Chevrolet Onix: 1 milhão de unidades produzidas.

São Paulo – A General Motors anunciou na terça-feira, 2, que já produziu 1 milhão de unidades do Chevrolet Onix no Brasil. O modelo é o mais vendido no mercado local há três anos e produzido, aqui, desde 2012.

 

O Onix é produzido em Gravataí, RS, e São Caetano do Sul, SP, em seis diferentes versões: Joy, Advantage, LT, LTZ, Effect e Activ. O modelo é vendido em duas opções de motorização, 1.0 e 1.4, e duas de transmissão, manual e automática.

 

Afora o mercado brasileiro o Onix é comercializado na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai.

 

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Todos os segmentos cresceram em setembro

São Paulo – Todos os segmentos do mercado brasileiro de veículos apresentaram desempenho positivo em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas cresceram 7%, segundo a Fenabrave, baseada em dados do Renavam, para 213 mil 350 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, conforme antecipado pela Agência AutoData na segunda-feira, 1. E, embora tenham recuado 14,2% com relação a agosto, foram maiores na média diária – a de setembro foi a melhor do ano, com 11,2 mil veículos/dia.

 

No acumulado do ano as vendas somaram 1 milhão 846 mil 86 unidades, 14% acima do volume comercializado de janeiro a setembro de 2017.

 

Em automóveis e comerciais leves a alta de setembro foi de 5,8%, com 204 mil 773 unidades licenciadas. Comparado com agosto, mês com quatro dias úteis a mais de vendas, houve recuo de 14,4% – mas, na média diária, o segmento avançou 3,6%. No acumulado do ano o desempenho do setor foi 13,1% maior, com 1 milhão 779 mil 675 unidades vendidas.

 

As vendas de caminhões avançaram 47,6% na comparação anual, somando 6,7 mil unidades. Com relação ao mês anterior, queda de 9,9%, mas também por causa da menor quantidade de dias úteis: na média diária, alta de 9%. De janeiro a setembro o mercado de caminhões acumula crescimento de 50,3%, somando 53 mil 174.

 

No mês o segmento com maior crescimento foi o de ônibus: foram 1 mil 913 chassis vendidos, alta de 73,1% sobre setembro de 2017. O recuo com relação a agosto foi de 2,1%, mas quando comparadas as médias diárias dos dois meses há aumento de 17,6%. Até setembro as vendas de chassis somaram 13 mil 264 unidades, avanço de 21,9% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

A Volkswagen recuperou a vice-liderança no segmento de automóveis e comerciais leves, que no mês passado havia ficado com a Fiat. Com 15,5% de participação no mês a VW registrou 31,6 mil licenciamentos, 4 mil unidades acima da Fiat, que voltou à terceira posição. A liderança ficou novamente com a Chevrolet: 36,4 mil um idades vendidas e 17,8% de participação no segmento.

 

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Rupert Stadler deixa conselho da Volkswagen

São Paulo – Os conselhos de supervisão da Volkswagen e da Audi concordaram na terça-feira, 2, com a rescisão do contrato de Rupert Stadler, executivo que integra o conselho de administração da VW e é o presidente do conselho de administração da Audi. A rescisão se deu em função da sua prisão preventiva em curso, informaram as empresas.

 

Ele começou a trabalhar na Audi em 1990 e, desde então, trabalha para o Grupo Volkswagen. Foi eleito para o conselho de administração em 2003 – e nomeado presidente em 2007. Ele também foi nomeado para o conselho de administração da Volkswagen em 2010.

Fenabrave tem expectativa mais otimista para o ano

São Paulo – A Fenabrave revisou, pela terceira vez no ano, suas projeções para o fechamento do mercado brasileiro de veículos em 2018. Os novos números, divulgados na terça-feira, 2, são mais otimistas do que os anunciados em julho, quando, ainda preocupados com a possível influência da greve dos caminhoneiros nas vendas, os economistas da entidade apostaram em crescimento de 9,9% nos licenciamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, ligeiramente inferior às anteriores.

