Novo SUV compacto da Citroën fica abaixo dos R$ 100 mil

Mogi das Cruzes – No segmento mais competitivo do mercado atualmente, o dos SUVs compactos, o preço, muitas vezes, define a escolha do consumidor. A Citroën, que trabalha para crescer sua participação no País, posicionou o C4 Cactus como uma das opções mais em conta sem, no entanto, deixar de oferecer tudo o que o cliente mais deseja: conectividade, design, desempenho e uma novidade na marca, atendimento diferenciado.

 

O Citroën C4 Cactus na versão Shine Pack, topo de linha, com motor 1.6 THP – Turbo High Pressure – e transmissão automática tem preço sugerido de R$ 99 mil. O concorrente mais próximo em termos de preços parte de R$ 103 mil. Segundo a marca francesa, o Cactus mais caro representará 15% do mix de venda do produto.

 

As vendas começam em setembro com opção de outras quatro versões: a de entrada, Live 1.6, motor aspirado e transmissão mecânica, parte de R$ 69 mil e terá a menor procura, apenas 5% das vendas do modelo.

 

Já o C4 Cactus na versão Feel 1.6 aspirado terá na versão mecânica 15% das vendas ao preço de R$ 73 mil 500. A opção com transmissão manual representará 25% do mix e será vendida a R$ 80 mil.

 

Há também uma versão Feel 1.6 com transmissão automática a R$ 85 mil e a Shine com motor 1.6 THP a R$ 95 mil. Cada uma dessas opções terá, segundo a Citroën, 20% de participação nas vendas.

 

Para Ana Thereza Borsari, Country Manager da Peugeot, Citroën e DS no Brasil, o C4 Cactus representa uma nova fase da Citroën no Brasil.

 

“Acreditamos que esse novo modelo poderá marcar uma nova presença da Citroën no mercado. Esperamos negociar 2 mil unidades do C4 Cactus mensalmente em 2019”.

 

Citroën & Você – O SUV compacto da Citroën chega para marcar também um novo posicionamento da rede de distribuição no País. Após uma reestruturação que retirou a bandeira de alguns grupos e enxugou a rede para 103 pontos a Citroën agora inicia uma ofensiva para tratar melhor o cliente e, assim, fidelizar o consumidor.

 

O programa denominado Citroën & Você pretende atrair o público por meio de uma série de iniciativas como a garantia de recompra dos veículos da marca com bônus de até R$ 3 mil. Além disso, dará 10% de desconto a cada revisão que poderá ser usado na aquisição de peças e acessórios e mais descontos para compra de componentes de veículos antigos da marca. E o cliente poderá, a qualquer momento, sem aviso prévio, realizar a checagem e a eventual substituição de todos os fluidos do veículo sem custo.

 

A Citroën está lançando o Seguro Conectado, um serviço desenvolvido em parceria com a Sura Seguros e oferecido pela primeira vez por uma marca no Brasil. Por meio da instalação de um hardware no carro, o Seguro Conectado oferece informações via aplicativo sobre o modo de dirigir do cliente, permitindo, segundo a fabricante, descontos anuais de até 20%.

 

“Há uma série de outras políticas que adotaremos juntos, a marca e toda a rede, que está fechada com o compromisso de trazer o cliente para dentro de nossa casa e surpreende-lo com um atendimento realmente diferenciado”, diz Borsari.

 

Com o novo C4 Cactus a um preço competitivo e a nova política de pós-venda a Citroën pretende dobrar suas vendas em 2019 chegando próximo do volume de 50 mil unidades.

Volvo vende 110 ônibus para viação Santa Brígida

São Paulo – A Volvo Buses vendeu 110 ônibus para a Viação Santa Brígida, que opera na Zona Noroeste da cidade de São Paulo. É a maior entrega do modelo B250R já feita pela companhia, segundo comunicado divulgado na terça-feira, 28.

 

Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses, disse que há tempos a população espera por ônibus de qualidade e tecnologia: “Estamos muito orgulhosos em termos sido escolhidos pela Santa Brígida para fornecer veículos modernos, confortáveis e seguros, que melhorarão a mobilidade e a qualidade de vida de milhares de pessoas”.

 

Fotos: Divulgação.

Decreto do Rota 2030 retorna às mãos da Fazenda

São Paulo – O decreto que regulamentará eficiência energética e itens de segurança, fatores vinculados ao Rota 2030, segue em análise no Ministério da Fazenda, segundo Margarete Gandini, diretora do departamento de indústria e mobilidade e logística do MDIC. A aprovação do documento está atrasada: deveria passar a valer trinta dias após a assinatura da MP do Rota 2030, ocorrida em 5 de julho, o que não aconteceu.

