Chapecó quer ser a capital dos pesados

Chapecó, SC – A Região Oeste de Santa Catarina tornou-se o principal polo frigorífico nacional por concentrar as principais fábricas do setor de alimentos. O êxito da produção local de carnes e derivados, afora fortalecer a participação do agronegócio no PIB, gerou demanda que deu sustentação ao mercado de caminhões pesados desde 2017: no ano passado ocorreu ali, na microrregião de Chapecó, SC, a maior parte dos negócios.

 

Nos setenta municípios da região, tendo Chapecó como principal centro, foram realizadas cerca de 1,2 mil vendas nas concessionárias, volume que, segundo Marcelo Velloso, gerente comercial da Carboni Iveco, caracteriza a área como maior mercado de caminhões pesados do Brasil. Ele contou, na quinta-feira, 18, que levou em consideração no cálculo a origem, e não o destino, do emplacamento: “Os negócios são fechados pelas empresa daqui, mas os veículos são emplacados em outros estados por questões fiscais”.

 

A afirmação faz sentido, ainda que o mercado seja medido pela régua dos emplacamentos por região. O agronegócio, principalmente a produção de grãos e produtos de origem animal, tem sido apontado pelas fabricantes de veículos como principal vetor de negócios desde o ano passado. Em Chapecó estão instalados as maiores produtores, como Aurora, BRF e JBS, e também os frotistas que escoam seus produtos para o resto do País.

 

A movimentação dos negócios é inferida nos números de vendas feitos pela concessionária Carboni, que representa a Iveco na região. De acordo com Osmar Carboni, diretor do grupo de empresas que leva o sobrenome de sua família, a rede que controla foi responsável no ano passado por 50% das vendas totais dos modelos pesados da Iveco. Números da Anfavea mostram que no ano passado a marca emplacou 638 unidades de caminhões pesados no País:

 

“Este ano o crescimento dos negócios está bastante aquecido porque o mercado de alimentos, principal comprador dos caminhões pesados, não sofreu com a crise dos últimos anos, ao contrário. De forma que conseguimos manter uma participação de 50% também este ano nas vendas de pesados. Considerando todos os modelos vendidos aqui, temos um volume mensal atual de noventa unidades”.

 

Até setembro as vendas da Iveco no mercado brasileiro superaram as registradas em todo o ano passado, chegando a 893 unidades, o que refletiu positivamente no volume de vendas da Carboni. Por causa dessa demanda aquecida a concessionária planeja se transferir para um edifício maior do que o atual, também em Chapecó, para poder acomodar mais veículos que chegam para fazer manutenção ou que aguardam a retirada pelos clientes.

 

Na quinta-feira esteve na loja o presidente e fundador da Transportes Framento, Luiz Framento, um dos maiores transportadores de cargas frigoríficas do País. Ele recebeu a chave simbólica da venda de um lote de cinquenta caminhões realizada em 2017, cujas últimas unidades estão sendo entregues este mês. O executivo articula com a Carboni a compra de mais cem unidades Iveco em 2019: “Estou esperando o resultado das eleições e como o mercado se comportará, mas o novo volume está contemplado no planejamento para o ano que vem”.

 

A frota da Transportes Framento é formada por setecentos caminhões, a maior parte Iveco.

 

A procura por caminhões pesados na região é tamanha que as concessionárias decidiram se organizar para a criação de uma feira dedicada ao segmento. Na quarta-feira, 17, começou a primeira edição Fetranslog, que tem como participantes os grupos concessionários de Chapecó e empresas da cadeia de fornecimento. A expectativa da organização é a de que sejam movimentados R$ 150 milhões em negócios até o fim do evento, na sexta-feira, 19.

 

Foto: Bruno de Oliveira.

Gerdau mostra soluções para o futuro automotivo

São Paulo – A busca pela redução de peso dos veículos é um dos principais focos de desenvolvimento da indústria automotiva, uma vez que o uso de materiais mais leves na composição das carrocerias permite alcançar melhores resultados em eficiência energética. A siderúrgica Gerdau produz, dentre outros materiais, aços especiais como o GG Max Cleanity, liga que reduz o peso e mantém a resistência dos componentes, quando comparado aos metais tradicionais.

 

De acordo com Kareline Bueno, especialista sênior de pesquisa e desenvolvimento da Gerdau, itens como rolamentos, feixes de molas, molas enroladas a frio e engrenagens podem usar o GG Max Cleanity como matéria prima, o que ajudará na redução do peso dos veículos.

 

O desenvolvimento desta linha de aço especial, conta Bueno, atende ao Acordo de Paris, que visa à redução na emissão de CO2. A meta do Brasil é reduzir em 43% as emissões até 2030: \”Essa tecnologia também pode ajudar as montadoras a atender às normas de redução de emissões que serão exigidas no Rota 2030\”.

 

O custo do aço GG Max Cleanity é um pouco superior ao do comum e cada empresa deve fazer suas contas para determinar o que é mais viável, tendo em vista que a produção de um componente com o material da Gerdau usará menos matéria prima e terá menor peso.

