Receita da Fras-le cresce 29% em nove meses

Caxias do Sul, RS – Com evolução nas receitas, nos lucros bruto e líquido, e no ebitda, a Fras-le encerra os primeiros nove meses do ano com forte expansão. A companhia de Caxias do Sul, RS, consolidou, no período, receita líquida de R$ 789,9 milhões, incremento de 29% sobre igual período do ano passado, e resultado da venda de 76,5 milhões de peças de materiais de fricção e outras 13,8 milhões em produtos diversos, além de 1,4 milhão de litros com líquidos envasados. O desempenho deve-se ao ingresso de receitas das empresas adquiridas nos últimos 12 meses, mas também reflete um maior volume de vendas em praticamente todos os segmentos nos principais mercados em que a controlada das Empresas Randon atua.

 

Apesar dos menores volumes de vendas para a Argentina, em decorrência do agravamento da crise no país vizinho, a Fras-le apurou avanço de 11,1% nas exportações no período de nove meses, atingindo o montante de US$ 60 milhões. Este crescimento decorre do bom desempenho dos negócios com a América do Norte, graças à expansão econômica dos Estados Unidos e à ampliação das alianças estratégicas conquistadas no mercado da América do Norte.

 

O faturamento no mercado externo totalizou US$ 115,4 milhões, e representou crescimento de 18,2% comparado aos nove meses de 2017. Parte deste desempenho deve-se à operação da China, que recentemente ampliou sua capacidade produtiva e já está com uma utilização plena. Após as eliminações das vendas inter-company, US$ 55,4 milhões são provenientes das unidades controladas, dos quais US$ 16,8 milhões correspondem às novas aquisições no exterior. Em moeda nacional, a receita externa somou R$ 410,7 milhões, alta de 31,8%. No mercado interno, o valor alcançou R$ 379,2 milhões, incremento de 26,5%, participando com 48% do total.

 

A Fras-le apurou, em nove meses, ebitda de R$ 151,9 milhões, incremento de 96,2% sobre igual período de 2017. O valor foi beneficiado por um ganho de R$ 52,5 milhões, referente ao cálculo do valor justo na aquisição da Jurid do Brasil, contabilizado ainda no primeiro trimestre. O lucro líquido consolidado somou R$ 71 milhões, alta de 32,2%, e margem líquida de 9%, em linha com a realizada no ano passado.

 

De outubro de 2017 a outubro de 2018, a Fras-le ampliou sua presença com sete operações no Brasil e no exterior. A aquisição mais recente foi a da Fremax, de Joinville (SC), em outubro. A iniciativa se soma à nova da fábrica na Índia, à ampliação da fábrica da China, ao centro de distribuição na Colômbia, à compra da Fanacif no Uruguai, às empresas Armetal e Farloc, ambas na Argentina, e à Jurid, Brasil. “O plano reforça o incremento de capacidade global da companhia, com maior presença internacional, ao mesmo tempo em que amplia o portfólio de produtos”, comemora o diretor-presidente Sérgio Carvalho. 

 

Foto: Jeferson Bernardes/Divulgação

Rota 2030 passa pelo plenário da Câmara

São Paulo – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no começo da noite de quarta-feira, 7, o texto-base do projeto de lei de conversão da MP 843, que cria a política para o setor automotivo Rota 2030. Agora o texto segue para o Senado e, se aprovado – o que deverá ocorrer em plenário na quinta-feira, 8 – passa para a sanção presidencial. O presidente da República confirmou presença na abertura do Salão do Automóvel e existe a expectativa de que o anúncio oficial do programa ocorra na ocasião.

 

Mas o que seria motivo de comemoração para a indústria pode se tornar uma dor de cabeça no futuro. Um destaque proposto e aprovado em votação no plenário retirou as importadoras de veículos dos beneficiários do programa – a inclusão dessas empresas, segundo o governo, foi feita para evitar questionamentos na OMC, Organização Mundial do Comércio, que chegou a condenar o Brasil pelo Inovar Auto, antecessor do Rota 2030.

 

Uma fonte de Brasília afirmou à Agência AutoData que o impacto da medida nos negócios das importadoras de veículos será muito maior do que o do Inovar Auto. “Além de onerar quem não fabrica aqui, retirando a isonomia, prevê uma multa ainda mais pesada”.

 

De todo modo, segundo a fonte, o importante é que o texto seja aprovado no Senado e siga para a assinatura do presidente, criando, oficialmente, o Rota 2030. A ideia é que, futuramente, já com a equipe do novo governo, essas questões sejam solucionadas por outras ferramentas para eliminar o risco de questionamento por parte da OMC.

