VWCO e M-B disputam liderança em caminhões

São Paulo – Um licenciamento pode fazer a diferença no fim do ano, quando saberemos quem vendeu mais caminhões em 2018. Até agosto Volkswagen Caminhões e Ônibus e Mercedes-Benz mantêm disputa forte, com menos de cem unidades de diferença da líder para a vice-líder.

 

Em agosto a M-B teve melhor desempenho e reduziu a vantagem da líder, VWCO, e foram vendidos 2 mil 26 Mercedes e 1 mil 839 Volkswagen no mês.

 

No acumulado do ano, porém, VWCO tem 12 mil 474 licenciamentos, ante 12 mil 395 da M-B.

 

A Volvo completa o ranking do setor, com 6 mil 542 licenciamentos de janeiro a agosto – quase o dobro do volume comercializado no mesmo período de 2017.

 

Veja o ranking de janeiro a agosto.

 

1º VWCO – 12 mil 474 unidades
2º Mercedes-Benz – 12 mil 395 unidades
3º Volvo – 6 mil 542 unidades
4º Ford – 5 mil 670 unidades
5º Scania – 5 mil 393 unidades
6º Iveco – 1 mil 743 unidades
7º DAF – 1 mil 382 unidades

 

Foto: Divulgação.

Honda Fit ganha mais equipamentos na linha 2019

São Paulo – A Honda apresentou a linha 2019 do Fit com mais equipamentos e opção de cor vermelho Vênus metálica como novidade para os consumidores. Externamente a principal mudança é adoção de luzes de condução diurna em todas as versões.

 

A versão LX ganhou novo rádio com visor de LCD de cinco polegadas que incorpora câmera de ré, a versão EX tem nova central multimídia com capacidade para espelhar smartphones, e a versão EXL traz lanternas em LED, assim como os faróis.

 

Veja o preço de cada versão do Fit 2019:

 

DX – MT: R$ 60,5 mil

Personal – CVT: R$ 68,7 mil

LX – CVT: R$ 72,8 mil

EX – CVT: R$ 78,3 mil

EXL – CVT: R$ 83,3 mil

Renault encosta na Hyundai e acirra a briga

São Paulo – Pouco mais de 1,7 mil unidades separam a quinta colocada do ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves, a Hyundai, da Renault, sexta colocada. Em agosto, isoladamente, a Renault fechou na quinta posição, quase empatada com a Ford, quarta do ranking, e reduziu a diferença.

 

Porcentualmente a Renault tem, em 2018, o melhor ano de participação de mercado da sua história. Seus 8,5% de market share representam marco histórico, puxado pelo bom desempenho de vendas de modelos como o Kwid, sétimo mais emplacado do mercado nacional, e Sandero, décimo-segundo do ranking.

 

A Hyundai tem 8,6% de participação, mas crescimento limitado por sua fábrica de Piracicaba, que está no teto de capacidade produtiva. A briga promete ficar acirrada até o fim do ano, mas sem ameaçar a Ford, quarta do ranking com 9,4% de market share.

 

A liderança do mercado permanece com a General Motors, com 267 mil Chevrolet vendidos de janeiro a agosto, 17% do total do mercado. A Volkswagen, embora tenha sido superada pela Fiat em agosto, manteve a vice-liderança do acumulado do ano, com 14,7% de participação.

 

Veja o ranking de janeiro a agosto:

 

Marca – Volume – Participação

1º Chevrolet: 267 mil 64 unidades, 17%
2º Volkswagen: 232 mil 180 unidades, 14,7%
3º Fiat: 209 mil 28 unidades, 13,3%
4º Ford: 148 mil 243 unidades, 9,4%
5º Hyundai: 135 mil 716 unidades, 8,6%
6º Renault: 133 mil 430 unidades, 8,5%
7º Toyota: 126 mil 395 unidades, 8%
8º Honda: 86 mil 662 unidades, 5,5%
9º Jeep: 69 mil 502 unidades, 4,4%
10º Nissan: 63 mil 758 unidades, 4,1%

 

Foto: Divulgação.

