Prêmio AutoData 2018 inicia processo de votação

São Paulo – Está no ar o hotsite da décima-nona edição do Prêmio AutoData, o mais tradicional reconhecimento do setor automotivo do Brasil do ponto de vista da economia e dos negócios. Em outras palavras: você, leitor de AutoData e da Agência AutoData de Notícias, já pode votar nos Melhores do Setor Automotivo 2018.

 

Para votar basta acessar o hotsite no endereço www.autodata.com.br/premio-autodata-19-edicao, ou clicar no ícone colocado no canto superior direito da home do site www.autodata.com.br. É preciso fazer um cadastro fornecendo nome, cargo, empresa, CPF e e-mail, o que possibilitará futuros acessos.

 

Após o cadastro o eleitor pode acessar a votação do prêmio com o seu CPF. Ali, na tela de votação, estão listados os cases finalistas das dezoito categorias. Leia com atenção as razões das empresas, produtos e executivos terem sido escolhidos pelos jornalistas de AutoData nesta edição do prêmio. E escolha três dentre os quatro concorrentes. Somente assim o sistema permitirá que você possa seguir para a próxima categoria.

 

Atenção: os votos só serão computados após o preenchimento de TODAS AS CATEGORIAS. Caso contrário serão anulados.

 

A votação online está aberta a todos os leitores. Os participantes do Congresso AutoData Perspectivas de 2019, que será realizado em 15 e 16 de outubro, no Hotel Transamérica, em São Paulo, terão outra oportunidade para votar.

 

Acesse o site e dê o seu voto!

Família VW Delivery começa a ser vendida no Paraguai

São Paulo – A nova família de caminhões Volkswagen Delivery começou a ser vendida no Paraguai pela Diesa, representante das marcas VW Caminhões e Ônibus e MAN. Os modelos 6.160, 9.170 e 11.180 foram os primeiros oferecidos ao mercado local.

 

A linha Constellation também ganhou novidades, com o lançamento dos 13.180, 15.180, 17.250, 24.250, 31.320 e 19.320 naquele mercado

Faurecia colhe os frutos do Inovar Auto

São Paulo – O Inovar Auto, regime que norteou as regras da indústria automotiva brasileira até o fim do ano passado, alavancou as vendas da Faurecia Clean Mobility. Especializada em produzir sistemas de exaustão para veículos leves e comerciais, a divisão viu sua participação de mercado saltar de 38% em 2012 para cerca de 50% agora – e, no ano que vem, a expectativa é alcançar mais da metade das vendas OEM.

 

Segundo Abdo Kassisse, diretor geral da área, a disponibilidade de tecnologia que a Faurecia oferece para aprimorar a eficiência energética e a necessidade em ampliar o conteúdo local nos veículos criada pelo Inovar Auto ajudaram a turbinar os negócios. Foi a corrida por nacionalização de peças e componentes que fez com que a empresa conquistasse contratos com Jaguar Land Rover e Volvo, na área de caminhões.

 

Dos dez modelos mais vendidos no mercado brasileiro a Faurecia fornece escapamentos para oito. A empresa tem contratos com quase todas as montadoras instaladas aqui e em alguns casos, como PSA Peugeot Citroën e Toyota, 100% dos veículos são equipados com seus sistemas de exaustão.

 

“Nós crescemos 24% em volume, muito acima do mercado. No ano que vem, para o qual o Sindipeças projeta expansão de 5%, acreditamos que cresceremos em 12% nossas vendas”.

 

Na semana passada a fábrica de Limeira, a principal da Faurecia Clean Mobility no País, contratou quarenta pessoas, somando 650 trabalhadores. Mantém, ainda, produção em Camaçari, BA, Gravataí, RS, Porto Real, RJ, Sorocaba, SP e na Argentina, com duas fábricas.

 

Mesmo sem conhecer todos os pormenores do Rota 2030, por ainda depender da publicação do decreto que especificará todas as regras, a expectativa de Kassisse é a de que mais uma vez a Faurecia saia ganhando: “Se é necessário melhorar a eficiência nós temos soluções. Agregaremos mais itens aos sistemas e teremos produtos de maior valor. E ainda há a questão da P&D, que pode beneficiar também as autopeças”.

