Vendas na Argentina caem 25% em agosto

São Paulo – O mercado argentino de veículos fechou o mês passado com vendas 25% inferiores às de agosto do ano passado, de acordo com a Acara, a associação que reúne as concessionárias daquele país. No mês foram emplacadas 65,2 mil unidades, ante 87,2 mil um ano antes. Com relação a julho outro recuo: 2,9%.

 

O saldo acumulado do ano ainda é positivo na comparação com o janeiro-agosto do ano passado, mas a tendência, segundo executivos do setor, é que essa curva se inverta e passe a ficar negativa, provavelmente já no fim do terceiro trimestre. Até agosto foram emplacados 633,5 mil veículos, alta de 1,9% sobre as 621,5 mil unidades dos primeiro oito meses de 2017.

 

Em recente entrevista a AutoData, Pablo Di Si, presidente da Volkswagen na América do Sul, estimou que o mercado argentino fechará o ano na casa das 800 mil unidades – em 2017 as vendas somaram 901 mil veículos, segundo a Acara.

 

No mês passado a VW foi superada pela Renault no segmento de automóveis e comerciais leves. A Renault fechou na liderança do mercado, com 9,8 mil veículos vendidos, acima das 9,7 mil unidades da VW, a vice-líder. Atrás das duas ficou a General Motors, com 7,8 mil veículos comercializados. No ano, porém, a VW lidera com 92,9 mil veículos, seguida pela Renault, com 89,6 mil emplacamentos e a General Motors, que registrou 81 mil unidades vendidas de janeiro a agosto.

 

O ranking de modelos mais vendidos no mercado argentino foi encabeçado pelo Ford Ka em agosto, com 2,8 mil unidades vendidas. Chevrolet Onix, com 2,5 mil unidades, e Fiat Argo, com 2,4 mil emplacamentos, completam o pódio.

 

De janeiro a agosto, porém, o líder foi o Toyota Etios, com 25,6 mil unidades vendidas. Na segunda posição ficou o Ford Ka, com 24,5 mil licenciamentos, e o Chevrolet Onix em terceiro, com 23,9 mil.

 

Foto: Divulgação.

Argentina cria imposto sobre exportações

São Paulo – O presidente da Argentina, Mauricio Macri anunciou na segunda-feira, 3, uma medida que atinge em cheio as montadoras de veículos: será criado um imposto sobre exportações. Em pronunciamento em cadeia oficial pela televisão, Macri informou que serão cobrados três pesos para cada dólar exportado em veículos, autopeças e outros produtos – apenas no caso de produtos primários a taxa ficará quatro pesos por dólar.

 

Foi mais um baque para os exportadores argentinos, que há duas semanas perderam parte do reembolso tributário para o Mercosul, uma espécie de Reintegra local – em vez de 6,5% dos impostos, apenas 2% serão restituídos pelo governo para veículos, autopeças e outros produtos. Em uma indústria automotiva brasileira e argentina cada vez mais integrada, os efeitos devem agravar a redução no comércio dos dois países, que já vem em ritmo de queda – ao menos nas exportações do Brasil para lá.

 

“Fomos pegos de surpresa por este anúncio. Na prática, no que diz respeito ao negócio da Scania, torna a operação mais onerosa. A medida penaliza as empresas que têm boas práticas”, afirmou Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America.

 

Os números ainda não foram fechados, mas o comércio automotivo do Brasil para a Argentina foi novamente reduzido em agosto. De acordo com Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, até junho o volume exportado estava de acordo com a projeção da Argentina de produzir 900 mil unidades este ano. Mas a crise obrigou os argentinos a reduzirem a produção e, por consequência, o número de pedidos – e, para ele, a situação deve continuar nos próximos meses:

 

“Como a Argentina é o nosso principal mercado o impacto é grande. Mas esperamos que o governo tome as medidas necessárias para que o setor volte a crescer o quanto antes”.

 

Segundo a Adefa, em julho foram exportados 25,3 mil veículos, um aumento de 74,7% sobre o mesmo mês do ano passado. Mais de 70% do volume teve como destino o mercado brasileiro.

