Lentes vê magna cum laude

São Paulo — Em pleno novembro está por pouco a publicação, pela Anfavea, do edital convocatório da sua próxima eleição, como sempre para a escolha das novas diretorias do complexo Anfavea/Sinfavea, que tomam posse em abril. Tenho ouvido coisas que, pelo inusitado, me remetem, bem a propósito, às gestões de André Beer, presidente de 1983 a 1989 e até hoje considerado a grande referência histórica no desempenho do cargo.

 

O que ouço das diretorias contemporâneas é que, na média dos mais jovens, são compostas por profissionais não tão comprometidos com o negócio veículos como se via anos trás – profissionais nem sempre exatamente picados pela mosca azul do setor automotivo. E que as empresas associadas estariam designando profissionais para as vice-presidências da entidade mais como uma obrigação do que numa atitude de representação consciente.

 

E que esses vice-presidentes mais jovens nem sempre dispõem da plena compreensão do papel associativo da Anfavea, de sua história e de suas tradições instituídas.

 

André Beer chegou à presidência como vice-presidente da segunda gestão de Newton Chiaparini. Newton acompanhou Mário Garnero no Brasilinvest e abriu espaço para o já veterano André. Veterano e já respeitado. Mas André pretendia as mentes daqueles cavalheiros com os quais dividia a mesa de reuniões da diretoria, não tão comprida como a atual mas já suficientemente complexa: já havia a Fiat querendo entrar no rodízio e a Mercedes-Benz fazendo o papel de mandato tampão pleno diante dos pleitos vindos de Betim. Havia desconfianças no ar.

 

Que fez André naquele começo para garantir a lealdade da rapaziada, habituada a observar com lupa as atividades da presidência? Como conquistar aquela diretoria? Ele governou para todas as associadas e, propositadamente, abriu mão de alguns interesses, secundários, da sua empresa, a General Motors – para deixar claro que se interessava pelos pleitos de cada uma das empresas associadas. Algo, quem sabe, inspirado na literatura do conde de Lampedusa.

 

Foram várias as suas atitudes de aparente desapego, que valeram ao mítico André Beer a qualificação de “mestre de todos nós”, pespegada por um admirador e sucessor igualmente cheio de méritos.

 

Quero dizer, com isto tudo, que o cargo de presidente de entidades como a Anfavea não é disputado como o de um grêmio estudantil. O sujeito é indicado por sua empresa e começa a ter a grande oportunidade de demonstrar duas virtudes diante dos seus confrades, que o tempo todo o tem em processo de avaliação: firmeza na defesa dos interesses da empresa e disposição de trabalho conjunto na defesa dos interesses comuns da indústria. Ou seja: o sujeito começa servindo na infantaria sem muita intendência à disposição – com o tempo, e à custa de bons serviços, colhe suas dragonas.

 

O que parece acontecer na Anfavea, hoje em dia, a se observar a disposição de alguns vice-presidentes, é a atitude de magna cum laude ainda no jardim da infância.

 

Foto: Reprodução/Google Street View.

Tiguan Allspace tem recorde de vendas

São Paulo – A Volkswagen registrou em outubro o melhor mês em vendas do Tiguan Allspace, o primeiro dos cinco SUVs que fazem parte da sua ofensiva no mercado brasileiro. No mês passado foram comercializadas 1 mil 33 unidades.

 

Em nota o vice-presidente de vendas e marketing, Gustavo Schmidt, afirmou se tratar do “SUV do momento! O volume de mais de 1 mil unidades em um único mês também é um recorde histórico para o modelo Tiguan em si, que começou a ser comercializado no País em 2009”.

 

Desde que foi lançado, há seis meses, o Tiguan Allspace supera a marca de 4 mil unidades licenciadas.

 

Foto: Divulgação.

Honda lança a linha 2019 do Civic

São Paulo – A Honda apresentou a linha 2019 do Civic Geração 10, na qual a novidade é uma versão na cor azul metálica. O modelo herdou novidades do ano-modelo 2018: nas versões EX e Sport uma central multimídia desenvolvida no Brasil, e na versão EXL retrovisores com acabamento perolizado.

 

As versões Sport e EX receberam um quadro de instrumentos atualizado, com os indicadores de temperatura do motor e do nível de combustível com iluminação vermelha. Em 2017 o modelo completou vinte anos de produção no Brasil.

 

Foto: Divulgação.

Vendas caem 38% na Argentina

São Paulo – As vendas no mercado argentino somaram 48 mil 330 unidades em outubro, queda de 38,5% na comparação com o mesmo período do ano passado e de 8,3% ante setembro, de acordo com os dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários locais. No acumulado do ano as vendas chegaram a 734 mil 767 veículos, recuo de 5,8% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

A Toyota ficou na primeira posição do ranking de vendas com 7 mil 818 unidades emplacadas, seguida pela Renault, que vendeu 6 mil 907. As vendas da Volkswagen foram de 6 mil 902 unidades, ficando na terceira posição.

