Comissão do Rota 2030 será instalada na quarta-feira, 8

São Paulo – Será instalada na quarta-feira, 8, em Brasília, DF, a comissão mista do Congresso Nacional que avaliará a medida provisória do Rota 2030, a nova política para o setor automotivo. Serão escolhidos seus presidente, vice-presidente e relator, e debatidas as emendas que surgiram após a assinatura da MP, em julho. Uma lista com os nomeados já havia sido apresentada no fim do mês passado.

 

Definida a comissão, dentre todos os assuntos que serão discutidos até a data limite para que a MP se transforme em lei antes do período de eleições –, o considerado mais importante pela Anfavea é a manutenção do cronograma criado para a aprovação de itens de segurança que serão obrigatórios nos veículos nos próximos anos.

 

De acordo com o presidente Antonio Megale já estão definidos os itens e as datas em que entrarão em vigor as obrigatoriedades: “Há outros setores envolvidos nessa questão do Rota 2030, e o trabalho tem que ser conduzido de forma que o cronograma seja respeitado para que sejam feitos os testes necessários, homologação pelo Contran e desenvolvida a produção local”.

 

Megale, que embarcou para Brasília na tarde da terça-feira, 7, após participar da abertura do Congresso Fenabrave, em São Paulo, informou que há itens que ainda não são homologados em outros países, e que precisam ter sua aplicação no Brasil discutida de antemão para que, na frente, o mercado esteja preparado para absorvê-los: “Freio de emergência que reconhece pedestres e obstáculos é um dos exemplos de item de segurança que é parte integrante da lista que será discutida pela comissão”.

 

Como a transformação do Rota 2030 em lei envolve outros setores e órgãos, como o Contran, a indústria vê como fundamental a articulação do governo para que todos falem a mesma língua. Megale citou como exemplo a evolução do Proconve, o Programa de Controle de Emissões Veiculares:

 

“Novas regras de emissões devem entrar em vigência junto com as tecnologias veiculares. O principal trabalho do governo será esse, o de orquestrar de forma harmoniosa a conversa dos diversos setores visando à condução do Rota 2030”.

 

Foto: Divulgação.

Schaeffler compra tecnologia para autônomos

São Paulo – O Grupo Schaeffler anunciou na quarta-feira, 7, a formação de joint-venture com a Roland Arnold e com a Paravan com o objetivo de seguir no desenvolvimento da tecnologia drive-by-wire Space Drive, aplicada em veículos autônomos. A joint-venture, que se chamará Schaeffler Paravan Technologie, comprará a tecnologia Space Drive – os valores não foram divulgados.

 

A Space Drive foi desenvolvida para ajudar motoristas com deficiências utilizando sistemas eletrônicos em vez dos conjuntos mecânicos. Além do acelerador e freio ativados eletronicamente a tecnologia tem o steer-by-wire, que elimina o volante e a coluna de direção – uma tecnologia considerada pela empresa como chave para o desenvolvimento de modelos autônomos.

 

Segundo a Schaeffler, que terá 90% da joint-venture, o Space Drive dispõe de licença para uso em ruas de diversos países do mundo e de potencial técnico e comercial para ser produzido em larga escala — realizou testes sem acidentes.

 

O veículo conceito Mover será usado pela nova empresa como base para o desenvolvimento da tecnologia. Com chassis pequenos, completamente elétrico e com alta gama de aplicações de mobilidade urbana e de transportes, o conceito foi apresentado na conferência geral anual da Schaeffler.

 

Foto: Divulgação.

Lei de recuperação de bens volta à pauta do Congresso

São Paulo – Governo, indústria e os concessionários trabalham em conjunto para acelerar a aprovação de lei que tornará mais ágil o processo de recuperação de veículos cujos donos estão em inadimplência. Caso o projeto de lei, pleito antigo do setor, seja aprovado, a expectativa é a de aumento na oferta de crédito no mercado. O projeto, que também envolve bens de outros setores e tramita no Senado, passará pela Câmara dos Deputados “nas próximas semanas”, segundo Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave: “Torcemos e unimos os esforços para que seja votado até o fim do mandato do atual governo”.

 

De acordo com o presidente da Anfavea, Antonio Megale, os termos da nova regra — além de ajudar as empresas e bancos a recuperar ativos antes que sofram depreciação –, ampliará a oferta de crédito para aquisição de novos veículos: “Se o processo de recuperação ficar mais ágil, na prática acontecerá a diminuição do spread de risco de quem financia”.

 

O índice de inadimplência do consumidor cresceu 1,98% em junho na comparação com o mesmo mês de 2017, informou a Serasa Experian, em junho. O número de inadimplentes no País atingiu 61,8 milhões, o maior da série histórica, iniciada em 2016. No período as dívidas somaram R$ 273,4 bilhões.