 

Na semana passada o peso argentino perdeu 25% do seu valor com relação ao dólar, consequência do agravamento da crise econômica que há alguns meses afeta o país vizinho. Na terça-feira, 4, o ministro da Fazenda da Argentina viajará a Washington, Estados Unidos, para negociar a revisão do acordo que fechou recentemente com o FMI, Fundo Monetário Internacional.

 

Este cenário de menor envios de produtos brasileiros para a Argentina e aumento de compras de veículos e componentes automotivos argentinos pelo Brasil vinha equilibrando o flex do acordo comercial, que prevê exportação de US$ 1,50 do Brasil para cada US$ 1 que a Argentina exportar. O índice estava desequilibrado nos últimos anos, com a queda nas vendas no Brasil.

 

“Com a mudança de cenário nos dois mercados é possível que a questão do acordo flex se acerte sem grandes problemas. Nos próximos meses as circunstâncias devem mudar bastante, com o Brasil importando mais do que exportando”, disse Ioschpe. “As exportações de caminhões à Argentina caíram no segundo semestre, o que reduz, pelo acordo automotivo, a cota de importação de componentes”, completou Podgorski.

 

Colaborou Bruno de Oliveira e com informações da Agência Brasil

Congresso SAE discute o futuro do setor automotivo

São Paulo – O Congresso SAE Brasil 2018 com o tema “A engenharia do futuro novos rumos para a mobilidade” começou na segunda-feira, 3, e irá até a quarta-feira 5, com diversas palestras e debates relacionados ao assunto principal, além de amostras tecnológicas de empresas do setor automotivo.

 

A cerimônia de abertura na manhã da segunda-feira, 3, contou com a participação de Mauro Correia, presidente da SAE Brasil e do Grupo Caoa, Antonio Megale, presidente da Anfavea, Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, Richard Christian Schwarzwald, head de qualidade da FCA América Latina e presidente desta edição do congresso e Paul A. Mascarenas, presidente da SAE Internacional.

 

O presidente da SAE Brasil disse que o setor automotivo precisa discutir os desafios das mudanças que virão e quais são os caminhos a seguir nos próximos anos: “Um evento como esse é realizado para que possamos debater sobre as inovações e os novos modelos de negócios que chegarão junto com as mudanças. Tudo isso está acontecendo em um momento de muitas incertezas políticas, mas acredito no desenvolvimento da nossa indústria”.

 

Para Megale, temas como veículos elétricos, autônomos, indústria 4.0, compartilhamento e novos modelos de negócios precisam ser debatidos e são muito importantes para a indústria nacional, que não ficará de fora de nenhuma dessas mudanças e precisa acompanhar o desenvolvimento global. “Por causa desse cenário que o Rota 2030 se faz tão importante, ele traz previsibilidade para o setor, com uma visão de quinze anos em três ciclos para as empresas”.

 

Segundo Dan Ioschpe, que representa o setor de autopeças, o futuro do setor automotivo trará diversas oportunidades e riscos para toda a cadeia produtiva. Para ele, caberá a indústria nacional decidir qual decisão tomar: participar e acompanhar as mudanças ou ficar à margem de tudo que está acontecendo nos principais mercados, perdendo uma grande oportunidade de crescimento, uma vez que nunca houve tanto investimento em novas tecnologias. “Também acredito que os investimentos em pequisas com relação ao etanol são necessárias, pois pode ser a nossa solução para uma energia limpa no ciclo completo do automóvel”.

 

Foto: Divulgação.

CIO passa a participar mais do negócio automóvel

São Paulo – O desenvolvimento de automóveis conectados aproximou os setores automotivo e de tecnologia a ponto de tornar a figura do CIO, o executivo da área de tecnologia da informação, personagem com mais poder dentro da estrutura diretiva das montadoras. Três deles estiveram presentes no Congresso SAE Brasil na segunda-feira, 3, em São Paulo, para comentar os novos desafios e responsabilidades que a área que coordenam passou a ter com um número cada vez maior de projetos de veículos baseados em estrutura e serviços digitais.

