Crédito para veículos cresce 26% até julho

São Paulo – Os recursos liberados por instituições financeiras para a aquisição de veículos cresceram 26,4% de janeiro a julho, segundo dados divulgados pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras, na terça-feira, 11. O total, somados CDC e leasing, chegou a R$ 68,4 bilhões. O saldo da carteira de financiamento soma R$ 184,2 bilhões, um avanço de 13,7% nos últimos doze meses. O CDC, principal modalidade, representa R$ 180,8 bilhões da carteira.

 

De janeiro a julho os recursos liberados por meio de CDC alcançaram R$ 67,4 bilhões, avanço de 27%. Em julho foram liberados R$ 10 bilhões, 11,9% de crescimento sobre igual mês do ano passado.

 

O resultado reflete fatores como a retomada de confiança do consumidor e a ligeira melhora no índice de desemprego, de acordo com o presidente da Anef, Luiz Montenegro. A projeção da entidade para o ano é de alta de 11,4% no saldo de financiamentos e de 15,1% mais recursos liberados do que no ano passado.

 

Foto: Marcos Santos /USP Imagens

Mercado mexicano mantém queda

São Paulo – As vendas de veículos no mercado mexicano voltaram a cair em agosto, quando foram comercializadas 118,7 mil unidades, volume 5,3% inferior ao de mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Amia, associação que representa as empresas fabricantes de veículos no México. 

 

No acumulado do ano o saldo está 7,8% negativo, com 913,7 mil veículos comercializados. De janeiro a agosto de 2017 foram vendidas no mercado local 76,7 mil unidades a mais do que nos primeiro oito meses deste ano.

 

O ritmo das fábricas anda de lado. Em agosto saíram das linhas de montagem 369,5 mil veículos, 0,4% a mais do que em igual mês de 2017. De janeiro a agosto foram produzidas 2,6 milhões de unidades, em linha com o volume do mesmo período do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

GM fecha um turno de produção na Argentina

São Paulo – A General Motors fechou um dos seus dois turnos de produção na fábrica de Santa Fé, na Argentina, onde são produzidas as versões hatch e sedã do Chevrolet Cruze. De acordo com o site local Autoblog, a queda do mercado argentino, que consome 20% do volume da unidade, e a redução das exportações do Brasil, responsável pelos outros 80%, foram os motivos que fizeram a companhia tomar essa decisão.

 

Todo o acordo foi costurado com o sindicato que representa os trabalhadores da unidade e não houve demissões — os funcionários se revezarão em escalas diferentes.

 

O fechamento do turno faz parte de extensa modificação que a empresa fará no seu cronograma de produção na Argentina. A fábrica ficará parada de 17 setembro a 16 de outubro e as linhas também devem deixar de operar de 10 de dezembro a 2 de janeiro.

 

Renault – Na fábrica de Santa Isabel, que a Aliança Renault Nissan Mitsubishi mantém em Córdoba, será interrompida a produção do Fluence, sedã que a Renault chegou a vender no mercado brasileiro. A informação foi divulgada pelo jornal Ámbito Financero. O modelo deixará as linhas daqui a dois meses.

 

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Ford começa a mostrar seu primeiro SUV elétrico

São Paulo – A Ford distribuiu à imprensa na terça-feira, 11, o primeiro teaser do seu primeiro SUV elétrico, que terá visual inspirado no esportivo Mustang e autonomia de aproximadamente 480 quilômetros por carga. O veículo faz parte de lista de dezesseis novos modelos elétricos que serão lançados até 2020, como parte de investimento de US$ 11 bilhões que pretende aumentar o portfólio da companhia para quarenta veículos híbridos e elétricos.

 

O nome do novo SUV ainda não foi definido. Ele está sendo desenvolvido pela Ford Team Edison, divisão criada este ano para cuidar exclusivamente do desenvolvimento de novos veículos elétricos. Darren Palmer é o seu diretor global e disse que o mercado de carros elétricos “está crescendo de forma exponencial e que cada região apresenta desafios únicos à sua expansão”.

