Honda recebe placa do Prêmio AutoData

São Paulo – A corrida da Honda atrás dos proprietários de seus modelos que não compareceram às concessionárias para substituir os airbags envolvidos em um recall rendeu, à empresa, indicação ao Prêmio AutoData 2018, Melhores do Setor Automotivo. A placa comemorativa, da categoria Gestão, foi entregue a Pedro de Souza Rezende, gerente geral de relações públicas da Honda América do Sul.

 

Foto: AutoData.

Iochpe-Maxion cresce 26% no semestre

São Paulo – A multinacional de origem brasileira Iochpe-Maxion, fabricante de rodas automotivas e de sistemas estruturais para veículos leves e pesados, fechou o primeiro semestre com receita de R$ 4,5 bilhões, valor 26% superior ao do mesmo período do ano passado. O resultado foi puxado pelo desempenho nos mercados nacional e internacional, este impulsionado pela valorização do dólar.

 

Um quarto do faturamento veio de suas operações brasileiras, que contribuíram com R$ 1,1 bilhão no semestre, alta de 33,4% sobre o resultado janeiro-junho de 2017. A receita internacional cresceu 23,9% no período, para US$ 3,4 bilhões – eliminando a variação cambial, o aumento do faturamento foi de 14,1%.

 

A recuperação da indústria brasileira de veículos, tanto leves como pesados, aliada à diversificada operação internacional ajudam a entender o resultado semestral da empresa, que possui 31 fábricas espalhadas por catorze países. Em novembro a Iochpe-Maxion completará 100 anos e a expectativa é a de fechar o ano comemorativo com bons resultados, de acordo com seu presidente, Marcos de Oliveira – que, porém, não contou suas expectativas de receita.

 

“O que posso dizer é que o resultado do primeiro semestre dá um indicativo de como será o desempenho até o fim do ano”, afirmou em entrevista coletiva a jornalistas na manhã de terça-feira, 14, em São Paulo. “Estamos com boas perspectivas para o mercado brasileiro, onde estamos avançando no segmento de rodas de alumínio [que possuem maior valor agregado]”.

 

O negócio de rodas, conhecido no mercado como Maxion Wheels, representou 82% da receita global no semestre. A empresa fornece rodas de aço e de alumínio às principais montadoras brasileiras de carros de passeio, comerciais leves e veículos comerciais e de aço para máquinas agrícolas.

 

Em 2016 a Maxion inaugurou em Limeira, SP, fábrica dedicada à produção de rodas de alumínio, com capacidade para produzir, sem grandes investimentos, 2 milhões de rodas/ano. Neste primeiro momento, porém, está limitada a 800 mil unidades/ano à espera por demanda do mercado doméstico.

 

Oliveira disse que a companhia é a líder global em fornecimento de rodas de aço, com quase 18% do market share às montadoras – sua participação na reposição é bem baixa. O grande salto no mercado foi dado em 2012, quando adquiriu a Hayes Lammerz e suas dezessete fábricas e consolidou seu projeto de internacionalização, iniciado em 2008 com a construção de fábrica de rodas de aço na China.

 

O outro negócio da holding, a Maxion Structural Components, respondeu por 18% do faturamento, índice que, segundo Oliveira, está abaixo do normal: “Como o mercado brasileiro de caminhões caiu nos últimos anos essa divisão perdeu participação. Em condições normais responderia por cerca de 22% na receita”.

 

A divisão de componentes estruturais tem investido na expansão da capacidade de estamparia para veículos pesados nos Estados Unidos. Em rodas há expansões na Europa, América do Norte – e a construção de uma nova fábrica de produtos de liga leve na Índia, onde a Maxion Wheels já possui duas unidades para produção de rodas de aço para veículos leves e pesado: é o mercado que, segundo Oliveira, apresenta maior potencial de crescimento nos próximos anos.

 

Foto: Divulgação.

General Motors suspenderá 1,5 mil funcionários na Argentina

São Paulo – A General Motors deverá suspender 1,5 mil funcionários da fábrica que mantém em Rosario, Argentina. De acordo com o site venezuelano Flash de Motor a crise que a Argentina vive no mercado interno foi preponderante para que a empresa tomasse essa decisão.