 

No setor automotivo a Fenabrave informou que o nível de indimplência vem caindo nos últimos meses, o que tem gerado aumento da oferta de crédito. Ainda assim o setor busca maneiras de recuperar veículos em tempo hábil para que não sejam depreciados. Sobre isso Megale disse “que há casos em que o veículo já foi vendido a terceiros, somem do mapa. O custo de recuperação é muito grande com o processo longo que existe hoje”.

 

Antes da aprovação da nova lei para retomar o carro de um inadimplente, o banco ou financiadora só poderia entrar com ação judicial contra o devedor depois de três meses de atraso nos pagamentos. O juiz então levava de trinta dias até um ano para expedir o mandado de busca e apreensão.

 

A aprovação do Renave, Registro Nacional de Veículos em Estoque, em vigor no País desde julho do ano passado, também é visto pelas entidades do setor como uma ferramenta que melhora a relação estabelecida por quem vende e compra veículos, uma vez que digitalizou os processos de vendas. As lideranças se reuniram na terça-feira, 7, durante o Congresso Fenabrave. O tema relacionado às melhorias nos financiamentos, no entanto, parece ter sido o único de interesse comum.

 

Quando teve a palavra, na abertura do evento, o presidente da República mostrou que seus esforços, pelo menos no que diz respeito à indústria, estão concentrados em aproveitar os meses de mandato “para disseminar a manutenção dos avanços que diversos setores conquistaram nos últimos meses”, com destaque para o Rota 2030, a nova política do setor automotivo.

 

A Fenabrave defendeu que sejam retomadas as reformas prometidas na área fiscal. O presidente Assumpção Júnior, de forma sutil, pediu que fabricantes “atentem às questões que circundam as vendas diretas, modalidade de negócio que vem crescendo nos últimos dois anos e é considerada desleal por interlocutores das revendas”.

 

Coube à Anfavea sublinhar a importância dos trâmites envolvendo o Rota 2030 e que seja respeitado cronograma estipulado para que a medida provisória seja aprovada até novembro.

 

Foto: Divulgação.

Venda de usados se mantém estável

São Paulo – A vendas de veículos usados no País foi estável até julho, com 8 milhões 7 mil 246 unidades, alta de 0,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Fenauto. Considerando apenas julho foram 1 milhão 197 mil 862 vendas, expansão de 7% na comparação com o mês anterior e queda de 4,2% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, disse que os resultados dos próximos meses acompanharão o nível de confiança do consumidor: “Ainda estamos em um período de certa indefinição do quadro político a ser gerado pelas eleições. Esperamos que nas propostas dos candidatos para a condução da economia nacional possam surgir pontos de apoio para a recuperação das perspectivas de estabilidade e crescimento, com a melhora nos índices de confiança dos consumidores”.

 

O presidente também falou sobre a aprovação dos financiamentos: “Ainda temos um rigor muito grande na concessão do financiamento, pois de cada dez propostas, atualmente, cerca de três são aprovadas. Com a melhora da economia e o retorno do trabalho pleno esperamos que esse cenário possa ser alterado positivamente.”

Librelato antecipa pagamento de PLR

São Paulo – A Librelato antecipou no fim do mês passado o pagamento de parte da PLR, participação nos lucros e resultados, para mais de 1 mil colaboradores. Com os indicadores positivos do primeiro semestre a expectativa da Librelato é a de que a PLR represente um décimo-quarto salário para os funcionários.

 

Considerando o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, EBTIDA, até o fim de julho, a empresa ofereceu 108,1% do salário base a cada colaborador. José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato, disse que “se seguirmos com nosso atual nível de eficiência produtiva, e a economia continuar reagindo bem, este ano nossa equipe receberá, a título de PLR, praticamente um décimo-quarto salário”.

 

A empresa tem metas coletivas de eficiência, aderência e qualidade e, até julho, os profissionais já superaram mais de 80% do que é esperado para o ano.

Lucro da Marcopolo cresce 86% no primeiro semestre

São Paulo – A receita líquida da Marcopolo cresceu 43,3% no primeiro semestre ante o resultado do mesmo período do ano passado, chegando a R$ 1 bilhão 856 milhões. O lucro líquido foi de R$ 54,3 milhões, contra R$ 29,2 milhões na mesma base de comparação, alta de 86%, resultado que reflete a melhora contínua da demanda de ônibus, tanto no mercado interno quanto nas exportações, nas quais a empresa cresceu 55,5% e 67,5%, respectivamente.

 

Os resultados foram divulgados em comunicado da companhia na terça-feira, 7.

 

A produção da Marcopolo no Brasil cresceu 39,1% no semestre. A empresa registrou expansão de 120% no segmento urbano e de quase 100% no rodoviário. Para o segundo semestre sua projeção é manter o ritmo de crescimento, de acordo com seu diretor geral Francisco Gomes Neto: “Estamos otimistas com relação ao desempenho da indústria brasileira de ônibus, tanto no mercado interno como nas exportações. Temos expectativa de bom desempenho em todas as três marcas, Marcopolo, Neobus e Volare”.

