ArcelorMittal investirá US$ 330 milhões no Brasil

São Paulo – A ArcelorMittal Brasil fará investimento estimado em US$ 330 milhões na sua unidade de Vega, em São Francisco do Sul, SC, que faz parte do projeto de expansão da companhia no País e que aumentará sua capacidade produtiva para os setores automotivo, de construção e de eletrodomésticos.

 

Segundo a empresa, o investimento prevê a construção de uma nova linha de recozimento contínuo e de uma terceira linha de galvanização para a produção de produtos laminados a frio e galvanizados. Após a expansão a capacidade da fábrica aumentará em 700 toneladas, chegando a um total de 2,1 milhões de toneladas por ano. Espera-se que as novas linhas comecem a operar em 2021.

Yaris será exportado para a Argentina em novembro

São Paulo – Lançado em junho no Brasil, o Toyota Yaris começará a ser exportado para a Argentina em novembro, segundo o diretor de relações públicas e governamentais da companhia, Ricardo Bastos: “Iniciaremos a operação do terceiro turno na fábrica de Sorocaba em novembro e, com isso, terão início os embarques das versões hatch e sedã do Yaris para a Argentina”.

 

A capacidade dos dois turnos da unidade de Sorocaba, SP, está totalmente tomada pela demanda do mercado interno e exportação. A criação do terceiro turno resolve um problema da companhia, que produz ali, além do Yaris, o compacto Etios. A ideia é explorar outros mercados com o modelo recém-lançado: “O modelo é global e muito competitivo e por isto queremos explorar outras regiões a partir da produção no Brasil”.

 

Com o terceiro turno, Sorocaba terá capacidade para entregar 160 mil automóveis por ano. Bastos afirmou que grande parte desse volume será consumida pelo mercado nacional, mesmo com a projeção de explorar novos mercados com o Yaris.

 

Ao começar a enviar o Yaris para a Argentina — que, atualmente, recebe o modelo da Tailândia –, a Toyota voltará a exportar todos os seus modelos fabricados no Brasil: Corolla, Etios e Yaris, sendo que o primeiro começou a ser embarcado para a Colômbia em janeiro, um novo mercado para a companhia explorar. No acumulado até julho foram exportadas 1 mil 50 unidades do Corolla para o mercado colombiano e a expectativa da companhia é quase dobrar esse volume até o fim do ano:

 

“Nossa previsão é a de exportar 2 mil 65 unidades, pois o volume está crescendo mensalmente. Mas temos todo um trabalho de imagem para ser feito e estamos trabalhando para crescer nesse mercado, que é relevante para a Toyota, pois ali, no ano passado, foram vendidos 240 mil automóveis”.

 

Atualmente apenas o Corolla é exportado para a Colômbia, mas outros modelos estão na mira da montadora, o que ajudará a aumentar sua participação de mercado no país, que já é de 5%.

 

Para os próximos anos a Toyota acredita que o volume de exportação do Corolla para a Colômbia pode chegar a 5 mil unidades, mas para isso precisa resolver o problema de capacidade de produção da fábrica da Indaiatuba, onde o modelo é produzido. A unidade já produz 20% a mais do que a capacidade nominal divulgada de 70 mil unidades:

 

“Para atingir essa meta e crescer em outros mercados da região precisamos aumentar a capacidade produtiva e a competitividade da unidade de Indaiatuba, pois toda a nossa produção anual já tem destino definido. Atualmente conseguimos produzir 84 mil unidades do Corolla por ano com hora extra e turno aos sábados, porém, mais do que isso, só com a expansão da fábrica”.

 

O Corolla brasileiro foi muito bem aceito pelos colombianos. Até janeiro o modelo era importado dos Estados Unidos, que posiciona o modelo no segmento de entrada, com estilo um pouco mais esportivo e voltado para os jovens. O Corolla produzido no Brasil é mais refinado e visa outro perfil de público, aproximando-se mais das características do mercado colombiano.

 

Do total produzido pela Toyota no Brasil, 30% tem como destino a exportação. A companhia projeta que as vendas para outros países cresçam 11% no ano, na comparação com o ano passado, quando foram exportadas 57 mil 325 unidades.

 

Fotos: Divulgação.

Caoa recebe as placas do Prêmio AutoData

São Paulo – O presidente da Caoa Montadora de Veículos, Mauro Correia, recebeu as placas referentes às indicações ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. A empresa está concorrendo em quatro categorias: Montadora de Automóveis e Comerciais Leves, pela aquisição da Chery por R$ 200 milhões, Veículo Automóvel, com o Chery Tiggo 2, Veículo Caminhão, com o Hyundai HD80, e Personalidade do Ano, com o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade.