 

De acordo com a diretora do ministério, o texto do decreto suscitou dúvidas técnicas na equipe da Fazenda, que solicitou esclarecimentos a respeito da redução do tributo:

 

“É mais uma questão de redação do texto do que mudanças no que já foi proposto no documento assinado em julho. A Fazenda procurou entender as fórmulas que estabelecem os critérios de redução do IPI, por exemplo”.

 

Apesar do pedido feito pelo Ministério da Fazenda, a diretora do MDIC garantiu que não haverá alteração no sentido do documento. Na semana passada o MDIC se debruçou sobre os pontos sublinhados pela Fazenda no texto do decreto. O documento já retornou e a situação, no momento, é a de que ele seja ratificado “o mais rápido possível”.

 

Uma vez finalizado o processo de revisão do texto serão redigidas as portarias com os pormenores dos itens do regulamento. O documento então seguirá para sanção presidencial e, na sequência, para publicação no Diário Oficial da União, quando entrará em vigência. O cenário mais otimista é o de que o processo esteja completado no primeiro trimestre de 2019.

 

Acordo com Argentina – A diretora do MDIC disse que será agendada reunião, em setembro, sobre a prorrogação do acordo bilaterial mantido pelo  Brasil e a Argentina: “O que está em discussão é a possibilidade de poder ampliar esse prazo, mas as conversas estão em estágio muito inicial”.

 

A indústria dos dois países, segundo Margarete Gandini, está atenta ao tema porque a prorrogação significa, na prática, também um tempo maior para que sejam estipulados ciclos de investimentos em produção e desenvolvimento de novos veículos.

 

Foto: Divulgação.

Caminhões MAN serão vendidos na Guatemala

São Paulo – A Volkswagen começará a explorar o mercado de caminhões da Guatemala, representada na região pela Continental Motores, que apresentou os modelos de 6 a 40 toneladas que farão parte do seu portfólio.

 

A Continental Motores importa automóveis Volkswagen há sessenta anos e, agora, investe na representação VW no segmento de veículos comerciais, de olho no potencial de crescimento que o mercado guatemalteco possui, principalmente nas áreas de transporte de cargas de maiores toneladas e capacidade.

 

Marcos Forgioni, vice-presidente de vendas e marketing para mercados internacionais da MAN, disse que os produtos da companhia ganham cada vez mais mercados “por sua robustez”.

 

Fotos: Divulgação.

Schaeffler completa 60 anos de Brasil

São Paulo – Na quarta-feira, 29, a Schaeffler completa 60 anos de presença no Brasil. Dona das marcas LuK, INA e FAG, a empresa fornece para grandes indústrias e para fabricantes de veículos instaladas aqui – segundo a companhia, em comunicado, seus produtos estão presentes em mais de 90% da frota circulante de veículos.

 

Para o presidente e CEO da Schaeffler América do Sul, Marcos Zavanella, “completar 60 anos de trajetória no Brasil é motivo de grande orgulho para nós. Mas, para conquistar um mercado tão desafiador, criamos bases internas muito firmes para o desenvolvimento dos negócios”.

Toyota investirá US$ 500 milhões na Uber

São Paulo – A Toyota investirá US$ 500 milhões na Uber como parte de acordo de cooperação para o desenvolvimento de veículos autônomos em massa, segundo comunicado divulgado pela companhia. A parceria tem como principal objetivo oferecer os veículos autônomos em um serviço de mobilidade em grande escala.

 

Para atingir o objetivo as tecnologias autônomas da Uber equiparão veículos Toyota que serão desenvolvidos para integrar a frota de compartilhamento oferecida pela companhia. A projeção de lançamento do primeiro modelo é para 2021, ainda como piloto. Shigeki Tomoyama, vice-presidente executivo da Toyota, disse que a parceria com a Uber “ajudará a acelerar o desenvolvimento da mobilidade futura”.

Cummins recebe a placa do Prêmio AutoData

São Paulo – Pelas mãos de sua diretora executiva, Neuraci Pereira de Carvalho, a Cummins recebeu a placa por sua indicação na categoria Powertrain do Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. A fabricante de motores diesel com fábrica em Guarulhos, SP, investiu US$ 600 mil para nacionalizar a produção de turbos para motores diesel pesados.

 

Foto: AutoData.

AutoData Weekly Edition destaca o Fórum de Veículos Comerciais

São Paulo – Com acesso livre, e em inglês, já está no ar a AutoData Weekly Edition, que traz o que de melhor foi publicado na Agência AutoData na semana passada. Em destaque o Fórum AutoData de Veículos Comerciais, realizado em Caxias do Sul, RS, que traçou o cenário da produção de caminhões, ônibus e das empresas localizadas no polo automotivo local. Novidades da Toyota e da Mercedes-Benz também estão disponíveis clicando aqui.

