Mercado mexicano encolhe 7%

São Paulo – As vendas de veículos novos no México alcançaram 1 milhão 421 mil 458 unidades no ano passado, recuo de 7,1% na comparação com 2017, quando foram vendidos 1 milhão 530 mil 498 veículos, segundo os dados divulgados pela Amia, associação mexicana que representa a indústria automotiva. Considerando apenas dezembro, foram vendidos 141 mil 963 veículos, queda de 10,7% ante igual mês do ano anterior.

 

Saíram das linhas de produção mexicanas 3 milhões 908 mil 139 veículos em 2018, leve recuo de 0,6% na comparação com o ano anterior. Em dezembro foram produzidos 237 mil 677 veículos, volume 9,7% menor do que no último mês de 2017.

 

As exportações sustentaram a produção mexicana no ano e cresceram 6%, com 3 milhões 449 mil 201 veículos vendidos para outros países, contra 3 milhões 253 mil 859 unidades em 2017. Em dezembro as exportações somaram 275 mil 45 veículos, expansão de 2,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

 

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Volkswagen e Renault sobem degraus

São Paulo – O mercado de veículos terminou 2018 com Renault e Volkswagen registrando maior crescimento em participação dentre as dez montadoras com maior volume de vendas no período. A Renault saltou de 7,7% em 2017 para uma fatia de 8,7% no ano passado. A parcela da VW, por sua vez, era de 12,5% ao fim de 2017, e fechou 2018 em 14,9%, de acordo com dados da Fenabrave.

 

O quadro mostra a Volkswagen ainda na segunda posição em volume de licenciamentos, mas representa, por outro lado, maior aproximação da líder General Motors, que viu sua fatia diminuir 0,5 ponto porcentual no último ano: de 18% para 17,5%. O desempenho também a levou roubar o segundo posto da Fiat, vice-líder em 2017.

 

No caso da Renault, o desempenho comercial que a fez aumentar participação no mercado interno determinou sua entrada na lista das cinco maiores do País. Dois anos antes, a empresa ocupava sétima posição no ranking.

 

No período a Volkswagen lançou os modelos Polo e Virtus, que registraram vendas relevantes logo nos primeiros meses e ajudaram a companhia a aumentar sua fatia no mercado. Até dezembro foram emplacados 69,5 mil unidades do hatch da VW, terminando o ano como sexto veículo mais vendido. Já o sedan Virtus ficou na 17ª posição, com 41,6 mil unidades licenciadas.

 

Já a Renault ganhou volume de vendas com o lançamento do compacto Kwid, em 2017. Uma estratégia que combinou agressividade nas vendas diretas à pessoa jurídica e abertura de canal comercial na internet levou o modelo a ser o sétimo mais vendido no País no ano passado: 67,3 mil unidades, apontam os dados da Fenabrave.

 

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1 milhão de motocicletas

São Paulo – A produção de motocicletas em 2018 chegou a 1 milhão 36 mil 846 unidades, alta de 17,4% com relação ao ano anterior, quando foram produzidas 882 mil 876 unidades, de acordo com os dados divulgados pela Abraciclo, associação que representa as fabricantes do setor de duas rodas.

 

Em entrevista à AutoData, em outubro, o presidente Marcos Fermanian ponderou que talvez esta meta fosse alcançada ainda em 2018, mas considerava ela mais realista para 2019. O mercado acabou surpreendendo o executivo e a indústria de motos retornou, enfim, aos sete dígitos.

 

Com relação às vendas no varejo, foram licenciadas 940 mil 108 motos, crescimento de 10,5% ante as 851 mil 13 unidades vendidas em 2017. “O resultado do ano é reflexo da retomada da confiança do consumidor, da recuperação econômica, do aumento da oferta de crédito e do grande número de lançamentos que as empresas fizeram”, disse Fermanian.

 

As exportações caíram 16,8%, chegando a 68 mil 73 unidades. O recuo é explicado pela crise no mercado argentino, principal destino das motos produzidas no Brasil, assim como aconteceu com o mercado de veículos.