 

De acordo com o presidente Alarico Assumpção Júnior os emplacamentos somarão 2 milhões 521 mil 353, 12,6% acima do resultado de 2017. Esta projeção ficou mais próxima da primeira do ano, anunciada em janeiro, de alta de 11,7% nas vendas – três meses depois, em abril, foi divulgada nova estimativa, de 14,4%, de crescimento, a mais otimista do ano:

 

“Com base no desempenho do mercado nos três primeiros trimestres, e considerando a volatilidade gerada com as eleições, equalizamos nossas projeções. Poderíamos até ter um ano melhor, não fossem a greve dos caminhoneiros, a Copa do Mundo, que reduziu o fluxo nas lojas nos dias de jogos, e o próprio período eleitoral, que deixa o consumidor em dúvidas e posterga a decisão de compra”.

 

As estimativas foram reajustadas para cima em todos os segmentos do mercado. Comparado com a projeção anterior, de julho, foram acrescentados 40 mil automóveis, 8 mil comerciais leves, 7 mil caminhões e 4 mil chassis de ônibus – volume que transformou a expectativa de queda de 4,1% neste segmento para um crescimento de 34,8%.

 

De acordo com Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave, as encomendas do programa federal Caminho da Escola e a demanda por ônibus rodoviários, por causa das adaptações necessárias para atender a passageiros com mobilidade comprometida, estão aquecendo as vendas de chassis. Em caminhões as taxas de juros mais atrativas atraem o transportador a renovar a sua frota.

 

A respeito de 2019 os dirigentes da Fenabrave preferiram esperar o decorrer do período eleitoral para, com visão mais clara do cenário futuro, projetar o desempenho do mercado. De todo modo, segundo o presidente Assumpção Júnior, a perspectiva é positiva, independentemente do presidente eleito: “Continuaremos a crescer”.

 

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Mangels: do balde ao Yaris.

São Paulo – Após quatro anos em recuperação judicial, processo encerrado em março do ano passado, a Mangels trabalha para recuperar a rentabilidade do seu principal negócio, a produção de rodas de alumínio OEM para veículos leves, e seguir seu caminho no setor automotivo. Este ano, quando completa 90 anos de operação no País, onde começou produzindo baldes galvanizados, a empresa executa planejamento para se recuperar no mercado, que envolve redução de custos e modernização dos meios de produção.

 

A esperança é conseguir acompanhar a demanda das montadoras, que é crescente no mercado interno. À exceção da Hyundai, a Mangels é fornecedora de rodas para as demais fabricantes que produzem localmente. Segundo Fabio Mazzini, seu diretor geral, a jornada de trabalho na fábrica de Três Corações, MG, que opera em três turnos, é termômetro de como está aquecida a demanda por rodas:

 

“Dentre as principais ações que envolvem o nosso planejamento de reestruturação do negócio está a modernização da fábrica para que as linhas possam acompanhar o apetite das montadoras. Para isto investimos na aquisição de robôs para aumentar a produtividade: cinco deles já estão em operação. O ideal é que sejam nove”.

 

Mazzini sinalizou que os novos equipamentos e um forno de tratamento térmico devem ser o próximo alvo de investimento. De acordo com ele a Mangels investe R$ 12 milhões por ano na fábrica de Três Corações, que tem capacidade de produzir 2 milhões de rodas por ano.

 

Este planejamento mostra que a companhia quer aproveitar uma onda que não lhe passou à frente no passado recente. Em 2007, quando os números de vendas e produção de automóveis começava a decolar no País, as ações da empresa atingiram o pico histórico de R$ 57,93, indicando um mercado em franca ascensão — como, de fato, estava: 1,8 milhão de emplacamentos e produção acima das 2,3 milhões de unidades.