 

Para que não haja demissões o sindicato local e a companhia acordaram que, até dezembro, a produção será interrompida durante uma semana por mês. Na fábrica, que opera desde 1997, a GM produz o modelo Chevrolet Cruze.

 

 

Pendência Caoa-Hyundai segue para Frankfurt

São Paulo – A vigência do contrato que permite à Caoa distribuir veículos Hyundai no País será julgada por comissão de arbitragem em Frankfurt, Alemanha. Ambas as empresas concordaram com a medida prevista no documento no caso de um dos lados pleitear distrato. De acordo com a defesa da Caoa um presidente para a comissão deverá ser nomeado nos próximos dias e, o caso, julgado até setembro.

 

Em maio a Caoa conseguiu, na 2ª Vara Empresarial de São Paulo, tutela de urgência que manteve vigente o direito de vender veículos Hyundai, concessão obtida em 2008. Atualmente a companhia distribui os modelos i30, Sonata, Elantra, Azera e Santa Fe. A Caoa também tem contrato que lhe permite produzir na fábrica de Anápolis, GO, os modelos Tucson, ix35 e o caminhão HD 80.

 

Foto: Wanezza Soares.

VW Taubaté concederá férias em setembro

São Paulo – A Volkswagen concederá férias coletivas a parte dos funcionários da fábrica de Taubaté, SP, onde são produzidos os modelos de entrada Gol e Voyage e o compacto up!. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos local o período concedido se inicia em 20 de agosto e vai até 19 setembro, e não havia sido programado pela companhia.

 

A montadora comunicou ao sindicato que a paralisação naquilo que chamou de “áreas parciais” acontece por razões ligadas a ajustes na produção. A fábrica de Taubaté opera em dois turnos desde 2015 e, recentemente, esteve em evidência por causa do anúncio feito pela Volkswagen de que produzirá no local versões do Gol e do Voyage equipadas com câmbio automático.

 

Procurada por AutoData a Volkswagem não confirmou a concessão de férias, pelo menos por ora. Segundo comunicado a empresa “poderá, no futuro, utilizar ferramentas de flexibilização da produção no sentido de se adequar à demanda de mercado.” A empresa vem desempenhando planejamento de recuperação de participação de mercado e conseguiu, no ano passado, deixar o posto de terceira maior em volume de vendas para ocupar o segundo posto, posição consolidada, principalmente, após os lançamentos do modelos VW Polo e Virtus.

 

Até julho a empresa vendeu 162 mil 328 unidades no País, apontam os dados do Renavam divulgados pela Fenabrave, um volume que representa crescimento de 34% frente a igual período no ano passado. O desempenho positivo no mercado interno, mais os volumes recordes de exportações registrados ao longo de 2017 e nos últimos meses, ocupou as fábricas VW e, em alguma delas, funcionários deixaram o regime de lay-off.

 

Para o segundo semestre, no entanto, a quantidade de veículos exportados deverá diminuir, tanto que a Anfavea revisou as projeções para baixo: se no começo do ano as empresas do setor esperavam crescimento de 4,5% dos embarques ante 2017 em julho a entidade retrocedeu nas expectativas e espera que o ano termine com o mesmo volume do ano passado, 766 mil unidades.

 

O novo panorama se deu em função da situação em que se encontram os principais parceiros comerciais do Brasil, no caso Argentina e México — e a situação no país vizinho afeta diretamente os negócios da Volkswagen. No ano passado a companhia reportou 163,3 mil unidades exportadas, 52% a mais do que em 2016. O modelo Gol produzido em Taubaté foi o mais exportado: 73,8 mil unidades.

 

Foto: Divulgação.

Setor de implementos mira negócios de US$ 2,7 milhões

São Paulo – Fabricantes de implementos rodoviários terão a possibilidade de fechar negócios de cerca de US$ 2,7 milhões com importadores mexicanos após sua participação na Expo Cargo 2018. A Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, foi uma das organizadoras da participação das empresas no evento, em parceria com a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

 

A feira foi realizada na Cidade do México de 26 a 28 de junho. Fix, Grimaldi, Hidromas, Ibiporã, Randon e Thermo Star formaram o Pavilhão Brasil, onde foram realizados 126 contatos comerciais e surgiram as possibilidades de negócios.

