%. Do mesmo modo cresceu a utilização da capacidade instalada no parque fabril, 5% superior no período.

 

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Detroit diz adeus aos janeiro

Detroit, Michigan – Zero grau Celsius lá fora, 1 e meia da tarde em Detroit, MI, e este é o ultimo salão da terra das antigas Big Three realizado em janeiro: a partir do ano que vem será em junho, ou julho, ainda a escolher. Como ancião centenário este salão parece inclinar-se à espera do ano que vem – quando, se anseia, voltem música e luzes, o show, sempre em dias alegres e ensolarados. Pois 2019 privilegiou lançamentos de veículos exclusivamente para os mercados da América do Norte.

 

Mas o que teve a virtude, mesmo, de sacudir as carcaças de quase setecentos jornalistas aqui foi o anúncio, por Ford e Volkswagen, de chamada de conferência conjunta dos seus CEOs, Jim Hackett e Herbert Diess, para a terça-feira, 15, “para dar informações atualizadas sobre as discussões em andamento visando a uma aliança global”. Também participarão Jim Farley, presidente de mercados globais da Ford, e Thomas Sedran, CEO de veículos comerciais da Volkswagen.

 

Pois esta é a história que tira o sono dos executivos nela envolvidos e de jornalistas que querem contar histórias inovadoras. Dizem fontes, por aqui, que nas últimas semanas o assunto passou ao domínio dos departamentos jurídicos das duas empresas, sempre preocupados com aspectos legais e relacionados aos direitos dos acionistas. Também chamou a atenção a ordem de entrada das empresas no comunicado formal: o logotipo Volkswagen, assim como o nome Volkswagen, apareceram adiante dos da Ford – será indicio de alguma coisa ou tudo aconteceu em função de singelo sorteio?

 

As mesmas fontes também não descartam a possibilidade de o acordo ter tido a sua envergadura ampliada, incluindo áreas além daquela original objeto de discussões, a de veículos comerciais. Ou seja: o alcance de potencial aliança pode ir muito além da imaginação de um primeiro momento.

 

O dia – A Ford fez a primeira apresentação do dia de abertura do Salão de Detroit, a segunda-feira, 14, que envolveu Explorer 2020, Shelby GT50 e um veículo para o uso de policias, o Police Interceptor. O Explorer ganhou “novo desenho, mais potência e tecnologia” em três fileiras de assentos com dois motores: 3.0 V6 Ecoboost de 370 cv e 2.3 Ecoboost de 304 cv.

 

O novo Shelby, “um projeto primoroso”, tem mais de 700 cv, e o Police Interceptor Utility 2020, hibrido, é a arma Ford para manter sua participação no mercado de carros para polícia nos Estados Unidos, 65%.

 

A apresentação da FCA, por meio da RAM, veio a seguir, com as suas versões 3 500 e 2 500 e a Black – sempre para 2020. Também a Toyota não fugiu de produtos destinados aos mercados internos da América do Norte, com o Supra, seguida de Volkswagen com Passat, Nissan, Kia, Infiniti, Hyundai…

 

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VWCO vende dez caminhões para Graneiro

São Paulo – A Graneiro anunciou na segunda-feira, 14, a compra de dez unidades de caminhões Constellation 15.190, da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O negócio faz parte de planejamento de renovação de frota. A empresa é cliente da VWCO há trinta anos, informou por meio de comunicado, e que atualmente há mudança no perfil de implemento utilizado para transportar cargas, com maior capacidade. No segmento de caminhões médios, onde atua com o modelo 15.190, as vendas da VWCO terminaram o ano passado representando 60% do volume total vendido no País.

Marcopolo vende 342 ônibus para Transantiago

São Paulo – A Marcopolo anunciou na sexta-feira, 11, a venda de 342 unidades de ônibus urbanos para a Transantiago, operadora de transporte que atua no Chile. Dois modelos compõem o pedido, Torino Low Entry Articulado e Torino Low Entry, e têm chassis Mercedes-Benz e motor que atende à norma Euro 6.

 

De acordo com André Armaganijan, diretor do estratégia e negócios internacionais, as primeiras 150 unidades negociadas foram produzidas durante o mês de dezembro na fábrica de Ana Rech, RS, e estão sendo embarcadas para o Chile.

 

A empresa afirma que, em 2018, o Chile foi o principal mercado exportador na América do Sul, com mais de 970 unidades embarcadas. O novo fornecimento para o Transantiago vinha sendo negociado há meses, informou a companhia por meio de comunicado.

