Elétricos podem reduzir emprego na Europa, aponta estudo

São Paulo – Relatório da FTI Consulting mostrou que a Comissão Europeia subestima os reflexos da produção de veículos elétricos no nível de emprego na União Europeia. O documento, divulgado na terça-feira, 4, mostra que a redução de componentes esperada nos automóveis movidos a eletricidade será responsável pela diminuição de vagas de trabalho na região.

 

O estudo aponta que poderia haver sérias implicações para toda a cadeia de fornecedores, afetando desproporcionalmente o setor de autopeças. Projeta-se que as empresas do segmento produzirão aproximadamente 38% menos peças e componentes para carros elétricos. Muitos desses fornecedores na UE são pequenas e médias empresas que terão mais dificuldades em fazer a transição em um curto espaço de tempo do que os fabricantes de automóveis, segundo o estudo.

 

Hoje a indústria automobilística é responsável por mais de 11% do total de empregos industriais da UE. Em oito países da UE – República Tcheca, Alemanha, Itália, Eslováquia, Hungria, Romênia, Suécia e Reino Unido – o setor automotivo é responsável por mais de 20% do total de empregos industriais.

Nova Weekly Edition no ar

São Paulo – As informações sobre o mais recente modelo lançado pela Citroën no mercado brasileiro, o C4 Cactus, estão disponíveis gratuitamente, em inglês, na AutoData Weekly Edition que entrou no ar na terça-feira, 4.

 

Há também novidades na Ford Caminhões e na BorgWarner e a cobertura especial que a Agência AutoData fez na Expointer, importante feira do agronegócio do Rio Grande do Sul. Para ler clique aqui.

Mercado de usados mantém estabilidade

São Paulo – As vendas de veículos usados, este ano, já somaram 9 milhões 387 mil 484 unidades, volume estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 9 milhões 346 mil 999 veículos, de acordo com dados divulgado pela Fenauto, que representa os revendedores de veículos usados. Em agosto foram vendidos 1 milhão 377 mil 484 veículos, alta de 1,2% ante igual período do ano passado.

 

Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, disse que está atento “à variação do nível de confiança do consumidor e aos acontecimentos no plano político que podem afetar o volume de negócios nos próximos meses”.

Vendas nos Estados Unidos empatam em agosto

São Paulo – As vendas de veículos nos Estados Unidos fecharam o mês passado quase empatadas com agosto de 2017. Segundo a Automotive News foram vendidos 1 milhão 481 mil 973 veículos, uma ligeira queda de 0,2% no período.

 

De janeiro a agosto as vendas somaram 11 milhões 478 mil 123 veículos, alta de 1,1% com relação aos oito primeiros meses do ano passado.

VW tem novo VP de vendas e marketing

São Paulo – A Volkswagen apresentou Stefan Mecha como seu novo vice-presidente de vendas e marketing para América do Sul, Central e Caribe, a região SAM da companhia. O executivo sucede a Thomas Owsianski, que foi indicado presidente da Audi China, em Pequim.

 

Mecha iniciou sua carreira no Grupo Volkswagen na Alemanha há treze anos na divisão de veículos comerciais leves, como responsável pela área de exportação da região Europa. Seu último cargo foi como Head de NSO, National Sales Organization, na VW África do Sul.

 

A região que o novo vice-presidente assumirá é composta por 29 países, que comercializam 4,5 milhões de veículos por ano. Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e Peru respondem por 85% das vendas.

 

Fotos: Divulgação.

Venda de importados retoma nível de 2015

São Paulo – As vendas de veículos importados no mercado brasileiro alcançaram 24 mil 850 unidades até agosto, segundo dados da Abeifa divulgados na terça-feira, 4. O resultado representa alta de 32% na comparação com os primeiros oito meses de 2017, e também significa que foi o melhor mês em emplacamentos desde dezembro de 2015.

 

A Abeifa, disse, por meio de comunicado, que as vendas feitas pelo segmento em julho e agosto conseguiram compensar as perdas registradas em maio por causa da greve dos caminhoneiros: “Houve uma pequena reação, o que sinaliza um segundo semestre melhor. Torcemos por um cenário eleitoral mais consistente”.

 

A entidade espera que sejam vendidas este ano 40 mil unidades.

 

Em agosto foram licenciadas 3 mil 801 unidades, 22,6% a mais do que o volume vendido em julho e 34,7% a mais do que em agosto do ano passado, quando foram emplacadas 2 mil 821 unidades. O total de unidades importadas no mês significou 1,59% do mercado interno, que emplacou 239 mil 245 automóveis e comerciais leves, o melhor mês do ano.