 

Fotos: Divulgação.

VWCO recebe placas do Prêmio AutoData

São Paulo – As cinco placas referentes às indicações da Volkswagen Caminhões e Ônibus ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo, foram entregues ao seu presidente, Roberto Cortes – um dos finalistas da categoria Personalidade do Ano. A companhia ainda concorre nas categorias Montadora de Veículos Comerciais, por completar seu portfólio nacional com o lançamento da nova linha de caminhões leves Delivery, Desenvolvimento Tecnológico, pelo desenvolvimento nacional dessa família de caminhões, Veículo Caminhão, com o Delivery, e Veículo Ônibus, com o chassi Volksbus 17.230 ODS.

 

Foto: AutoData

AutoData Weekly Edition traz o balanço da Anfavea

São Paulo – A AutoData Weekly Edition traz, em inglês, a cobertura sobre o balanço da Anfavea com os resultados de produção, vendas, exportações e os segmentos de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. A busca por fornecedores instalados no Brasil da Caoa Chery e o investimento da fabricante de pneus Dunlop em sua fábrica em Fazenda Rio Grande, PR, são outros destaques da edição que pode ser acessada gratuitamente clicando aqui.

Sistemistas atentas à eletrônica de híbridos e elétricos

São Paulo – A indústria, hoje, se vê diante de um desafio quando o assunto são veículos híbridos e elétricos, cujo desenvolvimento será fomentado no País pelo Rota 2030. Há um longo caminho, que passa por fornecedores, regulamentação e abastecimento, para que se tornem realidade.

 

Antes disso, no entanto, é preciso vencer a barreira da segurança e da qualidade envolvendo componentes eletrônicos veiculares. O assunto foi discutido durante o 6º Fórum do IQA, o Instituto de Qualidade Automotiva, na segunda-feira, 10.

 

Representantes de montadoras de veículos e sistemistas concordaram que é preciso criar um ambiente de P&D no mercado brasileiro para que o veículo do futuro produzido aqui tenha mais qualidade do ponto de vista técnico e, assim, esteja apto a entrar em mercados mais avançados.

 

De acordo com Bruno Neri, gerente de qualidade da Bosch, indicador de que ainda é preciso melhorar no campo da eletrônica são recentes campanhas de recall: “Se há problemas atualmente com os componentes eletrônicos que atuam em poucos sistemas, como vemos nos últimos recalls, imaginem quando vier a demanda pelo carro elétrico ou híbrido, que possuirá mais eletrônica em sua composição. Temos de treinar profissionais, criar cultura do P&D para que sejam desenvolvidas boas ideias aqui no Brasil”.

 

O executivo utilizou dados do Procon de 2017 para mostrar que componentes eletrônicos foram a terceira causa mais recorrentes nas campanhas de recall feitas no período.

 

Pedro Insua, gerente de qualidade da Schaeffler, seguiu a mesma linha de raciocínio: “O Rota 2030 precisa inserir a indústria nacional no contexto da modernidade. Precisamos ser os melhores no desenvolvimento de componentes eletrônicos da mesma forma que somos hoje líderes em manufatura”.

 

Richard Schwarzwald, diretor de qualidade da FCA, lembrou que, com a incorporação de comandos eletrônicos desempenhando funções nos veículos, e com elementos que os conectam às redes, será preciso discutir segurança da informação antes de que equipes de engenharia se concentrem em projetos de veículos de motorização híbrida ou elétrica:

 

“O Rota 2030 ajudará neste sentido, mas é preciso começar o quanto antes a pensar em quão preparados estamos para elevar o nível de digitalização nos veículos. Isso leva tempo e investimento, e não há dúvidas de que estamos no caminho certo”.

 

Foto: Divulgação.

