Mercado de caminhões seguirá crescendo

São Paulo – O cenário para o mercado de caminhões em 2019 foi discutido em um dos painéis do primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2019, que aconteceu na segunda-feira, 15, em São Paulo, Capital. Um dos participantes foi Ricardo Barion, diretor de vendas e marketing da Iveco, que estimou crescimento em torno de 10% para o segmanto no ano que vem: “Estamos otimistas. Esta alta poderá ser ainda maior, dependendo das decisões que o futuro presidente tomar”.

 

Barion também ressaltou que o setor precisa aumentar a rentabilidade dos negócios e que, além dos extrapesados, os leves e médios devem voltar a crescer, puxados por uma renovação de frota que se faz necessária.

 

Bernardo Fedalto, diretor de vendas de caminhões da Volvo, também participou do painel e disse que para o ano que vem, considerando apenas os segmentos pesados e semipesados, nos quais a Volvo atua, a projeção de alta é de 20%. Mas há algumas ressalvas, alertou: “A economia precisa continuar, basicamente, no caminho que está hoje, sem grandes mudanças. Se isso não ocorrer a projeção pode cair de 20% para zero, dependendo das decisões que o próximo governo tomar”.

 

Já o diretor comercial da Scania do Brasil, Sílvio Munhoz, também no painel, apostou em elevação de 10% a 20% para o ano que vem, puxada pela produção agrícola, que garantirá o transporte de cargas por pesados, e pelo maior consumo das famílias, que deve acontecer se a inflação estiver controlada e a taxa de juros baixa.

 

Também participante do painel, João Pimentel, diretor geral da Ford Caminhões, não revelou projeções da companhia para o ano que vem, mas disse que o mercado deve seguir na rota do crescimento. Porém, ponderou, a rentabilidade dos negócios ainda é muito baixa e precisará crescer junto com o mercado. Para suportar a alta no ano que vem uma das estratégias da empresa será oferecer um número cada vez maior de versões com câmbio automatizado, revelou.

 

O diretor da Iveco, por sua vez, anunciou que ano que vem a empresa terá um novo modelo no segmento pesado, fruto de investimento total de US$ 120 milhões em produtos anunciado no ano passado. “Durante o período de crise também fizemos investimento local para readequar a nossa produção e a rede de concessionárias, na qual 90% passou por mudanças”.

 

A Volvo não divulgou qual será sua estratégia para suportar o crescimento de 2019, mas Fedalto disse que a empresa pretender continuar no pelotão dos líderes de mercado nos sementos em que atua.

 

Para o ano que vem a Scania aposta em sua nova geração de caminhões, que chega ao mercado com 19 opções de cabine e cinco de motores: “São mais de quinhentas combinações e, com isso, conseguiremos entregar exatamente o que o cliente espera”. A companhia investiu R$ 2,6 bilhões nos últimos anos em construção de novas áreas fabris de solda e de cabine e ainda no desenvolvimento de novos fornecedores e rede.

 

Fotos: Rafael Cusato.

VW vê evolução de 10% nas vendas no País

São Paulo – A Volkswagen acredita que o mercado brasileiro de veículos continuará em trajetória ascendente no ano que vem. Pablo Di Si, presidente da companhia para América do Sul, afirmou em palestra no Congresso AutoData Perspectivas 2019, realizado em seu primeiro dia, segunda-feira, 15, em São Paulo, Capital: 

 

“Esperamos por manutenção de quadro já visto no mercado interno este ano, em um viés de crescimento. O brasileiro voltou a comprar veículos. O único período em que o fluxo nas lojas diminuiu foi durante a Copa do Mundo. O ritmo deve continuar no próximo ano com um pouco mais de força. Há sinais concretos de uma tendência positiva para a indústria”.

 

A VW calcula que suas vendas no País em 2019 crescerão 10% ante 2018: Di Si acredita que taxa de juros em patamares baixos e PIB em 2,5% ajudarão a concretizar esta projeção.

 

O maior esforço da companhia no ano que vem, entretanto, estará nas vendas ao Exterior. A VW espera registrar alta de 10% a 20% nos embarques, somados veículos e componentes, caso se concretizem negociações de fornecimento intercompany de peças e motores e também ações comerciais para abrir portas em mercados aquecidos na América do Sul.

