ABB lança carregador para casas e condomínios

São Paulo – A ABB, empresa que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos, lançou globalmente o novo carregador EVLunic AC para uso doméstico. Segundo a companhia, é opção mais barata de seu portfólio — e já está disponível para compra no Brasil, com preços que vão de R$ 5 mil até R$ 18 mil. O aumento da oferta local de carregadores da empresa vai de acordo com o que ela espera para os próximos anos, segundo seu gerente de negócios de produtos para eletrificação, Marcelo Vilela:

 

“Acreditamos que os veículos elétricos e híbridos são um caminho sem volta para o setor automotivo. Com a redução do IPI que o Rota 2030 trará para esse tipo de veículo e o aumento da infraestrutura, que é o nosso papel, haverá crescimento nos próximos anos. Podemos até localizar a produção do EVLunic, mas tudo dependerá da demanda do mercado interno”.

 

No ano passado foram vendidos 3 milhões de veículos eletrificados em todo o mundo e Vilela acredita que este ano as vendas chegarão a 7 milhões.

 

De acordo com ele, empreendimentos comerciais e residências de alto padrão são os possíveis compradores do carregador, para oferecer ao público a possibilidade de carregar seus carros enquanto trabalham, ou durante a noite, no caso das residências: “Esse é o nosso principal público alvo, porque atualmente é necessário ter um pouco mais de recurso para possuir um carro elétrico ou híbrido no Brasil. Também estamos de olho nos proprietários que tenham interesse em instalar um ponto de recarga em sua residência”.

 

Quando instalado em uma residência, o consumo do carregador virá na conta de luz mensal. No caso de condomínios e outros locais de uso coletivo, existe a possibilidade de medir individualmente por meio de um cartão de identificação que registra, em sistema criado pela ABB, o consumo de cada recarga. Em um condomínio, por exemplo, é possível enviar a cada condômino o valor de suas recargas junto com a conta mensal.

 

Os interessados podem comprar o carregador direto com a ABB, mas o principal canal de vendas serão instaladores e integradores, empresas especializadas na instalação de postos de recarga para elétricos. Segundo Vilela, são necessárias algumas mudanças na instalação elétrica da residência ou do condomínio para que o carregador funcione de maneira segura.

 

Foto: Divulgação.

Pontos de recarga da ABB crescerão com projeto da eletrovia

São Paulo – O projeto da ABB de desenvolver a primeira eletrovia no Brasil, no estado do Paraná, em parceria com a concessionária estatal local Copel alavancará o número de postos de recarga que a empresa possui por aqui, de acordo com Marcelo Vilela, gerente de negócios de produtos para eletrificação:

 

“Divulgamos o projeto no começo do ano e já instalamos dois pontos de recarga. Até o fim do ano instalaremos mais seis, chegando a dez postos no Brasil, uma vez que temos outros dois pontos instalados no estado de São Paulo”.

 

A eletrovia está em instalação na BR-277 que liga as cidades de Paranaguá e Foz do Iguaçu, PR, em um trajeto de 608 quilômetros.  Os pontos de recarga da rodovia têm capacidade para carregar de 80% a 90% da bateira dos veículos em um prazo de 15 a 30 minutos, dependendo do modelo. A distância entre um ponto e outro será de 100 a 150 quilômetros e os conectores são compatíveis com todos os modelos comercializados no Brasil.

 

Na visão da ABB, o mercado de veículos elétricos e híbridos no Brasil terá crescimento expressivo nos próximos anos e, de olho nesse novo modelo de negócios, a empresa já negocia com outras companhias para criar parcerias que desenvolvam a infraestrutura necessária. “Além de não ser poluente, estudos comprovam que o quilômetro rodado com um veículo elétrico é 75% mais barato do que com um movido a gasolina”.

 

Além dos dois pontos de recarga que a empresa já instalou no Paraná, existem mais dois nas rodovias Bandeirantes e Anhanguera, que ligam as cidades de São Paulo a Campinas, em parceria com a CPFL, Companhia Paulista de Força e Luz. No mundo, a ABB já instalou mais de sete mil pontos de recarga para esse tipo de veículo.

 

Fotos: Dani Catisti / Copel.

VW Delivery 6.160 na Argentina e no Chile

São Paulo – Depois de México e Uruguai chega a vez dos mercados argentino e chileno começarem a receber o Volkswagen Delivery 6.160, integrante da família renovada este ano pela MAN Latin America. Equipado com transmissão Eaton ESO-4206 de seis velocidades e motor Cummins ISF 2,8 litros, o modelo, produzido em Resende, RJ, rodou mais de 4 milões de quilômetros em toda a América Latina durante o seu desenvolvimento.