 

A Kia Motors foi a empresa que mais vendeu veículos importados até agosto, 7 mil 963 unidades, crescimento de 43,2% na comparação anual. A Volvo, segunda empresa que mais vendeu veículos no período, registrou o maior crescimento em função do desempenho das vendas do seu lançamento mais recente, o XC40. Em agosto a empresa vendeu 778 automóveis, sendo 474 unidades do modelo considerado de entrada pela companhia. Até agosto emplacou 4 mil 51 unidades no mercado brasileito, o que representa crescimento de 85,2%.

 

A JAC Motors foi a terceira empresa que mais vendeu no período, 2 mil 865 unidades, ou 29,1% a mais do que nos oito primeiros meses de 2017.

 

Produção – As associadas da Abeifa que mantêm produção no País – BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki – emplacaram em agosto 2 mil 379 unidades, total que representou alta de 28,5% com relação a julho. Comparado a agosto do ano passado a alta é de 21,8%, quando foram emplacadas 1 mil 953 unidades.

 

No acumulado do ano a BMW cresceu 10,8% ao licenciar 5 mil 510 unidades, a Caoa Chery mais do que dobrou suas vendas no período e chegou a 4 mil 41 unidades, crescimento de 85,2% ante o mesmo período do ano passaddo. A Land Rover obteve alta de 8,2% ao emplacar 3 mil 286 unidades, e a  Suzuki alta de 22,7%, com 1 mil 471 unidades vendidas.

 

Foto: Divulgação.

Abeifa mantém projeção apesar do câmbio

São Paulo – A Abeifa anunciou na terça-feira, 4, que o segmento de veículos importados mantém viva a esperança de vender 40 mil unidades este ano, ainda que o dólar alto dificulte os negócios. A entidade sustenta a projeção mesmo diante da cotação atual, estabilizada em R$ 4,10. Para o vice-presidente Paulo Ferreira a meta será alcançada com a moeda valendo de R$ 3,20 a R$ 3,60:

 

“O segundo semestre é um cenário de incertezas por causa das eleições. Não sabemos até qual patamar mas o dólar vai sofrer desvalorização até dezembro. A expectativa é a de que haja redução após o primeiro turno, com a moeda já sendo influenciada com o direcionamento da votação”.

 

Para a Abeifa, uma vez alcançado patamar menor do que R$ 4,00 aumentam as possibilidades de as empresas alcançarem a meta estipulada para o ano: “No último quadrimestre do ano tentaremos manter as vendas mensais em torno das 3,8 mil unidades, mas, a permanecer com o dólar acima dos R$ 4,00, sequer alcançaremos a meta”.

 

Ferreira disse, ainda, que as categorias mais sensíveis ao dólar alto são as que envolvem veículos de alta gama: “Os consumidores desses veículos adiaram a troca por um novo este ano diante da oscilação da economia. O dólar é um componente que também afeta a decisão”.

 

Até agosto o desempenho comercial das associadas da Abeifa gerou volume de vendas de 24 mil 850 unidades, o que representa alta de 32% ante igual período do ano passado, quando o segmento vendeu 18 mil 822 veículos.

 

Foto: Divulgação.

Aptiv investe para expandir produção

São Paulo – A Aptiv, de São Caetano do Sul, SP, está investindo no Brasil para aumentar a capacidade de suas fábricas, segundo Paulo Santos, seu vice-presidente e diretor executivo para América do Sul: “Não posso revelar o valor investido, mas o aporte será aplicado deste ano até 2019. Um dos focos é aumentar a capacidade produtiva da companhia”.

 

A unidade de Conceição dos Ouros, MG, terá sua capacidade duplicada, e crescerá a produção de componentes eletrônicos da planta de Jambeiro, SP. O investimento também será utilizado para a construção de um novo prédio em Espírito Santo do Pinhal, SP, e para melhorar os processos de manufatura da companhia. As fábricas de Paraisópolis e Contagem, MG, e Jundiaí, SP, não passarão por mudanças estruturais:

 

“Esse investimento faz parte do nosso projeto de crescimento e de aumento de portfólio no Brasil nos próximos anos”.

 

A partir das suas seis unidades no Brasil a Aptiv atende a onze clientes OEM e a treze tier 1 no País e exporta para 25 países na América do Sul e do Norte, China, Índia, Europa. Segundo Santos a companhia passou a olhar com mais atenção para as exportações após a crise, para garantir o equilíbrio da produção local e reduzir a capacidade ociosa.