 

Esta seria alternativa às perdas registradas no recessivo mercado argentino, o que fez a empresa reduzir o ritmo de produção aqui no Brasil desde maio. O executivo disse em sua apresentação que Chile, Colômbia e México podem reequilibrar as exportações da VW na região:

 

“O mercado argentino só voltará a crescer, de acordo com as nossas projeções, em 2020. Enquanto isso nosso trabalho estará concentrado em esforços comerciais para outros países. Além disso já produzimos virabrequins e motores para Europa e Estados Unidos, e nosso planejamento mira no aumento de nossa participação em componentes para outras fábricas do Grupo”.

 

Foto: Rafael Cusato.

Máquinas agrícolas e de construção: 5% mais em 2019.

São Paulo – O setor de máquinas agrícolas e equipamentos de construção tem perspectivas de crescimento moderado na produção para 2019, muito em função de esperada queda das exportações, de acordo com participantes de painel do Congresso AutoData Perspectivas 2019, realizado em seu primeiro dia na segunda-feira, 15, em São Paulo, Capital.

 

No segmento agrícola a AGCO estima crescimento de 7% em 2019, principalmente em tratores e colheitadeiras, com vendas totais de 47 mil unidades – este ano a expectativa é de 44 mil máquinas. “Na produção poderemos ter também impacto da entrada em vigor em 2019 da nova regra de emissões de poluentes, a MAR 1, que pode gerar antecipação de compras”, afirmou Alexandre Vinicius de Assis, diretor de contas chave.

 

Pela CNH Industrial a expectativa em agrícolas é avançar de 5% a 10%, com “dois dígitos altos se houver reformas e políticas de financiamento”, avaliou Thiago Wrubleski, diretor de planejamento e comercial.

 

Já para a John Deere a projeção de vendas para 2019 é avanço de 5% em 2019 em relação a este ano. Em contrapartida a estimativa com exportações é queda de 5%, ficando a produção, assim, estável. “Acreditamos que as compras do setor privado possam compensar queda prevista no setor público”, ponderou Roberto Marques, diretor de vendas.

 

Para os equipamentos de construção a Volvo CE calcula alta de 10% para seus negócios no mercado brasileiro ano que vem. E nas exportações também há expectativa positiva, inclusive além: crescimento de 20%, em função de demanda global por caminhões articulados. “A produção deve ficar algo em torno de 18% acima”, afirmou Luiz Marcelo Daniel, presidente.

 

Na CNH Industrial os equipamentos de construção devem ter alta de até 3% nas vendas internas em 2019, com produção crescendo na mesma casa e equilíbrio nas exportações – a empresa espera compensar as perdas na Argentina com outros mercados.

 

Fatores climáticos, políticos e econômicos são pilares para as projeções 2019 da AGCO: consequências ao setor agrícola trazidas pelo fenômeno El Niño, que leva muita chuva a algumas regiões e seca a outras, podem representar impacto nos volumes produtivos. Para Assis, também “é preciso melhorar o índice de confiança do agronegócio para gerar mais investimentos”. Mas ele vê como fator positivo para o próximo ano o cenário das commodities, em relação à renda agrícola, e câmbio favorável.

 

A renovação de frota deverá se fazer presente, acredita: “Há uma demanda represada, metade da frota agrícola tem mais de 20 anos. Estamos em um momento de troca”.

 

Marques, da John Deere, considera que o Brasil é País estratégico em visão de longo prazo na produção de alimentos, mas cobra infraestrutura. “Nada mais relevante para reduzir o custo do que melhorar a infraestrutura: a diferença pode chegar a 20% no custo de produção.”

 

Para Wrubleski, da CNH Industrial, o Brasil verá a partir de 2019 uma retomada nas máquinas de construção. “Será um ano promissor. Temos plenas condições para que o mercado retome volumes de forma robusta, por conta das obras paradas e investimentos em infraestrutura.”

 

A partir de 2020 haverá crescimento expressivo das compras governamentais, estimou Luiz Daniel, da Volvo CE, devido a retorno ao trabalho em obras paralisadas. Entretanto “será preciso avaliar a capacidade de produção dos fornecedores, que têm limitações para entregar equipamentos de maior porte. Mas, de qualquer forma, acreditamos no crescimento. Vejo dois dígitos sustentáveis nos próximos dois anos”.

