Neo Rodas investe R$ 20 milhões em fábrica de pintura

São Paulo – A Neo Rodas investiu R$ 20 milhões para adquirir uma nova fábrica de pintura automática, que ampliará a capacidade produtiva da companhia para 150 mil rodas por mês. Segundo a empresa informou em comunicado divulgado na quarta-feira, 21, trata-se do maior investimento desde o início de suas operações, há dois anos.

 

A maior parte da fábrica será de linhas automáticas de aplicação de primer em pó e pintura líquida, acompanhando as últimas tecnologias do mercado e atendendo aos exigentes padrões globais das montadoras. O início da operação da nova unidade está previsto para o segundo semestre do ano que vem.

 

De acordo com a Neo Rodas, o investimento demonstra que a companhia segue comprometida com seus clientes na busca por melhores recursos, além de acreditar no mercado automotivo no Brasil e região. Atualmente a empresa atende BYD, FCA, Hyundai-Caoa, Lifan, General Motors, Mitsubishi e Volkswagen.

 

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Ford abre pré-venda do Edge ST por R$ 299 mil

São Paulo – A Ford iniciou em seu site a pré-venda do novo Edge ST, por R$ 299 mil e reserva de R$ 30 mil. As entregas estão programadas para fevereiro e os interessados podem preencher um cadastro para receber o contato de um especialista, que dará mais informações sobre o SUV, até 14 de janeiro.

 

Segundo Adriana Carradori, gerente de produto da Ford, esse sistema de pré-venda também foi feito com o Mustang e é um processo personalizado, com atendentes treinados. Caso o cliente deseje, é possível também reservar o modelo em uma concessionária.

 

O Edge ST tem motor V6 2.7 biturbo, com 335 cv e câmbio automático de oito velocidades.

 

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Após correções, Rota 2030 segue para sanção

São Paulo – Seguiu para sanção presidencial na terça-feira, 20, o texto da medida provisória que criou o Rota 2030, a nova política para o setor automotivo. O documento já havia sido aprovado pelo Senado, mas na semana passada a Câmara dos Deputados solicitou correções na redação de alguns trechos, o que atrasou o seu encaminhamento à presidência da República.

 

Segundo a Anfavea, as alterações feitas e aprovadas pelo Senado na terça-feira não interferem no mérito do texto aprovado nem mexem com a grade de incentivos. Uma vez assinado o documento, o que deverá acontecer a partir da quarta-feira, 21, o presidente terá quinze dias úteis para sancioná-lo. Neste período, inclusive, poderão ser feitas modificações no texto da lei.

 

O documento enviado ao Presidente manteve ausente parte que diz respeito às importadoras de veículos, um destaque que fora proposto por um deputado, votado e aprovado no plenário da Câmara e que mexeu com o texto do relator. Há expectativa em torno do tema porque, uma vez inserido no texto final, o destaque sobre as importadoras pode representar novo risco de restrições na OMC, Organização Mundial do Comércio, como aconteceu com a política anterior, o Inovar Auto.

 

A MP cria um novo regime tributário para as montadoras de veículos para estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias. A principal medida do novo regime é a concessão de até R$ 1,5 bilhão por ano de crédito tributário à indústria, caso as montadoras participantes do Rota 2030 invistam ao menos R$ 5 bilhões ao ano em pesquisa e desenvolvimento.

 

Uma das principais mudanças aprovadas pelos parlamentares com relação ao texto encaminhado pelo Executivo é a prorrogação, por cinco anos, do regime para as montadoras instaladas nas regiões Norte, onde estão concentradas as produções de motocicletas da BMW, Harley-Davidson, Honda e Yamaha, e para as montadoras de automóveis do Nordeste, Ford e Fiat Chrysler.

 

Para a região Centro-Oeste, o benefício acabará em 2020.

 

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Lentes vê Ghosn sur scène

São Paulo – Quando boa parte da imprensa brasileira aceita a tese da denúncia contra Carlos Ghosn, de fraude fiscal e usufruto pessoal de dinheiro da Nissan, talvez valha a pena tentar ver a questão pela mão contrária. Desta forma o panorama visto da ponte mostraria outro cenário, o do gaijin que foi tolerado até que a companhia apresentasse até melhores resultados anuais do que os de sua sócia mais antiga, a Renault, e que já poderia ser descartado.

