Mercado mexicano recua 1,5% em setembro

São Paulo – O mercado mexicano de veículos registrou queda de 1,5% nas suas vendas de setembro comparadas às do mesmo mês do ano passado. De acordo com a Amia, a associação das fabricantes local, foram comercializadas 114,7 mil unidades no mês passado.

 

No acumulado do ano as vendas somam 1 milhão 28 mil unidades, recuo de 7,1% com relação aos primeiros nove meses de 2017.

 

A produção caiu 1,1% no mês passado comparada com a de setembro de 2017, para 320 mil 71 unidades. De janeiro a setembro, entretanto, o saldo ficou 0,5% positivo, alcançando 2 milhões 953 mil 735.

 

O ritmo das linhas vem sendo sustentando pelas exportações: em setembro avançaram 6,8%, para 306 mil unidades, e no acumulado do ano chegaram a 7,5%, somando 2 milhões 570 mil 700.

 

Foto: Divulgação.

Ônibus elétrico da Volare será testado em Curitiba

São Paulo – A Prefeitura de Curitiba, PR, colocou em operação o Volare Access-e, modelo de miniônibus equipado com motor elétrico. O desenvolvimento do veículo é resultado de parceria da Volare com a BYD.

 

O ônibus atenderá à cidade durante um mês. O Access-e tem autonomia de 250 quilômetros e, segundo a companhia, é o primeiro veículo desenvolvido no Brasil com esta configuração, com piso baixo, motor traseiro e suspensão pneumática.

O veículo tem 9 m 15 de comprimento, 3 m 38 de altura e 2 m 43 de largura, tração traseira e capacidade para 37 passageiros. O powertrain é BYD, com dois motores de 90 kW de potência e 450 Nm de torque máximo e sua bateria tem duração de 90 minutos a 3 horas.

 

Foto: Daniel Castellano.

 

Crise dificulta prorrogação de acordo Brasil-Argentina

São Paulo – A crise na Argentina, que refletiu na produção e nas exportações do mercado brasileiro de veículos no segundo semestre, diminuiu as possibilidades de que a prorrogação do acordo bilateral, que vai até 2020  — pleito comum dos dois países que estava com as negociações avançadas –, seja firmada antes do vencimento. A situação já era vista como complexa, embora o setor acreditasse em possível desfecho positivo até dezembro.

 

Com a queda nas vendas no mercado interno argentino e a desvalorização cambial, Antonio Megale, presidente da Anfavea, afirmou ser muito difícil que o extensão do acordo saia tão cedo: “Hoje está muito difícil. Eles estão com dificuldades e o que atrapalhou a evolução das negociações foi esta situação complexa, política e econômica. Ficou para mais adiante. Mas de toda forma os governos estão conversando”.

 

A cautela no discurso adotado pela indústria sobre o assunto traz, no cerne, preocupação com os investimentos na região no futuro. As medidas econômicas adotadas pela Argentina para reduzir os reflexos da crise, segundo Megale, devem demorar para produzir resultados, o que dificulta investimentos:

 

“Quando se fala em acordo comercial tem que ser de forma que não iniba os investimentos no país. Então, naturalmente, o momento atual, com a Argentina vivendo uma situação muito ruim, se a gente vai para uma situação de livre mercado obviamente os investimento viriam mais para o Brasil, provocando desequilíbrio”.

 

Em setembro as negociações para prorrogação do acordo até 2023 estavam avançadas, com os dois governos participando de reuniões em Brasília, DF, e em Buenos Aires, Argentina. O ponto de divergência para que a extensão fosse firmada, à época, era a tarifa flex de exportações. O flex estipula que para cada US$ 1 de veículo importado o Brasil pode exportar US$ 1,5. A intenção do lado argentino é manter o flex neste patamar, posição que é antagônica à pleiteada pelo Brasil, que o deseja maior.

 

Os argentinos também estariam pedindo a inclusão de outros assuntos na discussão da extensão do acordo bilateral, como a contabilização dos investimentos feitos pelas fabricantes na Argentina nos critérios de P&D do Rota 2030. Pediriam também que seus veículos ganhem linhas específicas de financiamento no BNDES.

