Queda nas exportações chega a 5%

São Paulo – As exportações brasileiras de veículos caíram 16,6% em agosto, comparado com o mesmo mês do ano passado, para 56,1 mil unidades. Apesar de representar um avanço de 9,2% sobre julho, a queda ficou ainda mais acentuada no acumulado do ano, que já soma 4,6% de retração nos embarques.

 

De janeiro a agosto foram enviados 486,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, ante 509,8 mil unidades no mesmo período de 2017. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, essa tendência deverá seguir nos próximos meses, contrariando a expectativa da associação de fechar o ano com empate nas exportações.

 

“O ano passado foi o melhor da nossa história em exportações e, no início do ano, acreditávamos em conseguir superar esse recorde em 2018. Acontece que os nossos dois principais mercados compradores, Argentina e México, estão com demanda desaquecida. No próximo mês devemos rever nossas projeções, que atualmente são de empate com o ano passado, para queda”.

 

Responsável por 75% das exportações brasileiras de veículos até agosto, a Argentina teve redução de 4% nos embarques no acumulado do ano, comparado com o mesmo período de 2018. Com o agravamento da crise econômica naquele país, que nos últimos dias elevou sua taxa de juros básica para 60% ao ano, a tendência é de volumes ainda mais baixos nos próximos meses, segundo o presidente da Anfavea.

 

No caso do México as exportações recuaram 50% de janeiro a agosto. Parte desse volume foi direcionado para outros mercados, mas é insuficiente para repetir o recorde de embarques de 2017.

 

De positivo no comércio exterior são os valores, que seguem contribuindo positivamente para a balança comercial brasileira. Em agosto as montadoras faturaram US$ 1,3 bilhão com as vendas externas, valor 4,9% superior a julho, mas 11% abaixo do mesmo mês de 2017. Mesmo com a redução, no acumulado do ano a comparação segue positiva: alta de 7,8%, somando US$ 11 bilhões.

 

Foto: APPA.

Indústria argentina compreende taxas sobre exportações

São Paulo – O setor automotivo argentino está alinhado ao governo no que diz respeito às medidas fiscais tomadas para conter a desvalorização do peso. Na quarta-feira, 12, a Adefa, associação que congrega fabricantes de veículos, disse por meio de comunicado que “compreende o esforço que tem de ser feito para alcançar o equilíbrio fiscal” no País.

 

Na segunda-feira, 3, o presidente da República anunciou planejamento com vistas à proteção da moeda local. Dentre as ações aumentou o imposto sobre as exportações de diversos produtos argentinos, como veículos e componentes. Ficou estabelecido que para cada US$ 1,00 exportado as empresas deverão pagar 3 pesos em tributos.

 

Na prática a medida deve onerar os veículos e peças produzidos na Argentina e refletir no Brasil, principal destino das suas exportações de veículos e autopeças. A Adefa afirmou que está analisando os reflexos da medida governamental no médio-prazo, mas já assume que haverá reflexos no nível de atividade do setor.

 

Por ora a indústria automotiva argentina segue com indicadores positivos nas exportações e na produção. Até agosto exportou 175 mil 1 veículos, o que representa crescimento de 34% na comparação com os primeiros oito meses do ano passado.  Na produção, até agosto, saíram das linhas argentinas 333 mil 440 veículos, alta de 9,7% ante 2017. Ao Brasil corresponderam 71,4% das exportações argentinas.

 

Nas vendas a situação é de desaquecimento do mercado interno em função da valorização do dólar e do aumento da taxas de juros ocorrida no mês passado, o que diminuiu o número de financiamentos. Até agosto foram vendidos aos concessionários 520 mil 468 veículos, o que representa queda de 7,8% na comparação com o mesmo período de 2017. O varejo, porém, ainda tem alta de 1,9% no acumulado do ano.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.

Regime do Nordeste trava discussão sobre o Rota 2030

São Paulo – Deputados e senadores da Região Nordeste que compõem a comissão mista nomeada para analisar a medida provisória do Rota 2030, a nova política do setor automotivo, travaram o avanço da discussão e da votação do relatório da MP. Segundo fontes ouvidas por AutoData uma reunião marcada para a terça-feira, 4, foi cancelada porque aqueles parlamentares articulam para incluir o Regime Especial Automotivo do Nordeste no texto final.