Brasil e Argentina discutem flex de olho em acordo bilateral

São Paulo – A extensão da acordo comercial bilateral do Brasil com a Argentina até 2023 segue em discussão, com desfecho, positivo, cada vez mais próximo. O tema, de interesse comum, segue indefinido por questões como a agenda dos ministros e tópicos envolvendo a balança comercial. De acordo com Antonio Megale, presidente da Anfavea, na semana passada a conversa de representantes do MDIC com os do Ministério da Indústria da Argentina foi mantida por telefone.

 

As partes trouxeram, segundo Megale, os pareceres a respeito do tema central da discussão, no caso a tarifa flex de exportações, o que já havia acontecido em outros encontros. Como os ministros estiveram ausentes da conversa por causa de outros compromissos, pouco se avançou nas negociações: “Os representantes trouxeram à mesa questões sobre o flex, exigências, onde podem ceder, os pontos negociáveis. Um acordo está próximo”.

 

O presidente da Anfavea disse, na segunda-feira, 10, no 6º Fórum IQA, que outra reunião deve ser agendada ainda este mês, já contando com a participação dos ministros. Também será definido o local do encontro, se em Buenos Aires ou em Brasília, DF. O flex estipula que para cada dólar de veículo importado o Brasil pode exportar US$ 1,5. A intenção do lado argentino é manter o flex neste patamar, posição que é antagônica à pleiteada pelo Brasil, que o deseja maior.

 

Os argentinos também estariam pedindo a inclusão de outros assuntos na discussão da extensão do acordo bilateral, como a contabilização dos investimentos feitos pelas fabricantes na Argentina nos critérios de P&D do Rota 2030. Pediram também que veículos produzidos no país vizinho tenham linhas específicas no BNDES.

 

Também é esperada para setembro a aprovação da convergência regulatória envolvendo os dois países. Os assuntos contracenam com a queda nas exportações de veículos para a Argentina. Episódios ocorridos no campo da macroeconomia reduziram o consumo interno, o que refletiu nas vendas de veículos naquele país. Para tentar reverter este cenário, o governo promoveu medidas para conter a desvalorização do peso e deverá sobretaxar as exportações de veículos.

 

Foto: Luis Prado.

Vendas de caminhões iniciam segundo semestre em alta

São Paulo – As vendas de caminhões seguem em ritmo de crescimento no mercado interno e, os caminhões pesados, se mantiveram, em agosto, como principal pilar do segmento. De forma que, nos oito meses do ano, foram vendidos no País, 46 mil 72 unidades, o que representa, comparando o desempenho registrado nos oito meses do ano passado, alta de 49,5%.

 

O ano passado constitui uma base baixa de comparação, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea, na quinta-feira, 6. A diferença entre os resultados registrados em ambos períodos pode ser observada no porcentual de crescimento das principais categorias do segmento. Nos pesados, 20 mil 740 emplacamento, alta de 91,7%. Nos médios, 4 mil 409 unidades, 68% a mais.

 

Os veículos Mercedes-Benz foram os mais vendidos até agosto, com 5 mil 782 licenciamentos feitos nos oito meses do ano, alta de 86% sobre igual período de 2017. Os veículos Volvo vêm na sequência, com 5 mil 751 unidades vendidas, 97,6% a mais. Depois, os veículos Scania, com 4 mil 947 unidades vendidas até agosto.

 

As vendas foram maiores também no segmento de semipesados. Até agosto, 10 mil 824 unidades licenciadas, volume que representa alta de 34,4% sobre os oito meses do ano passado. Foi no segmento que surgiram os lançamentos mais recentes de caminhões, que é visto como promissor para 2019 e passou a receber câmbio automatizado.

 

Foto: Divulgação.