 

Segundo Federico Ojanguren, gerente geral da divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen Argentina, o segmento de caminhões leves possui grande representatividade na América Latina e o Delivery 6.160 teve uma boa recepção nos mercados em que foi lançado.

 

Julio Torres, gerente da divisão de caminhões e ônibus da Porsche Chile, que representa a MAN naquele país, afirmou em nota que as vendas de modelos de 6 toneladas representam 18,6% do mercado chileno:

 

“Já podemos decretar o sucesso da nossa gama Delivery, que agora conquistará o mercado com este novo e competitivo caminhão de 6 toneladas com o qual voltamos a entrar em um segmento de alto dinamismo”.

 

Foto: Divulgação.

Placas do Prêmio AutoData são entregues à Mercedes-Benz

São Paulo – Indicada em três categorias ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018, Mercedes-Benz recebeu, por meio de sua equipe de comunicação, as placas de Montadora de Veículos Comerciais, Marketing Comunicação e Propaganda e Veículo Ônibus. 

 

O chassi M-B O 500 RSD é finalista em sua categoria, assim como o case de investimento de R$ 500 milhões para modernizar e trazer conceitos de Indústria 4.0 à fábrica de São Bernardo do Campo, SP, e a campanha Voz nas Estradas, da qual um motorista profissional de 50 anos é o embaixador.

 

Foto: Divulgação.

Hyundai começa a vender Série 1 Milhão

São Paulo – As concessionárias Hyundai começarão a vender a série especial comemorativa 1 Million do HB20, HB20S e Creta no sábado, 25. Dentre as novidades bancos em couro bege, soleiras personalizadas e central multimídia com TV digital em todos os modelos – o SUV oferece ainda chave presencial em formato de pulseira.

 

A série comemorativa é alusiva ao marco de 1 milhão de Hyundai produzidos em Piracicaba, alcançado este mês.

 

Equipados com motor 1.6 e transmissão automática o HB20 custará R$ 63 mil 390, o sedã HB20S R$ 67 mil 390 e o SUV tem preço sugerido de R$ 93 mil 990 na cor branca sólida. Quem quiser o hatch ou o sedã prata desembolsará mais R$ 650, enquanto no SUV a pintura metálica custa R$ 1,1 mil.

Renault prepara lançamento do Arkana

São Paulo – A Renault revelará na quarta-feira, 29, no Salão do Automóvel de Moscou, Rússia, as linhas de um novo utilitário esportivo que deverá chegar ao mercado brasileiro nos próximos anos. Batizado de Arkana — derivado do latim arcanum, que significa segredo — o SUV, tratado pela Renault como um crossover, é um pouco maior do que o Captur.

 

Segundo revelou o site Autos Segredos o nome Arkana já foi registrado pela Renault no INPI, Instituto Nacional da Propriedade Industrial, um indicativo de que a empresa prepara terreno para seu lançamento aqui. Mais: no começo do mês a reportagem do site flagrou protótipos do modelo desembarcando por aqui.

 

Foto: Divulgação.

Para Mercedes-Benz o futuro começará pelos elétricos

São Bernardo do Campo – Cada montadora tem uma visão de como será o futuro da mobilidade. No caso da Mercedes-Benz as mudanças serão baseadas em quatro pilares: conectividade, veículos autônomos, compartilhamento e motores elétricos. Porém, para seu gerente de caminhões, Marcus Andrade, a dificuldade está em unir os quatro pilares: “Conectar esses quatro elementos em um veículo será o grande desafio da indústria nos próximos anos”.

 

Motorização elétrica é o pilar que a Mercedes-Benz acredita que terá maior demanda do mercado de veículos comerciais nos próximos anos. Em caminhões, a companhia projeta um grande crescimento a partir de 2021, com foco em aplicações de trajetos curtos, com quilometragem diária menor do que a autonomia do caminhão, que poderá ser carregado à noite. Ou no caso de rotas que permitam carregamento em algum momento do trajeto, entrega e coletas de carga com alto volume e baixo peso no centro das grandes cidades.

 

No caso dos ônibus elétricos a expectativa da empresa é a de que a demanda cresça no mesmo período que os caminhões, mas a aplicação seria nos grandes centros urbanos com alta densidade populacional, desde que o trajeto diário seja menor do que a autonomia da bateria, que também poderá recuperar parte da energia usada durante as frenagens, constantes nesse tipo de operação.

