Setor de implementos mira as 120 mil unidades

São Paulo – A alta de 53% nas vendas de implementos rodoviários até agosto, para 55,8 mil unidades, ainda é insuficiente para alcançar o volume considerado ideal pelos empresários. Em 2018, a estimativa da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, é fechar com 80 mil unidades vendidas – o volume ideal, segundo seu presidente Norberto Fabris, é de 120 mil a 130 mil unidades.

 

“Considerando a linha pesada acredito que um volume bom seria de 50 a 55 mil unidades, com a linha leve comercializando de 70 mil a 75 mil produtos por ano. Esse volume também seria bom para as empresas, que voltariam a aumentar seu quadro de funcionários para suportar a demanda. Abaixo disso fica distante da capacidade produtiva que temos no Brasil”.

 

Fabris ressaltou que esse crescimento viria sem criar uma nova bolha, pela qual as empresas do setor terão de pagar no futuro. O executivo se refere ao crescimento de 2011 a 2014, quando a indústria chegou a vender 190 mil implementos rodoviários, puxado por taxas subsidiadas do Finame PSI, que puxou o setor de caminhões.

 

O diretor comercial da Randon, Wilson Ferri, também acredita que um volume sustentável para o Brasil estaria em torno de 120 mil unidades, sendo 45 mil a 50 mil da linha pesada e 70 mil da linha leve, considerando a capacidade produtiva das empresas no Brasil: “É necessário ressaltar que esse volume seria saudável, sem criarmos uma nova bolha, pois na crise pagamos pelo crescimento irreal dos anos anteriores”.

 

Alcides Braga, presidente da Truckvan, segue a mesma linha de raciocínio e acredita que o volume ideal para o mercado brasileiro é em torno das 120 mil unidades: “Pensando racionalmente esse volume seria sustentável, pois não podemos levar como base alguns anos de crescimento fora da curva, com uma falsa impressão de alta para o setor”.

 

Para atingir o volume de aproximadamente 120 mil implementos por ano todos os executivos concordam que o principal desafio é a economia, que precisa crescer continuamente nos próximos anos e, se possível, em um patamar maior daquele que será registrado este ano. Lembrou Ferri: “Estamos às vésperas das eleições e, independente de quem ganhe, precisamos que faça as reformas necessárias para que o PIB volte a crescer em torno de 2% a 2,5% ao ano. Isto fará com que nosso segmento conquiste o crescimento esperado”.

 

Quando este volume será alcançado é que divide as opiniões dos executivos do setor. Enquanto o presidente da Anfir acredita que requer de quatro a cinco anos, o diretor da Randon e o presidente da Truckvan são mais otimistas, apostando que o setor poderá atingir esse número até 2020.

 

No caso dos segmentos que puxarão a alta, Ferri acredita que, a curto prazo, o setor será alavancado pelo agronegócio e pelo transporte de combustível. A médio prazo, ele acredita no transporte de carga industrial, que pode voltar a crescer puxado pelo maior consumo das famílias, impulsionado pela expansão da economia. Um pouco mais adiante virá o crescimento do setor de construção, que está parado há bastante tempo e também deve retomar com o crescimento da economia.

 

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Exportação de peças para a Argentina recua 15%

São Paulo – As exportações de autopeças produzidas no Brasil para a Argentina recuaram 15% em agosto, segundo dados divulgados pelo Sindipeças na segunda-feira, 24 — caíram caíram para US$ 187,2 milhões no mês passado, equivalente a 25% das vendas externas totais de autopeças.

 

Em agosto essas exportações geraram receita de US$ 762,9 milhões, avanço de 9,2% sobre o mesmo mês do ano passado. Apesar da queda nas vendas a nosso principal parceiro comercial no acumulado do ano, cresceram 47% os embarques para os Estados Unidos, dobraram para o México e avançaram 11,8% as vendas para a Alemanha – os quatro principais mercados representaram quase 70% das exportações brasileiras do setor.

