e-Delivery entrará em produção em 2020

São Paulo – A Ambev e a Volkswagen Caminhões e Ônibus alçaram a negócio fechado a intenção de compra de 1,6 mil unidades do caminhão Delivery elétrico, após o encerramento dos testes realizados desde setembro. Agora a parceria aponta para um modelo de negócio na distribuição de bebidas, mas, antes, foi definido o cronograma de produção do pedido: as primeiras unidades devem sair das linhas da fábrica de Resende, RJ, em 2020.

 

Até lá, os ajustes finais na aplicação do veículo na operação da maior empresa do mundo do ramo de bebidas. O resultado dos testes realizados nos últimos meses indicam que a Ambev adotará modelo no qual os caminhões serão recarregados nos mais de cem centros de distribuição da companhia. Serão instaladas placas fotovoltaicas nas unidades de onde a empresa escoa a produção, para que a luz solar gere energia suficiente para abastascer as frotas regionais.

 

Os ensaios feitos em São Paulo nos últimos dois meses produziram os seguintes dados: na área dos bairros paulistanos Consolação, Vila Madalena e Sumaré, o e-Delivery realizou 369 entregas durante 224 horas, percorrendo um total de 932 quilômetros. O veículo registrou média de consumo de 1 kilowatt/hora por quilômetro rodado.

 

Segundo a VWCO, na prática e na comparação com um veículo equipado com motor a combustão, deixaram de ser consumidos duzentos litros de diesel na operação, cenário considerado satisfatório pela Ambev, que executa planejamento de redução de emissões até 2023. De acordo com Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da fabricante de bebidas, os testes foram determinantes para o fechamento do negócio: “Não é apenas a questão do produto, mas a criação do ambiente operacional considerando recarga e desempenho”.

 

Nesse sentido, o veículo testado foi recarregado durante a operação de teste em quatro horas, utilizando estrutura de corrente contínua específica para recarga rápida: “Temos aí um indicador estratégico, pois o tempo de recarga deve ser o menor possível para que o caminhão não fique ocioso. Estamos trabalhando para diminuir o tempo”.

 

De acordo com Rodrigo Siqueira, vice-presidente de engenharia da VWCO, a bateria presente no modelo e-Delivery da Ambev leva três horas para ser carregada em condições normais.

 

O veículo testado pelas empresas tem a configuração próxima do que ambas consideram ideal para o negócio firmado. Ele é diferente do primeiro protótipo que a companhia construiu no ano passado: nesta versão 6×2, configurada para a demanda da Ambev de distribuição urbana, a tração é traseira por meio de motor WEG nacional. Não há transmissão em função da aplicação direta de torque nas rodas. A suspensão é pneumática e a autonomia do veículo com a bateria carregada é de duzentos quilômetros. O implemento é fornecido pela Randon.

 

Parceria – A linha Delivery tem feito com que a VWCO ganhe mais mercado no segmento de leves. O modelo foi uma das atrações da edição da Fenatran realizada no ano passado e atraiu as atenções dos clientes para sua nova cabine. Mais precisamente o interior da cabine – os traços e acabamento são similares aos que a Volkswagen aplica nos automóveis. A novidade foi convertida em números positivos: até outubro, no segmento, a empresa lidera as vendas com 3 mil 648 emplacamentos, volume superior aos vendidos pela segunda colocada, Mercedes-Benz, e Ford Caminhões, a terceira colocada.

 

A Ambev desempenhou papel fundamental na ascensão do modelo no mercado nacional, sendo a principal cliente da VWCO nas versões de motorização a combustão e a elétrica. Em agosto, a cervejaria encomendou 417 caminhões, dentre eles o Delivery, um negócio que pavimentou os caminhos do veículo dentro da operação da Ambev. A partir daí, nos primeiros três meses a companhia atingiu a marca de 1,1 mil unidades vendidas do modelo, que passou a ser exportado para países da América do Sul.

 

As aquisições feitas pela cervejaria despertaram as atenções da concorrência para o modelo de caminhão leve. Na segunda-feira, 12, a montadora anunciou a venda de cem unidades da versão 13.180 do Delivery para outra gigante do setor de bebidas, a Femsa, de acordo com Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas. O executivo projeta a entrada do modelo em outros mercados a partir da experiência com no segmento de bebidas. Varejo é uma das áreas consideradas atraentes pela companhia.

 

Ônibus – Após os testes com o caminhão elétrico, a VWCO se prepara para avaliar a aplicação do modelo de ônibus elétrico, o e-Flex. O veículo, cujo protótipo fora apresentado no Salão de Hanover, Alemanha, em setembro, rodará no País nos próximos seis meses, de acordo com Roberto Cortes, presidente: “Estamos conversando com empresas parceiras em São Paulo para checar a viabilidade dos testes na cidade”.

 

Foto: Divulgação.

Inteligência artificial vende carros no Brasil

São Paulo – Em março a Laura foi responsável pela venda de seu primeiro automóvel: um Nissan Kicks, entregue a um consumidor de Curitiba, PR. Mas ela não é vendedora, não trabalha em uma concessionária Nissan – a Laura sequer existe fisicamente. Laura é o nome dado para o sistema de inteligência artificial criado pela startup curitibana Prometheus, parceira da montadora na aplicação da tecnologia no atendimento ao consumidor.

