Placa do Prêmio AutoData nas mãos da Nissan

São Paulo – O presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva, recebeu a placa do Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018, pela indicação na categoria Desenvolvimento Tecnológico. Os testes com veículo movido a célula de combustível alimentada por etanol, que atualmente roda no Japão, proporcionaram sua indicação ao prêmio.

 

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Truckvan lança projeto para combater informações falsas

São Paulo – A Truckvan colocará nas ruas o projeto Jornalismo em Movimento – Combate às Fake News, uma iniciativa que tem como objetivo combater as notícias falsas que são compartilhadas pela população, especialmente em redes sociais. Uma carreta de cerca de 15 metros de comprimento percorrerá quatro regiões de São Paulo de 6 de novembro a 16 dezembro, para conscientizar a população da necessidade de se apurar os fatos antes de compartilhar uma informação.

 

Segundo Leandro Siqueira, responsável pela comunicação da companhia e curador de conteúdo do projeto, as pessoas acreditam que as fake news estão ligadas apenas a política. O projeto mostrará outros exemplos de fora desse tema, como as apresentações Mitos e Verdades sobre Raul Seixas e Ayrton Senna. A ideia é mostrar que as notícias falsas também são espalhadas fora da internet, há muito tempo.

 

A DeMello Consultoria e o Grupo Band são os parceiros da Truckvan nesse projeto que passará pela Capital, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Taboão da Serra.

 

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Novo X4 e Série 7 são novidades BMW para o Salão

São Paulo – A BMW aproveitou a apresentação do seu novo centro de treinamento, realizada na segunda-feira, 29, para mostrar algumas das atrações para o Salão do Automóvel, que será realizado de 8 a 18 de novembro, no Expo SP, em São Paulo. A nova geração do SUV X4 será lançada no evento e já está em pré-venda nas concessionárias por R$ 334 mil na versão de entrada e R$ 421 mil na topo de linha.

 

O novo BMW Série 7 é outra novidade que, de acordo com o presidente da companhia, Helder Boavida, poderá ser a mais cara da BMW no Brasil — o preço será revelado apenas no evento e as vendas serão sob encomenda. A empresa também confirmou a presença no Mini Cooper S E Countryman ALL4, primeiro modelo híbrido plug-in da marca, que será vendido no Brasil por R$ 199 mil 990.

 

Duas novos motos também serão mostradas no evento, a F 750 GS e a F 850 GS, que já estão em produção na fábrica da companhia em Manaus, AM, com preços de R$ 40 mil 950 e R$ 50 mil 950, respectivamente.

 

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BMW investe R$ 4 milhões em centro de treinamento

São Paulo – De olho no conhecimento que será exigido dos profissionais responsáveis pela mecânica dos carros no futuro o Grupo BMW investiu R$ 4 milhões em seu novo centro de treinamento, a Academia BMW Group Brasil, em parceria com o Senai SP. A apresentação do local com 1 mil m² foi realizada na segunda-feira, 29, na unidade do Senai no bairro do Ipiranga. Tem capacidade para formar 2,7 mil pessoas por ano em diversos níveis, de um curso básico de mecânica até uma pós-graduação.

 

Destes alunos formados, 1,2 mil serão contratados pela BMW para trabalhar em toda sua rede de concessionárias, em diversas áreas. Segundo o presidente Helder Boavida os modelos atuais já possuem muita conectividade e tecnologias semi autônomas e, com isto, será necessário treinar novos profissionais que dominem essas tecnologias e aquelas que equiparão os futuros lançamentos: “Os alunos do Senai treinarão em veículos como o X3, equipado com essas tecnologias, e aprenderão a dominar tecnologias futuras que traremos para o Brasil”.

 

A apresentação contou com a participação do presidente do Senai, que disse que o novo centro visa a preparar a mão de obra para o futuro antes que as tecnologias ganhem mais espaço no País: “Precisamos formar mão de obra para atender demandas futuras e isso só seria possível fazendo parceria com empresas de primeira linha como a BMW”. A parceria também poderá render um intecâmbio profissional para os alunos que forem contratados pela BMW, disse Boavida:

 

“Temos outros dois centros de treinamento na América Latina e seria interessante que esses profissionais trocassem experiências. Já estamos estudando essa questão”.