 

Megale deu pistas de que talvez haja um novo elemento nas discussões — a expectativa brasileira de que, a partir de 2020, houvesse um cenário de livre mercado para os dois países, ao que a Argentina teria se oposto: “Na nossa visão, como Brasil, a gente entende que a partir de 2020 deveríamos ir numa tendência de livre mercado. Há uma visão da Argentina de que talvez ainda não seja esse o momento, que ainda precise de um acordo administrado por mais alguns anos, e então estamos na fase de discussão. O acordo vai até 2020 e, dessa forma, não há necessidade premente de se negociar já”.

 

Proconve – Antônio Megale visitou o MDIC na semana passada, para tratar de mais um tema afora os de cunho técnico ligados ao Rota 2030. De acordo com ele o governo estaria tratando o Proconve, programa de controle de emissões que deverá ser atualizado nos próximos anos, de forma desvinculada à MP do Rota 2030 — o que não deveria acontecer segundo o texto da medida provisória:

 

“Nos preocupam as novas fases do Proconve. O Rota 2030 diz que as outras legislações ligadas ao setor têm que acompanhar o seu cronograma. O governo está tratando o tema sem considerar o Rota 2030 e nós precisamos de uma convergência”.

 

Foto: Ivan Bueno/Fotos Públicas.

Ford reduz preços da linha Ranger

São Paulo – A Ford reduziu em 6%, em média, os preços de tabela da picape Ranger em outubro, sem mexer nos catálogos e na oferta de equipamentos. Segundo comunicado divulgado pela companhia o objetivo é aumentar a competitividade da picape, que oferece motores diesel e flex e cinco anos de garantia.

 

Pela nova tabela a versão 2.2 Diesel XLS automática 4×2 teve seu preço reduzido em 17%, de R$ 151 mil 890 para R$ 126 mil 490, o modelo de entrada, 2.5 Flex XLS, passou de R$ 110 mil 790 para R$ 109 mil 390, e a topo de linha, 3.2 Diesel Limited, caiu de R$ 192 mil 570 para R$ 188 mil 990.

 

Segundo Fabrizzia Borsari, gerente de produto da Ford, os novos preços “buscam atrair clientes de outros segmentos, especialmente os que acabavam optando por um modelo menor ou flex na mesma faixa de preço”.

 

Veja a lista dos preços novos e anteriores:

 

  • Ranger 2.5 Flex XLS manual:                  R$ 109 mil 390 (R$ 110 mil 790)
  • Ranger 2.5 Flex XLT manual:                  R$ 120 mil 390 (R$ 121 mil 490)
  • Ranger 2.5 Flex Limited manual:             R$ 127 mil 390 (R$ 128 mil 730)
  • Ranger 2.2 Diesel XL Chassis:                 R$ 118 mil 490 (R$ 124 mil 200)
  • Ranger 2.2 Diesel XL Cabine Simples:      R$ 123 mil 490 (R$ 129 mil 300)
  • Ranger 2.2 Diesel XL Cabine Dupla:         R$ 130 mil 490 (R$ 139 mil 590)
  • Ranger 2.2 Diesel XLS 4×2 automática:    R$ 126 mil 490 (R$ 151 mil 890)
  • Ranger 2.2 Diesel XLS 4×4 manual:          R$ 145 mil 490 (R$ 157 mil 460)
  • Ranger 2.2 Diesel XLS 4×4 automática:     R$ 152 mil 490 (R$ 164 mil 650)
  • Ranger 3.2 Diesel XLT 4×4 automática:      R$ 173 mil 990 (R$ 183 mil 490)
  • Ranger 3.2 Diesel Limited 4×4 automática: R$ 188 mil 990 (R$ 192 mil 570)

Foto: Divulgação.

GM condiciona investimento na Argentina a imposto menor

São Paulo – O presidente da General Motors Mercosul, Carlos Zarlenga, afirmou em entrevista à publicação argentina Ámbito Financeiro que a produção de um modelo novo na fábrica de Santa Fé, anunciada no fim do ano passado, só ocorrerá com a aprovação de uma proposta de redução de tributos, que tramita no Congresso há algum tempo.

 

“A decisão do novo investimento teve como premissa a eliminação dos impostos distorcivos e o avanço da lei de reforma fiscal.”

