Quase 40% dos carros produzidos são brancos

São Paulo – Quase 40% dos carros produzidos globalmente em 2018 receberam tons brancos nas linhas de pintura das montadoras, segundo estudo divulgado pela PPG, empresa fornecedora de tintas automotivas. O preto, com 17%, e o cinza, com 12%, são as outras cores mais demandadas globalmente, o que mostra que os consumidores ainda são conservadores na hora de escolher a cor do seu automóvel.

 

Por região as coisas mudam um pouco, mas o conservadorismo prossegue: na América do Sul 38% dos veículos produzidos ganharam tons brancos. Por aqui a prata aparece na segunda posição, com 30% do volume de produção, seguida pela preta, com 10%.

 

Na América do Norte a branca lidera, com 26%, seguido por preta, 19%, e cinza, 18%. Na Europa também ganha a branca, com 32% das escolhas, mas a cinza fica na segunda posição, com 19%, e a preta tem 18%.

 

A Ásia também mostra ampla predileção pelos tons de branco: 47% dos modelos produzidos ganharam essa cor. Em segundo lugar ficou a preta, com 16%, e em terceiro os chamados tons naturais, que inclui ouro, bege, laranja e tons de marrom, com 10% do volume produzido.

 

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Exportações puxam produção argentina

São Paulo – O ritmo das fábricas de veículos na Argentina recuou 11,8% em outubro na comparação com o mesmo do mês do ano passado. Segundo dados divulgados pela Adefa, associação que representa as montadoras locais, saíram das linhas de produção, no mês, 38,7 mil automóveis e utilitários.

 

Com relação a setembro houve melhora de 3,7%, mesmo índice alcançado quando comparado o acumulado de 2017 com o de 2018: nos primeiros dez meses do ano a produção chegou a 409,4 mil unidades.

 

Quem puxa esse crescimento no ano é o mercado externo: em outubro as exportações somaram 22 mil unidades, alta de 4% com relação a outubro de 2017 – mas 5,6% a menos do que o volume de setembro. De janeiro a outubro as exportações chegaram a 220,4 mil veículos, alta de 27,9% sobre igual período do ano passado.

 

Abalado pela crise que se instalou no país no fim do primeiro semestre o mercado doméstico reverteu a curva de crescimento. Só em outubro a queda mensal de vendas a concessionários, comparada com outubro de 2017, chegou a 50%, para 37,2 mil veículos. No acumulado do ano o recuo é de 16%, com 600,3 mil automóveis e utilitários faturados para a rede de concessionárias da Argentina.

 

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Randon eleva a receita líquida em 46%

Caxias do Sul, RS – O aumento da produção de caminhões, em 30,5%, e de semirreboques, em 72,5%, impulsionou o desempenho da Randon  Implementos e Participações nos nove primeiros meses do ano, juntamente com as exportações e o mercado de reposição. A companhia de Caxias do Sul registrou receita líquida de R$ 3 bilhões 50 milhões, incremento de 46,4% no comparativo com o mesmo período de 2017. O valor bruto chegou a R$ 4,3 bilhões, alta de 45%.

 

O mercado interno apurou elevação de 48%, totalizando R$ 3,9 bilhões, enquanto o externo evoluiu 25%, para R$ 463 milhões. A corporação consolidou lucro líquido de R$ 116,3 milhões, alta de 169%, com margem líquida de 3,8% – avanço de 1,7 ponto porcentual sobre os nove meses de 2017.

 

No mercado externo os mercados mais representativos para a empresa foram o Mercosul + Chile e o Nafta, que representaram 44,5% e 33,6% do total das exportações consolidadas, respectivamente. Na América do Sul os principais mercados, além do Chile, foram Argentina e Paraguai. Nas operações instaladas no Exterior a receita bruta total, com eliminação das vendas intercompany, nos nove meses, totalizou US$ 74,7 milhões, aumento de 15% ante o mesmo período de 2017.