 

Segundo Andrade os novos projetos desenvolvidos pela Daimler, a dona da Mercedes-Benz e de outras marcas, giram em torno dos quatro pilares fundamentais para a companhia, com foco em eletrificação: “Passamos por mudanças internas e criamos uma área focada apenas no desenvolvimento de novos motores elétricos”.

 

Para que isso se torne realidade a partir de 2021 a Mercedes-Benz mostrou as dificuldades que enfrentará, como autonomia adequada para cada operação, custo das baterias que precisam ser trocadas depois de um determinado tempo de uso, infraestrutura necessária para operar uma frota de veículos elétricos e a viabilidade técnica e comercial.

 

Mesmo esperando por demanda maior a partir de 2021 a companhia já dispõe, em seu portfólio, alguns modelos elétricos, como o eCanter, usado para distribuição urbana com autonomia de 130 quilômetros, o eActros, com 200 quilômetros de autonomia, o eVito e o eSprinter. Nos ônibus a empresa desenvolveu o eCitaro: dez unidades começarão a operar na Europa.

 

Fotos: Divulgação.

M-B: 350 caminhões para África e Oriente Médio.

São Bernardo do Campo – Em 2015, a Mercedes-Benz começou a explorar regiões como Oriente Médio e África para aumentar suas exportações, uma solução para sustentar parte da sua produção em um mercado brasileiro em crise. Nesta ano, a companhia projeta crescimento de 40% no volume exportado para vinte países da região, segundo afirmou Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing e peças e serviços caminhões e ônibus:

 

“Queremos exportar, este ano, 350 caminhões para países da África e do Oriente Médio, ante os 260 que foram embarcados no ano passado. A partir do ano que vem acredito que teremos um crescimento mais robusto na região, começando a fechar vendas maiores”.

 

Do total projetado pela empresa para este ano, 250 unidades foram embarcadas até julho. Desde 2015, quando começou a prospectar novos clientes, a Mercedes-Benz já exportou 1 mil veículos para os países da região.

 

Para melhorar suas operações na região a empresa teve que rever sua logística de exportações. O Atego, por exemplo, passou a ser exportado em containers Flat Rock, gerando economia de 16% a 20% na comparação com o sistema roll on-roll off. O Accelo é enviado em contêineres comuns, nos quais consegue-se colocar duas unidades, reduzindo pela metade o custo do sistema tradicional. O tempo de trânsito foi reduzido em 25% na mesma base de comparação.

 

Accelo e Atego são os caminhões produzidos em São Bernardo do Campo, SP, alvo de exportações para África e Oriente Médio e concorrem, basicamente, com diversas marcas de veículos produzidos na China. Embora os caminhões chineses sejam mais baratos, Leoncini disse que a Mercedes-Benz consegue conquistar mercado porque oferece maior robustez em seus produtos, característica que é a que mais interessa aos clientes na região: “Além da robustez conseguimos conquistar novos clientes oferecendo assistência técnica diferenciada e a própria marca Mercedes-Benz tem seu peso no mercado”.

 

Antes de serem exportados os caminhões passam por algumas adaptações, como o painel no idioma árabe, escapamento vertical, pneus especiais para operações no deserto e dispositivo de proteção frontal. Na região, predominam as aplicações para o transporte de água, militar, compactação de lixo e plataforma de socorro.

 

A Mercedes-Benz, eventualmente, faz a instalação de implementos rodoviários e, dependendo do caso, oferece treinamento para que terceiros façam o serviço. Para atender à região a empresa mantém dois escritórios com funcionários treinados nas áreas de vendas e de pós-vendas.

 

Fotos: Divulgação.

Geely é a terceira do ranking na China

São Paulo – A Geely superou Nissan, Honda e Toyota e tornou-se a terceira montadora que mais vende veículos na China, atrás do Grupo Volkswagen e da General Motors. Segundo informações publicadas pelo Automotive News os modelos Geely caíram no gosto do consumidor do seu país de origem, especialmente os mais jovens.

 

A expectativa é a de que as vendas da Geely, na China, cheguem a 1 milhão 580 mil unidades este ano. Controlada pelo bilionário Li Shufu a empresa busca papel relevante na indústria automotiva global à medida que novas tecnologias, como eletrificação e automação, definem o futuro do transporte.

 

Além da busca por participação no mercado chinês, Li ShuFu expande suas ações para outros mercados por meio de aquisições, como a Volvo Cars, e de participações acionárias, como na Lotus e na Daimler.