 

Para esse ano, a projeção da Abraciclo é de produzir 1 milhão 80 mil unidades, alta de 4,2% na comparação com o ano passado e vender 998 mil motocicletas, crescimento de 6,2%. No caso das exportações, a projeção é de queda de 28%.

 

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Rede Hyundai foi a que mais recebeu visitante por loja

São Paulo – A rede de concessionárias Hyundai foi a que mais recebeu visitante por loja até novembro de 2018, de acordo com um estudo produzido pela In Loco com exclusividade para AutoData. Outras duas asiáticas completam o pódio: Toyota e Honda.

 

Para chegar ao resultado, a In Loco relaciona a quantidade de visitantes únicos em toda a rede das onze marcas com maior volume de vendas no mercado brasileiro com o número de suas lojas no Brasil. Por isso, apesar de a rede Chevrolet receber a maior quantidade de visitantes únicos, ela ficou apenas na sétima posição na relação visitante por loja.

 

Jeep, Renault e Nissan ocupam, respectivamente, a quarta, quinta e sexta posição. Durante o ano as três foram alternando de posição. A In Loco destaca também o desempenho da Fiat, que até abril estava na décima posição, mas foi melhorando sua performance até encerrar o ano na oitava posição.

 

Em visitantes únicos, a Fiat foi a segunda rede a receber mais consumidores até novembro. A Volkswagen completa o pódio, seguida por, na ordem, Ford, Renault, Hyundai, Honda, Toyota , Jeep, Nissan e Mitsubishi.

 

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Ilustração: In Loco

Nova família GM será responsável por 75% das vendas

São Paulo – O presidente da General Motors, Mark Reuss, anunciou na sexta-feira, 11, em Nova York, Estados Unidos, uma nova família global de veículos de alto volume que representará, até 2023, 75% das vendas da companhia na América do Sul. O primeiro modelo será apresentado em março na China – o maior mercado da companhia.

 

Não foram revelados muitos pormenores. Em comunicado, a empresa disse que a nova família será formada por diversos modelos, incluindo sedãs e SUVs Chevrolet e Buick. “Nos primeiros treze meses de produção serão lançados cinco tipos de carrocerias, com oito variações regionais”.

 

A companhia afirmou que os modelos são resultados de investimentos anunciados em 2015. “A GM está empenhada e oferecer os produtos certos nos mercados certos a fim de maximizar o retorno de seus investimentos”.

 

A nova família de veículos representará 10% das vendas globais da GM já em 2020. Em 2023, subirá para um em cada cinco veículos comercializados. Reuss prometeu modelos com visual atrativo, elevada eficiência energética e ampla oferta de tecnologias de conectividade e segurança, “muitas delas inéditas em seus respectivos segmentos”.

 

No ano passado o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, prometeu onze lançamentos no mercado brasileiro em 2019, resultado do ciclo de investimentos de R$ 13 bilhões que se encerra este ano. Destes, cinco serão produzidos localmente – incluindo um SUV.

 

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Mercado europeu derruba vendas globais da Audi

São Paulo – A Audi anunciou na quinta-feira, 10, que as vendas globais apresentaram recuo de 3,5% em 2018, atingindo volume de 1 milhão 812 mil 500 automóveis. Por meio de comunicado, a empresa informou que o resultado é fruto de “cenário difícil” enfrentado na Europa, no período. Na região, as vendas caíram 13,6%. Na China, por outro lado, houve aumento de 10,9% nas vendas.

 

A montadora de Ingolstadt reafirmou sua posição como a marca premium de maior sucesso pelo trigésimo primeiro ano consecutivo. Na América do Norte, a empresa fechou o ano em linha com o nível do ano passado, 0,9% negativo.

Daimler Trucks vende 500 mil caminhões

São Paulo – A Daimler Trucks fechou o ano passado com meio milhão de caminhões vendidos em todo o mundo – segundo um levantamento preliminar com as marcas da companhia, Mercedes-Benz, Fuso, Freightliner, Western Star, Thomas Built Buses e BharatBenz. Em 2017, as vendas somaram 470,7 mil unidades.