 

De acordo com Geraldo Santa Catharina, diretor de relações com investidores, a companhia tem boa visibilidade de carteira para os próximos meses e a entrada de pedidos permanece positiva: “Mesmo com o bom desempenho do ano ainda estamos longe dos picos de mercado que tivemos há alguns anos, e o parque fabril brasileiro ainda tem capacidade disponível”.

 

Ele também obsevou que, na política, o novo governo eleito encontrará uma série de desafios pela frente, o que exige cautela adicional para o ano que vem.

 

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Renault: 1 mil carros elétricos na América Latina.

São Paulo – A Renault entregou na quinta-feira, 8, no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, o milésimo carro 100% elétrico da companhia na América Latina. O modelo, um Renault Zoe, fará parte de um estudo de mobilidade elétrica compartilhada da construtora MRV Engenharia. Por meio de comunicado, Luiz Fernando Pedrucci, presidente, informou que a empresa vende modelos elétricos – Zoe, Twizy e Kangoo – na região desde 2015.

 

O projeto da MRV Engenharia no qual será utilizado o Renault Zoe consiste em aplicar dois modelos para serem compartilhados pelos moradores de dois condomínios construídos pela companhia. A gestão do compartilhamento dos carros será feita por meio do aplicativo Renault Mobility, que a montadora testa pela primeira vez no País.

 

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Tupy tem melhor trimestre da história

São Paulo – A Tupy registrou o melhor trimestre de sua história de julho a setembro deste ano. De acordo com Fernando de Rizzo, presidente, o bom momento vivido no segmento de caminhões, picapes e máquinas agrícolas nos Estados Unidos e na Europa, mercados responsáveis por 83% dos negócios da companhia no período, levaram a empresa a alcançar receita de R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre. A cifra representa crescimento de 36,7% na comparação com a receita obtida em igual período em 2017.

 

O balanço divulgado pela companhia na quarta-feira, 8, mostrou também que a empresa registrou crescimento em outros indicadores operacionais. O lucro líquido no trimestre foi de R$ 88,6 milhões, um aumento de 16,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A geração de caixa operacional foi de R$ 200 milhões.

 

O aumento da receita no mercado externo foi de 40%, proveniente do crescimento expressivo em todas as áreas de negócio onde a Tupy atua, afora a depreciação do real frente ao dólar e ao euro no período. América do Norte foi a responsável pela geração de 65,2% da receita. Américas do Sul e Central, por 17,9%. Europa, 11%. Ásia, África e Oceania, 5,9%.

 

No mercado brasileiro, a empresa registrou aumento da receita de 22,3% em função dos negócios nos segmentos de transporte, infraestrutura e agricultura. O presidente da companhia disse que a retomada do mercado de caminhões propiciou o desempenho no trimestre: “O mercado de caminhões este ano está em ritmo de retomada e o cenário refletiu no desempenho da empresa”.

 

Seu maior cliente no País, em termos de volume, é a Mercedes-Benz. A montadora, até outubro, liderou o segmento de caminhões pesados, o que mais cresce no País. Seu principal produto, blocos de motores, também é fornecido a outras companhias, como Scania e a fabricante de motores MWM: “As vendas para veículos comerciais e off-road apresentaram aumento de 38% e 44%, respectivamente”.

 

A Tupy possui duas fábricas no Brasil: uma em Joinville, SC, e outra em Mauá, SP. Há duas outras unidades no México, mas é no País onde concentra 60% da produção que abastece a todos os mercados.

 

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Rota 2030: MP aprovada e decreto assinado.

São Paulo – Em uma sessão rápida, de pouco mais de vinte minutos, o plenário do Senado aprovou na quinta-feira, 8, a Medida Provisória 843/2018, que cria o Rota 2030, mantendo o texto que passou horas antes na Câmara dos Deputados. A notícia tranquilizou a indústria, que via com apreensão a data limite de vigência da MP – 16 de novembro – se aproximar e o texto avançar a passos de tartaruga no Congresso.

 

Pouco depois o presidente da República assinou, durante a Cerimônia de Abertura do Salão do Automóvel de São Paulo, o decreto que regulamenta as metas de emissões, cronograma de equipamentos de segurança e outros pormenores previstos na MP. Este decreto deveria ter sido publicado em 8 de agosto, mas também vinha sendo jogado para frente.