 

No que diz respeito àquilo que possuem em comum pela frente, os executivos apontaram maior interação com empresas menores da área tecnológica, as startups. Tornou-se comum atualmente a costura de parcerias com montadoras e autopeças do tier 1 em projetos específicos.

 

De acordo com José Roberto Giro, diretor de tecnologia da Volkswagen, as montadoras ainda precisam aprender a lidar com as startups por causa do tamanho que cada um tem no mercado: “Ainda estamos sofrendo para trabalhar com eles porque são empresas mais ágeis na tomada de decisão, e isso acaba se tornando um entrave quando trabalhamos em conjunto”.

 

A VW desenvolveu um planejamento de longo-prazo envolvendo a criação de uma estrutura digital por meio da qual criará seus novos veículos e, ainda, oferecerá serviços. A companhia anunciou na semana passada investimento de 3,5 bilhões de euro, até 2025, para a criação de uma nova estrutura que abordará produtos digitais.

 

O planejamento global deve passar pela operação brasileira. Segundo Giro, por ser um anúncio recente, ainda é incerto qual será o papel dentro desse contexto, nem qual fatia do aporte será destinada ao País: “O certo é que a área de TI está sendo vista de outra forma dentro das fabricantes, estamos participando mais do negócio”.

 

André Souza Ferreira, CIO da FCA América Latina, disse que o diretor de tecnologia dentro da montadora hoje em dia precisa buscar oportunidades no universo das startups que possam resultar em soluções que as fabricantes têm dificuldade para criar: “Todas as empresas do setor buscarão soluções por meio de parcerias. Nenhuma consegue encontrar essas soluções internamente porque ainda é um campo a ser desvendado, esse da tecnologia para o setor automotivo”.

 

Na Renault o tema tem sido abordado com maior proximidade, segundo Angelo Fígaro Egido, seu diretor de tecnologia da informação. A empresa tem buscado criar soluções comerciais baseadas na tecnologia e procurado no mercado parceiros para que se tornem realidade. No início do ano a companhia criou canal digital de vendas específico para o modelo compacto Kwid.

 

Foto: Divulgação.

Audi começa a produzir o SUV elétrico e-tron

São Paulo – A Audi começou a produzir na segunda-feira, 3, em escala industrial, o seu primeiro SUV totalmente elétrico, o e-tron, na fábrica de Bruxelas, na Bélgica – onde toda as emissões serão compensadas ou por meio do uso de energias de fontes renováveis ou por projetos ambientais.

 

O veículo será oficialmente apresentado na segunda-feira, 17, em São Francisco, Califórnia.

Randon premia pela primeira vez seus fornecedores

São Paulo – A Randon entregou na quarta-feira, 29, durante seu Encontro de Fornecedores, anual, em Caxias do Sul, RS, os troféus do seu primeiro Supplier Awards, premiação que reconheceu, em três categorias, os melhores fornecedores do grupo. A intenção é tornar o evento anual, evoluindo nos critérios e quesitos de reconhecimento.

 

Os vencedores se destacaram em uma carteira com quase 4,5 mil marcas de 34 países, nos mais diferentes ramos de negócio. Destes 105 foram convidados, dos quais quinze do Exterior – China, Índia, Canadá e Estados Unidos.

1º Empresas Randon Supplier Awards

 

Categoria: Competitividade e Redução de Custo
Realização: projeto de plaquetas para fabricação de pastilhas de freio, consolidação de volume
Fornecedor: Formale

Categoria: Inovação e Tecnologia
Realização: alteração de liga do alumínio, largura da chapa e espessura, gerando redução de peso e de custo
Fornecedor: CBA Companhia Brasileira de Alumínio

Categoria: Sustentabilidade com Foco no Processo Produtivo
Realização: Gestão de recursos hídricos na fábrica do fornecedor – tratamento da água captada do rio, utilização no processo produtivo e devolução para o rio, totalmente tratada
Fornecedor: Goodyear

 

Foto: Divulgação.