 

No acumulado até agosto as vendas externas cresceram 9,3% com relação ao mesmo período de 2017, somando US$ 5,2 bilhões. Apesar do desempenho de agosto o saldo de vendas para a Argentina segue 3,7% maior do que em 2017, representando 29,2% das exportações do ano.

Tristone Flowtech abre escritório no Brasil

São Paulo – O Grupo Tristone Flowtech, com sede em Frankfurt, Alemanha, abriu escritório de vendas e engenharia em São Caetano do Sul, SP. Foi, segundo comunicado divulgado pela companhia, o primeiro passo para entrar no mercado brasileiro de automóveis.

 

Segundo Ignacio Salazar, seu vice-presidente sênior de vendas e marketing, existem indicações de possíveis negócios na região. A meta é, nos próximos anos, construir fábrica com 5 mil m² de área produtiva e logística, empregando 150 pessoas para produzir itens de sistemas de arrefecimento.

Goodyear fornecerá pneus para primeiro elétrico Audi

São Paulo – A Goodyear foi escolhida fornecedora dos pneus do novo SUV elétrico da Audi, o e-tron, que vem com o modelo Eagle F1 Asymmetric 3 SUV, na medida 265/45, aro 21. Os pneus cumprem os requisitos de quilometragem da Audi, pois os veículos elétricos rodam com maior atrito e torque na comparação com os carros com motor a combustão interna, e o desgaste é 25% maior.

 

Atendendo aos requisitos da Audi estes pneus também “melhoram a frenagem e permitem melhor desempenho de dirigibilidade em todas as condições”, segundo comunicado divulgado pela Goodyear, na segunda-feira, 24. 

Vida longa ao Fox

São Paulo – Há algumas semanas a direção da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, PR, recebeu ordem no mínimo curiosa: ampliar a produção do Fox, produzido ali desde 2003 e que completa, este ano, 15 anos no mercado. O argumento do presidente Pablo di Si mata a curiosidade: “Os concessionários nos pedem mais Fox. Simplificamos o portfólio, oferecendo menos versões e opções de cores, e mesmo assim o consumidor continua procurando o modelo”.

 

A linha Fox 2019, lançada no fim de junho, é composta pelas versões Connect, com opção de transmissão manual e automatizada, e Xtreme, somente manual. Movidas pelo motor 1,6 litro de 101 cv, têm preços de R$ 49 mil 990 a R$ 54 mil 490.

 

De janeiro a agosto foram vendidas 25,7 mil unidades do hatch. Embora represente recuo de 13,7% com relação ao mesmo período do ano passado, trata-se de um volume considerável – superior, inclusive, às vendas totais de algumas marcas tradicionais do mercado brasileiro.

 

Lançado em 2003 o Fox teve apenas uma geração, que passou por diversos facelifts, o último em 2014. Com a entrada do T-Cross – SUV compacto que a Volkswagen colocará no mercado a partir do segundo trimestre do ano que vem – nas linhas de São José dos Pinhais esperava-se que a produção do modelo fosse descontinuada, o que Di Si não confirmou e nem negou.

 

Se depender da vontade do consumidor a expectativa é de vida longa ao Fox no mercado brasileiro.

 

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Sistemistas acompanham mudanças em caminhões

Hannover – Afirmar que esta versão 2018 da IAA, Salão Internacional do Transporte, em Hannover, Alemanha, é o evento do rompimento quase que total com o passado não é nenhum exagero. Pelo que as fabricantes de veículos comerciais estão apresentando a partir do ano que vem os veículos de transporte nunca mais serão os mesmos — tanto em dirigibilidade quanto na matriz energética. Em resumo, o futuro neste segmento está chegando muito mais rápido do que se esperava. Em breve será normal vermos ônibus trafegando movidos a eletricidade ou caminhões com direção autônoma de nível 2 ou 3, por exemplo.

