VW concede férias coletivas em Taubaté e São Carlos

São Paulo – A Volkswagen concedeu férias coletivas na segunda-feira, 8, a parte dos funcionários das fábricas de Taubaté e São Carlos, ambas no Interior de São Paulo. A medida, de acordo com a empresa, é um ajuste na produção motivado pela crise no mercado argentino, principal destino de exportação dos veículos e motores VW produzidos no País.

 

Com isso, já são três as fábricas da companhia que tiveram o ritmo reduzido: também na segunda-feira entraram em férias coletivas 1,8 mil funcionários da VW Anchieta, onde são produzidos os modelos Polo, Virtus e Saveiro.

 

No caso de Taubaté, de onde saem os modelos up!, Gol e Voyage, não foi informado pela montadora e o sindicato local o número de funcionários em férias até 28 de outubro. A fábrica emprega 3,5 mil trabalhadores e essa já é a terceira vez neste ano que a empresa recorre a férias coletivas para adequar a unidade à demanda de mercado.

 

Na unidade de São Carlos, onde são produzidos motores para os veículos produzidos no Brasil e na Argentina, foram concedidos vinte dias de férias a 125 dos 900 funcionários que trabalham no local. De acordo com o sindicato dos metalúrgicos da região, a fábrica já operava em dois turnos desde setembro e o quadro será mantido até janeiro.

 

Na semana passada, a Anfavea reduziu sua projeção de exportações em 2018 para queda de 8,6% em razão da queda do mercado argentino, que atravessa uma crise marcada por forte desvalorização do peso e que obrigou o governo a elevar os juros.

 

No acumulado do ano, as exportações de veículos do Brasil para a Argentina somam 363,1 mil unidades de um volume total vendido ao mercado externo de 524,3 mil. No ano passado, até setembro, foram 395,2 mil veículos.

 

Foto: Divulgação.

YPF: crescimento de 24% no primeiro semestre

São Paulo – O volume de vendas da YPF no Brasil registrou crescimento de 24% de janeiro a junho na comparação com o primeiro semestre do ano passado. A companhia, que completou vinte anos de operação local em agosto, informou que vendeu dois milhões de litros de lubrificantes sintéticos no período.

Vendas da Volkswagen crescem na América do Sul em setembro

São Paulo – A América do Sul foi a única região onde as vendas da Volkswagen cresceram em setembro. Foram vendidos no mês 38,7 mil unidades, o que representa crescimento de 2,1% na comparação com as vendas de setembro do ano passado.

 

Nas demais regiões onde a empresa atua o cenário foi de queda. Na América do Norte, em queda de 8,8%. Na Europa, as vendas recuaram 46,4%. Na Ásia, 9,8%. As vendas globais somaram 485 mil unidades, 18,3% menos do que em setembro de 2017. No acumulado do ano, a empresa vendeu 4 milhões 622 mil 900 veículos, alta de 2,9%.

Agronegócio puxa desempenho do setor de implementos

São Paulo – As vendas de implementos rodoviários no País apresentaram alta de 53,4% no volume até setembro, na comparação com o desempenho comercial dos nove meses de 2017. Segundo a Anfir, foram vendidos 63 mil 851 unidades no período. O crescimento registrado, de acordo com a associação, foi possível em função da demanda crescente no agronegócio, ainda que tenha se dado “em ritmo lento”.

 

De acordo com o balanço, os reboques e semirreboques vendidos foram 31 mil 793 unidades, o que representa alta de 83,5% frente ao volume vendido até setembro do ano passado. As vendas de carrocerias sobre chassis aumentaram 31,4%, chegando a 32 mil 589 unidades.

 

Apesar da alta registrada, a entidade disse que a indústria “demorará mais tempo para repor as perdas acumuladas nos anos de crise”.

 

Foto: Divulgação.

Subsídio para reduzir preço do diesel vira lei

São Paulo – Foi transformada em lei a MP 838 que concede subsídio para a venda e a importação do óleo diesel de uso rodoviário. A Lei 13.723/18 foi publicada na sexta-feira, 5. A subvenção do diesel, termo utilizado no texto da lei, foi uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, cuja greve em fins de maio provocou crise de abastecimento de combustíveis e de produtos em todo o País.