 

Resta agora apenas a sanção presidencial da MP para que o Rota 2030 vire, enfim, lei. O texto aprovado na Câmara e no Senado e o decreto assinado pelo presidente deverão ser publicados nos próximos dias no Diário Oficial da União, colocando em vigor o novo regime automotivo – ainda complementarão o programa algumas portarias, segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

 

“Começamos a discutir o Rota 2030 no Salão do Automóvel de 2016”, disse o executivo, satisfeito com a aprovação do texto. O decreto, ao qual ele não teve acesso, traz as fórmulas dos cálculos para a eficiência energética dos veículos, que varia de empresa para empresa, segundo Megale. “Depende do peso dos veículos, é uma conta complexa. Na média, essa eficiência terá que chegar a 12% e, superando essa meta, pode-se ganhar até dois pontos porcentuais de desconto no IPI”.

 

Ao conversar com a reportagem, Megale também ainda não havia tido acesso ao texto do projeto de conversão da MP em lei que foi aprovado pela Câmara e o Senado. Mas demonstrou preocupação com a retirada dos importadores do programa – um destaque proposto por um deputado, votado e aprovado no plenário, mexeu com o texto original. Esse destaque mantém um dos problemas que a Anfavea buscava solucionar com o Rota 2030: a insegurança jurídica.

 

O Brasil é réu em um processo na OMC, Organização Mundial do Comércio, por causa do Inovar Auto, antecessor do Rota 2030. Ao diferenciar importadores de fabricantes, o programa anterior feriu as regras da organização. Mesmo com a condenação iminente, nada aconteceria porque o Inovar Auto já não está mais em vigor. Mas, caso essa mudança no texto passe pela sanção presidencial, o Rota 2030 entraria no mesmo processo e poderia ser condenado na OMC.

 

Há ainda uma possibilidade: o presidente da República vetar essa parte do texto antes de sancionar a lei. Fontes do setor acreditam que, ao analisar as possibilidades jurídicas do texto, integrantes do governo alertarão ao chefe do Executivo do risco que o programa poderá correr se a diferenciação de importadores e fabricantes prosseguir.

 

Procurada pela reportagem, a Abeifa, que representa os importadores, afirmou que esperará a publicação do texto no Diário Oficial da União para analisar os próximos passos.

 

Centro-Oeste – Na rápida sessão do Senado um ponto polêmico foi levantado: um dos senadores propôs novamente a inclusão da região Centro-Oeste na emenda que prorrogou os benefícios do Regime Especial Automotivo, concedidos a fabricantes do Norte e Nordeste, até 2025. A região, que sedia fábricas da Caoa e da HPE, que produzem modelos Chery, Hyundai, Mitsubishi e Suzuki em Goiás, fora excluída na votação da Câmara dos Deputados porque, do jeito que estava no relatório da MP, elas ganhariam mais incentivos.

 

Segundo o presidente do Senado, os benefícios que essas fabricantes têm atualmente – que são menores do que as da região Nordeste – serão mantidos até 2025, mas as regras serão estabelecidas em uma MP que o governo publicará futuramente.

 

Colaborou Bruno de Oliveira

 

Foto: Cesar Itiberê/PR/Divulgação.

Venda de usados cresce 8,5% em outubro

São Paulo – As vendas de veículos usados em outubro alcançaram 1 milhão 294 mil 954 unidades, alta de 8,5% na comparção com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Fenauto, entidade que representa os revendedores nacionais. No acumulado do ano foram comercializados 11 milhões 846 mil 933 veículos, expansão de 1,1% na mesma base de comparação.

 

Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, disse que o crescimento registrado no acumulado do ano mostra que o mercado de usados vem retomando espaço. Segundo ele, em julho o crescimento acumulado era de 0,3%, caiu para 0,4% em setembro e agora chegou a 1,1%. 