 

O modelo mais vendido na Argentina em outubro foi o Toyota Etios, com 2 mil 106 unidades comercializadas, seguido pelo Fiat Cronos, 1 mil 862, e na terceira colocação ficou com o Renault Kwid com 1 mil 845 unidades. 

 

Fotos: Divulgação.

Ford expande tempo de licença maternidade e paternidade

São Paulo – A Ford está expandindo significativamente a quantidade de folgas pagas para funcionários que são pais ou mães, nas fábricas instaladas nos Estados Unidos. A partir da quinta-feira, 1, a empresa permitirá que os novos pais tenham oito semanas de folga remunerada. As mães terão direito um período de catorze ou dezesseis semanas de folga remunerada. A Ford começou a oferecer licença paternidade no ano passado. As mães tinham permissão para se afastar por dez dias.

Outubro registra maior volume de vendas do ano

São Paulo – O mercado brasileiro de veículos registrou em outubro 254 mil 732 emplacamentos, o maior volume mensal de vendas do ano, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave na quinta-feira, 1º. O resultado superou as vendas de agosto, com suas 248,6 mil unidades.

 

Até outubro, as vendas de veículos acumulam crescimento de 15,3% na comparação com os dez primeiros meses do ano passado. O quadro comercial positivo foi mantido pelo desempenho dos modelos de entrada e SUVs, no segmento de veículos leves, e pela retomada no mercado de caminhões. Foram vendidas no acumulado do ano 2 milhões 100 mil 791 unidades.

 

Dividindo o balanço da entidade por categorias no acumulado do ano as vendas de automóveis e comerciais leves foram de 2 milhões 24 mil 388 unidades, alta de 14,3% na comparação com o mesmo período no ano passado. Os caminhões foram 61 mil 66 unidades, 51% a mais. Os ônibus 15 mil 337 unidades, 27% a mais.

 

Em outubro as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 244 mil 740 unidades, volume 24,5% superior ao mesmo mês de 2017 e 19,6% acima do resultado de setembro. Em caminhões os licenciamentos alcançaram 7 mil 920 unidades, crescimento de 56,7% na comparação mensal e de 18,1% na anual. O segmento de chassis de ônibus avançou 77% sobre outubro do ano passado e 8,3% sobre setembro, somando 2 mil 72 unidades.

 

No segmento de automóveis os hatches pequenos foram os veículos com maior fatia do mercado nacional, 28,7%. O modelo mais vendido até outubro foi o Chevrolet Onix, 168 mil 540 unidades. Os SUVs detiveram 24,2% do mercado, tendo como expoente o Jeep Compass, 50 mil 517 emplacamentos. 

 

A General Motors deteve a maior fatia do mercado, 18%, considerando automóveis e comerciais leves. De janeiro até outubro, no entanto, a empresa perdeu espaço pois no começo do ano sua fatia era de 19,3%. A Volkswagen viu sua participação saltar de 15% para 15,3%. A participação da FCA também aumentou nos dez meses: de 13,3% para 14% em outubro.

 

A Ford, que teve o quarto melhor desempenho comercial no acumulado do ano, viu sua participação cair de 9,3%, registrado em janeiro, para 8,8%, em outubro.

 

Vendas diretas – Até outubro as vendas de automóveis e comerciais leves efetuadas pelas concessionárias representaram 57,2% do total de emplacamentos, ficando os 42,7% restantes a cargo das vendas diretas realizadas pelas montadoras.

 

Foto: Divulgação.

Onix e Ka são os mais vendidos do mês

São Paulo – O Ford Ka foi, em outubro, o segundo modelo mais vendido do mercado brasileiro, com 10 mil 461 emplacamentos, segundo dados divulgados pela Fenabrave. Recentemente o compacto ganhou opção de transmissão automática e novas versões, o que ajuda a levantar suas vendas.

 

À sua frente ficou, mais uma vez, o Chevrolet Onix, com 22 mil 324 unidades comercializadas – os dois modelos foram os únicos a ultrapassarem a marca dos cinco dígitos no mês.

 

O Hyundai HB20 manteve a terceira colocação e registrou 9 mil 361 vendas, seguido pelo Volkswagen Gol, que vendeu 8 mil 973. O Chevrolet Prisma vendeu 7 mil 716 unidades e ficou na quinta colocação.

 

Mesmo com o segmento de SUVs em alta, o único que aparece na lista dos dez modelos mais vendidos no Brasil em outubro é o Jeep Compass, com 6 mil 163 unidades comercializadas. Confira o ranking completo, de acordo com a Fenabrave:

 

1º Chevrolet Onix – 22 mil 324
2º Ford Ka – 10 mil 461
3º Hyundai HB20 – 9 mil 361
4º Volkswagen Gol – 8 mil 973
5º Chevrolet Prisma – 7 mil 716
6º Fiat Strada – 7 mil 199
7º Fiat Argo – 6 mil 881
8º Jeep Compass – 6 mil 163
9º Volkswagen Polo – 6 mil 090
10º Renault Sandero – 6 mil 060

 

Fotos: Divulgação.