Indústria dividida sobre desenvolvimento de elétricos

São Paulo – Enquanto o Rota 2030 segue em tramitação para que o tornem lei, e o governo, de forma paralela, trabalha para finalizar o Plano Nacional de Eletromobilidade, setores envolvidos na eletrificação de veículos discutem quais caminhos de políticas setoriais devem seguir para que o País se integre ao contexto global dos veículos elétricos.

 

Durante o seminário de eletromobilidade promovido pela Anfavea na terça-feira, 28, em São Paulo, representantes das empresas fabricantes de veículos, de autopeças e do governo mostraram que há convergência de interesses quando o assunto é desenvolver veículos elétricos. A direção a seguir, no entanto, não é compartilhada de forma unânime.

 

A Anfavea acredita que o histórico nacional de geração e aplicação de biocombustível não deve ser abandonado no processo. Para seu presidente, Antonio Megale, o Brasil precisa ter a posição de um competidor global no fornecimento de tecnologias verdes:

 

“Mesmo que o mundo esteja caminhando para a eletrificação, devemos mostrar ao mercado global no que somos mais fortes. São anos de desenvolvimento do combustível, que é sustentável, que não podem ser descartados”.

 

Margarete Gandini, diretora do departamento de indústria e mobilidade e logística do MDIC, endossou o comentário da Anfavea sobre o tema, acrescentando que o Brasil deve escolher o seu caminho rumo à eletrificação levando em consideração o seu perfil diferente dos países que optaram por incentivar a produção e o uso dos veículos elétricos:

 

“China, Estados Unidos e países da Europa são os maiores emissores de poluentes do mundo, por isso aceleraram políticas de adoção do elétrico. O Brasil tem um caminho diferente, pois não temos, necessariamente, que seguir o caminho dos outros países em função do nosso histórico. Temos caminhos adicionais em termos de tecnologia para motorização”.

 

A visão da cadeia de autopeças, por outro lado, é divergente quanto ao caminho a indústria deve seguir. Gábor János Déak, conselheiro do Sindipeças, disse que o Brasil deveria focar seus esforços no campo da eletrificação para que não perca uma “oportunidade que não voltará mais”, citando que a frota de veículos movidos a etanol no mundo representa cerca de 4% do total:

 

“No horizonte previsivel e estável proposto pelo Rota 2030 seriamos capazes de nos inserir na cadeia global de autopeças, que corre no sentido da eletrificação, com o surgimento de novos componentes para o powertrain elétrico. O caminho que estamos escolhendo pelo Rota, no entanto, é um caminho de continuismo do que foi feito. Só que, infelizmente, representamos de 3% a 4% da produção mundial enquanto que os outros 97% caminham para outro lado”.

 

Foto: Divulgação.

Sindipeças projeta 180 mil empregos em 2019

São Paulo – O setor de autopeças deve terminar o ano com 175 mil funcionários e, em 2019, o número de postos de trabalho chegará a 180 mil, segundo projeção apresentada pelo Sindipeças no seminário de eletromobilidade da Anfavea, realizado na terça-feira, 28, em São Paulo. O aumento da oferta de trabalho acompanha o crescimento do faturamento esperado: em 2018 pode chegar a R$ 89 bilhões, 14% a mais do que a de 2017. Para 2019 a entidade projeta faturamento de R$ 97 bilhões, o que significará alta de 8,4%.

 

De acordo com Gábor János Déak, ex-presidente da Delphi e conselheiro do Sindipeças, as projeções refletem o aumento da produção desde o ano passado. O setor de autopeças, recuperando-se da queda iniciada em 2013, estava ocioso e a recuperação iniciada no ano passado acabou por ocupar parte da capacidade.

 

O aumento dos postos de trabalho, de acordo com Déak, significa que a demanda voltou a crescer nas indústrias que fornecem componentes:

 

“O setor de autopeças passa a sentir os resultados da recuperação das vendas em um momento posterior ao das fabricantes de veículos, sobretudo dentro das médias e pequenas empresas. Com aquecimento das vendas, e negociações com as montadoras, as empresas produtoras de autopeças passaram a confiar em um cenário que justifica investimento e consequente crescimento do faturamento”.

 

Dados do Sindipeças mostram que o setor perdeu 67,5 mil vagas de trabalho de 2011 a 2016, período em que se acentuou a crise no mercado interno de veículos. Ainda que as projeções apontem para abertura de mais vagas até 2019, a quantidade não deverá ir além do patamar esbelecido para 2019. O aumento da automação das indústrias e o volume de produção esperado para os próximos anos são apontados como fatores de estabilização do nível de emprego no setor.

 

O Sindipeças espera que, até 2023, a produção de veículos seja de 3,7 milhões de unidades/ano, o que, caso se confirme, representa a volta do setor aos níveis de produção de 2013.

 

Foto: Divulgação.