 

O total de recursos direcionado à subvenção será de R$ 9,5 bilhões e ela será limitada a R$ 0,30 por litro do combustível. O benefício vale até 31 de dezembro de 2018. Caberá à ANP, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, estabelecer um preço de referência – vinculado ao preço real na refinaria –  e um preço de comercialização para as distribuidoras de forma regionalizada.

 

A iniciativa do governo não impede o aumento do preço do óleo diesel em razão das condições de mercado do setor, como o valor do petróleo, do óleo refinado e alta do dólar. O texto apenas concede um desconto pago com recursos do orçamento federal para manter o compromisso de redução de R$ 0,46 nas bombas dos postos.

 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Fras-le fecha aquisição da Fremax

São Paulo – A Fras-le, empresa do Grupo Randon, comunicou seus acionistas na segunda-feira, 8, que fechou a compra da fabricante de autopeças Jofund, que mantém produção em Joinville, SC, e atual no mercado OEM e de reposição com a marca Fremax. O valor da transação, anunciada em 8 de agosto, é de cerca de R$ 180 milhões, sujeito a ajustes.

 

Segundo a empresa, a compra faz parte de seu projeto de expansão nacional e internacional. A transação deverá aumentar em 2,5 mil referências de peças o portfólio de 14 mil da Fras-le. A fabricante de pastilhas e lonas já tem unidades na Argentina, China, Estados Unidos, Índia e Uruguai.

 

A Jofund emprega 580 funcionários e teve faturamento registrado em 2017 de R$ 188 milhões, com fornecimento de cubos de roda e discos e tambores de freio leves para montadoras e mercado de reposição.

 

Foto: Divulgação.

ZF investirá R$ 700 milhões na América do Sul

São Paulo – O próximo ciclo de investimento da ZF na América do Sul, que vai até 2021, será de R$ 700 milhões, informou Wilson Bricio, presidente da companhia para a região. O aporte, segundo o executivo, será aplicado em maior parte em aumento da capacidade de produção no Brasil, no desenvolvimento e lançamento de produtos já à venda em outros mercados e que deverão ser nacionalizados em 2019.

 

O executivo evitou os pormenores sobre a nova oferta, mas disse que serão produtos de direção elétrica, sistemas de freios e transmissões automatizadas. O executivo reforçou que as fábricas mantidas no País terão de produzir mais para acompanhar cenário de demanda crescente, sobretudo no segmento de automóveis e, por causa disso, haverá investimento nas linhas da empresa:

 

“O plano já foi aprovado. Temos demanda para expandir capacidade produtiva. Estamos precisando aumentar a capacidade para entregar o que precisamos, porque hoje não conseguimos”.

 

Neste quadro de crescimento antevisto pela companhia estão novos programas de fornecimentos aos clientes que a companhia atende no Brasil, sobretudo em automóveis que pertecem às gamas A e B. Hoje, o principal cliente da ZF no País em termos de volume é a Volkswagen, mas pode ser que isso mude, disse o executivo:

 

“Há novos projetos em que a companhia participa de mais aplicações, em outros menos. Nos próximos dois anos teremos mais participação em outras empresas. Mas hoje nosso principal cliente ainda é a Volkswagen”.

 

A ZF mantém quatro fábricas no Brasil. Em Sorocaba, SP, onde fica a matriz da empresa na América Latina, são produzidos eixos e transmissões para veículos comerciais, componentes de chassis para automóveis e sistema de propulsão marítima. Em Araraquara, SP, embreagens para automóveis. Em São Bernardo do Campo, SP, embreagens para veículos comerciais. Em Limeira, SP, sistemas de freio e de direção.

 

Nas linhas onde são produzidos componentes para automóveis, Bricio disse que a produção atual está em jornada de três turnos. Onde são fabricados os componentes para caminhões e ônibus, dois turnos. Em Iracemápolis, SP, há uma operação dentro da fábrica da Mercedes-Benz onde são montadas partes de chassis, eixos e conjunto de powertrain para os modelos Classe C e GLA. Há também produção de amortecedores em fábrica instalada em San Francisco, Argentina.