 

A demanda é tema da emenda criada pelo senador Armando Monteiro após a assinatura da MP do Rota, em julho. Ela inclui no texto do novo regime automotivo a prorrogação dos benefícios que, com força de lei, incentivou a instalação de empresas do setor na região, no caso a FCA, em Goiana, PE, e a Ford, em Camaçari, BA, além de fornecedores de componentes para atender às demandas das montadoras.

 

De acordo com uma das fontes ouvidas a inserção da emenda no texto final do Rota 2030 é vista pelas empresas que não possuem fábrica no Nordeste como “um diferencial competitivo”. Ou seja, FCA e Ford — e, de quebra, a Caoa Montadora em Anápolis, GO — obterão mais vantagens fiscais caso a emenda seja de fato acrescida ao texto da nova política automotiva. Os parlamentares da região estariam trabalhando nesse sentido, para manter os incentivos.

 

Como houve resposta antagônica dos demais integrantes da comissão a discussão do relatório da MP foi cancelada e não há nova data para o debate, segundo a assessoria da comissão mista.

 

Uma das fontes consultadas pela reportagem disse, ainda, que as montadoras da região estariam condicionando novos investimentos no País à aprovação da emenda no texto final do Rota 2030. Tornando-se parte integrante da política setorial as empresas ganhariam tempo para avaliar aportes e antever o retorno sobre o valor investido em função da previsibilidade garantida pela prorrogação do Regime do Nordeste por mais cinco anos, como prometeu o presidente da República em março.

 

Como os interesses das partes são conflitantes há pressão sobre o relator da MP do Rota 2030, o deputado Alfredo Kaefer, que ainda não concluiu seu relatório sobre o nova política industrial, que tem até 16 de novembro para ser sancionada. Caso a emenda não seja integrada ao texto, o caminho alternativo para a prorrogação do regime seria a redação de uma nova medida provisória — que demandaria a instalação de nova comissão e a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, algo que dificilmente ocorreria ainda neste mandato presidencial.

 

O Regime Especial do Nordeste e Centro-Oeste tornou-se lei em 1997 e estabeleceu uma série de incentivos fiscais no sentido de atrair a indústria automotiva para as regiões. Dentre eles crédito presumido sobre o IPI dos veículos produzidos e isenção em importação de máquinas e equipamentos.

 

Foto: Divulgação.

Reydel recebe placa do Prêmio AutoData

São Paulo – Finalista do Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018, na categoria Sistemista a Reydel recebeu, pelas mãos de seu vice-presidente para a América do Sul, Pierre d’Archemont, e de Marco Picolo, diretor comercial, a placa do Prêmio AutoData. A empresa assumiu o fornecimento de cockpits para a General Motors em Gravataí, RS.

 

Foto: AutoData.

Fernão Silveira assume a comunicação da FCA

São Paulo – Fernão Silveira assumiu na segunda-feira, 3, a diretoria de comunicação corporativa e de sustentabilidade da FCA para a América Latina. O jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo e com pós-gradução em comunicação corporativa e relações públicas pela Faculdade Cásper Líbero, e especialização em assuntos corporativos pela Fundação Getulio Vargas, tem mais de vinte anos de experiência na área e já se reporta ao presidente Antonio Filosa.

 

Sua última posição foi na Ford, como diretor de comunicação para a América do Sul. Antes de entrar na área automotiva trabalhou, sempre na área de comunicação, nas consultorias Case Consulting e Thomas Case & Associados, na Catho Online e na Dow Química. Trabalhou também na redação do Diário do Grande ABC, onde iniciou sua carreira, e no portal Terra.

 

Foto: Divulgação.

M-B cria certificação para venda de seminovos

São Paulo – Depois de observar o crescimento da procura por veículos seminovos no Brasil, a Mercedes-Benz criou o programa Certified, que gera uma certificação para automóveis da marca, garantindo a procedência do veículo para quem vai comprar. Um pacote exclusivo de benefícios com garantia de fábrica e assistência 24 horas também faz parte do programa.

