Moura dobra capacidade com fábrica em Belo Jardim

São Paulo – O Grupo Moura inaugurou na quarta-feira, 29, nova fábrica de baterias automotivas em Belo Jardim, PE, a 180 quilômetros de Recife. Foram investidos R$ 170 milhões nessa primeira etapa, usando recursos do Banco do Nordeste, Finep e BNDES.

 

Diedicada à produção de baterias com maior capacidade, para serem usadas em SUVs, caminhonetes, picapes e caminhões, a unidade poderá, no pico de operação, entregar até 10 milhões de baterias/ano, o que dobrará a capacidade atual da empresa, que possui seis outras fábricas no Brasil e na Argentina.

 

Segundo a Moura informou em comunicado a fábrica tem flexibilidade e está homologada para produzir um mix diversificado de baterias. Nesta primeira fase, com duzentos funcionários, deverá entregar até o fim do ano 1 milhão de baterias, sendo 15% para exportação.

 

Foto: Tom Cabral/Divulgação.

Ford Caminhões expande linha Cargo com versão 8×2

Farroupilha, RS – A Ford Caminhões apresentou na quinta-feira, 30, o sétimo integrante da linha Cargo Torqshift, o caminhão 3031 versão 8×2.  O veículo é fruto de ciclo de investimento iniciado em 2012 e, desde 2016, veio sendo desenvolvido para o mercado brasileiro e dos demais países da América do Sul, sobretudo o Chile.

 

A empresa inseriu a nova versão na linha de produção da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, em fevereiro. Um pequeno lote foi produzido e, as unidades, enviadas para testes em grandes clientes — como a Ambev, que fechou recentemente a compra de trinta unidades. Em agosto a Ford iniciou a produção regular da versão 8×2 do 3031, com início de vendas planejado para setembro.

 

A versão chega para atender a nicho de mercado considerado pela Ford promissor nos próximos anos, que é o de transporte de cargas feitas em veículos de chassi rígido. A empresa projeta crescimento de 20% nas vendas de caminhões do segmento este ano, na comparação com o ano passado, coisa de 40,7 mil unidades até dezembro, pouco mais, pouco menos. Em agosto a expectativa é a de que o mercado tenha vendido volume acima de 7 mil unidades.

 

De acordo com seu diretor de vendas e marketing, Oswaldo Ramos, o crescimento projetado foi construído em função das demandas do agronegócio. Ele também destacou “o sucesso” do modelo 8×2 no transporte de outros produtos: “Recebemos pedidos para aplicação de transporte em tanques, cargas frigoríficas e carga seca”.

 

O desenvolvimento teve como guia o que Ramos denominou como a nova necessidade dos clientes nessas áreas. Isso fez com que a equipe de engenharia acrescentasse novos elementos ao veículo, cujo powertrain e cabine são os mesmos dos irmãos da linha Torqshift. Dentre as principais novidades estão o segundo eixo estercível e motor com maior potência:

 

“Com esse elemento conseguimos aumentar a capacidade de carga do modelo o que, na prática, significa que podemos oferecer um veículo semipesado que tenha uma relação custo-benefício mais competitiva e sem superdimensionar o veículo à demanda do cliente”.

 

O 3031 8×2 é homologado para transportar 29 toneladas e tem capacidade técnica para mais, para 30 toneladas. Com o aumento da capacidade de carga surgiu a necessidade de um novo motor. No caso, o Cummins ISB 6.7, de 7 litros e 306 cv.

 

O projeto valorizou, segundo a empresa, a manutenção mais barata. Para isso os engenheiros optaram por maximizar o número de componentes padrão, ou seja, aqueles que são encontrados no mercado com maior facilidade. Um novo sistema pneumático foi instalado para permitir a suspensão do segundo eixo direcional. Freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem, o EBD, também integram o veículo.

 

Mas o que é tratado como grande novidade pela empresa é o câmbio automatizado de dez marchas fornecido pela Eaton. Ele é considerado “um trunfo no planejamento comercial traçado para o 3031 8×2”, disse Ramos: “Inserimos este modelo no contexto da automatização, tendência que vem crescendo no segmento de semipesados. Como é um veículo de apelo baseado no custo e otimização da operação do cliente, oferecer uma versão do modelo equipada com câmbio automatizado foi fundamental”.