Philips quer ampliar a aplicação de leds em veículos

São Paulo – Ainda pouco presente nos faróis dos automóveis, a aplicação de lâmpadas leds tem um grande potencial de crescimento nos próximos anos — ao menos é o que espera a Philips, que em 2015 criou a Lumileds, empresa dedicada à produção desse material. Segundo João Borgovani, diretor geral da Philips, em torno de 5% dos veículos produzidos no mundo saem, hoje, com farois de led de série.

 

“Isso deve mudar nos próximos anos, porque o uso do led traz muitos benefícios, como melhor iluminação, menor consumo de energia e maior durabilidade. O uso do led em outras partes do veículo, como iluminação interna, setas e lanternas já é um pouco maior na indústria, incluindo modelos feitos no Brasil, e corresponde a 20% da produção global”.

 

Em torno de 60% da produção da Lumileds é dedicada ao setor automotivo, enquanto 20% vai para iluminação em geral, 10% para smartphones e 10% para televisões. No Brasil a empresa atua no fornecimento OEM para as montadoras e no mercado de reposição.

 

Segundo Borgonovi, 40% do faturamento local vem dos negócios com as montadoras e 60% do aftermaket: “Com os negócios estruturados como estão, hoje, no Brasil, nosso faturamento no mercado OEM representa de 5% a 6% do total global da companhia, enquanto o do mercado de reposição chega a representar dois dígitos”.

 

A Philips fornece para todas as montadoras: “Estamos presentes em quase todos os veículos produzidos no País que utilizam algum led e entramos em novos projetos, como Fiat Argo e Cronos e Volkswagen Polo e Virtus”.

 

Os leds vendidos no Brasil são importados da Polônia, onde a companhia tem um grande centro de distribuição para o resto do mundo, mas a produção é realizada em quatro fábricas: na Alemanha, nos Estados Unidos e duas na Malásia.

 

“No Brasil, distribuímos para os nossos revendedores e para as montadoras a partir de Varginha, em Minas Gerais. Para os outros países da América Latina as peças são enviadas direto da Polônia para os clientes.”

 

Fotos: Divulgação.

Mercado de pneus avança 2,3% no semestre

São Paulo – As vendas de pneus ao mercado brasileiro cresceram 2,3% no primeiro semestre do ano comparadas com as de mesmo período no ano passado, segundo dados divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. Foram comercializados 28,9 milhões de unidades de janeiro a junho. Quem puxou o crescimento foram as vendas OEM: as empresas fabricantes de veículos consumiram 7,6 milhões de pneus, volume 28,3% superior ao do primeiro semestre de 2017.

 

As vendas para o segmento de veículos de cargas cresceram 80% no período, para 678 mil unidades, e o de veículos de passeio avançou 24,7%, somando 4,9 milhões de pneus.

 

O segmento de reposição, indicou a Anip, recuou 4,6% no período, principalmente por causa do desempenho do segmento de pneus para comerciais leves, com queda de 14,2%, e de pneus para carros de passeio, com vendas 8,5% inferiores. O segmento de veículos de carga registrou estabilidade.

 

Para o presidente executivo da Anip, Klaus Curt Müller, o resultado poderia ter sido melhor: “Tínhamos registrado um forte aumento nas vendas nos primeiros meses deste ano”, afirmou, em nota. “Mas sentimos o impacto da paralisação em maio e da Copa do Mundo, que afetaram o funcionamento das linhas de produção e as vendas no varejo”.

 

Foto: Divulgação.

Valeo recebe placa do Prêmio AutoData

São Paulo – O presidente Reginaldo Hermógenes, e o diretor de desenvolvimento de negócios, Rafael Galperin, da Valeo, receberam a placa pela indicação da empresa ao Prêmio AutoData 2018, Melhores do Setor Automotivo. A empresa foi indicada na categoria Sistemista, pela aquisição da Spheros Climatização, que passou a se chamar Valeo Climatização, e pelo investimento em duas fábricas no Rio Grande do Sul.

 

Foto: AutoData.

Nova AutoData Weekly Edition no ar

São Paulo – Está no ar a nova AutoData Weekly Edition, um resumo, em inglês, do melhor que foi publicado pela Agência AutoData de Notícias na semana passada. Nesta edição destaque para o balanço de vendas de julho, o mês com melhor desempenho no ano. Ainda: o investimento de R$ 1,5 bilhão na nova linha de caminhões da Scania, destinada aos mercadoss da América do Sul, a inauguração da fábrica da Nissan em Córdoba, Argentina, e os planos da empresa para sua unidade brasileira, novidades sobre o Rota 2030 e mais.

Para ler, clique aqui.