 

É sabido que Ghosn entronizou o revival da Nissan, tirou-a do lodo da falência. Sem ele não teria acontecido. Agradeceram muito e até o elevaram à condição de herói de mangás. Mas simplesmente não gostavam dele, acreditam fontes do setor automotivo – depois de dezenove anos e surfando ondas mais do que satisfatórias a Nissan teria tomado a decisão de se livrar do sócio incômodo para a sua história.

 

É verdade que há duas acusações fortes contra o binacional franco-brasileiro Carlos Ghosn, algo que certamente será compreendido mais adiante quando o processo se desenvolver. Mas chamou a atenção dos observadores o fato de que o presidente Hiroto Saikawa, sucessor de Ghosn na direção da companhia, nem cogitou conceder-lhe a indulgência da dúvida: aceitou sem discutir a conclusão da promotoria que trancafia Ghosn por 21 dias num presídio onde só o japonês é a língua autorizada. Ou seja: jogou-o aos tubarões – circunstância em que a atitude da Renault foi infinitamente mais sóbria.

 

É um paradoxo pois Saikawa era considerado, no mundo interno Renault Nissan Mitsubishi, contam fontes, o delfim de Ghosn, o seu sucessor, num processo de fusão das empresas previsto para estar azeitado até dezembro de 2020. Talvez, presume outra fonte, o mundo interno Nissan tivesse outros planos.

 

Outro paradoxo que une opiniões unânimes das fontes é sobre as razões de Ghosn para ludibriar leis do Japão e as melhores práticas empresariais: valeria a pena para profissional tão bem pago e tão reconhecido, sempre acima do bem e do mal?

 

Muitas dessas respostas provavelmente poderão ser encontradas nos mais baixos desvãos do fator H, de humano, alega uma das fontes, bastante próxima dos fatos. Carlos Ghosn seria o espelho da vergonha para o orgulho da companhia, e encerrado aquele processo tenebroso que custou cinco fábricas e 21 mil empregos, anunciados em pleno Salão de Tóquio, em 1999, já era a hora de se livrar do sócio indesejável, inclusive a Renault.

 

Pois, para fontes mais próximas de Paris, a atitude da companheira de Aliança “beira a uma autêntica rasteira a bordo de atitudes precipitadas” – que simplesmente não dispõem caminho de volta. Ou seja: a ideia da Aliança estaria definitivamente enterrada.

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Carlos Ghosn ficará preso por mais dez dias

São Paulo – O executivo Carlos Ghosn, o principal nome da Aliança Renault Nissan Mitsubishi, ficará preso por ao menos mais dez dias, segundo informações da publicação Automotive News. O brasileiro, detido na segunda-feira, 19, em Tóquio, no Japão, é acusado de sonegação e fraude fiscal, segundo as investigações internas feitas pela Nissan, que identificaram que o executivo não declarou R$ 167,4 milhões — ou 5 bilhões de ienes, moeda local — de 2010 a 2015, além de ter usado recursos das empresas com gastos pessoais.

 

Dependendo das investigações a prisão do executivo pode ser estendida por até vinte dias, sem direito a fiança. Caso seja considerado culpado pela justiça japonesa, Ghosn terá que pagar multa de R$ 334 mil e cumprir até dez anos de prisão.

 

Após a notícia da prisão, Renault e Nissan começaram a discutir o futuro de Ghosn. A montadora francesa decidiu colocar uma liderança interina no seu Conselho de Administração, mas manteve o acusado no cargo até que as acusações sejam provadas. Já a diretoria da Nissan fará uma reunião na quinta-feira, 22, para definir o futuro de Ghosn na companhia — segundo agências internacionais, os executivos divergem: alguns consideram demiti-lo e outros preferem um afastamento, como foi feito na Renault.