 

A saúde financeira da companhia naquele momento, no entanto, interrompeu o processo de crescimento, disse Robert Max Mangels, presidente da empresa fundada pelo seu avô em 1928. A empresa, segundo o executivo, estava alavancada, e foi preciso fechar alguns negócios como o de aços laminados, que tinha produção em fábrica instalada em São Bernardo do Campo SP, e o de rodas para o aftermarket.

 

Acabou recorrendo a pedido de recuperação judicial em 2013, justo no momento em que as vendas de automóveis registravam seu melhor desempenho, com 2,4 milhões licenciamentos e 2,9 milhões de veículos produzidos. O quadro refletiu no valor das ações, à época: R$ 1,35, o menor da sua história. A partir desse momento a empresa, segundo o presidente, passou a cortar custos e renegociar as dívidas. “A situação crítica serviu para unir os gestores para criar uma nova cultura interna”.

 

Se nesse momento de retomada os acionistas se mostraram desanimados, com os papeis da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo flutuando de R$ 2 a R$ 5, os primeiros sinais positivos começaram a surgir.

 

Em março do ano passado a empresa saiu da recuperação judicial e teve sua dívida parcelada. \”Com o aquecimento do mercado interno e das exportações está sendo possível reduzir as perdas mensalmente\”, disse Mangels. No ano passado registrou receita de R$ 445,9 milhões ante R$ 427,5 milhões em 2016, segundo balanço divulgado pela B3.

 

Para o futuro a expectativa é de crescimento, sobretudo em função dos lançamentos anunciados pelos seus principais clientes. O Toyota Yaris é exemplo recente de veículo novo equipado com rodas Mangels — a Toyota é o principal cliente da Mangels no País, onde detém 40% do mercado de rodas de alumínio. Seu segundo maior cliente é a Honda, com a qual a Mangels mantém relacionamento comercial há doze anos.

 

No mercado externo a companhia é fornecedora da Toyota e da PSA na Argentina.

 

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Cummins inaugura nova sala de testes de motores

São Paulo – A Cummins inaugurou uma nova sala de testes de motores em sua fábrica de Guarulhos, SP, totalmente automatizada e com conceitos de indústria 4.0. A área recebeu US$ 18 milhões em investimento e reduziu em 60% o tempo gasto nos testes de cada unidade produzida, de acordo com comunicado da empresa.

 

O novo sistema atende a toda a gama de motores produzidos diariamente – são 230 unidades/dia – e dispõe de sistema de gerenciamento de produção que pode ser controlado remotamente.

 

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FCA abre oitenta vagas para jovens no Árvore da Vida

São Paulo – A FCA abriu oitenta vagas para jovens de 18 a 24 anos de Belo Horizonte, MG, Rio de Janeiro, RJ, Salvador, BA, e São Paulo, SP, em situação de vulnerabilidade social para o projeto Árvore da Vida – Capacitação Profissional, que tem como objetivo apoiá-los na inserção no mercado de trabalho.

 

O curso, gratuito, tem duração de vinte dias e soma 150 horas para formação humana e desenvolvimento de competências específicas da área automotiva – ao fim do curso os alunos são encaminhados para concessionárias Fiat e Jeep para funções internas. Além da idade, a conclusão do curso técnico no Senai é outro pré-requisito para a inscrição.

 

O projeto Árvore da Vida começou em Betim, MG, em 2006, para beneficiar a comunidade ao redor da fábrica da Fiat. Em oito anos formou 670 jovens. No ano passado passou por reestruturações, deixando de ser apenas um programa para se tornar o Instituto Árvore da Vida, instituição sem fins lucrativos composta e gerida por integrantes da comunidade.

Ford deixará de produzir Focus na Argentina

São Paulo – A Ford confirmou, por meio de comunicado, na segunda-feira, 1º, que deixará de produzir Focus na fábrica de General Pacheco, Argentina, a partir de abril de 2019. A informação foi revelada pela Agência AutoData em fevereiro. A companhia justifica que o encerramento da produção do modelo ocorre “em função do deslocamento do consumidor para outros segmentos de mercado, como os utilitários esportivos”.

