Nissan faz parceria com universidade catarinense

São Paulo – A Nissan assinou na segunda-feira, 6, memorando de intenções com a UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina, para a realização de estudos sobre baterias usadas de veículos elétricos.

 

Para os testes que serão feitos a companhia fornecerá seis baterias que foram utilizadas por táxis Nissan Leaf em São Paulo e no Rio de Janeiro, RJ.

 

A parceria também estudará o potencial das baterias como sistema de armazenagem de energia, o que a Nissan chama em todo o mundo de Xstorage Buildings, ou edifícios de armazenagem, para projetos de cogeração.

 

 

Fretamento aquece mercado de ônibus

São Paulo – As fabricantes de ônibus apontam o aquecimento no mercado de fretamentos como responsável pelos resultados positivos obtidos pelo setor até julho. De acordo com Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Anfavea, a indústria voltou a contratar este ano e o quadro resultou em compra de novas unidades:

 

“Não foi uma tendência observada apenas no Brasil, mas na América Latina, o que tem feito com que se produza e se venda mais ônibus rodoviários do que no ano passado”.

 

Até julho foram emplacadas no País 7 mil 417 unidades, o que representou crescimento de 20,8% sobre o volume vendido nos sete primeiros meses do ano passado. Na evolução mensal dos emplacamentos, em julho foi vendido mais do que o dobro do volume registrado em junho: 1 mil 844 unidades contra 909 unidades.

 

Para o ano a expectativa do setor é a de que as vendas registrem crescimento de 7,5% até dezembro, o que significa coisa de 12,5 mil emplacamentos.

 

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Mercado de máquinas reverte curva e retoma crescimento

São Paulo – Ao comercializar, em julho, 4 mil 457 máquinas agrícolas e rodoviárias as fabricantes brasileiras conseguiram, enfim, reverter a curva descendente do primeiro semestre e retomar o crescimento. De acordo com dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 6, as vendas expandiram 2,4% de janeiro a julho na comparação com igual período de 2017, somando 24 mil 627 unidades.

 

“Há meses dizia que a curva de vendas do setor mudaria e agora mudou”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea, em entrevista coletiva à imprensa. “Nossa projeção é de crescimento de 7% nas vendas internas.”

 

O volume vendido em julho representa avanço de 27,7% sobre igual mês de 2017, mas recuo de 3,5% na comparação com junho. Nada, porém, que mexa com a expectativa otimista da indústria para o ano. Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da entidade e porta-voz para o setor de máquinas agrícolas, lembrou que a safra brasileira, grande e rentável, faz a indústria projetar boas vendas no futuro:

 

“Falta investir em infraestrutura. Se mesmo com essa estrutura débil conseguimos bons resultados imagine-se com estradas melhores”.

 

A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias alcançou 33,6 mil unidades de janeiro a julho, um avanço de 1,1% sobre os primeiros sete meses de 2017. No mês passado saíram das linhas de montagem 6,7 mil unidades, alta de 23,8% sobre igual mês do ano passado e de 26,5% sobre junho.

 

As exportações cresceram 2% no acumulado do ano, para 7,4 mil unidades: em julho foram embarcadas 1,2 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, 4,1% a menos do que em julho do ano passado e 13,7% a mais do que em junho.

 

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Anfavea divulgará recalls em seu site

São Paulo – A Anfavea, em parceria com a Senacon, Secretaria Nacional do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça, fizeram parceria para ampliar a divulgação do SNAR, Sistema Nacional de Alertas Rápidos de Recall.

 

A partir da parceria o site da Anfavea terá um banco de dados online de todos os recalls em andamento no Brasil e será atualizado permanentemente, proporcionando aos consumidores mais um canal de informação para os chamados feitos pelas montadoras.

 

O site pode ser acessado clicando aqui.