 

Foto: Rafael Cusato.

VWCO projeta alta para vendas e produção em 2019

São Paulo – Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, disse que para o ano que vem a expectativa da companhia é que a indústria mantenha quadro de alta de dois dígitos conquistada nas vendas neste 2018. A projeção foi apresentada durante o primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2019, realizado na segunda-feira, 15, em São Paulo, Capital. “A produção no ano que vem também deverá crescer, mas em dois dígitos baixo, enquanto as exportações andarão de lado.”

 

Aguardando o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que acontecerá no próximo dia 28, Cortes afirmou que independente do eleito a expectativa é que as reformas econômicas sejam feitas e que o novo presidente apresente um bom plano de governo para o País. “Não esperamos incentivos do próximo governo à indústria, mas gostaríamos de uma simplificação do sistema de financiamento pelo Finame que, caso aconteça, ajudará a fomentar o mercado.” O executivo também sugeriu extensão do Finame para ônibus e caminhões usados.

 

Com relação às projeções para esse ano Cortes acredita que o mercado comercializará 86 mil caminhões e ônibus novos, expansão de 35% na comparação com o ano passado, mas ressaltou que a base de comparação ainda é muito baixa, pois o volume é próximo do que o setor vendeu nos anos 2000. Adicionando ao cálculo também as exportações o total chegará a 120 mil unidades.

 

O executivo espera que o crescimento do mercado em 2019 ajude a melhorar a questão do preço dos caminhões e ônibus, que segundo ele não está acompanhando a alta de custos do mercado – o que, naturalmente, atrapalha a rentabilidade. “Precisamos que no ano que vem o crescimento venha acompanhado de saúde financeira mínima, diminuindo a agressiva competição atual de preços.”

 

Para o futuro um pouco mais à frente o presidente da VWCO acredita que será necessário investir em novas tecnologias de mobilidade e, se possível, desenvolver localmente para reduzir os custos: “Não sei se levará dez, quinze ou mais anos, mas o futuro será elétrico, autônomo e 100% conectado”.

 

Fotos: Rafael Cusato.

M-B: caminhões em alta de 10% a 20% no ano que vem.

São Paulo — A recuperação econômica e a retomada da produção de caminhões e ônibus animam as perspectivas da Mercedes-Benz para 2019, segundo seu presidente Philipp Schiemer, palestrante do Congresso AutoData Perspectivas 2019, realizado em seu primeiro dia na segunda-feira, 15, em São Paulo, Capital.

 

“Apesar das incertezas, continuaremos crescendo. Se não acontecer nenhum desastre teremos alta de 10% a 20% [no mercado de caminhões em 2019]”, estimou. Segundo o executivo as empresas querem renovar suas frotas e já há diversos pedidos fechados que começarão a ser entregues em fevereiro de 2019. “Temos perspectivas boas no campo, e no segmento de semipesados e leves uma renovação ainda nem começou. Estamos confiantes que o ano que vem será melhor.”

 

Diante de um quadro político incerto ele não espera incentivos do próximo governo, mas sim estabilidade, melhorias na infraestrutura e medidas que tirem de circulação veículos antigos, o que levaria a uma natural renovação da frota.

 

“Estamos em um caminho melhor que há dois anos. Caímos em um buraco profundo em 2016 e agora precisamos acelerar para deixar a crise para trás”, disse o executivo ao avaliar que hoje o País passa por uma trégua nos veículos comerciais.

 

Do cenário macroeconômico ele aponta como positivos a inflação estável, taxa de juros mais baixa e bancos com mais apetite. Nesse cenário, avaliou, há necessidade das empresas em renovar a frota de extrapesados, já que veículos com mais de cinco anos perdem em rentabilidade e desempenho. 

 

Na avaliação do executivo o PIB precisa chegar a 2,5% para que as empresas voltarem a investir: “Serão necessários dez anos para voltarmos onde estávamos em 2013”.

 

Schiemer também apontou preocupação com a alta volatilidade do câmbio. Para ele “não tem taxa de dólar certa ou errada, o importante é ela ficar estável”.

