Operação Caoa Chery ganha corpo em Jacareí

Jacareí, SP – Duzentos trabalhadores recém-contratados começaram a montar os SUV Tiggo 2 e sedã Arrizo 5 na fábrica da Caoa Chery em Jacareí, SP. Ao menos mais 150 deverão ser contratados na virada de 2018 para 2019, de acordo com o CEO Márcio Alfonso: “Depende do ritmo do mercado após as eleições. Se seguir essa rota de crescimento contrataremos mais”.

 

Quatro anos após a sua inauguração a reportagem da Agência AutoData retornou à unidade de Jacareí na segunda-feira, 22. Em agosto de 2014, quando lá esteve pela segunda vez – na primeira ainda era apenas um terreno, na cerimônia de assentamento da pedra fundamental, em julho de 2011 –, as linhas estavam vazias. Agora controlada por outras mãos, após a aquisição da Chery pela Caoa no ano passado, funcionários e carros ocupam os galpões que ainda parecem superdimensionados para a operação.

 

São seiscentos os trabalhadores que fazem a armação da carroceria, que chega estampada da China, a pintura e a montagem final, além das montagens dos motores. Não há como não reparar nas barulhentas marteladas que os operários dão nas linhas do body shop, “para fazer o refino do ajuste da carroceria”.

 

Formada por aço comum e materiais mais nobres, com ligas metálicas de maior resistência, a carroceria tem cerca de 4,5 mil pontos de solda, que é parte feita por robôs, parte por mão de obra humana. A Caoa Chery garante, porém, que a qualidade é uma preocupação constante, tanto que diversos testes de desmontagem de subconjuntos são feitos diariamente. E, a cada seis meses, um modelo é destruído para checar se todos os pontos estão dentro do padrão exigido.

 

Após a montagem a carroceria parte para a pintura e, de lá, para a montagem final. Muitos itens do QQ, Tiggo 2 e Arrizo 5, os três modelos que ocupam as linhas de Jacareí, ainda são importados: “Estamos em um processo de nacionalização de peças e componentes. Queremos dobrar o número de peças adquiridas aqui, chegando a 520, e ter ao menos sessenta fornecedores. Hoje são 28”.

 

Mais empresas entraram para a base já com o Arrizo 2: segundo Alfonso, Michelin, Aptiv, Continental, Coplac, Colorfull, Eqmax e Pancron são novos parceiros. Há desejo de ampliar ainda mais as compras locais, especialmente para o câmbio CVT, hoje importado da China, da Aisin.

 

A parte de powertrain merece um espaço à parte, embora também só para a montagem. Blocos, cabeçotes, virabrequins e outros itens são importados da China desmontados, no caso do QQ e Tiggo 2 – no Arrizo, já chegam montados e a operação acrescenta, basicamente, os itens necessários para o flex fuel, como a galeria, chicotes e outros periféricos, além da junção com a transmissão.

 

Sob a direção da Caoa a Chery segue com planos ambiciosos para o mercado brasileiro, mas mantém os pés mais firmes no chão. Há quatro anos os chineses, ainda sem a parceria, falavam em produzir em 2018 de 100 mil a 120 mil unidades – o volume ficará em torno de 10% dessa meta. Para o ano que vem a Caoa fala em vender 34 mil unidades, o que daria pouco mais de 1% das vendas locais. Parece pouco mas é volume suficiente para deixar a marca como uma das doze ou treze mais vendidas no ranking de automóveis e comerciais leves brasileiro.

 

Foto: Divulgação.

Arrizo 5 é mais um sedã no mercado

Jacareí, SP – Embora muito se fale dos SUVs, faixa de mercado em franco crescimento no mercado brasileiro, o segmento que recebeu mais novidades em 2018 foi o de sedãs. Fiat Cronos, Toyota Yaris e Volkswagen Virtus foram alguns lançamentos que ajudaram a alavancar as vendas destes modelos, 11% maiores até setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, representando cerca de 26% do total licenciado no País. Após o Salão do Automóvel um novo concorrente estará nas concessionárias para repartir – ou, quem sabe, engordar – essa fatia: o Arrizo 5, da Caoa Chery.

 

Produzido em Jacareí, SP, o modelo custará, segundo a companhia, de R$ 69 mil a R$ 79 mil – o preço oficial será divulgado no Salão. Tem opção única de transmissão CVT, embora o presidente da Caoa Chery, Márcio Alfonso, admita que versões com câmbio manual podem ser incluídas futuramente no portfólio. Ou não, à medida que a demanda por sedãs automáticos é majoritária.