 

Na segunda-feira, 8, a empresa anunciou a produção na fábrica de Sorocaba de dois modelos de caixas automatizadas que foram lançadas recentemente no mercado europeu. Para o segmento de pesados, a empresa localizou a produção da Traxon e da EcoTronic. Para produzir ambas as transmissões a empresa investiu R$ 100 milhões de 2014 a 2018, valor que fez parte do último ciclo de investimento da companhia no Brasil. A empresa também anunciou que, no segmento dos leves, nacionalizará a produção de sistemas de freios e de câmeras. De acordo com Bricio, a empresa negocia com montadoras locais.

 

No campo – A empresa anunciou na terça-feira que a operação da América do Sul será considerada dentro da companhia um centro de competência global na área de eixos agrícolas. Com isso, será a única unidade no mundo a desenvolver os componentes para o mercado global. Paulo Vecchia, gerente da unidade de negócios para tecnologia industrial, estará à frente da coordenação.

 

De acordo com o executivo, novos investimentos estão previstos, além da contratação de engenheiros e equipes de campo que irão acelerar o tempo de desenvolvimento de novos produtos, assim como impor um novo ritmo de velocidade de resposta aos clientes. Atualmente o mercado de eixos dianteiros tracionados no mundo é de 500 mil unidades, considerando montadoras que constroem o seu próprio eixo. O mercado brasileiro representa coisa de 11% deste total.

 

Foto: Divulgação.

Motos: crescimento em 2018 beira os 20%.

São Paulo – À exceção das exportações, o segmento de motocicletas só tem razões para comemorar os números de setembro: no comparativo anual e do acumulado o resultado é bastante positivo, ainda que a base seja baixa, corroída por vários exercícios de retração.

 

Segundo dados divulgados pela Abraciclo na terça-feira, 9, a produção em setembro foi de 80,7 mil unidades, o que representa crescimento de 5,2% ante mesmo mês de 2017 e queda de 23,4% ante agosto, que teve quatro dias úteis a mais.

 

Com isso de janeiro a setembro as fabricantes de motocicletas acumulam 777 mil unidades produzidas, alta de 19,2% ante a soma dos primeiros nove meses do ano passado.

 

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, atesta que “os resultados registrados até o momento são recebidos com entusiasmo, pois confirmam nossa expectativa de crescimento no volume de produção” – a projeção da associação é que o ano encerre em 980 mil unidades, elevação de 11%.

 

No mercado os números positivos se repetem. Setembro viu vendas no atacado de 76,7 mil motos, alta de 21% ante mesmo mês de 2017 e baixa de 19,3% ante agosto. No acumulado são 711,7 mil, elevação de 18%. Já no varejo setembro foi de 74,1 mil, crescimento de 12% no comparativo anual e redução de 16,7% no mensal. No acumulado são 696 mil, avanço de 8,7%.

 

A média diária de vendas no varejo chegou no mês passado a 3,9 mil unidades, desempenho relativamente estável perante agosto, em leve redução de 1%.

 

A encrenca mora mesmo nas exportações: os embarques para a Argentina representam mais de 70% do total e, com a forte retração dos pedidos ali, os números dos embarques naufragaram. Em setembro foram enviadas ao Exterior apenas 3,3 mil motos, queda de 70% ante mesmo mês de 20178 e de 56% ante agosto.

 

Com isso setembro marcou reversão da curva do acumulado nas exportações de motos: na soma dos primeiros nove meses do ano são 57 mil unidades, baixa de 3,6% ante mesmo período de 2017 – até agosto o índice acumulado era positivo em 12%.

 

Foto: Agência Brasil.

Jeep Compass: um carro para não dirigir.