 

Fontes informaram às agências internacionais que Aliança ficou abalada após o escândalo e a Nissan quer reduzir a influência da Renault na companhia. Atualmente, a empresa francesa possui 43,4% da Nissan, que por sua vez, detém 15% de participação na Renault. Com Ghosn potencialmente fora do quadro, a forma futura da aliança é objeto de intensa especulação dos investidores.

 

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Jac T50 chega por R$ 84 mil

São Paulo – O novo SUV da Jac Motors chegou às lojas da marca: em versão única, o T50 será vendido com motor 1.6 DVVT e com transmissão automática CVT de seis marchas, por R$ 83 mil 990 – mas pacotes de equipamentos opcionais poderão fazer o preço subir.

 

“Estamos muito bem posicionados nesse segmento intermediário dos SUVs”, afirma, em nota, Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da Jac Motors do Brasil. “Essa faixa de preços que ocupamos é preenchida por SUVs pelados, que são bem menos atrativos que o T50”.

 

Mesmo sem opcionais o T50 traz alguns itens que só são encontrados em utilitários esportivos de preço superior. Dentre os opcionais do chamado Pack 3, que sai por R$ 87 mil 990, a empresa ressalta o kit multimídia com tela de oito polegadas e mirror link, feito pela Jac Motors da China.

 

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Grupo VW: 44 bilhões de euro em elétricos.

São Paulo – O Grupo Volkswagen investirá, até 2023, 44 bilhões de euro para desenvolver veículos elétricos e autônomos e novos serviços de mobilidade, além de explorar outras áreas da parceria que está sendo estudada com a Ford, informou a empresa em comunicado divulgado na sexta-feira, 16. De acordo com Herbert Diess, CEO da Volkswagen, um dos objetivos da companhia é acelerar o ritmo de inovação e focar os investimentos nos campos futuros da mobilidade.

 

Enquanto planeja seus investimentos futuros, o Grupo Volkswagen vendeu 846,3 mil veículos em outubro, queda de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, a queda foi causada pelo impacto das mudanças nos testes e medições das emissões dos automóveis na Europa e pela retração do volume comercializado em regiões como América do Norte e Ásia-Pacífico.

 

Na América do Sul o Grupo VW registrou aumento de 19,8% nas vendas, com 54,5 mil veículos entregues. O Brasil segue como principal mercado da companhia, onde foram vendidos 41,8 mil unidades, alta de 56,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado – o que ajudou a compensar a queda no mercado argentino, onde foram comercializados 7 mil veículos, volume 48,7% menor na mesma base de comparação.

 

No ano a companhia vendeu pouco mais de 8,9 milhões de veículos no mundo, alta de 2,6% ante igual período do ano passado.

 

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Fras-le recebe prêmio de melhor fornecedor da Meritor

São Paulo – A Fras-le recebeu o prêmio de fornecedor do ano concedido pela Meritor, em Detroit, Michigan. Por meio de comunicado, a Fras-le informou que estiveram presentes no evento Sérgio de Carvalho, CEO, e Bob Harrison, vice-presidente de vendas e marketing. De acordo com Harrisson, a empresa está honrada em receber a premiação em esfera global: \”Estamos extremamente agradecidos e honrados com esta premiação recebida de uma organização de classe mundial como a Meritor, e continuaremos com nossos esforços para fortalecer esta parceria através de um suporte comercial e técnico de excelência\”. 

 

A Fras-le é fornecedora da Meritor há vinte anos.

 

 

 

Montadoras repassarão crédito de ICMS às ferramentarias

São Paulo – O governo do Estado de São Paulo publicará nas próximas semanas um decreto que autoriza as montadoras a repassarem créditos acumulados de ICMS aos fornecedores instalados na região do ABCD Paulista que produzem ferramentas. Segundo a Anfavea, a medida tem como objetivo fortalecer uma indústria que perdeu espaço para competidores asiáticos nos últimos anos. Ainda é incerto, no entanto, qual é o valor do crédito que as montadoras têm disponível para o repasse.