 

Ele criticou a infraestrutura nacional, que considera ultrapassada e que, assim, não acompanha os produtos cada vez mais modernos. Para ele não são necessários incentivos, mas sim “planejamento e pensamento lógico”.

 

A montadora mantém os investimentos que já foram iniciados, com a modernização da fábrica de São Bernardo do Campo e renovação de produtos, mas o presidente diz que há preocupação no próximo ciclo de investimentos, a partir de 2023 – para ele o Brasil está perdendo em relevância para países asiáticos.

 

Foto: Rafael Cusato.

Anfavea: indústria crescerá dois dígitos em 2019.

São Paulo – Na visão da Anfavea o mercado e a produção brasileira de veículos crescerão na casa dos dois dígitos em 2019 – e dentro deste universo as vendas um pouco acima, o volume produtivo um pouco abaixo. As projeções foram divulgadas pelo presidente Antonio Megale no primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2019, a segunda-feira, 15, no Hotel Transamérica, na Capital paulista.

 

“Projetamos crescimento do mercado doméstico na casa dos dois dígitos baixo e a produção mais ou menos na mesma proporção, talvez um pouco abaixo dos dois dígitos. No caso das exportações, a perspectiva é manter os volumes deste ano: acreditamos na retomada dos mercados argentino e mexicano a partir do segundo semestre de 2019”.

 

O executivo acredita na manutenção do controle da inflação e da taxa Selic até o fim do ano, menos volatilidade no câmbio e um avanço de 1,8% do PIB no quarto trimestre. Megale ainda reafirmou as expectativas da entidade para 2018: 2 milhões 546 mil unidades no mercado interno, 3 milhões de veículos produzidos e 700 mil exportados.

 

Para 2019 a projeção da Anfavea é de 4,2% de inflação, Selic em 7,5%, dólar a R$ 3,85 e aumento de 2,5% do PIB – independente do resultado das eleições presidenciais que, embora preocupem, não têm afetado diretamente o desempenho do mercado. “As vendas estão crescendo mesmo durante a campanha.”

 

O presidente da Anfavea aproveitou sua apresentação para ressaltar que a entidade é apolítica e se mantém neutra na disputa presidencial. “O que nós queremos é conversar com os candidatos e suas equipes econômicas para entender melhor os programas de governo. Precisamos mostrar a relevância da indústria na geração de tecnologia, renda e emprego. Representamos 4% do PIB.”

 

Megale também mostrou otimismo com relação à aprovação do Rota 2030, ainda pendente no Congresso. A Medida Provisória tem mais um mês de vigência – seu prazo para expirar é 14 de novembro –, mas o dirigente acredita que toda a tramitação necessária ocorra até lá. Ainda faltam a publicação do decreto com a regulamentação do programa automotivo, a apresentação e a votação do relatório na Comissão Mista, aprovação nos plenários das duas casas e, enfim, sanção presidencial.

 

“Existe o compromisso do governo e do Congresso para a aprovação do Rota 2030. Estamos frequentemente em Brasília conversando com o relator e os líderes do governo. A aceitação é boa: quanto explicamos o programa, todos aplaudem”.

 

Foto: Rafael Cusato.

Mercedes-Benz brasileiro tem tecnologia meio híbrida

São Paulo – A primeira modificação do Mercedes-Benz Classe C feito em Iracemápolis, SP, trouxe algumas mudanças no visual e uma novidade em sua oferta de powertrain. Uma das quatro versões oferecidas no mercado nacional utilizará um novo motor turbo 1,5 litro combinado com alternador/gerador de energia de 48V. A tecnologia é um meio caminho para o sistema híbrido oferecendo 14 cv adicionais e, principalmente, 16,3 kgfm de torque.

 

Na prática esse sedã de luxo tem acelerações precisas, suaves e eficientes com a ajuda do sistema elétrico, tecnologia batizada de BSG (do inglês Belt-Driven Start Generator). Na estrada o Classe C entrega todo o conforto e segurança mas, também, um comportamento esportivo liberado pelo novo motor 1.5 turbo a gasolina com 183 cv e seus 28,5 kgfm de torque.

 

A combinação inteligente do powertrain oferece ao condutor redução de 10% do consumo de combustível, segundo a fabricante. E à Mercedes-Benz uma oferta em seu portfólio capaz de atender as mais exigentes regras de eficiência energética que podem vigorar no Rota 2030.