CNH Industrial recebe placas do Prêmio AutoData

São Paulo – O gerente de relações públicas da CNH Industrial para a América Latina, Jorge Görgen, recebeu as placas relativas às indicações que a companhia recebeu ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. Foram três cases indicados, nas categorias Montadora de Máquinas Agrícolas e de Construção, Veículo Comercial Leve e Veículo Ônibus.

 

Em Montadora de Máquinas Agrícolas e Construção a empresa foi indicada pelo case de sua fábrica de Sorocaba, SP, que em fevereiro conquistou a certificação Prata do programa World Class Manufacturing. O Iveco Daily City 30S13 é um dos Veículo Comercial Leve vencedores, assim como o micro-ônibus Iveco Soulclass na categoria Veículo Ônibus.

 

Foto: AutoData.

Datsun prepara investida na América do Sul

São Paulo – A Datsun, marca da Nissan de veículos de baixo custo, retornará à América do Sul nos próximos cinco anos, segundo informações publicadas no Flash de Motor, de Caracas, Venezuela. A afirmação foi feita por Marcos Córdova, presidente executivo e gerente geral da Taiyo Motors, concessionária da Nissan em Cochabamba, na Bolívia, à publicação local La Prensa.

 

A Bolívia deverá ser um dos mercados em que a marca concentrará atenções: “Atualmente a linha de modelos Datsun é vendida na Rússia, Índia e Japão. A introdução destes veículos está sendo preparada para a América Latina nos próximos cinco anos”.

 

Desde que retornou ao mercado, em 2013, a Datsun tem projeto de colocar sua operação em países sul-americanos, embora nunca tenha sequer projetado uma data aproximada. O Flash de Motor lembrou que no quadro de diretores da empresa estão executivos com reconhecida trajetória no mercado da América Latina, inclusive com participação na crescente presença da Nissan na região.

 

Foto: Divulgação.

Expansão do mercado faz Marcopolo dobrar projeção para o ano

São Paulo – O desempenho do mercado de ônibus no primeiro semestre ficou acima do que a Marcopolo havia projetado no fim do ano passado, com isso, a empresa dobrou sua projeção de crescimento para o ano, segundo Francisco Gomes Neto, direto geral da companhia: “Tivemos boas surpresas com os resultados no acumulado até junho, com isso, mudamos nossa projeção para uma expansão de 20% a 30%, ante a inicial que era de crescimento de 10% a 20%”.

 

“A base de comparação ainda é muito baixa por causa da queda nos últimos anos, mas o primeiro semestre mostrou que o mercado está se recuperando e que será possível atingir nossa nova projeção de crescimento, até pelos pedidos que já recebemos para o terceiro trimestre do ano, que está dentro do que esperávamos”, disse o diretor. 

 

No primeiro semestre a receita líquida da Marcopolo chegou a R$ 1 bilhão 856 milhões, alta de 43,3% ante igual período do ano passado, crescimento puxado, principalmente, pelo segmento de ônibus urbanos, mas que também foi impactado pela maior demanda dos ônibus rodoviários e dos micro-ônibus.

 

O lucro da companhia foi de R$ 54,3 milhões até junho, alta de 86% na mesma base de comparação, porém, a empresa não divulga a projeção para o ano porque possuí capital aberto no mercado e essa informação pode influenciar as decisões futuras do mercado, mas a expectativa é que a expansão acompanhe a alta da receita.

 

A produção foi de 6 mil unidades, contra 3 mil 760 no mesmo período do ano passado, expansão acima de 40%, puxada pelo aquecimento do mercado interno e pelo crescimento das exportações, que chegaram a 1 mil 959 unidades embarcadas no semestre, alta de 47% com relação a igual período do ano passado.

 

“Fechamos bons negócios no continente africano e isso impulsionou o crescimento das nossas vendas para outros países”. Considerando as exportações em valores, houve crescimento de 66% no primeiro semestre, impulsionado pela alta do dólar.

 

Fotos: Divulgação.