Diferença entre as duas fabricantes foi de apenas 372 emplacamentos e 0,3 ponto porcentual de market share
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus manteve, por mais um ano, a liderança nas vendas de caminhões no Brasil, com 30,3 mil unidades emplacadas e fatia de 27,2% de participação de mercado, de acordo com dados da Fenabrave. A Mercedes-Benz, na segunda colocação, encostou na líder ao registrar 29,8 mil vendas e obter participação de 26,9%, uma diferença sutil de 0,3 ponto porcentual no market share e de apenas 372 veículos a menos.
Em 2024 a configuração foi a mesma, mas nos últimos doze meses a Mercedes-Benz reduziu a sua distância para a VW ao elevar em 3,4% o volume de caminhões emplacados no ano passado, acréscimo de 981 unidades, ao passo que a líder reduziu em 3,4% suas vendas, o equivalente a 1 mil 87 veículos.
Para fechar o pódio a Volvo manteve a terceira colocação, ainda que tenha reduzido seus emplacamentos em 18,4% em 2025, totalizando 20 mil caminhões, cerca de 3,1 mil abaixo de 2024.
A Scania também segurou a quarta posição apesar do tombo de 31,4% nas vendas – foi uma das mais impactadas por causa da maior restrição ao crédito e dos juros nas alturas devido ao foco em extrapesados. Foram registradas 13 mil 116 unidades, 6 mil a menos do que em 2024. Ainda assim a participação de mercado foi mantida em dois dígitos: 11,8%.
Iveco e Agrale ganharam mercado em 2025
A Iveco ganhou uma posição e tomou o lugar da DAF. Emplacou 8 mil 632 unidades e, ainda que tenham ficado 1,9% abaixo de 2024, garantiu fatia de 7,8% e o quinto lugar. A DAF, por sua vez, vendeu 7 mil 482 veículos, 22,2% menos do que no ano anterior, e respondeu por participação de 6,7% e pela sexta colocação.
Aqui também é refletido o comportamento do mercado. A DAF, focada nos extrapesados, caiu, enquanto que a Iveco, com oferta mais diversificada em leves e semipesados, subiu.
A Foton continuou no sétimo lugar. Ampliou em 52% suas vendas, para 1 mil 23 unidades, e conseguiu market share de 0,9%. A JAC, igualmente, seguiu em oitavo, com o comércio de 168 caminhões, alta de 7,7%, e fatia de 0,2%.
Nas duas últimas colocações do ranking houve mudanças. Agrale ganhou uma posição ao tomar o espaço da Hyundai, que caiu para décimo-terceiro. Foram comercializados 132 caminhões da marca, avanço de 45%, e fatia de 0,1%. E, para fechar, a Ford, antes na décima-segunda colocação, dobrou seu volume de vendas, para 57 unidades e participação de 0,1%.