 

O Arrizo 5 oferece generosa lista de equipamentos no catálogo RX, de entrada: função de partida sem chave, computador de bordo, ar-condicionado eletrônico, sistema multimídia com tela de 7 polegadas compatível com Android Auto e Apple Carplay, câmara traseira e sensor de estacionamento, auxiliar de partida em rampa e roda de liga leve de 16 polegadas. No RXT tem tudo isso acrescido de roda de liga leve de 17 polegadas, teto solar, airbag lateral e acabamento interno em couro sintético.

 

Segundo Alfonso o objetivo, além de concorrer com as três novidades do segmento de 2018, é, quem sabe, roubar um pouquinho de mercado dos sedãs grandes, especialmente do Toyota Corolla, líder absoluto de vendas do segmento: “Oferecemos um pacote de itens bem interessante e preço atrativo. Podemos incomodar os líderes”.

 

O sedã tem 4 m 532 de comprimento e 2 m 650 de entreeixos, com 430 litros de capacidade no porta-malas. O motor 1,5 litro flex com turbocompressor, importado da China, mas montado em Jacareí, gera 150 cv aliado ao câmbio CVT.

 

A meta é vender quinhentas unidades/mês logo nos primeiros meses de lançamento – a oferta comercial começará durante o Salão de São Paulo na rede Caoa Chery, que conta com setenta pontos de venda: “Eu disse, recentemente, que chegaríamos a sessenta este ano, mas conseguimos superar a meta. Agora acredito que podemos chegar a mais de cem até dezembro”.

 

Os concessionários sabem que as novidades não param aí: de Anápolis, GO, sairão ainda dois SUVs para completar o portfólio, sendo que o primeiro, Tiggo 4, chega às revendas ainda em 2018: “Fecharemos este ano com 10 mil unidades vendidas. Para 2018 esperamos chegar a 34 mil”.

 

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Magneti Marelli é vendida por 6,2 bilhões de euro

São Paulo – A FCA anunciou, por meio de comunicado, na segunda-feira, 22, que vendeu a Magneti Marelli, fabricante de autopeças do grupo, por 6,2 bilhões de euro. Quem adquiriu a companhia foi a Calsonic Kansei, fabricante de componentes com sede no Japão. Uma vez consolidado o negócio, que ainda passará pelo crivo de órgãos fiscais europeus, a empresa afirma que será constituida a sétima maior empresa sistemista do mercado global de autopeças.

 

A nova empresa formada com a aquisição, a Magneti Marelli CK, operará em quase duzentas instalações e centros de pesquisa e desenvolvimento na Europa, Japão, Américas e Ásia. A empresa terá como CEO o atual presidente da Calsonic Kansei, Beda Bolzenius. O atual presidente da Magneti Marelli, Ermanno Ferrari, fará parte do conselho da nova empresa. A FCA anunciou contrato de fornecimento de longo prazo com a nova empresa.

 

A recém-formada companhia deverá cortar custos por meio de sinergias e tratar de expandir sua base de clientes à medida que os fabricantes de componentes tentam acompanhar a mudança das montadoras. O foco é condução autônoma, carros conectados e veículos elétricos.

 

Após a morte de Sergio Marchionne, em julho, Mike Manley, executivo que assumiu o posto de CEO da FCA, iniciou execução de planejamento que tem como Norte aumentar a rentabilidade. Vender a Magneti Marelli fazia parte desta ideia geral.

 

A Calsonic Kansei mantém operação no Brasil na fábrica da Nissan, em Resende, RJ, para quem fornece escapamentos. A empresa é controlada pelo grupo de investimento KKR, com sede nos Estados Unidos.

 

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Massa falida da Baterias Ajax vai a leilão em São Paulo

São Paulo – Lote composto pela massa falida da fábrica de baterias Ajax, instalada em Bauru, SP, está sendo vendido. A unidade foi a leilão em 24 de setembro e, até 24 de outubro, quarta-feira, espera-se um lance para arrematar o patrimônio – uma área total de 47 mil 77 m2. O bem foi avaliado em R$ 34,7 milhões. Após entrar em recuperação judicial, em 2011, a companhia teve a falência decretada pela Justiça em outubro de 2015.