 

“Para conquistar novos clientes fora do Brasil foi necessário desenvolver novos produtos. Usamos a capacidade da engenharia brasileira para isso”.

 

Paulo Santos não informou a receita da companhia no Brasil, mas disse que o crescimento foi de 2 pontos porcentuais acima da expansão do mercado. No caso do faturamento global, o impacto das operações no País é relevante, pois também atende outros mercados: “Essa é uma exigência das empresas que trabalham com a Aptiv. Precisamos ter nossa tecnologia disponível em todas as regiões para atender às necessidades dos clientes com o mesmo padrão de qualidade”.

 

No mundo – Globalmente a Aptiv já desenvolveu softwares e hardwares necessários para a operação de veículos autônomos e aguarda as mudanças necessárias nas legislações dos mercados mais desenvolvidos para fornecer a tecnologia para os clientes que tenham interesse.

 

Em Las Vegas, Nevada, a empresa mantém projeto piloto, em parceria com BMW, Lyft e Hertz, no qual trinta unidades Série 5 rodam com o sistema autônomo nível 2,5/3 da Aptiv, transportando clientes que solicitam o serviço pelo aplicativo do ponto A ao ponto B: “Não tivemos nenhum acidente ou imprevisto com esse projeto, que já ultrapassou a marca de cinco mil viagens. Os clientes têm apreciado o projeto, pois a nota média de avaliação foi de 4,96 em uma escala que vai de zero a cinco”.

 

O nível 2,5/3 de autonomia ainda requer que um motorista esteja pronto para assumir o controle e impede que ele faça outras coisas enquanto está no carro: o sistema exige que esteja atento ao seu funcionamento e, caso seja solicitado, assuma o controle. Tanto a tecnologia quanto o modelo de negócios são novos para a empresa, que aproveita o projeto para entender melhor o funcionamento do mercado, mas já com expectativa de ofertar a tecnologia em maior escala a partir de 2021.

 

Fotos: Divulgação.

Toyota recebe placas do Prêmio AutoData

São Paulo – Indicada nas categorias Desenvolvimento Tecnológico, pelo projeto do modelo híbrido flex, e Veículo Automóvel, com o Yaris, a Toyota recebeu as placas do Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. Elas foram entregues a Anderson Suzuki, gerente geral de comunicação e relações públicas, e Otacílio do Nascimento, analista sênior de relações públicas.

 

Foto: AutoData.

Chevrolet Onix é líder com ampla vantagem.

São Paulo – Em agosto o modelo líder em vendas no mercado brasileiro registrou mais do que o dobro de emplacamentos do segundo colocado: de acordo com a Fenabrave, citando dados do Renavam, foram comercializados 21 mil 763 Chevrolet Onix, ante 10 mil 589 Hyundai HB20. A diferença ampliou ainda mais a distância no acumulado do ano, que chega quase a 60 mil unidades. Dificilmente o Chevrolet será superado por outro modelo em 2018.

 

A briga pela vice-liderança, porém, promete ser interessante. Na terceira posição em agosto – e no acumulado – ficou o Ford Ka, com 10 mil 118 licenciamentos no mês e 67,9 mil de janeiro a agosto – há apenas 2,2 mil unidades de diferença para o HB20. Com o lançamento da versão com transmissão automática e da Freestyle, que tem toques de utilitário esportivo, o modelo da Ford tem condições de acirrar essa disputa.

 

As ações de marketing da Volkswagen, que ofereceu condições especiais para vendas do Gol em agosto, ajudou a turbinar suas vendas, que ficou na quarta posição do mês, com 6,6 mil licenciamentos, menos de cem unidades à frente do Polo, quinto colocado.

 

O Kwid fechou o mês na sexta posição do ranking, com 6 mil 273 unidades, seguido pela picape Fiat Toro, 6 mil 172 licenciamentos, o hatch Fiat Argo, com 6 mil 166 emplacamentos, e a picape Fiat Strada, 6 mil 119 unidades comercializadas, empatada com o Chevrolet Prisma.

 

Ranking dos dez modelos mais vendidos em agosto

1º Chevrolet Onix – 21 mil 763
2º Hyundai HB20 – 10 mil 589
3º Ford Ka – 10 mil 118
4º VW Gol – 6 mil 628
5º VW Polo – 6 mil 544
6º Renault Kwid – 6 mil 273
7º Fiat Toro – 6 mil 172
8º Fiat Argo – 6 mil 166
9º Fiat Strada – 6 mil 119
    Chevrolet Prisma – 6 mil 119

 

Foto: Divulgação.