 

Foto: AutoData.

Financiamentos de 0 KM crescem 15%

São Paulo – O financiamento de veículos, novos e usados, cresceu 7,3% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado: foram 451 mil 546 unidades, de veículos leves e pesados e motos. Desse total os novos somaram 171 mil 63, alta de 14,8% com relação ao mesmo período de 2017, e os usados financiados foram 280 mil 483, alta de 3,2% na mesma base de comparação.

 

Do volume total financiado 256 mil 514 unidades foram de automóveis usados, 15% a mais do que em julho do ano passado, e os novos somaram 108 mil 375 unidades, alta de 2,9%. Os veículos pesados seminovos financiados em julho foram 11 mil 199 unidades, o que significa crescimento de 55,6% sobre julho de 2017. Já os caminhões novos financiados foram 8 mil 688 unidades, 15,3% a mais.

 

A principal modalidade de financiamento foi o CDC, crédito direto ao consumidor, com fatia de 84,7% do total, e 13,8% dos veículos foram adquiridos por meio de consórcio, segundo dados divulgados pela B3 na quarta-feira, 15.

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens.

Presidente mundial da VW conhece novo carro de entrada

São Bernardo do Campo – No intervalo de uma reunião e outra na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, o presidente mundial da Volkswagen, Herbert Diess, conheceu um novo projeto de carro de entrada que vem sendo desenvolvido pelo time de engenharia da companhia na América do Sul. O executivo gostou do que viu, embora não tenha batido, ainda, o martelo para sua produção local:

 

“Temos que decidir. Seria um veículo adicional ao plano de vinte lançamentos [que a Volkswagen tem programado até 2020]”, afirmou o executivo em entrevista a jornalistas na fábrica. Sem dar pormenores, Diess afirmou que o produto, compacto, competiria no segmento do Gol e seria exportado a outros mercados caso sua produção seja aprovada.

 

O presidente da Volkswagen passou a terça-feira, 14, reunido com concessionários, sindicatos e a diretoria da companhia na região. Junto com ele vieram outros integrantes do board mundial – e todos retornaram à Alemanha durante a noite.

 

Diess retorna à matriz com a expectativa de ver as operações locais, que fecham no vermelho desde 2016, retornar à lucratividade. “Se não for este ano, será no ano que vem”, disse, confiante no resultado da ofensiva de produtos. No primeiro semestre de 2019 está programado o lançamento do T-Cross, SUV que traz grande expectativa aos executivos – e concessionários – da marca.

 

Uma das reuniões do dia foi com a rede, com quem a empresa negocia uma redução de tamanho. Segundo Diess, o encontro foi muito positivo: “Eles relataram que passavam por uma situação desesperadora. Tinham perdido a confiança com a marca, a relação com a gestão não estava boa. Agora, que o que prometemos foi cumprido, eles estão muito felizes com os esforços que foram feitos”.

 

O executivo também falou do memorando de entendimento assinado com a Ford recentemente. Mas não trouxe novidades: explicou que as duas empresas estudam sinergias para dividir custos de desenvolvimento de veículos comerciais leves.

 

Foto: Divulgação.

Mercado uruguaio de veículos vive queda livre

São Paulo – O aumento da taxa sobre as importações, a alta do preço do petróleo e a valorização do dólar derrubaram as vendas no mercado interno de veículos do Uruguai. De janeiro a julho foram vendidos 2 mil 727 unidades, o que representou queda de 30,5% na comparação com o volume vendido em idêntico período do ano passado.

 

Veículos da Renault foram os mais emplacados, com 3 mil 477 unidades. A Volkswagen foi a segunda no ranking de vendas, 3 mil 432, e a FCA a terceira, com 3 mil 308 unidades.

 

Crescem as vendas BMW na América Latina

São Paulo – A BMW reportou crescimento das suas vendas na América Latina até julho: foram 30 mil 787 unidades, o que representa alta de 11,3% sobre o volume vendido nos sete primeiros meses do ano passado. No mundo, também até julho, a companhia vendeu 1 milhão 423 mil 565 unidades, 1,6% a mais do que no mesmo período de 2017.

A empresa creditou o desempenho positivo às demandas pelo modelo X, que são crescentes. Com isso decidiu expadir a produção na China e na África do Sul.

Hyundai produz 1 milhão sem plano para expansão

São Paulo – Um novo recorde para a indústria automotiva nacional foi quebrado pela Hyundai Motor, que alcançou, em menos de seis anos, a marca de 1 milhão de unidades produzidas em Piracicaba, SP. Deste volume, 940 mil foram da família HB20 e 60 mil do SUV Creta.