Case IH vende doze tratores Steiger para Amaggi

São Paulo – A Case IH, holding da CNH Industrial, anunciou na segunda-feira, 22, a venda de doze tratores modelo Steiger, de 620 cv, à produtora agrícola Amaggi. A empresa já tem quatro unidades dotadas de motores de 550 cv na sua frota. As máquinas serão aplicadas na produção de soja, milho e algodão no Estado de Mato Grosso. A linha Steiger é formada por gama de veículos com motores de 370 a 620 cv.

Nissan cria nova unidade de negócios na América Latina

São Paulo – A Nissan criou nova unidade de negócios na América Latina para ser a responsável por atender importadores em 34 países da região. Ricardo Rodríguez, que trabalha na empresa há 25 anos, será o diretor administrativo da unidade, e o diretor de marketing será Pedro Albarrán. A empresa informou que o volume combinado de vendas da Nissan nesses países representa 33% das vendas da companhia na região. Sua participação de mercado foi de 9% no fechamento do ano fiscal de 2017.

Fábricas da Bridgestone são premiadas pela General Motors

São Paulo – Fábricas da Bridgestone instaladas no Japão e nos Estados Unidos receberam o Prêmio de Excelência em Qualidade de Fornecedor da General Motors 2017, informou a companhia na segunda-feira, 22. Os critérios usados na escolha do vencedor foram qualidade do produto e a certificação do sistema de gerenciamento de qualidade exigido pela montadora.

Pollux cria unidade de sistemas de visão para indústria

São Paulo – A Pollux anunciou na segunda-feira, 22, que criou uma unidade de negócios para o desenvolvimento de sistemas de visão, tecnologia aplicada na indústria para inspeção de produção. Segundo seu CEO, José Rizzo, a aplicação se consolidou nos últimos anos e é “uma ferramenta fundamental para um futuro marcado pelos conceitos da Indústria 4.0”.

 

Neste campo dos sistemas de visão a empresa mantém parceria com a Cognex, fabricante de câmeras de precisão.

Anfir espera US$ 14 milhões em negócios após visita ao Peru

São Paulo – A Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, e a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, realizaram missão comercial ao Peru de 11 a 14 de setembro, e a expectativa é a de que sejam gerados US$ 14 milhões em exportações brasileiras.

 

As entidades organizaram a participação das empresas em uma rodada de negócios e na feira Expomina: US$ 8 milhões devem surgir a partir da rodada de negócios e US$ 6 milhões virão das negociações realizadas durante o evento.

 

As empresas que participaram da rodada de negócios foram Al-Ko Brasil, Aspock do Brasil, Facchini, Forbal Automotive, Grimaldi, Hidromas Brasil, Ibiporã, Librelato, Planalto, Randon e Rossetti. Já na Expomina 2018 os representantes foram Al-Ko Brasil, Aspock do Brasil, Facchini, Grimaldi, Hidromas Brasil, Ibiporã, Randon, Rossetti e Schwing Stetter.

Com 35 anos de Brasil, Balluff quer crescer 20%

São Paulo – Primeira multinacional a se estabelecer como fornecedora de sensores e chaves mecânicas no Brasil, a alemã Balluff comemora 35 anos de presença por aqui – foram anos importando o produto até o início da produção local, em 1996, com a construção da fábrica de Vinhedo, SP.

 

Segundo a CEO Adriana Silva os negócios realizados no setor automotivo atualmente representam 50% do faturamento anual da empresa no País. O resultado projetado para este ano e para o ano que vem ajudarão a empresa a crescer:

 

“A retomada do crescimento do setor automotivo deve impulsionar os nossos negócios aqui e temos a projeção de crescer 20% este ano, mantendo a mesma perspectiva para o ano que vem”.

 

A Balluff atende a montadoras como Fiat, Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen, fornecendo toda a parte de sensoriamento, e também a fabricantes de autopeças, como a Continental, e integradores que são contratados pelas montadoras para desenvolverem os equipamentos usados nas linhas de produção.

 

A unidade de Vinhedo conta com 150 trabalhadores e, de acordo com Adriana Silva, o quadro está alinhado com a projeção de crescimento da companhia. Além dos sensores produzidos localmente a empresa também importa toda linha de seu material de rastreabilidade, automação industrial, identificação, redes industriais e segurança:

 

“Queremos ser a líder em automação industrial, apoiando os clientes na construção de fábricas inteligentes”.

 

A Balluff também atua nos setores de mineração, siderurgia, energia, alimentos, bebidas e embalagens.

 

Foto: Divulgação.