Para se enquadrar no programa, o modelo deve ter até cinco anos de uso ou 80 mil quilômetros rodados e, antes de ser colocado a venda, passar por uma verificação técnica de itens obrigatórios, habilitados à certificação. Caso a companhia note que algum item precisa ser trocado, novas peças são usadas para substituir as danificadas.

Segundo Dirlei Dias, gerente sênior de vendas automóveis da Mercedes-Benz do Brasil, a tranquilidade e a satisfação de um cliente após a compra de um veículo seminovo da marca deve ser a mesma experimentada pelo cliente que compra um modelo zero quilômetro.

Bauru recebe o primeiro ônibus elétrico BYD

São Paulo – Bauru, no Interior Paulista, recebeu o primeiro ônibus elétrico da região fornecidos pela BYD, do modelo D9W, com carroceria da Marcopolo e autonomia de 250 quilômetros. Duas unidades foram compradas pelas concessionárias locais Cidades Sem Limites e Grande Bauru, que pertencem ao Grupo Constantino.

 

A primeira unidade começará a operar na segunda-feira, 10, circulando das 6h às 19h.

 

A segunda unidade deve chegar nos próximos dias e sua operação começará até os primeiros dias de outubro.

Dunlop investe para produzir mais pneus de caminhões

São Paulo – Antes mesmo de começar a produzir pneus para caminhões e ônibus na fábrica de Fazenda Rio Grande, PR, a Dunlop, do Grupo Sumitomo, anunciou investimentos para expandir a capacidade da área de comerciais. Prevista para começar em março do ano que vem, as linhas poderão entregar 1 mil pneus por dia, o dobro do anteriormente planejado.

 

Na quarta-feira, 5, a fabricante de pneus anunciou investimento adicional de R$ 153 milhões na unidade, complementar aos R$ 487 milhões divulgados em 2016. Todo o valor será aplicado na compra de maquinário para duplicar a produção de pneus para caminhões e ônibus, de acordo com Rodrigo Alonso, gerente sênior de vendas e marketing da Dunlop.

 

Atualmente a Dunlop opera no segmento de pneus para veículos comerciais com produtos importados. Os R$ 487 milhões aplicados desde 2016 visam a ampliação da produção de pneus para o segmento leve, que saltará de 15 mil para 18 mil unidades diárias, e o início da fabricação de pneus para pesados. Como a demanda deste segmento cresceu muito em 2018, um volume adicional foi aprovado.

 

“Vamos expandir antes de inaugurar. A nossa visão é atender o Brasil com pneus produzidos localmente. Independentemente do momento do País, o Japão enxerga um grande potencial no mercado brasileiro”.

 

Segundo Alonso a tomada de decisão ocorreu antes da disparada do dólar. “Não foi fator decisivo. A própria logística de importação de pneus para veículos comerciais é complicada e não conseguiríamos suprir a demanda só com a produção local”.

 

Toda a estratégia da Dunlop para o segmento de pesados está voltada, ainda, para o mercado de reposição. Alonso explicou que o fornecimento para montadoras demanda homologação e, apesar de estar nos planos da companhia, não deverá ocorrer no curto prazo. Na área de leves, porém, a empresa entrou no segmento OEM há dois anos e tem como clientes FCA, Volkswagen e Toyota.

 

De início a fábrica paranaense, considerada uma das mais modernas dentro do grupo Sumitomo, produzirá o pneu SP 320, de uso rodoviário. Um modelo para ônibus deverá vir na sequência, seguido dos demais itens do portfólio.

 

Cinquenta funcionários serão contratados para trabalhar na segunda fase da expansão. Hoje a fábrica conta com 1,2 mil trabalhadores, incluindo os da primeira etapa, que já passaram por treinamentos em outras unidades do Grupo na Tailândia e no Japão.

 

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HB20S tem nova versão de entrada por R$ 48,2 mil

São Paulo – A Hyundai criou mais uma versão para o seu HB20S: é a Unique, que chega com a linha 2019. A Unique torna-se a nova opção de entrada do modelo e começará a ser vendida a partir de 15 de setembro, de acordo com o comunicado divulgado na quarta-feira, 5.