Vendas de caminhões retomam nível de 2015

São Paulo – O desempenho de vendas de caminhões no País, até julho, manteve-se positivo apesar da greve dos caminhoneiros e de seus reflexos. No acumulado do ano foram emplacadas 38 mil 616 unidades, 48,6% a mais do que nos primeiros sete meses no ano passado – ainda que seja considerado base pequena de comparação a indústria considera o volume importante dentro do contexto da recuperação. Neste sentido o volume de emplacamentos até julho foi o melhor desde 2015, quando o setor vendeu, de janeiro a julho, 43 mil 785 unidades.

 

Se mantido o ritmo, as vendas do segmento de caminhões devem fechar o ano alinhadas com as projeções de crescimento da Anfavea, 24,47%, apontou o presidente Antonio Megale: “O que sustentará o mercado serão as demandas do agronegócio. A safra, mais uma vez, requer novos caminhões para escoar produção”.

 

O cenário é atraente para os pesados, que vem puxando as vendas e as exportações nos últimos meses. Mesmo sobre uma base pequena a comparação dos dados do acumulado do ano mostram como os pesados representam, hoje, o principal segmento de vendas: foram 17 mil 91 unidades, 87,3% a mais do que no acumulado do ano passado.

 

A Mercedes-Benz segue como líder no mercado dos pesados: vendeu, até julho, 4 mil 842 unidades, o que representa crescimento de 91,2% ante 2017. A Volvo vem na sequência, com 4 mil 682 unidades vendidas, crescimento de 87,6%, seguida por Scania, que recentemente lançou no País nova geração de cabines, com 4 mil 134 unidades e crescimento de 76,4%.

 

Com o tabelamento do frete, assunto que segue em discussão no STF, algumas empresas que operam no Brasil passaram a cogitar constituição de frota própria, o que pode gerar compras de caminhões novos. A Anfavea, no entanto, espera que o aquecimento das vendas aconteça por meio do desenvimento de grandes obras de infraestrutura: “Ainda é cedo para projetar um aumento das vendas em função do tabelamento: teremos que aguardar decisão do Supremo”.

 

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Argentina e México fracos fazem exportação cair

São Paulo – As exportações, que cresciam até junho, sentiram o impacto dos problemas econômicos de Argentina e México no mês passado, quando foram exportados 51 mil 358 veículos, retração de 21,7% na comparação com o mesmo período do ano passado e de 20,9% com relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 6. Com esse resultado negativo, no acumulado do ano o setor exportou 430 mil 359 unidades, uma queda de 2,8% ante janeiro a julho do ano passado, revertendo a tendência de crescimento do primeiro semestre.

 

De acordo com o presidente Antonio Megale, mesmo com a queda no acumulado será possível igualar o número de vendas para outros países do ano passado: “Essa queda era esperada pois as montadoras já registravam pedidos menores. Mesmo assim nossa projeção de estabilidade para o ano está mantida”.

 

O presidente também falou sobre a situação dos principais parceiros comerciais:

 

“Argentina e México estão com problemas econômicos e isso reflete diretamente nas exportações de veículos. O primeiro já reduziu suas projeções de vendas para o ano, o que atinge o número de pedidos que as montadoras recebem, enquanto o segundo fará uma reunião com os Estados Unidos na semana que vem para decidir o futuro do Nafta”.

 

Megale também disse que a queda nas exportações reflete na produção nacional de veículos, pois nos últimos anos essa área foi beneficiada pelo crescimento nas vendas para outros países: “Infelizmente essa é uma característica da nossa região, pois é raro que todos os países estejam em um bom momento econômico ao mesmo tempo. Por isto é normal que, enquanto o Brasil cresce, um parceiro importante vive momento diferente. Mas a nossa expectativa é a de que Argentina e México resolvam os problemas econômicos o quanto antes e voltem a crescer”.

 

Enquanto os principais parceiros estão em queda, o Chile ganha relevância nas exportações brasileiras: “As vendas mensais chilenas estão crescendo e já representam dois terços do que é vendido na Argentina, o que para o Brasil é muito importante”.