 

Todos os canais de atendimento online da Nissan – mídias sociais, site – contam com o suporte da Laura, tanto para as áreas de venda quanto pós-vendas. Ela não é apenas um robô que interage com o consumidor, como explicou Jacson Fressatto, CEO da startup: “Ela consegue aprender e levar uma experiência mais humana ao atendimento. Na maioria dos casos o cliente sequer percebe que está conversando com um robô”.

 

Por meio do cruzamento da base de dados de todos os canais da marca, ela também consegue entender as necessidades do cliente e direcionar a conversa para o caminho mais próximo da resolução. Em alguns casos, a Laura avisa a vendedores que aquele cliente vai comprar um carro: é nessa hora que a inteligência artificial sai de cena para que um humano de carne e osso dê sequência ao processo, para, basicamente, fechar o negócio.

 

O projeto nasceu no começo do ano, segundo Humberto Gomez, diretor de marketing da Nissan do Brasil. A ideia foi criar um atendimento de qualidade 24 horas para o consumidor. “Eu chego em casa normalmente dez, onze horas da noite. Acredito que muitos clientes, pela demanda de trabalho, também têm a mesma rotina”.

 

Todos os bancos de dados da Nissan – seguidores de Facebook, Twitter, Instagram, clientes de carros e peças, CRM, etc – foram colocados em um mesmo local, para o cruzamento das informações. Ao fim do processo 12 milhões de cadastros, dos quais 3,6 milhões foram, em algum momento, cliente Nissan, foram catalogados pela Laura, em 27 indicadores diferentes de relacionamento com a marca – proprietário de veículo, usuário de oficina, seguidor de Instagram, etc.

 

Por isso o bate-papo da Laura com o cliente já traz todo um histórico, eliminando alguns processos e, de acordo com Fressatto, “humanizando o atendimento do robô”. Cristiano Mineiro, gerente de inovação digital da Nissan, garante que 100% dos alertas da Laura para a possibilidade de compra de um carro foram transformados em vendas. “Nossa equipe avisa o vendedor. Ele começa o atendimento com todo o histórico da conversa, pula etapas nesse processo”.

 

A Laura, na verdade, nasceu para atender hospitais e prevenir as mortes por sepses, popularmente conhecido por infecção generalizada. Por meio de cruzamento de dados de atendimento, diagnóstico e exames, ela consegue alertar médicos e enfermeiros de uma possível situação mais grave de um paciente. Segundo Fressatto, a Laura salva uma vida por dia em seis hospitais brasileiros que operam com o sistema.

 

Esse projeto é a parte social da inteligência artificial desenvolvida por Fressatto, que criou a startup após sua filha recém-nascida falecer por sepse. A Nissan é a parte comercial do projeto, que ajudará a financiar os avanços – e, indiretamente, já está ajudando a dar novos passos também no atendimento médico.

 

“Nosso próximo passo é fazer o robô ligar para o consumidor”, disse Gomez, colocando em um ano o prazo para que seja alcançado. “No futuro a ideia é que tenhamos a Entrega 2.0. Ou seja, o consumidor basicamente pegará seu carro na loja, algo parecido com o que ocorre com os sistemas de carsharing”.

 

Foto: Divulgação.

VWCO: dificuldade para contratar em Resende.

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus enfrenta dificuldades para contratar funcionários para o segundo turno da fábrica de Resende, RJ, aberto recentemente para atender demanda crescente no Brasil e no mercado externo. De acordo com seu presidente Roberto Cortes faltam trabalhadores treinados para atuar na indústria automotiva na região. O executivo, no entanto, confia na execução do planejamento: contratações em novembro e março para início do turno no ano que vem.

 

“Nós damos prioridade para os funcionários que já atuaram na fábrica no passado. Mas o quadro hoje é de dificuldade de encontrar estes trabalhadores. Muitos encontraram oportunidades em outras montadoras da regiões. Outros, por exemplo, passaram a empreender na cidade abrindo seus próprios negócios”, relatou o executivo.

 

As contratações serão feitas, em maior parte, pelos fornecedores da montadora que atuam dentro do consórcio modular que a empresa mantém no Rio de Janeiro. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, a demanda da montadora deverá acarretar em contratações adicionais às já anunciadas. A Maxion, fornecedora de chassis, por exemplo, estaria convocando em Cruzeiro, SP, trabalhadores para atuar em Resende.

 

A entidade relatou situação parecida na fábrica que a PSA mantém na cidade. A empresa, segundo o sindicato, estaria mantendo o segundo turno ativo para evitar que haja migração dos funcionários para outras indústrias. A companhia teria reduzido o ritmo após quedas nas exportações em função da crise deflagrada no mercado argentino.

 

Está prevista a contratação de 350 trabalhadores para o segundo turno da VWCO.

 

Foto: Divulgação.