Volvo faz, no Brasil, primeira entrega comercial de caminhões autônomos

São Paulo – A Volvo entregou sete unidades de um caminhão VM com tecnologia autônoma ao Grupo Usaçúcar, de Maringá, PR. É a primeira iniciativa do tipo no mundo, segundo informou a companhia em comunicado divulgado na sexta-feira, 6.

 

A tecnologia foi desenvolvida pela engenharia brasileira, com apoio da Suécia. Os veículos andarão sozinhos apenas quando estiverem em áreas restritas, nas lavouras de cana-de-açúcar – em áreas de trânsito normal, serão operados por motoristas devidamente habilitados.

Produção de agosto foi a melhor desde 2014

São Paulo – O ritmo das vendas no mercado interno sustentou o crescimento da produção de veículos no Brasil até agosto. De acordo com dados da Anfavea, divulgados na quinta-feira, 6, saíram das fábricas instaladas no País, nos oito meses, 1 milhão 971 mil 752 veículos, volume que representa alta de 12,8% sobre igual período no ano passado. 

 

De acordo com Antonio Megale, presidente da associação das fabricantes, o volume de veículos produzido em agosto, 291,4 mil unidades, foi o melhor para um mês desde outubro de 2014 e conseguiu suplantar outra frente de mercado das montadoras: as exportações, que estão em queda por causa do quadro econômico da Argentina, principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo.

 

Em agosto o ritmo das linhas cresceu 11,7% sobre o mesmo mês do ano passado e 18,6% com relação a julho.

 

Disse Megale: “A produção ao longo do ano passado e no primeiro semestre estava sendo guiada pelos pedidos de outros mercados, sobretudo a Argentina, que tinha planos de constituir mercado de um milhão de veículos em 2018. Com a queda daquele mercado, diminuiram os embarques. Por outro lado, o mercado interno manteve o crescimento e sustentou a produção”.

 

Para o mês de setembro, no entanto, a expectativa da entidade é a de que o desempenho seja negativo em função do agravamento da situação Argentina: “Os reflexos vindo das exportações serão sentidos mais em setembro, mês em que esperamos diminuição do ritmo em todos os indicadores. Pesa o fato de o mês ter dezenove dias úteis”.

 

A entidade deve, inclusive, revisar as projeções do ano no próximo mês. Ao que tudo indica, de acordo com o presidente da Anfavea, a revisão dos números será para baixo. Na produção, a entidade projetou 3 milhões 21 unidades, o que representaria crescimento de 11,9% sobre o volume produzido no ano passado.

 

Separando por categorias, até agosto, a produção de automóveis foi de 1 milhão 883 mil 32 unidades, 11,9% a mais do que no mesmo período em 2017.  Os caminhões foram 67 mil 941 unidades, alta de 31,7%. Com relação aos ônibus, foram 20 mil 779 unidades produzidas, crescimento de 43,9%.

 

Os estoques de veículos, segundo o levantamento da Anfavea, em agosto, chegaram a 280,7 mil unidades, sendo 161,5 mil unidadades nos concessionários e 119,2 mil nas montadoras. Em julho, o estoque total estava em 248,7 mil unidades.

 

Foto: Divulgação.

Mercado de máquinas supera as expectivas

São Paulo – As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no mercado brasileiro registraram crescimento de 6,2% até agosto, com 29 mil 630 unidades comercializadas. Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a expectativa é que a alta até o fim do ano supere as projeções atuais da entidade de avanço de 7%, que deverão ser revisadas em outubro.

 

“Depois de uma grande recuperação ao longo do ano, acredito que o setor de máquinas superará a nossa projeção atual e, por isso, revisaremos os números para cima em outubro”.

 

A expectativa da entidade é de um futuro próximo do agronegócio muito promissor, puxando o investimento dos agricultores em suas operações e movimentando o setor.

 

Assim como as vendas, a produção de máquinas cresceu 5,5% no ano, para 40,3 mil unidades, e 35,1% na comparação de agosto desse ano com o mesmo mês do ano passado, com 6,7 mil unidades. As estimativas da Anfavea também serão revisadas para cima: “A nossa projeção inicial era de alta de 14% para produção, mas como as vendas serão maiores, a produção terá que acompanhar e também será alterada”.