 

A versão equipada com câmbio manual, de nove marchas, está no portfólio porque há frotistas que ainda se mostram resistentes à nova tecnologia de transmissão: “Dos pedidos que já recebemos deste modelo 80% dos vendidos foram da versão automatizada. Os 20% são clientes que ainda têm frota composta por caminhões equipados com câmbio manual, e é natural que haja um tempo de assimilação do que é novo”.

 

Outras fabricantes também apostaram na aplicação de transmissão automatizada no segmento. A Iveco, por exemplo, tem uma versão do Tector com este tipo de transmissão. A empresa projetou, no ano passado, que até o fim de 2019 uma fatia de 80% da frota brasileira será composta por veículos com câmbio automatizado. Neste sentido a Ford expandirá para outras versões a caixa  automatizada até dezembro.

 

Foto: Divulgação.

Renault apresenta crossover Arkana na Rússia

São Paulo – A Renault apresentou na quarta-feira, 29, no Salão do Automóvel de Moscou o modelo crossover Arkana, que será produzido no Brasil em 2020. O modelo foi apresentado como show car, termo usado pela fabricante para se referir a uma versão de apresentação ainda sujeita a alterações. Na Rússia, ele será lançado no ano que vem.

 

De acordo com Laurens Van den Acker, diretor mundial de design industrial do Grupo Renault, o novo modelo é “uma fusão única entre a elegância de um sedã e a robustez de um SUV”. Com este mote, a empresa deve lançar o veículo no mercado como crossover cupê, uma categoria que, segundo a fabricante, é “o nicho mais dinâmico e competitivo da indústria automobilística, principalmente para os SUVs”.

 

O conceito, apontou Nicolas Maure, vice-presidente das operações da companhia na região da Eurásia, surgiu na Rússia: “O projeto foi conduzido com grande envolvimento das equipes da Renault na Rússia. O Arkana responde às expectativas dos clientes russos, mas também a de inúmeros clientes de todo o mundo, permitindo que o Grupo Renault acelere ainda mais sua expansão internacional”.

 

Foto: Divulgação.

Chevrolet Onix Joy 2019 muda pouco e fica mais caro

São Paulo – O Chevrolet Onix Joy 2019 foi lançado na quarta-feira, 29, e continuará como a versão de entrada do modelo, com preço inicial de R$ 44 mil 590, alta de quase R$ 1 mil na comparação com a linha 2018. Mantendo o visual antigo, a versão Joy traz novo acabamento para faróis e lanternas e calotas.

 

Internamente os bancos têm novo revestimento e os cinco lugares têm cinto de segurança de três pontos. Os principais itens de série da linha 2019 são direção elétrica progressiva, painel com velocímetro digital, conjunto elétrico e ar-condicionado. O motor segue o mesmo 1.0 flex de até 80 cv com etanol e o câmbio também continua sendo manual de seis marchas. 

BorgWarner decide apostar nas três frentes

São Paulo – A BorgWarner deixou de lado a tentativa de prever o futuro das tecnologias de propulsão e optou por seguir investindo nas três alternativas existentes atualmente: combustão, híbridos e elétricos. A intenção da companhia, de acordo com seu diretor global de marketing e relações públicas, Günter Krämer, é liderar o fornecimento nos três setores nos próximos anos.

 

“No futuro a mobilidade continuará sendo transportar do ponto A ao ponto B. Pouco importa se for por meio de um veículo autônomo, híbrido, elétrico ou a combustão. Nosso papel é esse: fornecer sistemas para permitir essa mobilidade. Como não conseguimos prever o futuro, devemos nos preparar para atender a todos os segmentos de propulsão.”

 

Krämer está no Brasil esta semana para visitar as operações brasileiras da BorgWarner e aproveitou para apresentar a visão do futuro da empresa a jornalistas na quarta-feira, 29. Mostrou alguns dados para argumentar a decisão de não abandonar nenhuma tecnologia de propulsão e seguir atendendo demandas de todos os seus clientes.

 

Segundo estes dados em 2018 serão produzidos 97 milhões de motores. Destes 94% com tecnologias a combustão interna – diesel, gasolina, etanol –, de 4% a 5% híbridos e de 1% a 1,5% elétricos. Em cinco anos, com o crescimento da produção de veículos, a fabricação de motores saltará para 107 milhões de unidades, mas com uma distribuição diferente: cerca de 75% a combustão, 20% híbridos e de 5% a 6% elétricos.