 

A capacidade produtiva da unidade, limitada a 180 mil unidades anuais, não permitiu que o marco fosse alcançado antes. Todos os modelos Hyundai que saem de Piracicaba são vendidos pela rede de concessionários – apenas uma pequena parte é exportada para Bolívia, Paraguai e Uruguai.

 

Para ampliar esse volume, acompanhar a retomada do mercado e continuar crescendo, a Hyundai precisaria investir na fábrica para expandir a capacidade produtiva. Mas, segundo seu diretor executivo de vendas e marketing, Angel Martinez, isso não acontecerá tão cedo:

 

“A curto prazo não temos planos de expandir a fábrica de Piracicaba, mas estamos sempre estudando como extrair mais da capacidade produtiva atual. No ano passado aumentamos a produção diária de 34 carros para 36”.

 

Martinez reconheceu que, sem a expansão da fábrica, a participação de mercado atual da Hyundai está ameaçada: “Sabemos que se o mercado continuar crescendo não será possível manter nossa participação. Este é um risco que corremos no momento”.

 

O limite na capacidade produtiva atrapalhou a companhia, que já teve 10% de participação de mercado e agora detém 8%:

 

“Essa queda ocorreu pela dificuldade que tivemos em acompanhar a alta do mercado na época. Por causa da nossa capacidade de produção não temos como aumentar a nossa rede de concessionários. O número atual, 212 revendas, atende à nossa expectativa de vendas, mas gostaríamos de ter mais umas doze unidades”.

 

Próxima Meta – Outra marca importante que a Hyundai atingirá é a de 1 milhão de veículos vendidos no Brasil, prevista para setembro. Para comemorar a empresa apresentou a versão comemorativa 1 Million para os modelos HB20, HB20S e Creta, limitada em 4,5 mil unidades, durante a conferência anual realizada com os concessionários, na terça-feira, 14.

 

Foto: Divulgação.

Revendedores foram surpreendidos com o recorde

São Paulo – A Hyundai Motor Brasil surpreendeu até seus concessionários ao atingir a marca de 1 milhão de veículos produzidos na fábrica de Piracicaba, SP, em menos de seis anos. Segundo Daniel Kelemen, proprietário da Max Hyundai, em São Paulo, e presidente da Abrahy, associação que representa os concessionários Hyundai, a surpresa foi positiva:

 

“Sabíamos que seria um sucesso o início da produção no Brasil e o lançamento do HB20, mas não esperávamos que em tão pouco tempo a unidade produzisse 1 milhão de unidades”.

 

Por causa do limite de produção anual, de 180 mil unidades, os concessionários não conseguem vender muito mais do que o volume atual, mas a expectativa de Thiago Sanchez, diretor da concessionária Caminho, de Limeira e de Piracicaba, SP, é a de que a situação mude nos próximos anos: “Temos que aguardar as indecisões políticas, mas acredito que nos próximos anos a Hyundai investirá em sua fábrica para aumentar a produção e crescer no Brasil, pois tem potencial para isso. A rede está pronta para vender mais e atender mais clientes no pós-vendas”.

 

Kelemen também disse que essa é a vontade dos concessionários: “Queremos que a expansão venha o quanto antes, com ela virão novos modelos para vendermos. Essa decisão, porém, tem que ser tomada com muita responsabilidade pela Hyundai, uma vez que um aumento da produção sem o crescimento esperado do mercado encherá os pátios de carros e nós não queremos isso”.

 

Hoje em dia o mix de vendas das concessionárias é parecido, mas muda um pouco dependendo da região. No caso de Kelemen, de São Paulo, de 20% a 30% das vendas são do SUV Creta, e 70% são HB20 e HB20s, sendo que as versões com motor 1.0 são as mais procuradas. No caso da Caminho, no Interior de São Paulo, o Creta representa 30% das vendas mensais, a versão 1.0 do HB20 responde por 40% e a 1.6 por 30%.

 

Fotos: Divulgação.

Viviane Mansi assume RP e Comunicação da Toyota

São Paulo – A Toyota anunciou na terça-feira, 14, que Viviane Mansi é a sua nova coordenadora chefe de relações públicas e comunicação para a América Latina. Ela assumiu a função sucedendo a Luiz Carlos Andrade Júnior, que continuará no apoio e se reportando a Steve St. Angelo, o CEO para a América Latina e Caribe, como coordenador regional.

 

Mansi tornou-se a responsável pela organização de relações públicas e de comunicação da companhia no Brasil, Argentina e Venezuela. Graduada em relações públicas e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, era a chefe global de comunicação corporativa e institucional da Votorantim Cimentos. Tem mais de quinze anos de experiência em grandes empresas, nacionais e multinacionais.

 

Foto: Divulgação.