Com produção unificada Truckvan quer crescer 60%

São Paulo – A decisão de concentrar a produção das três fábricas da Truckvan apenas na unidade de Bonsucesso, bairro de Guarulhos, SP, foi acertada, segundo avaliou seu presidente Alcides Braga. Os objetivos de elevar produtividade e rentabilidade funcionaram até agosto:

 

“A estrutura atual é muito superior à antiga. No acumulado até agosto crescemos 60% na comparação com o mesmo período do ano passado”.

 

Para o resto do ano a ideia de Braga é manter o crescimento conquistado até agora, que será sustentado pelos negócios que a companhia já tem em carteira e por novos contratos que serão fechados nos próximos meses.

 

Quem tem puxado o crescimento da Truckvan é o segmento dos pesados, que está em alta e demandando cada vez mais implementos. A linha leve ainda não mostrou uma forte recuperação, o que deve acontecer só no ano que vem, com a retomada da confiança dos micro e médio empreendedores, maior geração de empregos e liberação de crédito, de acordo com Braga:

 

“Além disso o setor está mostrando algumas novas oportunidades que pretendemos aproveitar, como carretas blindadas para cargas de alto valor e unidades móveis”.

 

Com a unificação das fábricas a companhia precisou otimizar o número de funcionários em algumas áreas. Mesmo depois de equilibrar o número de colaboradores na nova unidade, a empresa já fez cerca de trinta contratações para atuarem nas linhas de produção e suportar a demanda crescente do mercado: “Com essas contratações acredito que temos o quadro necessário para atender ao mercado. Como no ano que vem pensamos até em abrir um novo turno de produção, possivelmente contrataremos mais”.

 

A expectativa de um novo turno e de novas contratações é baseada nas projeções que a Truckvan tem para o mercado no ano que vem: deverá crescer em torno de 20%, abandonando de vez os últimos anos de crise: “Em 2019 teremos um novo governo que trará mais oxigênio para o País e para a economia, com a possibilidade de alcançarmos o segundo ano de PIB positivo, o que ajudará a movimentar a indústria nacional”.

 

Para os próximos anos Braga disse que o mercado pode ter de 120 mil a 130 mil unidades vendidas por ano, de maneira sustentável, “sem acontecer o que já vimos nos últimos anos, que é um crescimento irreal gerado por incentivos governamentais. Acredito que a partir do ano que vem teremos quatro ou cinco anos de crescimento racional e sustentável”.

 

Durante esse período de crescimento a Truckvan também quer aumentar suas exportações participando de rodadas de negócios promovidas pela Apex-Brasil e negociações próprias com diversas empresas do Mercosul, explorando mercados como Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai.

 

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Funcionários da GM de São José dos Campos aprovam PLR

São Paulo – Os metalúrgicos da fábrica da General Motors de São José dos Campos, SP, aprovaram o valor da PLR, participação nos lucros e resultados, para este ano. Cada funcionário receberá R$ 14 mil 757 e 28 centavos caso as metas sejam atingidas, de acordo as informações divulgadas pelo sindicato na segunda-feira, 10.

 

A primeira parcela já foi paga em junho, no valor de R$ 9,4 mil e o restante será pago em janeiro do ano que vem, o que representará a injeção de aproximadamente R$ 21,4 milhões na economia da região. O cálculo da PLR foi feito com base na projeção de produzir 55 mil carros ali em 2018.

Vendas de implementos crescem 53% no ano

São Paulo – As vendas de implementos rodoviários chegaram a 55 mil 804 unidades até agosto, alta de 52,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 36 mil 494, de acordo com os dados divulgados pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, na segunda-feira, 10.

 

Mesmo com crescimento acima de 50% no ano seu presidente, Norberto Fabris, disse que o volume ainda está muito distante daquele que o setor registrava há dez anos: “Em 2008, no mesmo período, entregamos 88 mil 301 implementos e, por causa da crise dos últimos anos, levaremos muito tempo para nos recuperarmos”.

 

Por segmento as vendas somaram 27 mil 671 reboques e semirreboques e 28 mil 133 carrocerias sobre chassis.

 

Foto: Divulgação.