 

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Setor automotivo puxa demanda por embalagens

São Paulo – Bom termômetro para indicar a demanda futura da indústria, o setor de embalagens projeta bons números para o ano, que deverá refletir em outras áreas do setor automotivo. Após crescer 32% em 2018, a Maximu’s Embalagens espera elevar seu faturamento em 25%. No caso da Mazurky Embalagens, a expectativa de aumento chega a 12%.

 

“O setor automotivo representa 50% do nosso faturamento. Em 2019, será o responsável por puxar a alta projetada, junto com o setor de construção e eletrônicos”, afirma Erick Souza, diretor da Maximu’s. Na Mazurky, segundo o diretor comercial Eduardo Mazurkyewistz, os pedidos recebidos da indústria no começo do ano representam volume interessante. “No ano passado, o setor automotivo representou 15% do nosso faturamento e, com a volta do crescimento, esperamos que chegue a 30% até 2020”.

 

Para suportar o crescimento esperado, a Maximu’s investiu na expansão de sua fábrica em Ribeirão Pires, SP, no ano passado para aumentar a capacidade produtiva e a sua infraestrutura. “Novos equipamentos estão chegando e faremos mais algumas expansões na fábrica ainda este ano para dar conta da demanda, que deve ser maior que a do ano passado, quando produzimos 10 milhões de embalagens”, disse Souza.

 

A Mazurky também investiu e, no ano passado, começou a operar em um novo prédio, em São Bernardo do Campo, SP. A mudança dobrou a capacidade produtiva para 500 toneladas por mês: “Hoje produzimos em torno de 350 toneladas por mês e a nossa expectativa é que em três anos a fábrica esteja operando em sua capacidade máxima”. 

 

As embalagens plásticas da Maximu’s atendem a toda a cadeia automotiva e são usadas para proteger peças como para-choques, spoilers e componentes internos do motor, além de exportações de peças que serão usadas para montagem CKD em outro país. A Mazurky, que produz caixas de papelão, atende a cerca de 15 sistemistas e está negociando com empresas como PSA Peugeot Citroën e Volkswagen para fornecer embalagens que serão usadas para exportações de componentes e para o mercado de reposição.

 

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CNH Industrial muda estrutura com foco no crescimento

São Paulo – A CNH Industrial mudou sua estrutura organizacional para acelerar o crescimento e a lucratividade global. A nova estrutura terá foco em seus cinco segmentos operacionais globais: agricultura, veículos comerciais e especiais, construção, powertrain e serviços financeiros, segundo as informações divulgadas na segunda-feira, 14.

 

Comitê Executivo Global é o novo nome do Conselho Executivo do Grupo, que conta com novos membros e continuará responsável por supervisionar o desempenho operacional dos segmentos de atuação da companhia e tomar decisões sobre determinados assuntos operacionais. Hubertus Mühlhäuser, CEO da CNH Industrial, disse que as empresas precisam se adaptar, mudar e revitalizar continuamente para responder a esses desafios de negócios e gerar valor a longo prazo com sucesso, diante das mudanças que o setor está passando.

Japão apresenta novas acusações contra Carlos Ghosn

São Paulo – A justiça do Japão fez nova acusação formal contra Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, na sexta-feira, 11. O executivo foi acusado de violar a confiança da empresa e de não declarar parte de sua renda de março de 2015 e março de 2018, os últimos três anos fiscais japoneses. Em dezembro, o executivo já havia sido acusado pelo mesmo crime, mas com relação a 2010 e 2015. Ele está detido na capital japonesa desde 19 de novembro por sonegação fiscal e fraudes financeiras.

 

A Nissan e o ex diretor-representante da marca, Greg Kelly, também foram indiciados por ocultarem a fraude. Kelly, preso na mesma ocasião de Ghosn, foi libertado em 25 de dezembro após o pagamento uma fiança equivalente a R$ 2,5 milhões. As quantias supostamente não declaradas às autoridades japonesas equivaleriam a cerca de 9 bilhões de ienes, ou aproximadamente US$ 83 milhões.

 

A acusação diz ainda que Ghosn violou a política corporativa do Japão de usar a Nissan Motor para cobrir uma gama de perdas financeiras pessoais durante a crise de 2008 e pelos pagamentos realizados a um empresário saudita, informou o tribunal. A defesa de Ghosn anunciou que pedirá a liberdade do empresário mediante pagamento de fiança.

 

Na terça-feira, 8, o brasileiro apareceu em público pela primeira vez desde a prisão e afirmou ser inocente em audiência judicial. Na quinta-feira, 10, no entanto, deixou de comparecer a interrogatório alegando estar com febre alta.

 

Foto: Masato Yamashita.