 

No comunicado a Ford afirmou que “análises de mercado mostram que o segmento C perdeu muitos fãs para os SUVs e os volumes atuais não justificam sua produção na América do Sul”.

 

Não há planos, ao menos no momento, de importar Focus de outras procedências. Segundo a Ford a única decisão tomada foi o fim de sua produção na Argentina. E que o encerramento dos trabalhos nessa linha não significa que a empresa pode deixar a América do Sul. Desde o início do ano circulam rumores na cadeia automotiva global de que a Ford estuda diversas opções para regiões que vêm apresentando desempenho incompatível com os objetivos de rentabilidade da matriz. Uma das opções seria descontinuar a produção nessas regiões.

 

Na semana passada o Autoblog, uma publicação argentina, divulgou informações sobre o Projeto Cyclone, um possível desenvolvimento conjunto de picapes da Ford com a Volkswagen, um dos resultados da aliança que as duas companhias anunciaram em junho. As fábricas das duas companhias são vizinhas em Pacheco e, com a saída da linha do Focus, ambas produzem apenas picapes – a VW Amarok e a Ford Ranger.

 

Resta saber se a produção da nova geração de picapes seria compartilhada, a exemplo do que Mercedes-Benz, Nissan e Renault fizeram em Córdoba, Argentina, ou se a parceria envolveria apenas o desenvolvimento em conjunto.

 

A Agência AutoData apurou também, junto a fornecedores brasileiros, que em breve um outro modelo Ford poderá deixar de ser produzido na América do Sul: o New Fiesta, atualmente em linha em São Bernardo do Campo, SP. Nesse caso, porém, a informação ainda não foi oficialmente confirmada pela Ford.

 

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Stefan Ketter deixa a FCA

São Paulo – Em carta endereçada aos funcionários da FCA no mundo o CEO Mike Manley anunciou, na segunda-feira, 1, uma nova estrutura organizacional para a empresa, sessenta dias após assumir o posto em substituição a Sergio Marchionne. Dentre as mudanças chamou a atenção a substituição de um conhecido dos brasileiros: Stefan Ketter, que conduziu a operação da América Latina até abril deste ano, deixou a companhia.

 

No texto da carta Manley informa que no começo do ano o executivo que liderou o início da operação da fábrica da Jeep em Goiana, PE, informou à direção que planejava sair da FCA: “Em nome de todos os colegas que trabalharam com ele quero expressar nossos sinceros agradecimentos a Stefan por sua valiosa contribuição ao longo dos anos”.

 

A vice-presidência global de manufatura, cargo que Ketter ocupava, será conduzida por Scott Garberding. Vindo da Chrysler, com mais de trinta anos de experiência dentro da companhia, ele acumulará a responsabilidade por Comau e Teksid, duas empresas do Grupo.

 

Outro anúncio relevante para a divisão latino-americana foi o do brasileiro Richard Schwarzwald como novo diretor global de qualidade. Com mais de 25 anos de experiência no setor automotivo Richard era, desde maio de 2016, diretor de qualidade da região. Assume em seu lugar, por aqui, o também brasileiro Geraldo Barra.

 

Ainda foram nomeados Piero Gorlier, COO da região Europa, África e Oriente Médio, Steve Beahm, para a Mopar na América do Norte, Ermanno Ferrari, CEO da Magneti Marelli, Harald Wester, COO da Maserati, Tim Kunisikis, responsável pela Jeep na América do Norte e Reid Bigland, responsável pela RAM.

 

Ainda na carta Manley anunciou que nas próximas semanas deverá visitar pela primeira vez as operações da FCA na América Latina. É a única região em que o executivo ainda não esteve como CEO do Grupo FCA.

 

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