Hyundai Creta tem nova versão Smart por R$ 83,5 mil

São Paulo – O Hyundai Creta ganhou uma nova versão automática de entrada, a Smart, que já está sendo vendida nas concessionárias por R$ 83 mil 490, equipada com motor 1.6 de 130 cv com etanol e câmbio automático de seis marchas. Até outubro o Creta vendeu 38 mil 886 unidades, de acordo com os dados divulgados pela Fenabrave.

 

Os principais itens de série são: controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, piloto automático com controles no volante e sensores de estacionamento traseiro, start-stop e rodas de liga leve aro 16.

Neobus vende 18 micro-ônibus para Grupo Rodap

São Paulo – A Neobus vendeu dezoito micro-ônibus para as empresas Territorial e Gávea, pertencentes ao Grupo Rodap, com sede em Santa Luzia, MG. O modelo escolhido pelas empresas foi o Thunder+ e as entregas serão feitas até o final de novembro. A aquisição faz parte da renovação de frota das operadoras.

 

O Thunder+ tem capacidade para 21 passageiros sentados, elevador para passageiros com dificuldade de locomoção, piso plano, iluminação interna e diurna.

Fiat Cronos tem nova versão Drive

São Paulo – O Fiat Cronos ganhou a nova versão Drive 1.8 AT, que chega ao mercado por R$ 68 mil 790. O motor gera 139 cv com etanol e o câmbio automático é de seis marchas. Os principais itens de série são: kit multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, câmera de ré, ar-condicionado, direção elétrica e volante multifuncional.

 

Lançado no começo do ano, a Fiat comercializou 24 mil 276 unidades do modelo até outubro, sendo o 24º mais vendido no Brasil.

 

Já a picape Strada ganhou o pacote Cross Road, desenvolvido pela Mopar, para ser uma das atrações da empresa no Salão do Automóvel de São Paulo, com um visual mais aventureiro. A picape pequena é o comercial leve mais vendido no Brasil, com 56 mil 290 unidades emplacadas até outubro, de acordo com os dados da Fenabrave.

 

Fotos: Divulgação.

VW fecha com mais um fornecedor de baterias para elétricos

São Paulo – A SK Innovation, SKI, empresa sul-coreana, será um dos fornecedores de células de bateria dos futuros veículos elétrico da Volkswagen produzidos na plataforma elétrica MEB. As baterias equiparão os veículos produzidos na América do Norte e uma parte dos que sairão das fábricas da VW na Europa.

 

A estratégia do Grupo Volkswagen é lançar 50 modelos totalmente elétricos até 2025 e, além da SKI, a empresa também contará com o fornecimento das baterias da LG Chem e Samsung que está previsto para começar em 2019.

Ford é a montadora oficial do Rock in Rio 2019

São Paulo – A Ford anunciou, no Salão do Automóvel, que será a montadora oficial do Rock in Rio 2019, seguindo o caminho de outras companhias do setor que patrocinam festivais musicais, caso da General Motors, que é patrocinadora oficial do Lollapalooza, e da Volkswagen, que já patrocinou o próprio Rock in Rio.

 

Durante o Salão do Automóvel a Ford promoveu sua primeira ação ligada ao evento: na área do estande chamada de Rock in Rio – Vou de Ka os visitantes podem gravar vídeo clipe cantando karaokê dentro do Ford Ka, enquanto conferem seu desempenho na tela do kit multimídia para, depois, compartilhar o vídeo nas redes sociais.

VW Caminhões inicia vendas do Delivery 13.180

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou na segunda-feira, 12, o início das vendas da versão 13.180 do caminhão leve Delivery, cuja família foi lançada em setembro do ano passado. A VWCO aproveitou a oportunidade para anunciar, também, que já vendeu cem unidades da versão.

 

Mas não será desta vez que o mercado saberá quem foi o comprador: o nome não foi revelado e a VWCO limitou-se a informar que o cliente atua no segmento de distribuição de bebidas.

 

Equipado com terceiro eixo o modelo é mais leve do que sua versão anterior. O PBT dessa versão Delivery é de de 13,2 toneladas. O motor é o Cummins ISF, de 3,8 litros e tecnologia SCR, que desenvolve torque máximo de 600 Nm e 175 cv de potência. A transmissão é a manual ESO-6206, de seis velocidades. Segundo a companhia a configuração “permite um melhor escalonamento, mais economia de combustível e conforto para o condutor”.

 

Foto: Divulgação.

MWM e Meritor têm parceria na Argentina

São Paulo – A MWM e a Meritor fecharam acordo de distribuição de peças de reposição na Argentina, de acordo com informações divulgadas pela MWM na segunda-feira, 12. Inicialmente as peças serão enviadas pela fábrica da Meritor, em Osasco, SP, para a unidade da MWM em Jesús Maria, Argentina, e de lá seguirão para mais de doze pontos de distribuição.

 

O processo de treinamento será feito em conjunto pelas duas empresas, mas a garantia e o pós-vendas serão de responsabilidade da MWM. A partir da parceria de distribuição as companhias estudam a produção e a localização de alguns itens da Meritor em fábrica MWM.