 

Os primeiros treinamentos começarão na segunda quinzena de janeiro e a expectativa da empresa é a de que com a novo centro novos alunos sejam atraídos para o Senai.

 

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VW tem acordo com concessionárias europeias

São Paulo – A reestruturação da rede de concessionários parece ser prioridade da Volkswagen na sua operação global. Se no Brasil a empresa articula um novo modelo de ponto de venda, na Europa fechou acordo com seus representantes para que sua rede de distribuição também tenha um novo perfil.

 

Segundo o site Automotive News, de Detroit, Michigan, a empresa fechou acordo, na Europa, que tem como objetivo preparar as concessionárias para a venda de veículos elétricos e para maior oferta de serviços. O acordo deverá entrar em vigor em abril de 2020.

 

O acordo estipula auxílio às concessionárias para adotarem nova infraestrutura – que demandará compra de ativos – e também novas forma de remuneração na medida em que sejam vendidos aos clientes mais serviços, como atualização de sistemas dos veículos e acessórios. A rede Volkswagen na Europa é formada por 5,4 mil unidades.

 

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Dunlop lança pneu para hatches e sedãs

São Paulo – A Dunlop lançou no mercado brasileiro o pneu SP Touring R1, dedicado a modelos hatches e sedãs compactos. São oito medidas para aros 13, 14 e 15, que atendem a automóveis como Fiat Uno, Chevrolet Monza, Volkswagen Santana e Honda City.

 

O SP Touring R1 está disponível em todos os distribuidores Dunlop e em mais de duzentas lojas no País, segundo o gerente sênior de vendas e marketing, Rodrigo Alonso: “O Brasil é um mercado de grande relevância para a Dunlop e o segmento de hatches e sedãs compactos é o maior do país. Por isto investimos no SP Touring R1 para ampliar ainda mais as opções para os consumidores brasileiros”.

 

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Caoa e Hyundai retomam diálogo

São Paulo – Caoa e Hyundai negociam a suspensão do julgamento do distrato da parceria comercial que ainda mantêm no País. No primeiro semestre a Hyundai entrara na Justiça com pedido para encerrar o contrato de distribuição que mantinha com a Caoa alegando descumprimento de cláusulas.

 

O documento estipula que divergências sejam julgadas por comissão de arbitragem instalada em Frankfurt, Alemanha, o que, de fato estava ocorrendo até setembro, quando um juiz espanhol foi indicado para o caso. No entanto, segundo fonte ouvida por Agência AutoData, as empresas decidiram sentar novamente à mesa para conversar e buscar consenso sem que seja necessário recorrer a julgamento isento na Alemanha.

 

Desde abril, quando expirou o contrato assinado pelas empresas  visando ao mercado brasileiro dando início ao litígio, esta seria a primeira vez em que as empresas estariam dispostas a negociar. Disse a fonte: “Neste primeiro momento as empresas querem a suspensão do julgamento. Depois buscarão uma data para sentar e conversar”.

 

A Caoa segue distribuindo veículos Hyundai em sua rede depois de conseguir, na Justiça, liminar que estabeleceu a manutenção do contrato. Os advogados da Hyundai alegaram, em abril, que a empresa brasileira descumpriu uma série de cláusulas que davam à Hyundai o direito de encerrar o contrato, o que prontamente foi rebatido pela empresa de Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Dentre as supostas irregularidades apontadas está a venda de veículos Chery, de quem é sócia desde janeiro, em lojas da rede Caoa.

 

Procurada pela reportagem a Hyundai informou que a subsidiária brasileira não tem autorização para comentar processos que estão em andamento. A Caoa também informou que não se pronuncia sobre ações que estão em tramitação.