Tracker 2019 é mais equipado na versão de entrada

São Paulo – Importado do México a linha 2019 do Chevrolet Tracker chega ao mercado com controle de tração e assistente de partida em rampa, agora itens de série, na versão de entrada LT. A versão topo de linha passa a ser chamada de Premier e tem emblema na tampa do porta-malas.

 

O motor segue o mesmo 1.4 flex turbo de 153 cv e transmissão automática de seis marchas. As vendas do Tracker, até setembro, somaram 19,9 mil unidades, alta acima de 100%, ante as 7,9 mil unidades comercializadas no mesmo período do ano passado, sendo o vigésimo-sexto modelo mais vendido no Brasil.

 

Fotos: Divulgação.

Nova Frontier chega para dobrar volume mensal de vendas

São Paulo – A Nissan Frontier produzida em Córdoba, Argentina, começará a ser vendida no Brasil em novembro, em cinco versões, com a missão de dobrar seu volume mensal de vendas, de acordo com o diretor comercial José Luiz Vendramini: “Atualmente vendemos de quatrocentas a quinhentas unidades por mês, mas com a chegada das versões produzidas na Argentina esperamos que as vendas mensais sejam de oitocentas a 1 mil unidades por mês”.

 

Para aumentar as vendas a Nissan aposta em versões com mais equipamentos, como a visão 360º com sistema inteligente de câmaras, detector inteligente de objetos em movimento, teto solar, novo sistema multimídia com tela de 8 polegadas e seis airbags. Junto com os novos itens a Frontier terá opção de tração 4×2 e 4×4, câmbio automático e manual e o motor 2.3 turbodiesel poderá ser equipado com uma ou duas turbinas, o que faz a potência variar conforme a configuração escolhida, sendo de 160 cv na opção mais simples e 190 cv com duas turbinas.

 

Essa é a décima-segunda geração da picape que, antes de ser produzida na Argentina, rodou mais de 300 mil quilômetros em testes para que a montadora avaliasse as mudanças necessárias para adaptá-la à região. As versões que serão vendidas no Brasil são S 4×4, Attack 4×2 e 4×4, XE 4×4 e LE 4×4.

 

Foto: Divulgação.

Continental prepara painel digital para modelos de entrada

São Paulo – A Continental desenvolveu protótipo de painel digital para aplicação em veículos de entrada, algo hoje restrito a modelos topo de linha. A empresa pretende nacionalizar a produção do conjunto mas, antes, apresentará, até dezembro,  sua ideia às montadoras que atuam no País. Segundo José Campassi, gerente de novos negócios, de antemão há duas companhias interessadas.

 

O protótipo é fruto de desenvolvimento da engenharia brasileira da empresa, fato que deve aumentar as possibilidades de tornar-se produto de linha, contou o executivo: “A eventual aceitação do mercado nos leva a crer que poderemos exportar o painel para mercados similares ao brasileiro, como China, Índia, Rússia e América Latina, onde os modelos de entrada das montadoras são compartilhados”.

 

O painel digital é um recurso presente nas linhas mais caras dos últimos lançamentos, como os Volkswagen Polo e Virtus Highline. O recurso, que inclusive é também um produto Continental nos dois modelos, seria um dos fatores que alavancaram suas vendas no mercado interno, de acordo com Fabio Rabelo, gerente executivo de digitalização e novos modelos de negócios da Volkswagen, sem citar o porcentual das vendas.

 

Dados da Fenabrave mostram que o Polo, até setembro, foi o quinto carro mais vendido do Brasil, com 51 mil 827 emplacamentos. O painel digital, ou Active Info Display, como também é conhecido no mercado, está presente em modelos de outras gamas, como o Honda Civic e o Citroën C4 Cactus, por exemplo.

 

Campassi, da Continental, afirmou que há espaço para o recurso em veículos que custam menos: “Com a elevação do padrão tecnológico trazido pelos lançamentos, todos os perfis de consumidores, hoje, observam nos recursos digitais um fator que pode definir a compra. Observamos a tendência e desenvolvemos equipamento de baixo custo”.

 

Sobre o protótipo de painel digital o executivo contou que se trata de uma tela com menos recursos do que o instalado em veículos de gamas maiores. É composto por tela menor, onde serão projetados dados sobre velocidade e câmbio, e um sistema de lâmpadas do tipo LED: “É algo similar ao sistema de cores que emitem os paineis mais modernos na troca de marchas ou quando mostram perfil de consumo de combustível”.

 

Foto: Divulgação.