 

Olho no futuro – Antes conhecida como Exhaust Systems a divisão foi renomeada como Clean Mobility para se adequar à nova realidade da indústria automotiva global. Os veículos híbridos, elétricos e autônomos também são foco de seu desenvolvimento.

 

Algumas tecnologias, como a recuperação de energia por meio de gases de escapamento, tanques para modelos híbridos e pack de baterias para veículos elétricos estão disponíveis fora do País – e, se for preciso, podem ser facilmente trazidas para cá, garantiu Kassisse, “no primeiro momento por meio de importação, pois a nacionalização implica escala”.

 

Foto: Divulgação.

NGK recebe placas do Prêmio AutoData

São Paulo – O diretor de OEM e Exportação da NGK, Célio Takata, recebeu as placas referentes às suas indicações ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. É finalista da categoria Fornecedor de Peças, Partes e Componentes pelo investimento de R$ 210 milhões para ampliar sua capacidade produtiva e também concorre na categoria Qualidade e Parceria.

 

Foto: AutoData.

Fiat retoma exportação do Uno para Argentina

São Paulo – A Fiat voltou a exportar o Uno para a Argentina em versão única Way, o que não acontecia desde julho de 2016, quando a empresa encerrou as vendas do modelo naquele mercado. O presidente da FCA para América Latina, Antonio Filosa, explicou que o retorno das vendas atendeu a uma demanda dos concessionários locais: “Por causa do novo motor Firefly, mais moderno e econômico, o Uno voltou a ser um modelo interessante para o mercado argentino e os revendedores pediram o seu retorno”.

 

O Uno Way é produzido em Betim, MG, assim como o motor Firefly 1.3 com duas válvulas por cilindro e cabeçote de alumínio, que dispõe de 99 cv e 10,4 kgfm de torque. O câmbio desta versão é manual de cinco marchas.

 

Nos itens de série a principal novidade é o controle de estabilidade, ESP: é a primeira vez que o Uno será vendido com esse item de segurança na Argentina. O modelo também tem controle de tração, airbag frontal duplo, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão de pneus, ar-condicionado, direção elétrica e sistema start-stop.

 

Firefly no Brasil – No Brasil o motor Firefly também foi bem aceito pelo mercado quando lançado no Uno, em 2016 — agora equipa o Argo e o Cronos, duas grandes apostas da companhia no mercado brasileiro. Nas versões 1.3 o motor foi recalibrado e entrega até 109 cv com etanol, enquanto o 1.0 gera até 77 cv — e também é usado em algumas versões do Fiat Mobi.

 

Fotos: Divulgação.

Produção de motos é a maior desde 2015

São Paulo – As fabricantes de motocicletas do Polo Industrial de Manaus produziram 105 mil 336 unidades em agosto, o maior volume registrado desde outubro de 2015, segundo informou a Abraciclo, associação que representa o setor. O resultado do mês superou em 31,4% o de agosto do ano passado e em  9,4% o de julho.

 

No acumulado do ano a produção soma 696,3 mil unidades, crescimento de 21% sobre as 575,4 mil fabricadas de janeiro a agosto do ano passado.

 

Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o desempenho positivo do sistema de consórcio e a maior oferta de crédito colaboraram com o crescimento:

 

“Com o início da disputa  eleitoral a tendência é a de que agora ficará um pouco mais difícil saber como a política interferirá na economia. Todavia, pelo movimento em curso no mercado, está cada vez mais claro que o setor chegará aos crescimentos de produção e vendas anteriormente projetados”.

 

Em recente revisão de resultados a Abraciclo fez crescer de 935 mil para 980 mil sua estimativa de produção para o ano, o que representa crescimento de 11% sobre o ano passado. Para o mercado doméstico a expectativa é de evolução de 7,5%, com 915 mil motocicletas comercializadas.

 

Os licenciamentos em agosto alcançaram 88,9 mil unidades, alta de 16,5% sobre igual mês de 2017 e de 16,6% na comparação com julho. No acumulado do ano a alta chega a 8,4%, somando 621,9 mil unidades.