 

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Empresas colhem bons resultados em publicidade no Waze

São Paulo – A publicidade no aplicativo de mobilidade Waze, que traça rotas com menos trânsito aos motoristas, traz resultados positivos para empresas do setor automotivo. Em evento realizado em São Paulo na quinta-feira, 8, Volkswagen e Shell apresentaram o balanço de suas campanhas na plataforma – que promete aprimorar o sistema para gerar mais e melhores resultados.

 

“Essas ações publicitárias ajudaram muito a aumentar o fluxo de clientes em nossas concessionárias”, afirmou Helena Bonesio, chefe de marketing da Volkswagen, que estimou em 156 mil o número de pessoas atraídas pelos anúncios no aplicativo, que começaram a ser mostrados em fevereiro. “Considerando apenas o anúncio do novo Tiguan, que tem tíquete médio de R$ 150 mil, mais de 16 mil pessoas nos procuraram para conhecer o carro, resultado que faz do Waze um parceiro de negócios muito importante”.

 

O Waze chama esse tipo de publicidade de união de negócios online com offline, ou O2O. Segundo Bonesio, essa modalidade é extremamente importante no setor automotivo, onde a busca pelo carro é cada vez mais online, mas as compras ainda são quase 100% offline, mesmo com toda a digitalização presente.

 

Para obter melhores resultados a Volkswagen também mapeou todas as suas concessionárias no Waze. Assim, os usuários podem localizar as lojas enquanto usam o aplicativo:

 

“Com toda a rede mapeada e os anúncios que aparecem para os usuários, nós atingimos o nosso público. Mesmo que ele não vá até uma de nossas lojas imediatamente, ao decidir conhecer um de nossos produtos o aplicativo mostrará a unidade mais próxima”.

 

A Shell também é parceira do Waze. Suas campanhas publicitárias dentro do aplicativo já levaram mais de 1,5 milhão de pessoas até sua rede de postos de combustíveis. Para a empresa, as ações online aumentam o fluxo de clientes e, consequentemente, a venda de combustível e de outros produtos oferecidos.

 

Durante o evento o Waze anunciou uma parceria com o Google, um pedido recorrente dos parceiros do aplicativo para que os anúncios tenham maior alcance e levem mais pessoas até as lojas físicas.

 

Segundo Flavia Rosário, chefe de marketing do Waze, os usuários que recebem os anúncios em seus aplicativos têm 47% mais chance de optar pela loja física da marca anunciante. “Seguiremos investindo em parcerias com outras empresas e prefeituras para que a nossa plataforma seja cada vez mais atual e funcional, tanto para os usuários quanto para nossos parceiros comercias”.

 

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VWCO fornecerá quinhentos ônibus ao MDS

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus venceu a licitação para vender quinhentos micro-ônibus ao Ministério do Desenvolvimento Social, MDS. Os veículos poderão ser solicitados pelas prefeituras no período de um ano. As primeiras 54 unidades foram entregues em Brasília, DF, na terça-feira, 6.

 

A compra dos veículos pelo Ministério busca realizar ações de assistência social, beneficiando os usuários e as equipes que fazem parte do Sistema Único de Assistência Social, SUAS. O modelo disponível para compra é o Volksbus 8.160 ODR, configurado para atender às regiões rurais, com capacidade para transportar 25 pessoas.

 

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Scania fecha sua maior venda de urbanos da história

São Paulo – A Scania fechou a venda de 481 chassis de ônibus urbano para a TransMilenio, operadora de transporte que atua em Bogotá, na Colômbia. De acordo com a companhia, é a maior venda do segmento de urbanos de sua história. Segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 8, os chassis são equipados com motor Euro 6 movido a gás natural.

 

O negócio faz parte da licitação concorrida pela TransMilenio. De um total de 1,4 mil ônibus a serem renovados entre o ano que vem e 2020, os fornecedores de 1,2 mil unidades já foram definidos, sendo que 60% do total de veículos serão movidos a diesel e 40% serão ônibus a gás natural.

 

Dos 481 chassis vendidos, 302 unidades são do tipo biarticulado com capacidade para transportar até 250 passageiros. Outros 179 são do tipo articulado, com capacidade para até 160 passageiros. Todos os chassis serão produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo, SP.

 

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