Agosto é o melhor mês em vendas desde 2015

São Paulo – O mercado brasileiro de veículos registrou, em agosto, o melhor resultado mensal desde janeiro de 2015. Segundo dados divulgados pela Fenabrave na segunda-feira, 3, foram licenciados 248 mil 638 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, crescimento de 14,8% sobre agosto do ano passado e de 14,3% na comparação com julho.

 

Em janeiro de 2015 os emplacamentos somaram 253,8 mil veículos. Foi a última vez que o mercado brasileiro fechou em patamar acima das 250 mil unidades, quase alcançado em agosto.

 

No acumulado do ano as vendas somaram 1 milhão 633 mil unidades, aumento de 14,9% com relação ao período janeiro-agosto do ano passado.

 

Com exceção de chassis de ônibus na comparação com julho todos os segmentos fecharam o mês e o acumulado do ano com crescimento. As vendas de chassis somaram 1 mil 954 unidades, 14,6% abaixo das 2 mil 289 do mês anterior – mas 6% superiores a agosto do ano passado. De janeiro a agosto o crescimento chegou a 16,1% no segmento, alcançando 11 mil 351 licenciamentos.

 

Em automóveis e comerciais leves, segmento mais volumoso, o aumento foi de 14,1% no acumulado do ano, com 1 milhão 575 mil licenciamentos. Em agosto foram comercializadas 239,2 mil unidades, avanço de 14% na comparação com igual mês de 2017 e de 14,7% com relação a julho.

 

As vendas de caminhões subiram 54,3% na comparação anual, fechando agosto com 7 mil 349 unidades licenciadas. Comparadas com as vendas de julho a alta foi de 11,6%, e no acumulado do ano o avanço chegou a 50,8%.

 

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, o desempenho reafirma a expectativa do setor para o ano. Disse ele, em nota: “Embora o cenário político esteja indefinido, o que nos impede de ter uma visão mais clara sobre seus efeitos na economia nos próximos meses, o mercado tem se comportado da forma esperada. Este desempenho positivo tem como pilares a estabilidade dos índices de confiança e da inadimplência no setor da distribuição”.

 

Modelos – O Chevrolet Onix foi mais uma vez o modelo mais vendido no mês, com 21,8 mil licenciamentos em agosto. O Hyundai HB20 seguiu o líder, com 10,6 mil unidades vendidas. O pódio foi completado pelo Ford Ka, que fechou o mês com 10,1 mil unidades emplacadas.

 

Foto: Divulgação.

Placa do Prêmio AutoData é entregue à Randon

São Paulo – O diretor de negócios internacionais da Randon, Eduardo Dalla Nora, recebeu a placa referente à indicação da empresa ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. Com o case de sua fábrica de implementos rodoviários e vagões ferroviários inaugurada em Araraquara, SP, a companhia é uma das quatro finalistas na categoria Produtor de Carroçarias e Implementos.

 

Foto: Julio Soares.

Metalúrgicos têm impasse com patrões em Caxias do Sul

Caxias do Sul, RS – Com data-base em 1º de junho e sem conseguir acordo para o dissídio coletivo após dez reuniões de negociações, três delas mediadas pelo TRT, Tribunal Regional do Trabalho, empresários e trabalhadores metalúrgicos de Caxias do Sul têm até o início da próxima semana para resolver os impasses. Passado este prazo o processo que tramita no TRT será arquivado e o dissídio seguirá para julgamento. No entanto, após reunião realizada na sexta-feira, 31, as lideranças dos trabalhadores sinalizaram para um eventual movimento de paralisação, por meio de frase atribuída ao presidente do sindicato, Claudecir Monsani, em comunicado distribuído pelo sindicato:

 

“Os empresários pensam somente no lucro. É hora de reagirmos. Nós é que determinamos o ritmo da produção”.

 

Desde as primeiras reuniões ficaram evidentes muitas dificuldades para um acordo. A mais recente surgiu na sexta-feira, em audiência mediada pelo desembargador e vice-presidente do TRT, Ricardo Carvalho Fraga, e pelo procurador do trabalho, Paulo Queiróz. A divergência é sobre a compensação de horas negativas com trabalho em alguns sábados, reivindicação dos empresários e rechaçada pelos metalúrgicos.

