GM premia 65 fornecedores

São Paulo – A General Motors premiou na noite de sexta-feira, 9, os seus 65 melhores fornecedores de 2017, contando as empresas localizadas na Argentina e no Brasil — ao todo são 350 fornecedores em sua cadeia regional. Para concorrer ao prêmio as empresas precisam atender a treze critérios que envolvem gestão de qualidade e desempenho.

 

O anúncio foi feito no São Paulo Expo, durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.

 

Confira a lista das empresas premiadas:

 

1-) 3M – BR

2-) A Raymond – BR

3-) Aisin Automotive – BR

4-) Android Montagens Automotivas – BR

5-) Autoneum Brasil Têxtis Acústicos – BR

6-) Bleistahl Brasil Metalúrgica – BR

7-) Borgwarner – BR

😎 Brembo – BR

9-) Casco – BR

10-) Cerâmica e Velas de Ignição NGK – BR

11-) Ciser Fixadores Automotivos – BR

12-) Condumax-Eletro Metalúrgica Ciafundi – BR

13-) Continental Parafusos – BR

14-) Cooper Standard Automotive – BR

15-) Cooper Standard Auto Brasil Sealing – BR

16-) Copam Autopeças – BR

17-) Coplac – BR

18-) Fiamm Latin América Componentes – BR

19-) Flexitech – BR

20-) Freudenberg Componentes – BR

21-) Gates do Brasil Indústria e Comércio – BR

22-) Grupo Antolin – BR

23-) Ikro Componentes Automotivos – BR

24-) Ilpea – BR

25-) Indústria Metalúrgica Fanadri – BR

26-) Indústria Metalúrgica Lipos – BR

27-) Indústrias Guidi Saci – AR

28-) Indústrias PGG – BR

29-) Inylbra Indústria e Comércio – BR

30-) Irmãos Parasmo Indústria Mecânica – BR

31-) Johnson Eletric – Gate – BR

32-) Kathrein Automotive – BR

33-) Luguez Indústria Comércio de Espuma – BR

34-) Mahle Compressores – BR

35-) Mando Corp – BR

36-) Mastropor AS – AR

37-) Mitsuba Autoparts – BR

38-) MTA – BR

39-) Mubea – BR

40-) Neumayer Tekfor Automotive – BR

41-) Nidec GPM do Brasil Automotiva – BR

42-) Nut ICSA – AR

43-) Omron Componentes Automotivoa – BR

44-) Progeral Indústria de Artefatos Plásticos – BR

45-) Revestcar Indústria e Comércio de Confecções – BR

46-) Rudolph Usinados – BR

47-) Sabó Indústria e Comércio – BR

48-) SAV Automotive – BR

49-) SKF Argentina – AR

50-) SOC Michelin de Parts – BR

51-) Sodecia Minas Gerais – BR

52-) Sovanox Indústria e Comércio de Alto Falantes – BR

53-) Stabilus – BR

54-) Stamp Spumas Indústria e Comércio – BR

55-) Suefa – AR

56-) Sulfix Indústria e Comércio – BR

57-) TE Connectivity Brasil Indústria de Eletrônicos – BR

58-) Tenneco Automotive Brazil Divisão Elastômero – BR

59-) Testori SRL – BR

60-) thyssenkrupp – BR

61-) Tiberina Automotive – AR

62-) Valeo Sistemas Automotivos Powetrain Thermal System – BR

63-) Wapmetal Indústria e Comércio de Molas e Estampados – BR

64-) ZF – BR

65-) ZF-TRW Automotive – BR

 

Foto: Divulgação.

Produção de motocicletas segue em alta

São Paulo – A indústria de motocicletas seguiu, em outubro, a trajetória de expansão. Dados divulgados pela Abraciclo, associação que representa o setor, na segunda-feira, 12, apontam que foram produzidas 99,2 mil unidades no Polo Industrial de Manaus, região que concentra as fabricantes do setor – o volume é 26,1% superior ao de outubro do ano passado e 23% maior do que o registrado em setembro.