 

“A indústria tem dimensão do significado do problema, mas existe a limitação da agenda”, disse a fonte, lembrando que a MP vence em 16 de novembro – e, se não for aprovada antes, perde seu efeito. “O importante é que vire lei e depois a Anfavea, a Abeifa e o novo governo tentem retirar essa questão de diferenciação das importadoras”.

 

Outras alterações importantes foram promovidas naquele texto que o relator Alfredo Kaefer, do Paraná, entregou à Câmara. Uma delas foi a retirada das montadoras da região Centro-Oeste das beneficiárias de incentivos fiscais, incluída na polêmica emenda da prorrogação do incentivos para fabricantes logisticamente prejudicadas – também conhecido como Regime do Nordeste.

 

Originalmente a renovação desses benefícios, que vencem em 2020, para 2025, incluía apenas as empresas com fábricas no Nordeste – em outras palavras a Fiat, em Goiana, PE, e a Ford, em Camaçari, BA. Ficou condicionada à manutenção desses benefícios investimentos em novos produtos ou modelos, que somem ao menos 10% dos créditos de IPI restituídos.

 

Automatização do processo de manufatura e a integração da indústria automotiva brasileira às cadeias globais de valor, itens da Indústria 4.0, foram substituídos em outra emenda por capacitação técnica, qualificação profissional e a expansão ou manutenção do emprego no setor de mobilidade e logística.

 

Emenda aprovada também permitirá a taxistas isenção de IPI e IOF no financiamento para aquisição de veículos híbridos ou elétricos. Outros temas estranhos ao texto original, como desoneração da folha de pagamento para o setor moveleiro, foram aprovados no plenário.

 

A votação não foi tranquila. Uma reunião de líderes na manhã da quarta-feira, 7, aparou as arestas e buscou um consenso para a questão do regime do Nordeste – que acabou sendo a retirada da região Centro-Oeste. Depois havia outra questão, alheia ao Rota 2030: deputados da oposição queriam postergar ao máximo a discussão da MP 844, que seria apreciada logo após a aprovação da 843, do Rota 2030. Por isso, lançaram mão de obstruções e questionamentos ao longo de toda a tarde.

 

A votação em si começou no fim da tarde e, no começo da noite, o Rota 2030 estava enfim aprovado, para celebração dos executivos da indústria. Mais cedo, em coletiva à imprensa, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, não escondia sua apreensão – mesmo que seu discurso demonstrasse confiança na aprovação do regime automotivo.

 

A etapa do plenário da Câmara foi vencida. Mas agora, além do Senado e da sanção presidencial, outra fase foi adicionada – e o novo governo já deu sinais de não ver com bons olhos desonerações e incentivos fiscais.

 

Colaboraram Bruno de Oliveira e informações da Agência Câmara

 

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados.

Exportações seguem em queda

São Paulo – As exportações de veículos seguiram em perfil de queda em outubro, o que levou o resultado do acumulado do ano a recuar 10,9% no volume ante os dez meses do ano passado, totalizando 563 mil 25 unidades. Ainda produzem efeitos nos embarques das montadoras a crise do mercado argentino, principal parceiro comercial do País no setor automotivo.

 

Apenas em outubro foram embarcadas 38 mil 734 unidades, pior resultado mensal desde janeiro do ano passado, quando foram exportadas 38 mil unidades.

 

Diante do cenário a Anfavea dá como certo o registro de volume de exportação do ano abaixo das setecentas mil unidades e frustra as expectativas que a indústria tinha de bater o recorde de unidades exportadas obtido em 2017. Na quarta-feira, 7, Antonio Megale, presidente da entidade, disse que a indústria espera compensar as perdas no exterior no mercado interno, enquanto busca novos mercados na América do Sul:

 

“O mercado argentino caiu, mas houve destaque nas exportações para outros mercados, como o chileno e o colombiano. Ademais, as montadoras seguem buscando oportunidades de negócios em novas praças”.

 

Segundo dados divulgados pela entidade, os embarques feitos para a Argentina de janeiro a outubro foram 12% menores do que os registrados nos dez meses do ano passado. Foram exportados 387,4 mil unidades no período contra 438,8 mil veículos em 2017. Ainda assim o país vizinho é o principal destino das exportações de veículos produzidos no Brasil. Até outubro, 72% do total exportado pelo País foi enviado à Argentina.