 

Outro fator positivo foi a exportação, que cresceu 4,1% na comparação anual e 44,1% na mensal, somando 7,5 mil unidades em agosto. Segundo a Abraciclo houve maior diversificação dos mercados de destino no mês – a Argentina, que em julho recebeu 75% dos embarques, em agosto ficou com metade do volume exportado pela indústria brasileira.

 

De janeiro a agosto as exportações somam 53,8 mil unidades, alta de 12% sobre os oito primeiro meses de 2017.

 

Foto: Divulgação.

Jeep conquista prêmio do Instituto MESC

São Paulo – A FCA anunciou na terça-feira, 11, que a Jeep conquistou o prêmio Melhores Empresas em Satisfação do Cliente 2018, na categoria Montadoras de Veículos. A premiação foi concedida pelo Instituto MESC, especializado em pesquisas de mercado, treinamento e certificações relativas ao atendimento e satisfação de clientes, que promoveu a solenidade na segunda-feira, 10, em São Paulo.

 

Cristiane Paixão, diretora-adjunta de customer care da FCA para a América Latina, disse que o prêmio “é uma vitória de todos os colaboradores da companhia”. A pesquisa ouviu empresas de diferentes segmentos do mercado e 8 mil 115 clientes em todo o País para escolher os vencedores.

Grupo Traton quer ter o tamanho do mundo

São Paulo – O Grupo Traton, a nova empresa de veículos pesados da Volkswagen criada em julho, foi a alternativa encontrada para tornar viáveis investimentos futuros nas controladas MAN, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Scania em mercados considerados chave, como a América do Sul. As companhias, que agora são tratadas internamente como marcas especialistas em determinados veículos e componentes, passam a ter mais musculatura para iniciar processo de expansão global e melhor poder de negociação com fornecedores, passo importante, no âmbito regional, para sustentar a retomada no mercado de caminhões.

 

Esta é a visão do grupo acerca do negócio caminhão trazida por Roberto Cortes, presidente global da VWCO, de dentro do conselho de administração da Traton, do qual passou a fazer parte junto com os CEOs das demais empresas que formam o grupo. A formação de subsidiárias também integra a RIO, empresa de logística que será apresentada na feira IAA, o Salão de Hannover, de veículos comerciais, em setembro.

 

Cortes contou que o planejamento estratégico das empresas, que já atuavam sob o guarda-chuva do Grupo Volkswagen, só daria certo se houvesse, de fato, união das forças, algo almejado e não executado dentro da companhia antes da criação da Traton: “Sinergia é o nome do jogo e tamanho é documento neste mundo. Quanto mais volume tivermos, mais se tem economia de escala e mais rápido se paga um investimento. Essa é grande vantagem de estar em um grupo deste tamanho”.

 

Na prática, disse Cortes, isto significa que a gestão do grupo aproveitará o que considera melhor em cada marca. Tanto que, internamente, a Suécia, casa da Scania, representaria o centro de desenvolvimento tecnológico do grupo, ao passo que a Alemanha seria o centro de manufatura por concentrar as principais fábricas VW: “A cabine, que cada um cuide da sua. No powertrain, que pesa 60% no caminhão, haverá integração como já havia em alguns casos envolvendo veículos VW e MAN, por exemplo”.

 

O modelo é parecido, embora em cirscunstâncias distintas, ao adotado pela Autolatina, nos anos 1980, quando Ford e Volkswagen uniram suas operações na região e passaram a produzir veículos construídos sobre plataformas comuns. Roberto Cortes era funcionário da Ford quando houve a integração. No momento em que cada empresa foi para seu lado, já nos anos 1990, Cortes aceitou o convite feito pela Volkswagen, onde viria a ser, segundo suas palavras, o “cara do financeiro”.