 

De janeiro a outubro saíram das linhas de montagem 876,3 mil unidades, crescimento de 20% sobre o mesmo período do ano passado. O desempenhou surpreendeu o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, que passa a acreditar na possibilidade do resultado superar a projeção da entidade, de 980 mil motocicletas produzidas, o que significaria avanço de 11% sobre 2017.

 

“O desempenho também nos deixa mais otimistas quanto ao comportamento do consumidor no ano que vem, que poderá manter a demanda em alta.”

 

O mercado doméstico cresceu 22,1% em outubro, para 83,3 mil unidades emplacadas. Com relação a setembro o avanço foi de 12,5%. No acumulado do ano as vendas de motocicletas expandiram 10%, somando 779,3 mil unidades.

 

As exportações caíram 33,5% no mês passado comparado a outubro de 2017, para 5,2 mil unidades. No acumulado do ano foram 62,3 mil motocicletas enviadas a outros mercados, 7% a menos do que de janeiro a outubro de 2017.

 

Foto: Arquivo/Agência Brasil.

Renovação da Chery é mais do que novos produtos

São Paulo – Há cerca de um ano a Caoa comprou a operação da Chery no Brasil e começou a trabalhar na reconstrução da deteriorada marca no País. A missão, segundo o CEO da Chery Marcio Alfonso, vai muito além de oferecer novos produtos para o mercado brasileiro.

 

“Precisamos gerar confiança nos consumidores, somar qualidade e custo-benefício interessante. Estamos realizando diversos testes no Brasil antes dos lançamentos e desenvolvendo soluções locais com fornecedores brasileiros, como a injeção eletrônica do Arizzo 5, Tiggo 5X e Tiggo 7, que foi desenvolvida pela Bosch”.

 

Outro ponto considerado relevante por Alfonso é o pós-vendas: atualmente o consumidor vai até a concessionária para conhecer um novo modelo e questiona se a marca tem oficina na loja ou na região, para receber o suporte técnico necessário — caso não tenha, o cliente desiste da compra e não volta mais:

 

“A disponibilidade de peças também é importante. Por isso mudamos o nosso centro de distribuição de Jacareí para Barueri para gerar um atendimento mais rápido e com preços melhores, pois um carro que fica muito tempo parado por falta de peças tem até o preço do seguro superior ao de seus concorrentes”.

 

O novo centro de distribuição utiliza a estrutura da Caoa, considerada referência por Alfonso, assim como o sistema de informatização e de distribuição de peças: “Precisamos trabalhar bem toda a parte de comunicação e marketing para mostrar aos clientes o trabalho que estamos fazendo para reconstruir a marca no Brasil”.

 

Junto a este trabalho de reconstrução da marca está à reestruturação da rede de concessionárias, que dispõe de 65 lojas e chegará a 110 até o fim do ano que vem, com foco nas principais cidades: “Queremos estar em todas as capitais e as próximas inaugurações serão em Belo Horizonte, Londrina e Ribeirão Preto”.

 

Alfonso também ressaltou que as 110 unidades terão oficina no local ou nas proximidades.

 

Foto: Divulgação.

Chevrolet serão conectados a partir de 2019

São Paulo – Da fábrica instalada em Gravataí, RS, espera-se, para o ano que vem, a produção de um novo modelo General Motors, cujas linhas e características seguem mantidos longe dos olhares do mercado enquanto a companhia prepara a linha onde será montado.

 

No entanto, no Salão do Automóvel que é realizado em São Paulo até o domingo, 18, a empresa fez revelação pioneira: o modelo será o primeiro equipado com sistema de internet a bordo em sua oferta no País, tendência que será seguida pelos demais lançamentos a partir de 2019.

 

O que se sabe de novidade a respeito do novo modelo para por aí. Para que se conecte à rede será necessário fechar contrato com operadora de telecomunicações que atua aqui — passo que a empresa tenta dar neste momento, segundo Carlos Zarlenga, presidente da companhia na região do Mercosul: “Estamos negociando com uma operadora para que os veículos tenham o acesso à internet. A expectativa é a de que seja fechado isso o mais breve possível”.