Goiana, PE – A FCA acredita que, independente da matriz energética escolhida, seja diesel, etanol, gasolina ou elétrica, todas as regiões do mundo adotarão, no futuro, tecnologias autônomas de direção nos automóveis. É com base nessa convicção que, aos poucos, a companhia pretende popularizar sistemas de assistência à condução no Brasil: o primeiro passo foi dado com o Jeep Compass, o mais autônomo dos SUVs produzidos por aqui.

 

Na linha 2019, que começa a chegar à rede de concessionárias nos próximos dias, o pacote com tecnologias autônomas teve seu preço reduzido: caiu de R$ 11 mil para R$ 7,7 mil na motorização flex e para R$ 8,7 mil nas diesel. Disponível nos catálogos Limited e Trailhawk, o pacote responde, atualmente, por 35% das vendas dessas versões, segundo Flavia Campelo, especialista de marketing da Jeep:

 

“Ao tornar a tecnologia mais acessível queremos chegar a 50% do mix das duas versões”.

 

O Jeep Compass tem nível de autonomia 1, o máximo permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro, que ainda exige do condutor a manutenção das duas mãos no volante enquanto o veículo roda. O modelo traz frenagem de emergência, controle de velocidade adaptativo, aviso de mudança de faixa, assistente de baliza e estacionamento, monitor de ponto cego e sistema automático de controle de farol. Ou seja: o carro acelera, freia, estaciona e se mantém na faixa sozinho, mas ainda depende do motorista para fazer curvas.

 

O sistema é formado por doze sensores ultrassônicos, um radar e uma câmara frontal e dois radares e uma câmara traseira, todos fornecidos pela Bosch – e importados, de fábricas do México e da Europa.

 

Segundo Alexandre Pagotto, gerente de marketing para sistemas de direção autônoma da Bosch, a empresa está pronta para atender a níveis superiores de autonomia: “Existe um grupo de estudos para veículos autônomos, formado por gente da Anfavea, Sindipeças, AEA e outras associações para discutir como evoluir na legislação. A primeira reunião deve ocorrer em novembro. O governo está atento a essa discussão”.

 

Enquanto isso o consumidor que desejar modelos autônomos tem como opção apenas as tecnologias do nível 1, aplicadas no Compass, e precisará desembolsar pelo menos R$ 150 mil, o preço da versão Limited Flex com o pacote autônomo.

 

O Compass é o SUV mais vendido do mercado brasileiro – de janeiro a setembro foram 44,4 mil unidades licenciadas, deixando o modelo na décima posição do ranking geral. As versões Limited e Trailhawk representam 30% das vendas.

 

Impressões ao volante – A reportagem da Agência AutoData teve a oportunidade de não dirigir o Jeep Compass com tecnologias autônomas no recém-inaugurado campo de provas da FCA no Complexo de Goiana.

 

A condução em piloto automático manteve velocidade máxima de 75 km/h, em comboio. O modelo foi aprovado em todos os testes feitos pelo apreensivo editor, que considerou pisar no freio nas provas de frenagem – o que seria inútil, pois o sistema realmente funcionou. Bastou pisar no acelerador para que a autonomia prosseguisse.

 

A construção do campo de provas fazia parte do projeto original da fábrica, mas só foi concluída nos primeiros meses do ano. São 10 quilômetros de pista usados para testar modelos de todas as marcas do grupo – recentemente veículos RAM passaram por lá.

 

As condições do trajeto são monitoradas em tempo real pela equipe de engenheiros: velocidade do vento, temperatura, índice pluvial etc. Segundo o gerente de engenharia de experimentação, Robson Cotta, “as tecnologias usadas no campo de provas são equivalentes às disponíveis em outras pistas do grupo no mundo”.

 

Foto: Divulgação.

Rede VWCO faz promoção até o fim de outubro

São Paulo – A rede de concessionárias Volkswagen Caminhões e Ônibus fará, até o fim de outubro, promoção especial para a troca de embreagem de clientes do Constellation 24.250. Segundo a companhia o custo será reduzido em cerca de 30%.

 

A intenção é competir com o mercado independente. A rede oferecerá preço fixo e mão de obra para substituição de platô, disco e rolamentos, com doze meses de garantia.