 

A Gerdau também apresentou durante um evento realizado na quinta-feira, 18 o foco de trabalho do NIMA, Núcleo de Inovação em Materiais Avançados, que foi criado no ano passado para desenvolver soluções com o uso de materiais que não sejam o aço, para entregar redução de peso dos componentes, maior desempenho e eficiência e que sejam ecologicamente corretas.

 

Embora os resultados obtidos até o momento não tenham sido revelados, a empresa disse que estudos estão sendo feitos para o uso do grafeno, que pode ser aplicado na produção de carrocerias, lubrificantes, tintas e até pneus.

 

Foto: Divulgação.

Locadoras compraram 25% dos veículos licenciados no primeiro semestre

São Paulo – Dados divulgados pela ABLA, Associação Brasileira das Locadores de Automóveis, apontam que as empresas do setor foram responsáveis pelo emplacamento de 242,7 mil unidades no mercado brasileiro no primeiro semestre do ano. De acordo com os números da entidade um em cada quatro veículos vendidos foram para as locadoras – no total 986,8 mil unidades foram licenciadas no período.

 

Nos primeiros seis meses do ano as empresas de locação compraram 67,5% de todo o volume emplacado no ano passado, 359,7 mil unidades. Segundo o presidente Paulo Miguel Jr. a expectativa era ampliar em 12% as compras do setor este ano, “mas o número será menor devido à paralisação dos caminhoneiros”.

Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg produz modelo Seat

São Paulo – Pela primeira vez em cerca de vinte anos a fábrica da Volkswagen de Wolfsburg, Alemanha, produz um modelo que não seja de sua principal marca: o SUV Seat Terraco, desenvolvido em Barcelona, Espanha, passou a ser montado sobre a plataforma MQB na fábrica-matriz do grupo.

 

O modelo compartilha as linhas com os VW Tiguan e Touran. Explorar a produção de mais de uma marca em Wolfsburg é um dos passos que o Grupo Volkswagen está dando para ampliar sua produtividade local, que já produziu outro modelo Seat – o Arosa, de 1996 a 1998.

 

Saíram das linhas de Wolfsburg também os modelos Audi 50, de 1974 a 1978, Audi 80, de 1994 a 1998 e Audi 100, de 1993 a 1997. O Audi 50 era semelhante ao VW Polo, produzido em Wolfsburg em 1975 e agora montado em Pamplona, Espanha – eles foram, de acordo com a VW, os primeiros carros pequenos alemães com motor transversal e tração dianteira.

Esportivos buscam atrair público para o Salão do Automóvel

São Paulo – Os esportivos Nissan GT-R e Chevrolet Camaro estarão expostos no Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas em 8 de novembro no São Paulo Expo. No caso do modelo da General Motors será a primeira vez que o modelo 2019 será mostrado na América do Sul.

 

Com mais de 6 mil unidades vendidas desde 2010 o Camaro trará, além do novo design, um pacote inovador de tecnologias de desempenho, segurança e conforto, que será revelado durante o Salão.

 

O GT-R, também em seu ano-modelo 2019, já é vendido no mercado brasileiro sob encomenda – os preços partem de R$ 900 mil para o esportivo com motor biturbo V6 3.8 que desenvolve até 572 cv de potência.

 

Fotos: Divulgação.

Vendas do Grupo Traton crescem 15% até setembro

São Paulo – O Traton, grupo de veículos comerciais pesados do Grupo Volkswagen, informou em comunicado que registrou crescimento de 15% em suas vendas globais de janeiro a setembro diante dos resultados do mesmo período do ano passado, com 166,3 mil caminhões e ônibus MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus comercializados – 145 mil caminhões e 16,4 mil ônibus, de acordo com a nota.

 

Todas as marcas contribuíram para esse crescimento: de acordo com a Traton, foram 72 mil veículos MAN foram comercializados no período, alta de 15%, 68,6 mil unidades foram Scania, avanço de 7%, e 27,4 mil unidades foram VWCO, expansão de 43% puxada pela recuperação econômica do Brasil.

 

No comunicado divulgado à imprensa a Traton deu destaque às suas operações no Brasil, onde detém 40% de market share no mercado de caminhões – somadas as vendas das três marcas. Na América do Sul o crescimento chegou a 40%, com 29,6 mil unidades comercializadas.

Jaguar Land Rover inaugura concessionária em Belém

São Paulo – Belém, Capital do Pará, recebeu a quadragésima concessionária Jaguar Land Rover no Brasil, dando sequência ao plano de expansão e de modernização da rede no País. São mais de 3,1 mil m² de área com showroom de veículos novos e seminovos, espaço dedicado a acessórios e oficina para serviços de manutenção.

 

Dirigida pelo Grupo Raviera Motors, que há dez anos trabalha com o segmento premium na região, a loja é a primeira da JLR no Pará e a terceira na Região Norte – Palmas, TO, e Manaus, AM, já possuem revendas da marca.