 

Desde 2008 a Caoa tem licença para importar veículos Hyundai. Vende os modelos i30, Sonata, Elantra, Azera e Santa Fe. A empresa também mantém contrato de produção para a fábrica instalada em Anápolis, GO, dos modelos Tucson, ix35 e do caminhão HD 80. A Hyundai produz no Brasil, em Piracicaba, SP, os modelos HB20 e SUV Creta.

 

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Scania começa a vender linha NGR de caminhões

Guarujá, SP – A Scania escolheu a região de praias de Guarujá, Litoral de São Paulo, para apresentar a nova linha de caminhões que produzirá em São Bernardo do Campo, SP, a partir de janeiro, a NGR. Ao todo passarão pela estrutura montada pela empresa, em hangares adaptados, 4 mil pessoas, dos quais 2,7 mil clientes de toda a América Latina, México incluso. O local consumiu R$ 44 milhões em investimentos e ficará aberto por cinquenta dias.

 

Esta nova geração de caminhões, que a própria Scania considera “a melhor de todos os tempos”, marca um novo ciclo da empresa no Brasil e traz o seu maior investimento histórico aqui, R$ 2,6 bilhões, que serão aportados até dezembro de 2020. A expectativa é a de que transformem a de São Bernardo na mais moderna fábrica de caminhões da América Latina.

 

“Um produto premium precisa ser fabricado em uma fábrica premium”, festejou o CEO da Scania Latin America, Christopher Podgorski. “A fábrica de São Bernardo do Campo já é a mais moderna da América Latina e é espelho do que a marca é hoje na Europa. E melhorará ainda mais.”

 

Para receber a produção dos novos caminhões NGR a Scania investiu, por exemplo, em unidade de solda de cabines “que representa o estado da arte em indústria 4.0 e impressiona pela tecnologia de ponta”. Nesta unidade 75 robôs dividem espaço com as novas linhas de produção e de montagem. 

 

“Estamos um passo à frente da indústria no que se refere à rentabilidade dos negócios dos nossos clientes e da sustentabilidade”, contou Roberto Barral, vice-presidente de operações comerciais no Brasil. “Com estes novos caminhões revolucionaremos o setor de transportes na América Latina.”

 

A nova geração de caminhões que a Scania ofertará ao mercado brasileiro é idêntica à que já coloca à disposição de seus clientes na Europa. As cabines são totalmente novas por dentro e por fora e, somando-se todas as vantagens operacionais, a economia total de diesel gerada poderá ser de até 12%, informa comunicado da empresa. Só os novos motores, “equipados com tecnologia de alta pressão, garantirão até 8% de redução de consumo com relação aos motores atuais”.

 

Criada na Europa esta nova geração é resultado de quase dez anos de desenvolvimento e recebeu investimento de cerca de 2 bilhões de euro. No Brasil estão sendo feitos agora os ajustes finais na linha de produção e em todas as estruturas necessárias para iniciar sua produção, que está prevista para os primeiros dias de janeiro, com as primeiras unidades sendo entregues a partir de fevereiro.  

 

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Festo completa 50 anos e mira indústria 4.0

São Paulo – A Festo, fabricante de equipamentos pneumáticos para automatização, completa 50 anos de operação no Brasil este ano e, na sexta-feira, 26, anunciou que mira oportunidades de negócios dedicados à oferta de produtos biônicos, ou seja, desenvolvidos a partir de exemplos encontrados na natureza.

 

Na foto abaixo, por exemplo, a empresa reproduziu uma água-viva que utiliza garras plásticas que podem ser aplicadas em linhas de produção. Segundo José Folha, gerente de desenvolvimento de produtos da Festo, as possibilidades de aplicação no setor automotivo são inúmeras: “As montadoras são um dos nossos maiores clientes. Com o avanço tecnológico sobre as linhas de montagem de veículos há espaço para inovações que aumentem a produtividade com equipamentos mais inteligentes”.

 

Ele citou como exemplo os atuadores pneumáticos desenvolvidos pela Festo que funcionam usando os mesmos princípios dos músculos humanos. É uma tecnologia consolidada ainda nos anos 1990 mas que, atualmente, convive com demanda por sua aplicação na indústria.