 

De acordo com o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, o valor gira em torno de “centenas de milhões de reais”, e o decreto ainda deverá passar por tramitação na esfera estadual para passar a valer. A expectativa das fabricantes e da entidade pública é a de que isso aconteça ainda este ano. O decreto 63 785, que regulamenta a medida, integra Lei 1 320, de abril deste ano, que trata de um conjunto de incentivos às empresas que cumprirem com obrigações fiscais.

 

O acumulo de de crédito de ICMS se deu em função da diferença de alíquota entre Estados ou ainda nas operações de exportações que são isentas de tributação. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, vinte e sete empresas da região do ABCD Paulista poderão ser beneficiadas: “A medida chega para acelerar a indústria de ferramentaria e aumentar nossa competitividade. Vamos alavancar novamente esta indústria que é muito importante para o Brasil e para a economia”.

 

Liberar crédito de ICMS para as ferramentarias era um pleito antigo da Anfavea junto com outras entidades, como o Sindipeças, a Abimaq e a Abinfer, a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais. O assunto veio a tona em agosto do ano passado, quando fora criado documento com diretrizes para fomentar a indústria de ferramentas para o setor automotivo. À época, as montadoras tinham créditos acumulados que chegavam a R$ 5 bilhões.

 

As partes envolvidas no anúncio de liberação dos recursos desejavam que ele fosse feito na abertura do Salão do Automóvel, realizado em São Paulo até o domingo, 18, da mesma forma como ocorreu com o Rota 2030, a nova política para o setor que ainda depende da sanção presidencial para virar lei. Por causa de trâmites na Fazenda do Estado, o anúncio acabou sendo feito dias depois.

 

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Carlos Ghosn é preso no Japão

São Paulo – O brasileiro Carlos Ghosn, um dos principais executivos da Aliança Renault Nissan Mitsubishi, foi preso na segunda-feira, 19, em Tóquio, no Japão, sob acusações de evasão fiscal. A denúncia partiu da própria Nissan, empresa que o executivo salvou da bancarrota e devolveu ao protagonismo da indústria automotiva global, após auditoria interna motivada por denúncias de funcionários.

 

Uma nota foi divulgada pela companhia japonesa informando que as suas investigações apontaram que Ghosn e o diretor Greg Kelly relataram às autoridades, durante muitos anos, salários inferiores aos efetivamente recebidos. Mais: “além disso, relativos a Ghosn, diversos outros atos significativos de má conduta foram descobertos, como o uso pessoal de ativos da empresa”.

 

O presidente da Nissan, Hiroto Saikawa – que assumiu o posto de Ghosn no ano passado por sua indicação, deixando o brasileiro apenas com a presidência do Conselho –, concedeu entrevista à imprensa após a divulgação do comunicado. Pediu desculpas aos acionistas, funcionários e clientes da Nissan, se disse “indignado, frustrado, decepcionado e desesperado”, mas garantiu que a tríplice aliança não será afetada.

 

Durante a tarde de segunda-feira, 19, as ações da Renault caíam 8,4% na Bolsa de Valores de Paris e as da Nissan 6,3% em Frankfurt. A companhia francesa também emitiu um comunicado, explicando que fora alertada pela Nissan a respeito das atitudes de Ghosn e que reuniria sua diretoria em breve para estudar os próximos passos – na Renault, Ghosn segue como chairman e CEO.

 

A Nissan também se reunirá nos próximos dias. A sugestão do presidente Saikawa é expulsar Ghosn e Kelly de seus atuais cargos na direção da companhia.

 

De acordo com o jornal El Pais, citando a emissora japonesa NHK, a fraude supostamente cometida por Ghosn supera os R$ 160 milhões. Nascido em Porto Velho, RO, o executivo descendente de libaneses ingressou na Nissan em 1999, após a compra de parte do controle pela Renault, empresa que já havia passado por uma reestruturação tendo o brasileiro como um dos principais executivos.

 

Em 2016, a Mitsubishi entrou na Aliança Renault Nissan e também passava por uma fase de reabilitação. A ideia de Ghosn, que virou uma celebridade no Japão por causa do seu protagonismo na reestruturação da Nissan, era fundir as três empresas, criando um grande conglomerado global.

 

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