 

O México, segundo principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo, recebeu, até outubro, 7% das exportações de veículos brasileiros, o que representa 40 mil unidades. O Chile representou 6%, 34,5 mil unidades. Uruguai e Colômbia, 4%. Peru, 2% das exportações.

 

Com as exportações em queda, as montadoras observam redução das receitas no mercado externo. Segundo a Anfavea, até outubro as exportações renderam R$ 9 bilhões 970 mil 640, o que significa um faturamento 6,7% menor do que o registrado em igual período em 2017.

 

Separando por segmentos, as exportações de automóveis e comerciais leves no acumulado do ano foram de 533 mil 715 unidades, menos 11% na comparação com os dez primeiros meses do ano passado. Nos caminhões, recuo de 6,6% no volume exportado, que foi de 22 mil 195 unidades. O volume de ônibus exportados foi 6,8% menor, chegando a 7 mil 115 unidades no acumulado de 2018.

 

Foto: Divulgação.

Vendas de caminhões e ônibus seguem em alta em outubro

São Paulo – As vendas de caminhões seguem em alta no mercado nacional, um movimento que ao longo do ano tem sido possível em função do bom momento vivido pelo setor no segmento de pesados. Até outubro foram vendidos 60 mil 673 veículos pesados no País, resultado que representa alta de 50,6% na comparação ao volume vendido nos dez meses do ano passado.

 

De acordo com balanço divulgado pela Anfavea na quarta-feira, 7, as vendas de pesados no acumulado do ano registrou crescimento de 87,7% na comparação com o resultado visto nos dez meses do ano passado. Foram vendidas 27 mil 248 unidades. A Mercedes-Benz lidera as vendas dentro do segmento, chegando até outubro com 7 mil 674 unidades. O resutlado registrado pela empresa foi 93,6% maior sobre as vendas feitas no mesmo período em 2017.

 

A Volvo registrou o segundo melhor desempenho comercial até outubro, com 7 mil 505 unidades de caminhões pesados vendidas no período, crescimento de 91%. A Scania, por sua vez, vendeu nos dez meses do ano 6 mil 134 unidades, crescimento de 54%.

 

As vendas dos caminhões da categoria semipesados totalizaram até outubro 14 mil 383 unidades, o que, na prática, representa alta de 36,5% na comparação com o resultado obtido pelo setor nos dez meses de 2017. A terceira categoria com maior volume de unidades emplacadas foi o segmento dos caminhões leves, que registrou alta de 5,2% frente a janeiro-outubro do ano passado, totalizando 9 mil 627 unidades licenciadas.

 

Ônibus – O volume de ônibus emplacados no País, no acumulado do ano, foi de 12 mil 159 unidades, o que representa alta de 28,7% frente os dez meses de 2017. Em outubro, foram emplacadas 1 mil 676 unidades. De acordo com a Anfavea, as vendas de ônibus urbanos têm sustentado o desempenho comercial positivo do segmento.

 

Foto: Divulgação.

Grupo SHC pede recuperação judicial

São Paulo – O Grupo SHC, de Sergio Habib, entrou em 1º de novembro com pedido de recuperação judicial de todas as suas empresas na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, em São Paulo. A informação foi divulgada pelo site KBB, Kelley Blue Book, e confirmada pela empresa, em nota.

 

A queda do mercado brasileiro de veículos nos últimos anos, sobretudo as da Citroën, considerada pela empresa seu principal negócio antes da crise, foi a justificativa para o pedido. “Tomamos essa decisão, prevista em lei, para proteger a nossa companhia, nossos 700 colaboradores e os mais de 100 mil clientes da marca”, disse Habib, na nota.

 

Habib rompeu acordo com a Citroën e fechou todas as concessionárias da marca e passou a concentrar seus esforços na Jac Motors, marca chinesa que o Grupo SHC representa no Brasil. Diz a nota que as atividades de importação, distribuição, vendas e pós-vendas da Jac permanecem inalteradas e preservadas.

 

Com a recuperação judicial, a empresa busca proteção para repactuar suas dívidas junto a bancos, parceiros e fornecedores.

 

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Vendas de máquinas agrícolas crescem 35%

São Paulo – As vendas máquinas de agrícolas, em outubro, chegaram a 5 mil 48 unidades, volume que fez com o que o mês fosse o melhor desde novembro de 2014, segundo os dados divulgados pela Anfavea na quarta-feira, 7, no Salão do Automóvel. Segundo o presidente Antonio Megale as colheitadeiras tiveram impacto positivo sobre o resultado do mês pelo começo da época das colheitas.