 

Segundo Divanildo Albuquerque, diretor geral das operações Brasil, o Pará é o segundo maior mercado automotivo da região e, este ano, registra crescimento de 13% nas vendas com relação a 2017.

 

Foto: Divulgação.

Discussão sobre o Rota 2030 no Congresso é adiada

São Paulo – Marcada para a tarde de quarta-feira, 17, a segunda reunião da Comissão Mista da Medida Provisória 843 de 2018, que tem como finalidade debater o relatório do Rota 2030, foi mais uma vez suspensa. Assim como em 4 de setembro, o relator, deputado Alfredo Kaefer, não compareceu à sala do Senado Federal e, na inexistência de um relatório apresentado, a reunião precisou ser remarcada.

 

Dessa vez, porém, já há uma nova data estipulada: as 15 horas da terça-feira, 23.

 

De acordo com uma fonte do governo a suspensão da reunião ocorreu, mais uma vez, pelo fato de não haver um acordo com relação à inclusão ou não da questão do regime automotivo do Nordeste. Disse à fonte à Agência AutoData: “A gente precisa achar uma saída para resolver esse imbróglio. É uma questão política”.

 

Em vigor até o fim de 2020, o Regime Especial Automotivo do Nordeste não fazia, a princípio, parte do Rota 2030. Ele foi incluído por meio de uma emenda do senador Armando Monteiro, de Pernambuco. Em março o presidente da República anunciou, durante um evento na fábrica da Jeep, em Goiana, PE, que a política seria renovada, mas não deu pormenores e o assunto ficou de lado.

 

O presidente da FCA, Antonio Filosa, não esconde sua torcida para que a aprovação do Rota 2030 traga na esteira a prorrogação dos incentivos fiscais que a companhia recebe em Goiana – além da Fiat, a Ford em Camaçari, BA, é beneficiada. Questionado, o executivo afirmou no Congresso AutoData Perspectivas 2018 que gostaria que o Regime do Nordeste fosse prorrogado, de preferência junto com a publicação da Lei do Rota 2030.

 

Ele ponderou, porém, que o regime não traz benefícios: na sua visão, ele corrige distorções logísticas geradas pela localização da fábrica, distante dos grandes centros consumidores e que ajudou a fomentar o desenvolvimento em uma região carente do território brasileiro.

 

Principal interessada no avanço das discussões, a indústria automotiva vê o tempo passar e nada do Rota 2030 avançar. Embora os executivos presentes no Congresso AutoData Perspectivas 2019 quando questionados tenham mostrado otimismo com relação à aprovação da política automotiva, o 16 de novembro – prazo de vigência da MP – se aproxima e nem a primeira fase, que é a aprovação do relatório na Comissão Mista do Congresso, foi concluída. Após essa etapa, restam ainda a aprovação no plenário da Câmara dos Deputados e Senado Federal e a sanção presidencial.

 

Em sua apresentação que abriu o primeiro dia do Congresso AutoData, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse existir o compromisso do governo e do Congresso para a aprovação do Rota 2030. “Estamos frequentemente em Brasília conversando com o relator, com lideres do governo e a aceitação é boa”.

 

A fonte do governo também mostrou-se confiante com relação à aprovação do relatório já na próxima reunião, na terça-feira, 23. “Precisamos votar isso na terça-feira de qualquer jeito, para depois ir à plenário. Vai dar tudo certo”.

 

Colaborou Bruno de Oliveira

 

Foto: Divulgação.

Linx lança ferramentas para lojas multimarcas

São Paulo – A Linx apresentou durante o Congresso Fenauto, realizado de 16 a 17 de outubro em São Paulo, o Linx Auto, sistema em nuvem desenvolvido para auxiliar os revendedores no ponto de venda. Direcionado a lojas multimarcas, tem foco na comercialização de veículos seminovos e usados e foi desenvolvido em parceria com o Banco Itaú.

 

O sistema foi criado após uma série de conversas com revendedores multimarcas que precisavam de ferramenta que organizasse a gestão da loja e, ao mesmo tempo, auxiliasse na geração de negócios de cada ponto de venda.

VW São Carlos: 100 mil motores exportados.

São Paulo – A fábrica de motores da Volkswagen de São Carlos, SP, comemorou a marca de 100 mil motores 1.4 TSI produzidos para exportação na terça-feira, 16. O destino dos motores é a fábrica de Puebla, México, que tem contrato com a fábrica brasileira para a exportação de 300 mil motores até 2020.

 

Em Puebla a Volkswagen produz a nova geração do Jetta que é vendida no mercado dos Estados Unidos. Para atender ao aumento da demanda produtiva, a companhia contratou 250 funcionários para a unidade de São Carlos. De acordo com Pablo Di Si, presidente e CEO da VW América Latina, “a qualidade e a tecnologia dos motores nacionais atendem a mercados extremamente criteriosos pelo mundo tudo”. 

 

Fotos: Divulgação.