 

E é óbvio que as grandes empresas produtoras de autopeças e componentes integrados, as sistemistas — que são as desenvolvedores destes novos equipamentos — tiveram presença marcante na IAA, ao lado das montadoras que já estão apresentando estes produtos ao grande público. Atentas ao fato de que, em futuro breve, não serão mais simples fabricantes de autopeças ou sistemas, estas empresas estão dedicando grande parte de seu esforço de desenvolvimento para oferecer soluções de tecnologia avançada.

 

Exatamente neste sentido a ZF, por exemplo, que é uma das mais tradicionais sistemistas alemãs e que está presente no Brasil já há 60 anos, apresentou aqui soluções que podem ajudar a tornar os caminhões mais seguros no trafego urbano. Este sistema ZF monitora a lateral completa do veículo e alerta o motorista de forma imediata sobre possíveis riscos, trabalhando com os desafiadores pontos cegos apresentados pelas configurações atuais dos espelhos. Esta tecnologia pode também acionar de maneira efetiva o sistema de direção do veículo e, se necessário, reduzir sua velocidade e até realizar frenagem de emergência.

 

A ZF apresentou também soluções de motores elétricos e de direção autônoma, chegando a realizar demonstrações práticas de como seus sistemas poderão atuar no futuro, principalmente no que se refere a ajudar no transporte dentro de uma grande cidade.

 

A Bosch centrou sua apresentação na eletromobilidade para semirreboques, com um sistema que integra máquina elétrica aos eixos do equipamento e que gera energia suficiente durante a frenagem para alimentá-lo nas suas necessidades de energia. No caso de um reboque refrigerado, a economia em combustível pode chegar a 9 mil litros de diesel por ano com a utilização do sistema.

 

A Eaton, que se apresentou na IAA como empresa líder em gerenciamento de energia, mostrou uma série de soluções de ponta da sua recém-formada unidade de negócios eMobility — formada por meio da joint venture constituída com a Cummins e que foi batizada de Eaton Cummins Automated Transmission Technologies –, com destaque para os novos sistemas de turbocompressores e uma nova transmissão automatizada desenvolvida especialmente para ser utilizada em veículos elétricos.

 

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Novas linhas da GM Joinville já estão em testes

Joinville, SC – A General Motors começou os testes de algumas das seis novas linhas de produção de motores da fábrica de Joinville, SC, e de outras máquinas que já foram instaladas no novo prédio de 46,8 mil m². Luiz Duccini, gerente geral da unidade, disse que depois dos testes as máquinas estarão liberadas para operar e aguardarão o fim do processo de expansão para começar os trabalhos.

 

A expansão da fábrica de motores foi anunciada em fevereiro, com aporte de R$ 1,9 bilhão, e começará a operar até a metade de 2020. Com o investimento a capacidade chegará a 460 mil motores/ano, quase quatro vezes mais do que a inicial, de 120 mil. Segundo Duccini a capacidade já aumentou para 170 mil por ano graças a melhorias nos processos produtivos.

 

A instalação de todo o maquinário ainda não terminou mas, quando encerrada, a nova área de produção contará com duas linhas de usinagem de blocos, duas de cabeçotes, uma de sub-montagem de cabeçotes e uma de montagem de motores. A expectativa da empresa é gerar quatrocentos empregos diretos quando as operações começarem.

 

A fábrica de Joinville é considerada uma das mais sustentáveis do mundo da companhia. No novo prédio o consumo de água, luz e papel será ainda menor, gerando economia de R$ 324 mil por ano. Apenas a água que os funcionários tomam não é de reuso, a iluminação utiliza luz solar para consumir menos energia e até os copos plásticos foram abandonados — cada funcionário tem a sua própria caneca para consumir água e café.