 

A versão Unique será vendida por R$ 48 mil 190 e, segundo a Hyundai, privilegiará o custo-benefício, oferecendo itens como vidros e travas elétricas, ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo e sistema de som blueAudio. O motor será o três-cilindros 1.0 de até 80 cv e 10,2 kgfm com etanol, acoplado a câmbio manual de cinco velocidades.

 

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Hyva projeta crescimento de 55% para este ano

Caxias do Sul, RS – Impulsionado por incremento nas vendas externas, pela reação no mercado interno de implementos agrícolas e rodoviários e pela consolidação de novos nichos, a receita da Hyva do Brasil, este ano, deve ter alta de 55% na comparação com a de 2017. O desempenho levou a empresa a atingir 82% de uso da sua capacidade instalada nas operações localizadas em Caxias do Sul, RS, e o maior número de funcionários, 254, alta de 30% sobre 2017, de seus 23 anos de presença no Brasil. Foi preciso, ainda, retomar o segundo turno e, em alguns equipamentos, também o terceiro. Em julho a operação bateu recorde de faturamento.

 

O diretor geral da operação brasileira, Rogério De Antoni, entende ser ainda cedo fazer uma projeção mais definitiva para o ano que vem. Mas reconhece que a tendência é de novo crescimento: “Ao longo de setembro ouviremos o mercado para planejar 2019”.

 

Também admitiu que o momento é de se pensar em investimento, considerando o atual uso da capacidade instalada e as perspectivas de expansão. Mas pondera que definições, mesmo, somente em 2019.

 

Este ano a Hyva consolidou ingresso em uma série de novos mercados no Exterior para a venda de cilindros hidráulicos telescópicos, como África do Sul, China, Indonésia e Malásia. Também começou atendimento na Europa, suprindo lacuna da fábrica instalada na Alemanha. Os principais países compradores são Estados Unidos, Chile, Paraguai e Argentina, que começou a apresentar problemas em julho.

 

No mercado interno a Hyva detém 92% de participação no segmento de cilindros telescópicos para basculantes. Segundo De Antoni, mesmo com este índice, elevado, a empresa não é gargalo na cadeia de fornecimento às montadoras.

 

No segmento de guindastes, com atendimento a atividades agrícola, de construção civil, de locação e de eletrificação, o diretor estima em 20% seu índice de penetração no mercado interno. Uma das ações empreendidas para aumentar este índice foi a participação, pela primeira vez, na Expointer, feira do agronegócio realizada na última semana em Esteio, RS: “Queremos solidificar ainda mais a força mundial da marca e a presença no mercado nacional e sul-americano”.

 

A empresa lançou nacionalmente, em Esteio, o guindaste HB60 de 6,6 tm, “deal para aplicações em veículos de pequeno porte, oferecendo agilidade e segurança para movimentação de bigbags, sistema que tem seu uso em crescimento no mercado agrícola para movimentação de insumos e produtos:

 

“O uso de equipamentos, reduzindo a mão de obra em operações que exigem muito reforço, é crescente na atividade agrícola”.

 

O guindaste lançado pela Hyva possui o maior alcance hidráulico da categoria, com até quatro lanças. Seu projeto construtivo canivete “permite o aproveitamento total da carroceria, reduzindo espaço de instalação e criando maior área de carga útil. Dotado de válvula de momento de carga o equipamento bloqueia operações que excedam sua capacidade”. Outro produto com indicação agrícola é o sistema de piso móvel, utilizado para cargas e descargas horizontais, como de grãos e biomassa em geral.

 

Ainda no mercado de guindastes, De Antoni projeta boas perspectivas na área de eletrificação, que já mostrou atividade mais intensa em 2018. Com relação a construção e locações os negócios seguem em baixa, com projeção de alta moderada no ano que vem.

 

A Hyva do Brasil opera com duas fábricas, somando 20 mil m² de área construída, em Caxias do Sul. É a única subsidiária sul-americana do Grupo Hyva, considerado o maior fabricante mundial de cilindros hidráulicos telescópicos.

 

Foto: Divulgação.