 

O gigante criado pela VW desta vez, no entanto, caminhará com as próprias pernas a partir da abertura do seu capital na Alemanha e, segundo o chefão maior, Andreas Renschler, não serão vistos pelas estradas caminhões Traton. O que, sim, será visto, é um gigante com forte participação na América do Sul e na Europa. No Brasil, somadas as fatias que VWCO, MAN e Scania detêm, o Grupo Traton controla 40% do mercado de caminhões. Na Europa, pontuou Cortes, a fatia é de 30%: “O desempenho das marcas, o volume de veículos produzidos e vendidos, possibilitam acordos comerciais melhores que asseguram o futuro”.

 

São trinta e uma fábricas em dezessete países, com uma força de trabalho de 81 mil funcionários. O tamanho – e presença global – pode ser ainda maior se forem consideradas as participações que a Traton possuiu em outras fabricantes de caminhões: são 16% de fatia da Navistar, nos Estados Unidos, e 25% da Sinotruck, na China.

 

“São parceiros estratégicos que nos dão visão de expansão global. Estamos expandindo a presença global com bases muito solidas na América Latina e na Europa”.

 

Foto: Divulgação.

NSK fornece rolamentos para Toyota Yaris

São Paulo – A NSK do Brasil foi escolhida para fornecer rolamentos de roda do Toyota Yaris. Para atender à demanda, investiu em nova máquina produzida pela matriz japonesa e aumentou um turno à sua produção, que gerou novos empregos. Além da nova máquina a companhia teve que fazer algumas mudanças na linha de manufatura.

 

De acordo com Ricardo Hashimoto, seu diretor de engenharia no Brasil, a parceria com a Toyota sempre foi muito forte e esse histórico foi decisivo na hora de a montadora escolher quem seria o fornecedor OEM do rolamento de roda.

Here cria nova área com olho na Indústria 4.0

São Paulo – Com a criação da divisão Industrial Solutions, a Here Technologies mira outros segmentos da indústria global e pretende mais do que dobrar seu faturamento nos próximos cinco anos. Segundo Jean Silva, gerente de vendas Latam, a intenção é atender além do setor automotivo:

 

“Não podemos ignorar as novas tendências de outros mercados. Essa nova área será a grande responsável por puxar o crescimento da companhia nos próximos anos”.

 

A nova área foi criada há dois anos para desenvolver tecnologias para indústria 4.0, IoT [Internet das Coisas] e digitalização de unidades fabris para serem usadas por outras empresas no processo de modernização e automação de suas operações: “Buscamos criar soluções para tudo que pode mudar atualmente e se tornar autônomo na produção industrial global, e queremos oferecer esse conhecimento para outros setores, além do automotivo”.

 

Para a Here todas as mudanças industriais do futuro giram em torno de um mesmo denominador: a localização. Segundo Silva, tudo precisa estar geograficamente localizado — até uma máquina estática precisa mandar sinais de que está operando corretamente.

 

Como a empresa é especialista nessa área, optou por apostar no desenvolvimento desse tipo de tecnologia: “Esse será o futuro das fábricas — e já está acontecendo. Por isso criamos essa nova divisão, para entender melhor as mudanças desse mercado e como todas essas tecnologias se conectam”.

 

O conhecimento gerado pela Industrial Solutions é armazenado em um sistema chamado plataforma de localização aberta, onde tudo fica armazenado e pode ser acessado de qualquer lugar do mundo. Com isso a tecnologia desenvolvida para um mercado específico pode ser empregada em outras fábricas de companhias que estão em países distantes, mas têm interesse no processo.

 

Para se aproximar mais das necessidades de cada mercado a Here regionalizou sua nova área, com objetivo de que os desenvolvimentos sejam mais específicos. A empresa tem profissionais que trabalham voltados para diversas regiões, mas os principais centros de desenvolvimento estão na Europa e nos Estados Unidos.

 

De acordo com Silva, no Brasil a empresa tem parceiros que trabalham em soluções para atender ao mercado local e que também são armazenadas na plataforma de localização aberta:

 

“Nem todas as indústrias têm os mesmos problemas ou as mesmas necessidades. Entendemos que é necessário oferecer todo o conhecimento desenvolvido localmente para outros mercados, pois uma solução criada para a indústria brasileira pode ser usada por uma fábrica no Japão”.

 

Fotos: Divulgação.