 

O novo veículo se conectará à internet por meio da rede de dados 4G, a mesma utilizada por smartphones, e também por wi-fi. Não se sabe, ainda, se o motorista terá livre acesso a qualquer conteúdo na tela do veículo ou se a GM criará ambiente fechado, ou seja, apenas com aplicações de empresas parceiras instalados – algo que acontece em alguns modelos de smart TVs.

 

Por meio de comunicado divulgado na terça-feira, 6, a companhia informou que “os usuários poderão criar a própria programação de rádio” e que o veículo também poderá “enviar dados para diagnóstico remoto diretamente ao proprietário do veículo, a centrais de atendimento, ou até mesmo à rede de concessionárias”. Em momento posterior, segue o comunicado, haverá “interação com sistemas inteligentes de trânsito”.

 

Caso a GM escolha criar um ambiente de conteúdo controlado, pavimentará caminho para a construção de cenário projetado por levantamento recente da consultoria KPMG, que apontou os serviços como fonte importante de receita para as montadoras no médio-prazo. No mercado global, nos próximos cinco anos, é estimada receita com serviços de US$ 137 bilhões, o que representaria crescimento de 204% sobre as receitas que a indústria obtém hoje em dia.

 

Em 2012, com o lançamento do compacto Chevrolet Onix, os veículos GM passaram a ser dotados de sistema multimídia com conexão para celular via Bluetooth e sistema de telemática OnStar. A companhia afirma ter a maior frota de carros totalmente conectados com a tecnologia 4G no mundo, um volume que poderia chegar a mais de 9 milhões.

 

Foto: Divulgação.

Câmbio estável e Salão animam importadores

São Paulo – As dezesseis empresas afiliadas à Abeifa, entidade que representa as importadoras de veículos, emplacaram 31 mil 246 unidades de janeiro a outubro, volume 31,2% superior ao dos dez primeiros meses de 2017, informou a entidade, em comunicado, na segunda-feira, 12.

 

Em outubro foram 3 mil 484 unidades licenciadas, um avanço de 19,6% sobre setembro e de 33,4% sobre outubro do ano passado. No mês passado as associadas da Abeifa representaram 1,4% das vendas totais no mercado interno e 12,2% dos licenciamentos de modelos importados.

 

Segundo o presidente José Luiz Gandini o fim da oscilação do dólar verificada do primeiro ao segundo turno das eleições, em estabilização no patamar de R$ 3,75 – bem diferente das variações superiores a R$ 4, anteriormente – ajudaram o setor a reagir.

 

E as expectativas são animadoras para os dois últimos meses do ano: “Com o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo o mercado deve reagir ainda mais, até porque as associadas à Abeifa mostraram muitas novidades. Aliado a isso os dias que antecedem ao fim do ano são mais propícios para a compra e venda de automóveis zero quilômetro”.

 

Ranking – A Kia Motors lidera as vendas de importados, com 9 mil 682 unidades licenciadas de janeiro a outubro, um avanço de 41,8% sobre igual período de 2017. A Volvo ficou na segunda posição, com 5 mil 432 veículos comercializados e crescimento de 90,7%, e a Jac Motors fecha o pódio com 21,5% de crescimento e 3 mil 342 veículos vendidos.

 

Produção – BMW, Chery, Land Rover e Suzuki são as associadas da Abeifa que mantêm fábricas no Brasil. Elas, somadas, produziram 2 mil 553 unidades em outubro, crescimento de 40% sobre o mesmo mês do ano passado.

 

De janeiro a outubro saíram das linhas de montagem 19 mil 39 veículos, alta de 28% sobre o mesmo período de 2017. A produção das associadas da Abeifa representam 1% do volume produzido no mercado brasileiro.

 

Foto: Divulgação.