 

Em novembro a companhia anunciou investimento de US$ 500 milhões para o Projeto AVA, Alto Valor Agregado, que envolve a produção de um modelo com essas características na unidade onde hoje é produzido o Chevrolet Cruze e abastece, principalmente, o mercado brasileiro. Segundo Zarlenga os modelos conviverão na unidade.

Honda, Cruise e GM formam parceria por autônomos

São Paulo – A Cruise e a General Motors anunciaram parceria com a Honda para projetos de carros autônomos. A Honda contribuirá com aproximadamente US$ 2 bilhões em doze anos na iniciativa, o que, juntamente com investimento de US$ 750 milhões em participação acionária na Cruise, elevará seu comprometimento total no projeto para US$ 2 bilhões 750 milhões.

Metalsa contemplada em programa federal de Indústria 4.0

São Paulo – Um projeto voltado para o conceito de Indústria 4.0 da empresa produtora de autopeças Metalsa foi contemplado em programa federal de fomento. Os dez projetos de fábricas inovadoras habilitados pelo MDIC e pela ABDI, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, serão financiados com até R$ 300 mil cada um pelo governo. A Metalsa produz peças estampadas para chassis de automóveis e caminhões. Mantém duas fábricas no País, em Osasco, SP, e em Curitiba, PR.

Mercedes-Benz vende 228 caminhões à Ambev

São Paulo – A Mercedes-Benz fechou a venda de 228 caminhões para a empresa de bebidas Ambev, informou em comunicado divulgado na sexta-feira, 5. Os veículos serão aplicados no transporte de bebidas feito por transportadoras parceiras da cliente. A operação inclui 212 caminhões semipesados da linha Atego, modelos 1719 4×2, 2426 6×2 e 3026 8×2 e dezesseis unidades dos extrapesados Actros 2546 6×2.

 

O primeiro lote foi entregue às transportadoras em setembro, com programação mensal até dezembro. Segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas da companhia, o negócio envolve a ativação do Fleetboard, sistema de gerenciamento da frota com funções de rastreamento e bloqueio.

 

Foto: Divulgação.

Disputa aberta por liderança em caminhões

São Paulo – A briga continua acirrada no mercado brasileiro de caminhões. Com o franco crescimento – 50% de alta no acumulado até setembro, comparado com o mesmo período do ano passado – as lideres buscam aumentar seu espaço.

 

Quem está se dando melhor é a Volkswagen Caminhões e Ônibus, que lidera o mercado com quase duzentas unidades à frente da Mercedes-Benz, vice-líder. O desempenho da líder é superior à média do mercado – 53,7% de alta no acumulado do ano –, mas a segunda colocada perdeu participação, pois cresceu 38,9% no período.

 

Das sete primeira colocadas a DAF foi a marca que mais cresceu: avanço de 137% nos emplacamentos, para 1,6 mil unidades.

 

1º VWCO               14 mil 422     27,3%
2º Mercedes-Benz  14 mil 216     26,9%
]3º Volvo                7 mil 497     14,2%
4º Ford                   6 mil 482     12,3%
5º Scania                6 mil 003     11,4%
6º Iveco                 1 mil 978       3,7%
7º DAF                   1 mil 600       3,0%

 

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Volkswagen Caminhões tem parceria com Eletra

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou na sexta-feira, 5, parceria de cooperação técnica com a fabricantes de veículos elétricos Eletra no campo da eletromobilidade. Firmaram o compromisso Roberto Cortes, presidente da VWCO, e Maria Beatriz Setti Braga, sócia da Eletra.

 

Por meio de comunicado as empresas informaram que a parceria se dará em projetos para transporte público e em transporte de carga. Trata também de testes em produtos, parcerias comerciais e operacionais, além do desenvolvimento de peças, componentes e sistemas especificamente adaptados a mercados como o brasileiro.

 

Não é a primeira parceria firmada pelas companhias. O protótipo do caminhão e-Delivery, apresentado ano passado na Fenatran, teve a Eletra como fornecedora. 

 

A Eletra integra um grupo de empresas com mais de cinquenta anos de experiência na gestão e operação de transporte público de passageiros, como é o caso da Metra. Fundada em 1998 em São Bernardo do Campo, SP, a Eletra fabrica ônibus elétricos nas versões trólebus, híbrido e 100% elétrico.

 

Foto: Divulgação.