 

Na comparação com o mesmo período do ano passado houve alta de 35,3% e, com relação ao mês anterior, a expansão foi de 2,6%. No acumulado do ano foram vendidas 39 mil 611 unidades, alta de 10,6% sobre janeiro a outubro de 2017. Megale lembrou que no começo do ano esse segmento registrava queda em torno de 10%, o que mostra a recuperação: “Nossa expectativa é a de que esse crescimento seja mantido até dezembro, ainda impulsionado por colheitadeiras”.

 

A produção de máquinas em outubro foi de 7 mil 409 unidades, alta de 72,1% na comparação com o mesmo período do ano passado e de 28,9% com relação ao mês anterior. No acumulado do ano foram produzidas 53 mil 582 máquinas, crescimento de 14,9% ante igual período do ano passado: “Os números de produção, tanto no mês quanto no acumulado, mostram o bom momento que o agronegócio vive no Brasil”.

 

Já as exportações de máquinas caíram em outubro, para 1 mil 20 unidades contra 1 mil 402 no mesmo período do ano passado, queda de 27,2%. Na comparação com o mês anterior houve queda de 6,6%. No acumulado foram exportadas 10 mil 733 unidades contra 11 mil 358 em igual período do ano passado. De acordo com Megale a queda pode ser justificada pela crise econômica que vive a Argentina, principal compradora de máquinas do Brasil, o que está reduzindo o número de pedidos.

 

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Chery confirma produção do Tiggo 5X e Tiggo 7

São Paulo – A Caoa Chery apresentou o Tiggo 5X e o Tiggo 7 no Salão do Automóvel de São Paulo: o primeiro será lançado em dezembro e o segundo em janeiro, produzidos em Anápolis, GO, onde serão gerados aproximadamente 150 novos empregos, de acordo com o CEO da empresa, Márcio Alfonso.

 

“Os lançamentos fazem parte da nossa ofensiva no segmento de veículos SUVs. Queremos ter uma gama completa à disposição do consumidor.”

 

No ano que vem a expectativa da companhia é produzir 15 mil unidades em Anápolis e 24 mil em Jacareí, SP, onde produz sedã Arrizo 5 e o SUV Tiggo 2. O preço do sedã foi, enfim, revelado no Salão: será vendido por R$ 65 mil 990 na versão RX e por R$ 72 mil 990 na versão RXT.

 

Outra importante novidade foi apresentada no Salão: o Tiggo 8, o maior dos SUVs da empresa. Será lançado até dezembro de 2019, também com produção em Anápolis. Alfonso disse que a intenção da empresa é aumentar o índice de nacionalização até 65% em três anos.

 

O CEO da Caoa Chery também falou sobre a chegada de modelos elétricos no País, tendo em vista que outras montadoras fizeram lançamentos no Salão: “Temos interesse em trazer modelos elétricos para testar o mercado brasileiro, mas ainda não definimos quais serão os modelos e quando faremos isso. Provavelmente traremos as versões elétricas de Tiggo 2 e Arrizo 5 e um hatch que pode ser o QQ ou o EQ”.

 

Para vender todos os produtos apresentados a empresa prepara a expansão de rede para o ano que vem, chegando a até 110 lojas ante as 65 lojas atuais.

 

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Marcopolo tem alta de 45% na receita

Caxias do Sul, RS – A Marcopolo fechou os primeiros nove meses do ano com receita operacional líquida de R$ 2 bilhões 957 milhões, com incremento de 45,5% sobre igual período de 2017. O dado consta do balanço do terceiro trimestre publicado na segunda-feira, 5. O lucro líquido do período de nove meses é de R$ 119 milhões, em alta de 165%, com margem líquida de 4%, quase o dobro do apurado no ano passado.

 

As receitas internas somaram R$ 1 bilhão 412 milhões, elevação de 82% sobre o acumulado de nove meses do ano passado. As exportações diretas do Brasil totalizaram R$ 888 milhões, em alta de 34%. Já as receitas provenientes das unidades localizadas no Exterior chegaram a R$ 657 milhões, em alta de 10%.

 

No acumulado do ano a Marcopolo comercializou 11 mil 380 ônibus, número 50% superior ao de 2017. No mercado brasileiro foram colocadas 7 mil 506 unidades, com elevação de 88%, e exportadas 2 mil 681, alta de 22%. As operações na África do Sul e no México apresentaram quedas de 38%, enquanto a da Austrália avançou 36% e a da China 46%. O total vendido por estas operações chegou a 1 mil 329 unidades, recuo de 20%.