JR Nasser é mais conhecimento que se vai

Não fomos desses amigos de cinquenta anos. Conhecemo-nos quando eu já militava profissionalmente na revista Quatro Rodas, por volta de 1985. Mas estreitamos as relações logo, quando passei a trabalhar na Anfavea, de 1987 a 1990, e com a criação da AutoData Editora, desde 1992. Participamos juntos de muitas alegres caravanas mundo afora, e de algumas programações exclusivíssimas, daquelas para poucos. Trocamos muito conhecimento, nos divertimos juntos. Mas José Roberto Nasser nunca foi uma unanimidade, virtude que não perseguia.

 

Dono de opiniões fortes num mundo cinzento de ideias quando existiam cansou de causar problemas para seus anfitriões. Roberto Luiz Bógus, como diretor de vendas da Fiat, foi uma de suas vítimas quase prediletas: tentava responder às provocações e sempre se saía mal. E é clássica a intervenção de Zé Roberto durante a convenção de lançamento do Verona, um híbrido com logo Ford da época Autolatina: “Pra mim Verona é nome de sapatão!”.

 

Mas nem sempre era assim. Em novembro de 2002 fomos a Wolfsburg conhecer a novíssima Autostadt, na companhia de Boris Feldman e de Fernando Calmon sob a liderança do saudoso Serginho Ayarroio. Com direito a Ritz Carlton e a uma visita guiada pelos porões da fábrica pioneira da companhia – ali, onde ficavam presos os trabalhadores forçados durante os raides aéreos dos aliados no fim da Segunda Guerra. Um ambiente atro.

 

Em seguida fomos recebidos pelo diretor de relações públicas da fábrica e, durante bons 15 minutos, ficamos eletrizados com a troca de ideias do Zé com o diretor: Zé voltou a história para 1945 e para os resultados de Bretton Woods na reconstrução de uma Alemanha arrasada para, digamos, ver a nossa presença ali naquele momento.

 

Foi na volta de Wolfsburg para Frankfurt que percebi o início da decadência física do Zé Roberto, com os olhos lhe pregando peças e o esqueleto não respondendo como antigamente. Varou as dificuldades com a obstinação e a disciplina de velhos levantinos.

 

Zé Roberto também deu lá as suas mancadas – que no seu caso alçavam-se em dimensões algébricas apenas por ser ele o cara que fez a bobagem. Como durante o almoço num certo dia de julho de 1998, no novíssimo centro de tecnologia da Renault, fora de Paris. O presidente da operação brasileira, Pierre Poupel, nos acompanhava, assim como a diretora Marinete Veloso. Acomodávamo-nos à mesa, e conosco estava uma das filhas de Poupel, e Zé Roberto, cardápio na mão e sem muita inspiração, não sabia o que escolher. Alguém disse: “Ah! No caso de dúvida sempre escolho frango”. O Zé responde: “O único bicho que avoa que como é aeromoça”. Risada geral – a filha de Poupel era comissária de bordo da Air France e ele ficou co’a cara no chão, parvo, sem reação.

 

Nem sempre José Roberto Nasser cobriu as suas atividades com o necessário manto da transparência, principalmente no trato de clientes do setor automotivo que recorriam à sua condição de advogado e de funcionário do alto escalão do Senado – e onde tudo ia embricar, sempre?: nas suas tarefas de jornalista. Ele atuou em algumas circunstâncias críticas, é verdade, saiu escaldado de algumas delas mas, principalmente, manteve o respeito de todos.

 

Na quarta-feira, 7, caminhamos com vagar aqueles corredores infindáveis do Salão do Automóvel. Declarou-se triste com alguns aspectos recentes de sua vida particular e declarou-se imensamente feliz com outros aspectos ainda mais recentes de sua vida particular. E eternamente infeliz com o anda-e-não-sai-do-lugar do Museu do Automóvel de Brasília – que na quinta-feira, 8, foi autorizado a permanecer no grande galpão que ocupa depois de seis anos de briga com o Ministério dos Transportes.