 

Os representantes do TRT propuseram alternativas para conciliação. Dentre elas a possibilidade de compensação das horas negativas em um sábado por mês, a partir de fevereiro de 2019. Ou que a compensação seja limitada aos trabalhadores estudantes e outras situações particularizadas, que poderiam ser regulamentadas pelas partes.

 

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, por meio de seu presidente, Reomar Slaviero, registrou na audiência que sem atendimento da proposta não serão mantidas outras vantagens oferecidas aos trabalhadores, como o reajuste salarial de 2,8%, a vigência das cláusulas sociais por 24 meses e a manutenção daquelas da última convenção coletiva, que vencem em setembro: “As empresas abriram mão de discutir outros pontos da proposta original, como a jornada 6 x 2, além de terem acolhido várias condições exigidas para a aceitação do banco de horas”.

 

Monsani, o dirigente dos trabalhadores, lembrou que, inicialmente, os empresários propuseram banco de horas sem limitador e pelo período de um ano: “Não aceitamos a nova proposta e conseguimos avançar para meio a meio, além do pagamento nos fins de semana e feriados. O impasse ficou na questão da compensação do saldo devedor de horas aos sábados”.

 

Foto: Franciele Colissi/Divulgação

Caoa Chery busca fornecedores nacionais

São Paulo – Ao passo em que acelera a produção de Jacareí, SP, e prepara a entrada de dois novos SUVs nas linhas de Anápolis, GO, a Caoa Chery busca fornecedores locais para ampliar o índice de nacionalização da companhia. O plano de localização, que já estava na mesa dos departamentos de compra e engenharia desde o acordo com os chineses, precisou ser acelerado por causa do cenário cambial, cada vez mais desfavorável às importações.

 

Segundo Márcio Alfonso, seu CEO, a ideia é agregar em torno de cinquenta novos fornecedores locais à base, atualmente composta por 44 empresas somadas as fábricas paulista e goiana. Ele contou que o programa prevê a nacionalização de cerca de quatrocentos itens, especialmente os que usam aço e plástico em sua composição, pois são materiais que, no Brasil, são competitivos.

 

“Temos fornecedores muito competitivos e qualificados, o que ajuda muito. Como agora o câmbio joga ao nosso lado, temos que fazer esse programa de localização”, disse, acrescentando que há também o custo de capital pressionando. “Enquanto uma peça comprada aqui chega em duas semanas, as importadas demoram até noventa dias”.

 

Alfonso citou itens como para-brisa, amortecedores, painéis moldados, filtros, forrações, freios, componentes de motor e sistemas elétricos como exemplos de componentes que a Caoa Chery já tem desenvolvido.

 

Em agosto Jacareí alcançou a marca de 1,5 mil unidades produzidas, melhor marco desde que a Caoa assumiu a operação. Desde abril, quando o Tiggo 2 entrou em linha, foram contratados 190 funcionários e há processo seletivo aberto para contratar de 180 a 200 novos profissionais, pois em setembro a linha do sedã Arrizo 5 começará a operar. O modelo deverá chegar ao mercado logo após o Salão do Automóvel de São Paulo.

 

Em paralelo, a Caoa Chery prepara a produção de dois SUVs, o Tiggo 4 e o Tiggo 7, em Anápolis, onde não haverá necessidade de contratação – segundo Alfonso, profissionais que operavam as linhas de modelos Hyundai serão transferidos para a nova área. O Tiggo 4 chega até o fim do ano e o Tiggo 7 deverá ser lançado apenas em 2019.

 

Alfonso estima que, somadas, Anápolis e Jacareí entregarão 35 mil modelos Caoa Chery em 2019. Com isso, a marca busca alcançar pouco mais de 1% de participação no mercado do ano que vem.

 

Para suportar esse avanço da fábrica, a rede também não para de crescer. Até o fim do ano a ideia é ter 60 pontos de vendas espalhados pelo País e abrir 30 novas lojas no ano que vem – a maioria na região Sudeste.

 

Foto: Divulgação.