 

No Brasil a Festo mantém fábrica em São Paulo, com quinhentos funcionários. Sua produção tem como destino, afora o mercado interno, demandas da América Latina e da Alemanha, onde fica sua sede.

 

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Estudo KPMG tenta desenhar concessionária do futuro

São Paulo – A consultoria KPMG concluiu estudo no qual tenta projetar como será a rede de concessionários em futuro no qual veículos e a presença da internet como canal de vendas exigirão novas abordagens comerciais. O trabalho, Será Este o Fim das Concessionárias como as Conhecemos?, responde à pergunta com um não: desde que as concessionárias passem a oferecer mais serviços e compartilhem ativos para reduzir custo operacional.

 

Os dois fatores são vistos como estratégicos para que concessionários sobrevivam às mudanças antevistas pelo estudo: “O modelo atual de distribuição de veículos está sendo pressionado por diversas mudanças tecnológicas, econômicas e culturais”, aponta o material, que segue: “A evolução dos serviços de mobilidade está ampliando as fronteiras de negócio da indústria e este novo cenário precisa ser representado por uma releitura dos modelos comerciais atuais”.

 

No caso dos serviços, o estudo da consultoria indica que o varejo de veículos explore mais a oferta de serviços voltados para a manutenção. Segundo Ricardo Bacellar, dirigente do setor automotivo da KPMG, as lojas estão deixando de obter receita com reparos porque se concentraram ao longo dos anos apenas na venda:

 

“Chegou o momento de diversificar para recuperar em serviços as margens que perderam na venda de veículos. Uma saída, apontada no levantamento, é se mostrarem ao mercado como unidades de negócio que atendam todo o ciclo do veículo. Os modelos vendidos há dois, três anos, hoje entram em ciclo de manutenção. As empresas não perceberam isso e estão perdendo receita para oficinas de bairro, por exemplo”.

 

Bacellar também chama a atenção para o aumento do volume de veículos de frotas de locadoras e sua venda posterior no mercado: “Esta é outra demanda que precisa ser absorvida pelas concessionárias. Quem fará a manutenção desse alto volume de veículos que percorreram muitos quilômetros e que, cedo ou tarde, necessitarão de reparos?”.

 

Os apontamentos do estudo foram construídos com base em análise feita no mercado dos Estados Unidos. Foi verificado que as redes do país passaram a perder participação porque praticavam um modelo de negócio considerado ultrapassado. 65% dos consumidores ouvidos pela KPMG acreditavam que as práticas de vendas utilizadas pelas concessionárias não eram éticas. 80% dos entrevistados disseram que evitavam vendedores que utilizam estratégias comerciais agressivas.

 

Quando passaram a praticar modelo de vendas focado na experiência de compra do cliente e passaram a buscar novas formas de se obter receitas, o quadro no mercado dos Estados Unidos mudou, disse Bacellar: “Em um mundo cada vez mais competitivo e globalizado, que sofre forte impacto da disrupção tecnológica, o varejo automotivo precisa ser revisto de forma significativa. À medida que o mercado passa por essa transformação as concessionárias precisam explorar estrategicamente, e cada vez mais, alternativas consistentes que preservem a relevância de seu papel no ecossistema”.

 

A pesquisa também revelou números de mercado nos Estados Unidos que, segundo Bacellar, reproduzem uma realidade que pode ser vista no Brasil. Apesar das vendas de veículos novos terem crescido nos últimos seis anos, os revendedores estão ganhando menos em cada carro. No caso de revendedores de luxo, por exemplo, de 2011 a 2016 as vendas de carros novos representaram de 55% a 57% da receita média geral da concessionária. Mas, nesse mesmo período, a margem bruta de veículos novos como porcentagem do preço de venda caiu de 6,3% para 5,1%, enquanto o lucro líquido médio antes dos impostos caiu de 2,9% para 2,7%.

 

Foto: Rafael Cusato.