 

No caso das exportações de máquinas, houve crescimento de 1,2% no acumulado, com 8 mil 626 unidades vendidas para outros países e queda de 2,7% em agosto, 1 mil 207 máquinas, ante igual mês do ano passado. Por causa dos problemas econômicos na Argentina, principal parceiro nas exportações de máquinas agrícolas, a Anfavea não tem certeza de como ficarão suas projeções.

 

“Precisamos saber quais medidas o FMI tomará para ajudar a Argentina e quais medidas internas eles adotarão para sabermos se nossa exportação ficará estável, crescerá ou se precisará ser revista para baixo”, disse Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da associação.

 

Fotos: Divulgação.

Produção de chassis avança 37%

São Paulo – Em agosto a produção de chassis de ônibus somou 2 mil 988 unidades, volume 36,3% superior ao do mesmo mês do ano passado e 4,5% superior ao de julho. Segundo dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 6, a indústria brasileira de chassis avançou 43,9% no acumulado do ano, para 20 mil 779 unidades.

 

O mercado doméstico em agosto registrou 1 mil 568 licenciamentos, expansão de 0,6% sobre agosto do ano passado, mas 15% inferior a julho. De janeiro a agosto foram 8 mil 985 chassis de ônibus comercializados, 16,7% a mais do que nos primeiros oito meses de 2017.

 

Nas exportações, agosto registrou queda com relação ao mesmo mês de 2017, somando 563 embarques. Na comparação com julho, porém, o ritmo foi 10,8% superior. O saldo acumulado ainda é positivo: crescimento de 1,5%, com 5 mil 793 chassis exportados.

 

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Anfavea revisará para cima a projeção de vendas

São Paulo – Com o aquecimento das vendas de veículos em agosto, o melhor mês desde janeiro de 2015, a Anfavea começa a trabalhar em uma nova projeção para o mercado doméstico em 2018, que deverá superar os 11,7% de alta das estimativas atuais. O presidente Antonio Megale afirmou em coletiva à imprensa na quinta-feira, 6, que em outubro novos números, mais otimistas, deverão ser divulgados.

 

“A maior liberação de crédito ao consumidor, com o retorno do apetite os bancos de varejo, e o grande volume de lançamentos feitos pela indústria aqueceram o mercado. Há outro fator: aquele consumidor que trocou de carro em 2012, 2013, está querendo fazer uma nova troca, adquirindo mais tecnologia, modelos com mais conectividade. Tudo isso contribuiu para o aumento da demanda e para a revisão das estimativas”.

 

Segundo a entidade, foram comercializadas 248 mil 623 unidades em agosto, com média diária de 10 mil 810 veículos, alta de 14,8% ante igual período do ano passado e de 14,3% na comparação com julho. No acumulado do ano as vendas chegaram a 1 milhão 632 mil 886 unidades, expansão de 14,9% com relação ao mesmo período do ano passado — acima da projeção da Anfavea.

 

De acordo com Megale, o segundo semestre do ano passado foi mais aquecido que o primeiro e, por isso, a expectativa era que o crescimento no segundo semestre desse ano fosse menor, por causa da base de comparação. Até agora, porém, isso não aconteceu. “Mesmo com o cenário econômico instável por causa das eleições, o mês de agosto foi muito bom e espero que continue assim, não temos do que reclamar. Se chegarmos em dezembro e as vendas forem maior do que nossas projeções, será uma ótima surpresa”.

 

Mesmo com bom desempenho em agosto, a expectativa da Anfavea é de queda de vendas em setembro na comparação com agosto, por causa do número de dias úteis: “Acredito que no mês que vem teremos um volume menor de vendas, porque serão 19 dias úteis contra 23 em agosto, o que afeta diretamente no número de veículos comercializados no mês”.

 

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