 

“É uma tecnologia mais barata que o sistema híbrido e tem potencial para atender as rígidas normas de emissões europeias. No Brasil, até 2021 essa opção também pode contribuir para atingirmos as normas de eficiência energética e emissões”, afirmou Dirlei Dias, gerente sênior de vendas.

 

Mesmo sem ser um veículo híbrido a versão C200 EQ Boost do Mercedes-Benz nacional foi enquadrada como tal e recolhe IPI de 19%, segundo a tabela de eficiência energética a vigorar em 1º de novembro – menor que a alíquota de 25%.

 

A expectativa é que o C200 EQ Boost represente 25% das vendas da Mercedes-Benz Classe C, líder dentre os sedãs premium com 51% de participação de janeiro a setembro, segundo Dias. A novidade do portfólio tem preço sugerido de R$ 228 mil 900.

 

Classe C 2019 – A vantagem de quase mil unidades para o segundo colocado neste segmento acontece pela boa oferta de versões. As Classe C180 Avantgarde [R$ 187,9 mil] e Exclusive [R$ 188,9 mil] mantiveram o motor 1.6 de 156 cv, mas incorporaram as mudanças estéticas como os novos faróis full led e algumas opções de configuração do acabamento interior. Equipadas com todos os itens de luxo, conforto e segurança indispensáveis no segmento, as duas versões representam 60% das vendas do Classe C no Brasil.

 

Além da C200 EQ Bost há também uma Classe C mais esportiva, a C300 Sport, que traz um novo 2 litros de 258 cv e toda a configuração visual da divisão AMG ofertada a R$ 259 mil 900. Representará, de acordo com a expectativa da Mercedes-Benz, 15% das vendas de seu sedã nacional.

 

A linha 2019 da Classe C começa a ser vendida em novembro e será um dos destaques do estande da marca no Salão do Automóvel.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo produz mais de cem ônibus da linha New G7

São Paulo – A Marcopolo superou, em setembro, a produção de mais de cem ônibus rodoviários da linha New G7. Recentemente lançados os modelos Paradiso 1200, Paradiso 1350 e Paradiso 1800 Double Decker têm boa demanda de operadores de transporte do Brasil e de mercados de exportação, como África do Sul, Bolívia, Chile e República Dominicana.

 

Segundo o gerente para a Região Américas, José Luiz Moraes Goes, os veículos fazem sucesso no mercado externo: “Mais da metade desses veículos é para clientes internacionais”.

 

Foto: Douglas de Souza Melo/Divulgação.

Taxa de conversão de concessionárias é de 13%

São Paulo – De cada oito pessoas que visitam uma concessionária, uma fecha negócio e volta para casa com um zero quilômetro. O índice que mede a conversão de fluxo na loja em venda efetiva, hoje 13%, foi levantado pela empresa de tecnologia In Loco em um estudo feito com exclusividade para AutoData.

 

A In Loco tem como base 60 milhões de consumidores que autorizaram aplicativos parceiros da empresa instalados em seus smartphones a fornecer dados de localização e que, no primeiro semestre, frequentaram uma concessionária das dez maiores marcas do País.

 

Segundo a analista Raiza Oliveira os 13% de taxa de conversão foram alcançados ao analisar a relação da média de visitante único por loja nas redes das dez marcas principais, alcançado com os aplicativos, e a média de emplacamentos por loja, obtida com os dados da Fenabrave fornecidos pelo Renavam: “Como o número de concessionárias varia muito dependendo da marca, dividimos o número de visitas e o número de emplacamento pelo número de lojas, para uma análise coerente dos dados”.

 

A taxa de conversão varia de marca para marca, mas nenhuma das analisadas pelo estudo se aproxima de um resultado próximo dos 100%. Segundo o estudo da In Loco, Nissan e Jeep atraem um número razoável de visitantes, mas têm média de emplacamento baixa por loja. Fiat, Ford, General Motors, Mitsubishi, Renault e Volkswagen têm taxa de conversão mais coerente, com poucas visitas em cada loja e baixo número de emplacamento por revenda.