 

De acordo com a visão da diretoria 2018 vem confirmando as perspectivas de recuperação da produção brasileira de ônibus e deve manter o ritmo também em seus últimos meses, com exportações ganhando representatividade. De acordo com o comunicado \”a Marcopolo reitera sua confiança na continuidade do processo de retomada da demanda a patamares normalizados à medida que a economia encontre bases consistentes após o ciclo eleitoral, acreditando em um ambiente de confiança, que estimule investimentos em transporte público eficiente e de qualidade”.

 

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Produção sente impacto da redução das exportações

São Paulo – A redução nas exportações, causada essencialmente pela crise no mercado argentino, está afetando os volumes de produção nacional em velocidade mais rápida do que a imaginada. Em outubro, pela primeira vez no ano, a evolução no acumulado ficou abaixo de dois dígitos, ainda que no limite dessa análise, em 9,9%. Os números foram revelados pela Anfavea na quarta-feira, 7, no Salão do Automóvel.

 

De janeiro a outubro o Brasil fabricou 2 milhões 458 mil unidades ante 2 milhões 236 mil nos primeiros dez meses de 2017, avanço portanto de 9,9%. No comparativo dos últimos doze meses o volume é de 2 milhões 920 mil ante 2 milhões 660 mil, exatos 10% acima.

 

A redução da velocidade da expansão é nítida: ao fim do primeiro trimestre a produção nacional avançara 14,6% no acumulado do ano, no fim do primeiro semestre 13,6% e no fim do terceiro trimestre, 10,5%.

 

Ainda que o presidente da Anfavea, Antônio Megale, não admita abertamente, alcançar a projeção de 3 milhões de unidades produzidas neste ano, o que representaria aumento de 11,1%, está se tornando impraticável. Faltam dois meses para acabar o ano e 542 mil unidades a serem fabricadas para alcançar essa meta, ou seja, 271 mil unidades em novembro e em dezembro. Apenas em um mês de 2018 o melhor volume mensal fabricado superou esse volume, agosto, com 291,5 mil. A média anual neste ano é de 246 mil.

 

Há mais complicadores: novembro terá emenda de dois feriados em um só, da quinta à terça, e dezembro costuma ter volumes mais modestos por causa de férias coletivas. Mas Megale calcula que \”de qualquer forma chegaremos perto da projeção de 3 milhões”.

 

Em outubro foram fabricadas 263,3 mil unidades, avanço de 5,2% ante o mesmo mês do ano passado e de 17,8% na comparação com setembro.

 

Emprego – O número de pessoas empregadas pelo setor automotivo caiu em outubro ante setembro. São agora 131 mil 374, redução de 0,8% ante as 132 mil 480 de setembro. Na comparação com o mesmo mês de 2017 avanço de 2,4%.

 

Segundo Megale o número de profissionais em layoff caiu para 490 no mês passado ante 827 em setembro. Não há trabalhadores no regime de PSE, regime de proteção do emprego. Quanto ao total reduzido de setembro para outubro, de 1,1 mil pessoas, Megale disse que a Anfavea ainda está “tentando entender o que aconteceu: os números envolvem toda a indústria, incluindo máquinas, e pode ter ocorrido algum ajuste em algum segmento fora o de leves, pois algumas empresas contrataram”.

 

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Outubro foi o melhor mês de vendas em quase dois anos

São Paulo – As vendas de veículos, em outubro, somaram 254 mil 732 unidades, o maior volume mensal desde dezembro de 2014, de acordo com as informações divulgadas pela Anfavea, na quarta-feira, 7, em coletiva no Salão do Automóvel de São Paulo. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 202 mil 857 veículos, a alta foi de 25,6%. Com relação a setembro, quando foram comercializados 213 mil 339 veículos, o crescimento foi de 19,4%.

 

No acumulado do ano os emplacamentos chegaram a 2 milhões 100 mil 957 unidades, expansão de 15,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, outubro é historicamente bom. Este ano, porém, o resultado surpreendeu porque se esperava expansão menor, devido ao impacto das eleições sobre as vendas — o que não aconteceu: “A média diária de outubro foi de 11,6 mil unidades, porém houve dia em que emplacamos mais de 20 mil veículos, o que mostra que a indústria está no caminho certo para voltar ao volume comercializado antes da crise”.

 

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