 

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GM entrega Prêmio de Sustentabilidade 2018

Joinville, SC – A GM realizou na sexta-feira, 21, a quinta edição do seu Prêmio de Sustentabilidade, versão 2018, entregue para concessionários, fornecedores e empregados, na fábrica de Joinville, SC. A premiação caracteriza as melhores práticas sustentáveis, que contribuem para realizar a visão de futuro da companhia — zero acidente, zero emissões e zero congestionamento –, trazendo desenvolvimento econômico e preservando recursos ambientais

 

Duas concessionárias foram premiadas, uma do Brasil e outra da Argentina. A Bavep, de Barretos, SP, recebeu o prêmio pela construção de uma micro usina geradora de energia elétrica por meio de placas fotovoltaicas, que gera 51Mwh, equivalente a 47 mil banhos de quinze minutos em chuveiro elétrico. A Rudas, da Argentina, por um projeto dedicado à preservação do meio ambiente, que inclui separação de resíduos para reciclagem e captação da água da chuva para lavagem de carros e manutenção da revenda.

 

Os funcionários reconhecidos foram Rogério Armando Alves, do Brasil e Lucia Martin, da Argentina: o primeiro por lavar seus carros em casa com produtos que dispensam água, reduzindo de aproximadamente 700 litros para 1,5 litro o gasto com a lavagem a seco. A argentina por ter criado sistema de compartilhamento de caronas para funcionários que reduz o número de carros que vão para o local de trabalho diariamente, contribuindo com o meio ambiente e o trânsito.

 

Na categoria fornecedor a empresa premiada foi a Joyson Safety Systems, que engajou seus colaboradores a cumprir uma série de desafios ao longo de uma semana, com foco nos pilares social e ambiental, beneficiando dezenas de pessoas por meio de doações para instituições de caridade.

 

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Dura missão: a da nova geração do VW Jetta.

São Paulo – Competir no segmento de sedãs médios do mercado brasileiro não é, nem de longe, tarefa fácil. Para começar os consumidores estão migrando para outros modelos, especialmente os SUVs: números da Fenabrave mostram que, de janeiro a agosto, as vendas de sedãs médios recuaram 6,5% na comparação com os primeiro oito meses de 2017, em um mercado total que expandiu 14% no mesmo período. Do volume vendido, 94,3 mil unidades até agosto, 40% fica com o líder absoluto, o Toyota Corolla.

 

Outros vinte modelos dividem o resto do bolo – dentre eles o Volkswagen Jetta, cuja nova geração foi apresentada na noite de quinta-feira, 20, em São Paulo.

 

Montada sobre a plataforma modular MQB a sétima geração do modelo ganhou 36 mm sobre a sua antecessora, recebeu alterações estéticas externas – como a nova grade, maior, que remete ao design de um modelo premium – e internas e vem equipada com generoso pacote de conectividade e itens de segurança.

 

São apenas duas versões, seguindo, assim, a estratégia da Volkswagen de simplificar seus catálogos: Comfortline 250 TSI, por R$ 109 mil 990, e R-Line 250 TSI, R$ 119 mil 990. Único opcional é o teto solar, que acrescenta R$ 4 mil 990 ao preço de cada versão, ambas equipadas com motor 1,4 litro TSI e transmissão automática de seis marchas.

 

A expectativa do presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, é a de que a nova geração turbine as vendas do Jetta, que, até agosto, representaram pouco mais de 2,8 mil unidades, apenas o sexto sedã médio mais vendido no mercado: “Podemos vender de 15 mil a 20 mil unidades em um ano. Mais do que isso é um modelo que agrega ao nosso portfólio de sedãs, que agora está completo, com o Voyage, o Virtus, o novo Jetta e o Passat”.

 

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Continental fornecerá rastreadores para Caminhos da Escola

São Paulo – A Continental fornecerá 5 mil dispositivos de gerenciamento de frota para os ônibus do projeto Caminhos da Escola. Com o equipamento os veículos serão rastreados e, a partir daí, será realizada análise de dados sobre trajeto e desgaste de componentes, por exemplo. Os tacógrafos modelo BVDR serão entregues até 2019.

 

A tecnologia também permite traçar o perfil do condutor a partir do seu estilo de condução: informações como tempo de parada, freadas bruscas e aceleradas constantes fazem com que o frotista possua amplo conhecimento sobre o desempenho de direção dos seus funcionários.