 

Honda, Hyundai e Toyota, por sua vez, apresentaram resultados melhores: bom índice de fluxo nas lojas e número mais elevado de licenciamentos por ponto de venda.

 

O estudo feito para AutoData também traz um ranking inédito de média de visitantes únicos por concessionárias das dez marcas com maior volume de vendas no País. A Hyundai registrou a maior média de visitantes únicos, fechando o ranking em posição de destaque.

 

Segundo o estudo da In Loco Toyota, Honda, Jeep e Nissan ocupam um segundo pelotão e a GM fica no terceiro escalão, isolada. Fiat, Ford, Mitsubishi e Renault compõem o último grupo.

 

Na terça-feira, 16, às 14h15, a In Loco fará, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2019, uma apresentação com os pormenores do estudo feito com exclusividade para AutoData.

 

Foto: Divulgação.

Telemetria atrai novos competidores

São Paulo – O mercado de caminhões está propício aos negócios relacionados à telemetria e a sistemas de gestão de frota. Empresas têm se movimentado para atender a uma demanda que, acreditam, é crescente no País, seja em função de estarem nas ruas mais caminhões novos habilitados de fábrica para serem conectados ou por exigências das clientes que contratam frotistas para o transporte de suas cargas.

 

Segundo Carlos Mira, CEO da Truckpad, há uma tendência no mundo da logística que ele acredita ser um caminho sem volta: o dono da carga teria despertado para a necessidade de aumentar a segurança no trecho do transporte e, no caso daqueles que são proprietários dos veículos, existe a vontade premente de ter o controle da gestão da operação com objetivo de cortar custos.

 

Essa realidade, que antes era exclusiva dos grandes grupos empresariais, já chegou às demais esferas do transporte de cargas: “O pequeno frotista, até o transportador autônomo, está atento ao que o mercado tem pedido, que são veículos conectados. Chegará uma situação tal que ficará de fora dos negócios quem não se adequar aos novos modelos de gestão”.

 

A Truckpad, que começou no mercado oferecendo plataforma que aproxima transportadores das cargas, recentemente passou a oferecer serviço de gestão de frota para o pequeno e médio frotista. Mira acredita que aparecerão muitas empresas para competir nesse segmento, porque há espaço para crescer no País:

 

“Temos um estudo que mostra que mais de 40% das empresas do setor ainda usam planilhas como principal ferramenta na hora de contratar autônomos e que 23% das transportadoras não usam nenhum sistema de gerenciamento em suas demandas por fretes. Queremos ajudar a mudar esse cenário”.

 

Essa nova relação estabelecida pelas empresas, em que prevalece no quadro de fornecedores quem consegue gerenciar melhor a carga, fez a Trimble, empresa baseada nos Estados Unidos, comprar a brasileira Veltec, de Londrina, PR A companhia desenvolve tecnologias de telemetria e monitoramento há dez anos e tem em carteira clientes de grande porte, como Ambev, JBS, Raízen e Bunge.

 

Carlos Nogueira, presidente da Trimble, disse que a partir da aquisição os planos envolvem a expansão das tecnologia Veltec para as demais áreas em que a companhia atua, como construção civil e agronegócio. No entanto essa complementariedade da oferta passa pelo setor de transportes, onde há possibilidade de negócios no futuro:

 

“Com a compra da Veltec passamos a atender todos os elos da cadeia, da produção ao transporte. Falando do mercado brasileiro, existe demanda aquecida porque subiu o nível de profissionalização do transportador. O País ainda tem frota envelhecida, mas há soluções no mercado que conseguem inserir caminhões mais antigos no contexto da conectividade”.

 

A demanda crescente no campo do rastreamento e da telemetria também atraiu as atenções de grandes nomes do mercado automotivo, como a ZF. A empresa tem apresentado, na Europa e nos Estados Unidos, serviços digitais na área da gestão de frota. Testa no País, desde o ano passado, a plataforma Openmatics, que pode ser instalada em qualquer modelo de veículo comercial. Está atualmente em fase de homologação na Anatel, segundo João Lopes, diretor da ZF Services América do Sul:

 

“As empresas tradicionais precisam olhar por outros ângulos a aplicação da tecnologia em seus negócios. O momento é de inovar e, quem começar depois, ficará para trás”.

 

Foto: Divulgação.