 

Para Krämer existem alternativas diferentes para cada região do mundo. Ele não acredita, por exemplo, em amplo avanço dos carros elétricos na América do Norte, onde o consumidor gosta de andar em grandes picapes. Mas na Europa há forte tendência para híbridos e elétricos e na China, graças ao incentivo do governo, a eletrificação é um caminho aparentemente sem volta.

 

Günther Kräemer não tem dúvidas: “Nossa missão será fornecer a solução adequada para cada país”.

 

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Goodyear apresenta novo pneu e trabalha no próximo lançamento

São Paulo – A Goodyear ampliou a linha MaxSeries com o lançamento do pneu Armor Max OTR, dedicado a veículos que rodam no fora de estrada e encaram percursos altamente agressivos, e já trabalha no próximo lançamento da linha, que chegará ao mercado até o fim do ano. Segundo seu gerente de marketing, Eduardo Schilling, o Armor Max OTR será vendido primeiro no mercado de reposição e, depois, será fornecido para as montadoras:

 

“Não temos uma data específica para começar a fornecer OEM, mas as negociações e o processo de homologação já estão sendo realizados e ao longo do ano que vem ele deverá ser usado por algumas empresas que produzem caminhões para aplicações off-road”.

 

Para se destacar nesse segmento, no qual os clientes são muito exigentes, a Goodyear aposta nas características do produto. De acordo com Schilling o novo pneu é produzido com composto especial, com nível maior de borracha natural, permitindo que o pneu se molde com mais facilidade às pedras e a tudo aquilo que pode furar o pneu, reduzindo também a possibilidade de picotamento durante a operação do cliente. O Armor Max OTR será produzido na unidade de Americana, SP, com sete anos de garantia, mas a Goodyear não revelou quantas unidades pretende produzir por ano, assim como a projeção de vendas.

 

Por causa do desenvolvimento específico para rodar no fora de estrada, o Armor Max OTR não deve rodar no asfalto: “Independente da configuração do veículo o que nós recomendamos é que ele seja utilizado apenas em percursos 100% off-road, para garantir a sua durabilidade”.

 

Schilling também ressaltou que o pneu é dedicado a caminhões que operam neste tipo de terreno e não pode ser usado em máquinas que operam na mesma situação, pois as medidas são muito diferentes.

 

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Rota 2030 atrairá novos investimentos da BorgWarner

São Paulo – Assim como o Inovar Auto gerou demanda capaz de justificar a nacionalização de diversas linhas de produtos, sobretudo os que auxiliam no avanço da eficiência energética dos veículos, o Rota 2030 permitirá à BorgWarner trazer mais tecnologias para sua operação brasileira. Essa é a leitura de Vitor Maiellaro, seu diretor geral, sobre o novo regime automotivo – com a ressalva de que ainda não são conhecidos seus pormenores, à espera de decreto a ser publicado pelo governo.

 

Para o executivo a busca por eficiência energética obrigará as montadoras a adotar em seus futuros projetos produtos que estão disponíveis no portfólio da BorgWarner, justificando a produção local: “A BorgWarner tem como princípio atender ao cliente na região em que ele produz. Portanto é natural que estas linhas sejam instaladas em nossas unidades brasileiras”.

 

Maiellaro não citou exemplos de produtos, mas admitiu que já há consultas e pedidos de orçamentos por sistemas ainda não disponíveis no portfólio nacional: “As montadoras terão que entregar melhora na eficiência energética e em segurança veicular. Da parte de eficiência nós temos soluções”.

 

Ele recorda que, graças ao Inovar Auto, regime automotivo encerrado em dezembro, sistemas como turbo flex, corrente de sincronismo, comando variável de válvulas, embreagem viscosa e motores de partida, convencional e start stop, ganharam linhas nas fábricas locais da BorgWarner – em Itatiba e em Piracicaba, SP, e em Brusque, SC.

 

Graças ao Inovar Auto a companhia trouxe três novas unidades de negócio ao País – agora são cinco presentes aqui: a PDS, Power Drive Systems, que faz motores de partida e alternadores, a Turbo Systems, responsável pelos turbocompressores, a Morse Systems, de correntes, a Thermal Systems, que faz embreagens viscosas, e a Emission Systems, que produz sistemas de controle de emissões. Das seis disponíveis no mundo apenas a Transmission, que produz transmissões automáticas, não está no Brasil.

 

“Nossa produção vem crescendo, mas ainda não retornamos aos níveis de 2012, 2013. Temos ainda ociosidade nas fábricas, mas está cada dia menor e não impedem futuros investimentos.”