 

Para Martin Daum, integrante do board da Daimler e chefe mundial das divisões Truck e Buses, 2018 foi um dos anos mais bem-sucedidos na história da divisão.“Nossas vendas globais foram significativamente maiores do que no ano anterior. Com bem mais de 500 mil caminhões, atingimos nosso maior volume de vendas dos últimos dez anos”.

Volkswagen bate recorde de vendas em 2018

São Paulo – A Volkswagen bateu o recorde global de vendas em 2018, com 6,2 milhões de veículos comercializados durante o ano – um ligeiro avanço de 0,2% sobre 2017, segundo comunicado divulgado pela companhia na quinta-feira, 10. A região da América do Sul, sobretudo por causa do mercado brasileiro, teve papel importante nessa marca.

 

Por aqui a companhia fechou o ano com 35% de crescimento, com 366,9 mil veículos vendidos. Cresceu bem acima da média da indústria, conquistando 2,3 pontos porcentuais de participação de mercado – chegou a 14,9%, segunda no ranking, superada apenas pela Chevrolet e seus 17,6% de market share.

 

Para o presidente Pablo Di Si, foi o ano da consolidação da estratégia da companhia, que segue sua ofensiva de lançamentos. “Lançamos onze modelos novos e, agora em 2019, manteremos o ritmo forte com o T-Cross, produzido em nossa fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, que chega para competir no segmento que mais cresce no País, o de SUVs”.

 

O mercado brasileiro ajudou a colocar a América do Sul no posto de região com maior crescimento da empresa no ano passado. Foram 13,1% de aumento nas vendas – só não foi melhor porque a Argentina, mercado relevante da região, amargou um recuo de 22,4%. No total, os sul-americanos adquiriram 474 mil modelos VW.

 

Europa, com 3,6% de avanço, e Estados Unidos, com 4,2% de crescimento, também registraram bom desempenho no ano passado, compensando as quedas na 2,1% na China e de 19,1% no México.

 

A ofensiva de SUVs já começa a colher frutos. As vendas do segmento cresceram 38% sobre 2017, segundo as contas da companhia – e um em cada cinco Volkswagen vendidos no mundo no ano passado foi um SUV. A companhia pretende oferecer, em 2025, trinta modelos utilitários esportivos, dentre convencionais e elétricos.

 

Para 2019 a expectativa é positiva, de acordo com o COO Ralf Brandstätter: “Mesmo com os riscos geopolíticos, temos que fazer nossa lição de casa. Além de crescer em volume, vamos nos concentrar mais na lucratividade. Assim, garantiremos a rentabilidade a longo prazo da marca Volkswagen”.

 

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Volvo Cars quer vender mais de 1 mil híbridos em 2019

São Paulo – Depois de quase dobrar as vendas no ano passado, a Volvo Cars busca um novo recorde para o mercado brasileiro em 2019. O planejamento da marca é importar oito mil veículos – sendo 1,2 mil híbridos.

 

Caso as estimativas reveladas pelo diretor comercial João Oliveira se concretizem, o crescimento de vendas da empresa chegará a 20%. No ano passado foram licenciados 6 mil 836 Volvo, 96% a mais do que em 2017.

 

A aposta nos híbridos é forte. “Acreditamos que esse segmento tem espaço para crescer no Brasil e esperamos que 15% do nosso volume de vendas seja de veículos híbridos”.

 

Mesmo com a boa expectativa para o segmento de híbridos, a gama de modelos seguirá a mesma: XC90, XC60 e S90. O XC40 híbrido não chegará em 2019.

 

“O XC40 híbrido não virá esse ano para o Brasil, até mesmo pelo longo prazo de homologação que leva de seis a sete meses. Ele será comercializado em outros países antes de vir para o País”.

 

Para suportar o crescimento esperado, a companhia abrirá duas novas concessionárias, uma em Campo Grande, MS, e outra em Maceió, AL, chegando a 38 pontos de vendas no Brasil. No ano passado, dos dez carros importados mais vendidos no Brasil, três foram da Volvo: o XC60, com 2 mil 916 licenciamentos, o XC40, com 2 mil 395 vendas e o XC90 que emplacou 876 unidades.

 

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