Jeep Compass tem o melhor valor de revenda

São Paulo – O Jeep Compass foi premiado com o selo Maior Valor de Revenda do setor automotivo, pela sua desvalorização de 7,3% após um ano de uso. É o modelo com melhor valor de revenda de todo o mercado, de acordo com os dados divulgados pela Agência AutoInforme, em parceria com a Textofinal e a KBB, na sexta-feira, 9, no Salão do Automóvel de São Paulo. O estudo considerou 110 modelos de 24 marcas e onze delas receberam a certificação.

 

Tania Silvestre, diretora da marca Jeep, ressaltou a importância do estudo para a indústria e para os consumidores, por demonstrar a média de depreciação dos modelos após um ano de uso: “O Compass é o SUV mais vendido do mercado brasileiro e esse prêmio é mais um reconhecimento do modelo preferido pelos clientes”.

 

Cinco modelos foram os vencedores de suas categorias nas cinco edições do prêmio: Chevrolet Onix, 9,3% de desvalorização na categoria hatch compacto, Volkswagen Golf, 11% na categoria hatch médio, Honda Fit 10,4% na categoria monovolume, Toyota Hilux 10,9% na categoria picape média e Toyota Corolla 10% na categoria sedã médio.

 

O estudo separa os modelos por categoria, dezoito no total, e reconhece os três automóveis com melhor valor de revenda após um ano de uso, com um campeão de cada categoria. Segundo Joel Leite, diretor da Agência AutoInforme e criador do selo, a pesquisa se solidificou no mercado tornando-se uma referência para as empresas e para os consumidores.

 

Confira abaixo o vencedor em cada categoria:

 

Hatch de entrada: Renault Kwid, 8,4%

Hatch compacto: Chevrolet Onix, 9,3%

Hatch Médio: Volkswagen Golf, 11,0%

Híbrido e Elétrico: Toyota Prius, 12,7%

Hatch premium: Mini Cooper S, 11,2%

Monovolume: Honda Fit, 10,4%

Peruas: Golf Variant, 12,0%

Picape pequena: Volkswagen Saveiro, 10,1%

Picape compacta: Fiat Toro, 11,6%

Picape média: Toyota Hilux, 10,9%

Sedã de entrada: Chevrolet Prisma, 7,8%

Sedã compacto: Honda City, 8,3%

Sedã médio: Toyota Corolla, 10,0%

Sedã grande: Fusion, 14,5%

SUV de entrada: Hyundai Creta, 8,9%

SUV compacto e campeão geral: Jeep Compass, 7,3%

SUV médio: Toyota SW4, 11,1%

 

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Iochpe-Maxion aumenta sua receita trimestral

São Paulo – A Iochpe-Maxion registrou crescimento de 35,4% na sua receita líquida no terceiro trimestre, na comparação com aquela obtida no mesmo período em 2017, segundo balanço divulgado pela companhia na sexta-feira, 9. A receita, no período, foi de R$ 2,6 bilhões.

 

O lucro líquido registrado no julho-setembro foi de R$ 93,5 milhões, o que representa uma melhora diante do prejuízo líquido de R$ 28,7 milhões no mesmo período do ano passado.

 

A empresa afirmou que houve crescimento no mercado doméstico devido ao aquecimento da produção brasileira de veículos leves e pesados. A receita com os negócios realizados no Brasil, no terceiro trimestre, foi de R$ 626,8 milhões, alta de 25,3% com relação ao mesmo período no ano passado.

 

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Crédito tem alta de 24% até setembro

São Paulo – Boletim divulgado pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, mostrou que, de janeiro a setembro, os recursos liberados para a compra financiada de veículos chegaram a R$ 90 bilhões 23 milhões, volume 24,9% maior do que o registrado em igual período de 2017.

 

Desse total R$ 88,7 bilhões referem-se à modalidade CDC, crédito direto ao consumidor, que registrou alta de 25,4%. R$ 74,1 bilhões foram destinados a pessoas físicas, alta de 18,4% com relação aos nove meses de 2017. Para as pessoas jurídicas foram R$ 14,6 bilhões, volume 79,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

 

Por meio de comunicado, divulgado na quinta-feira, 8, a entidade mantém as projeções para o ano, que deve fechar com alta de 15,1% no volume de recursos liberados.