 

No ano que vem, ainda no primeiro semestre, a companhia começa a fornecer a partir de sua unidade de Itatiba o variador de fase para motores com comando variável de válvulas. A linha já está operando em testes, com os primeiros protótipos entregues para um cliente fazer a validação.

 

O que deverá demorar um pouco, mesmo após o impulso do Rota 2030, é a nacionalização de componentes híbridos e elétricos. Para Maiellaro não há espaço para isso nos próximos cinco anos, ao menos no Brasil: “Existem conversas, de engenheiro para engenheiro, que ainda não avançaram para o estágio de cotação. São apenas consultas. É preciso alto volume para reduzir os custos”.

 

Ele defende, também, a manutenção dos investimentos em tecnologias flex antes de partir para a eletrificação. Segundo o diretor geral da BorgWarner há um amplo espaço de crescimento na tecnologia do etanol a ser ainda explorado.

 

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Scania inaugura fábrica com solda a laser

São Paulo – A Scania inaugurou na terça-feira, 28, a primeira fábrica no Brasil com solda a laser para os dezenove modelos de cabines da nova geração de caminhões da companhia. O investimento em São Bernardo do Campo, SP, onde fica a nova unidade de 13 mil m² e mais de 160 funcionários — que receberam cerca de 10 mil horas de treinamento para atuar nas áreas automatizadas — foi de aproximadamente R$ 340 milhões, para uma capacidade para produzir até 25 mil cabines por ano.

 

Com a inauguração da nova unidade a Scania passa a ser a única empresa fabricante de veículos comerciais do País a utilizar sistemas a laser no processo de solda de 100% de suas cabines, que é feito por 75 robôs dedicados, aumentando a qualidade da vedação das cabines e a sua resistência estrutural.

 

Ricardo Cruz, gerente executivo da fábrica de solda de cabines, disse que é uma das mais modernas e automatizadas da Scania: “Essa fábrica é um espelho da nossa matriz na Suécia. Com esta unidade revolucionamos os processos de manufatura integrada, com controle da produção desde o pedido até a entrega do veículo ao cliente. Trouxemos para o País que há de mais moderno em tecnologia industrial para a fabricação de caminhões seguros e eficientes”.

 

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Ford premia seus melhores fornecedores

São Paulo – A Ford entregou a catorze fornecedores o Top Supplier 2018, reconhecimento àquelas empresas que mais se destacaram em suas categorias. O evento foi realizado pela primeira vez na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, onde se reuniram os 150 melhores fornecedores da região.

 

Para escolher os melhores fornecedores, a Ford considera critérios como indicadores de qualidade, entrega, custos competitivos, relacionamento comercial, condições de trabalho, desenvolvimento do produto, serviço ao cliente, logística e manufatura.

 

Compareceram ao evento executivos de Detroit, como Lisa Drake, vice-presidente global de Powertrain e Operações de Compras, Burt Jordan, vice-presidente global de Veículos e Compras Indiretas e Joe Smyth, diretor-executivo global de Engenharia de Qualidade ao Fornecedor.

 

Na ocasião foram apresentados resultados e planos de negócio da companhia, em âmbitos global e regional.

 

Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, e Allan Guimarães, diretor de compras, agradeceram o desempenho e comprometimento dos fornecedores: “Nossos fornecedores são responsáveis por 70% do custo dos nossos veículos e a parceria que temos com eles é muito importante. Quando planejamos esse evento, o objetivo era trazê-los para dentro da nossa fábrica”.

 

Confira os premiados nas catorze categorias.

 

  • Carroceria e Exterior: ITW Delfast do Brasil
  • Carroceria e Interior: Magna do Brasil
  • Chassis: Fric Rot Saic
  • Sistemas Elétricos e Eletrônicos: Yazaki do Brasil
  • Componentes de Powertrain: Mahle
  • Instalações de Powertrain: Faurecia Emissions Control Technologies
  • Matéria-Prima Estampada: Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas
  • Materiais Industriais: Iturri Coimpar Indústria e Comércio de EPI´s
  • Serviços: Bradesco Saúde
  • Logística & Transporte: Rodoviário Líder
  • Máquinas e Equipamentos: Prodismo SLR
  • Peças e Acessórios: Cosan Lubrificantes e Especialidades
  • Caminhões: Denso do Brasil
  • Troller: Alpha Metalúrgica

 

Foto: Divulgação.