 

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Toyota: montadora de carros ficou no passado.

São Paulo – A Toyota mostra no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo que a evolução da tecnologia pressiona as empresas produtoras de veículos a abandonar o perfil tradicional de fabricantes e se tranformar em companhias de mobilidade – que passam a mirar negócios nos quais a venda do veículos compartilha o protagonismo com serviços que a ele estão relacionados.

 

Em meio aos lançamentos que anunciou no evento, a companhia japonesa mostrou produtos cujo desenvolvimento levou em consideração esta nova faceta do mercado de veículos. O Concept-I, por exemplo, é um veículo dotado de inteligência artificial, ou seja, ele interage e aprende com o motorista. O Concept-I Ride, movido a energia elétrica, segue na mesma linha, mas é menor.

 

Os dois modelos, projetados nos Estados Unidos e já mostrados ao mercado em feiras ali e no Japão, trazem conceitos inovadores, mas lembram veículos em sua forma tradicional. A maior novidade, neste caso, está na aplicação dos veículos do futuro. Segundo Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, a empresa estuda aplicar os modelos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Japão, em 2020, em sistema de compartilhamento.

 

A visão da empresa acerca do futuro da indústria, no entanto, vai além do formato chassi sobre rodas. Outro conceito apresentado em São Paulo foi o concept-I Walk, veículo semelhante a um patinete elétrico. Foi concebido para uso em áreas de pedestres e integrará, nos próximos anos, serviços de compartilhamento.

 

Se a aplicação dos veículos ainda está distante da realidade do Brasil é justamente no campo do compartilhamento, termo onipresente em discussões sobre mobilidade do futuro, que já podemos ver ideias funcionando na prática e agora. A Toyota anunciou durante o Salão parceria com a empresa de carsharing moObie, envolvidas em projeto piloto, iniciado em 1º de novembro, no qual funcionários da montadora alugam por meio de aplicativo os modelos Prius e Yaris. A iniciativa surge após fortes sinais de crescimento do mercado: segundo dados da consultoria Frost & Sullivan nos últimos três anos cerca de 7 milhões de usuários adotaram o compartilhamento de carros, que tem a missão de ser uma alternativa disruptiva e sustentável no universo da mobilidade.

 

Para Tamy Lin, CEO da moObie, é importante que outras empresas tenham interesse no carsharing, pois é “uma tendência global que deve continuar em crescimento”. Estudo da Frost & Sullivan corrobora o cenário: nos últimos três anos, cerca de sete milhões de usuários no mundo adotaram o compartilhamento de carros.

 

Este ano a startup registrou aumento de usuários cadastrados no aplicativo, somando mais de 150 mil. O número de carros cadastrados passou de cinco mil para sete mil, que rodam em grandes centros do País, como Brasília, DF, Curitiba, PR, e São Paulo.

 

A Toyota vem anunciando globalmente sua mudança de direção de fabricante de veículos para uma empresa provedora de soluções em mobilidade. A operação brasileira, por meio de comunicado divulgado durante a realização do Salão do Automóvel, está “estudando cuidadosamente as possibilidades no mercado e vê na parceria com a moObie um caminho para aprofundar o conhecimento tecnológico em prol de novas experiências na utilização de veículos”.

 

“Por ser um planejamento global passamos a estudar meios no Brasil para oferecer novos serviços de mobilidades. A moObie oferece um serviço alinhado àquilo que enxergamos para a empresa no futuro, um ambiente dentro do qual exista a cultura do compartilhamento”, disse Miguel Fonseca, vice-presidente executivo da Toyota Brasil — que, por causa de uma lesão, locomove-se pelo Salão com o auxílio de um patinete. Que não era Toyota. Ainda.

 

Foto: Divulgação.