 

Com relação aos principais destinos das exportações a Argentina, mesmo em queda, segue representando 75% do volume, seguida por México, 6% — mas já foi 12% — Chile 6%, Uruguai 4% e Colômbia 3%.

 

Fotos: Divulgação.

Produção registra o melhor julho desde 2014

São Paulo – A produção brasileira de veículos registrou, em julho, o maior volume para o mês desde 2014, segundo divulgou a Anfavea na segunda-feira, 6. Foram 245,8 mil unidades, 9,3% a mais do que em julho de 2017, mas 4,1% a menos do que em junho.

 

Segundo o presidente Antonio Megale o ritmo mais fraco na comparação com o mês anterior se justifica pelo recuo das exportações, especialmente nas encomendas para os mercados argentino e mexicano. Os dois maiores clientes registram queda nas vendas de veículos este ano.

 

De janeiro a julho foram produzidos 1 milhão 680 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, crescimento de 13% sobre os primeiros sete meses do ano passado. Megale recordou que o ritmo da produção brasileira de veículos está se aproximando da média dos últimos dez anos para o período – que, de janeiro a julho, ficou em 1 milhão 768 mil veículos.

 

Em julho a indústria contratou 546 funcionários, elevando o quadro total para 132 mil trabalhadores – foram gerados 5,2 mil postos de trabalho nos últimos meses. Segundo Megale não há funcionários no PSE, Programa Seguro Emprego, e atualmente 826 trabalhadores estão em layoff.

 

O presidente da Anfavea afirmou que o setor ainda aguarda a publicação do decreto que regulamentará o Rota 2030, programa industrial dedicado ao setor automotivo que foi anunciado no começo de julho. A expectativa é a de que as normas que definirão os cocientes de eficiência energética e as exigências de itens de segurança, dentre outras questões pendentes, sejam publicadas até a semana que vem.

 

“O prazo de trinta dias venceu ontem [domingo, 5], mas não havia punição para um eventual atraso.”

 

Segundo Megale não há pressa: ele prefere que o decreto seja publicado sem a necessidade de alterações, ao contrário de quando houve a publicação do Inovar-Auto, que demandou uma série de ajustes nos meses – e até anos – seguintes: “Nosso desejo é de que o decreto do Rota 2030 saia redondo”.

 

Acordo Argentina – Os governos do Brasil e da Argentina sentaram à mesa para rediscutir o acordo comercial bilateral automotivo, que vigora até 2020. A ideia é estender o sistema flex por mais três anos, postergando – mais uma vez – o livre-comércio dos dois mercados.

 

De acordo com o presidente da Anfavea o atual saldo de exportações brasileiras supera as importações pois o mercado brasileiro, nos últimos anos, estava em baixa, ao contrário da Argentina. Mas, com os recentes investimentos na Argentina e a própria aceleração do mercado brasileiro, que coincide com um recuo do argentino, a tendência é essa balança voltar a se equilibrar.

 

De todo modo a vontade dos argentinos é manter o flex em 1,5 – ou seja, para cada dólar de veículo importado o Brasil pode exportar US$ 1,5. O governo brasileiro acredita, porém, que há espaço para alongar esse índice sem prejudicar o comércio dos dois países, fato que tem provocado divergência nas discussões.

 

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Média diária em julho chega a 9,9 mil unidades

São Paulo – As vendas de veículos em julho chegaram a 217 mil 509 unidades, alta de 17,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 7,7% com relação ao mês anterior — foi o melhor mês de vendas para o setor desde dezembro de 2015, segundo com dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 6. No acumulado do ano as vendas somam 1 milhão 384 mil 263 unidades, alta de 14,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

O presidente Antonio Megale disse que o crescimento no ano está dentro do que a entidade espera, mesmo estando, atualmente, acima do que foi projetado: “O crescimento no acumulado está um pouco acima do que nós esperamos para o ano, mas isso é normal, pois o segundo semestre do ano passado foi melhor o que o primeiro e isso deve segurar o crescimento nos próximos meses”.

 

A média diária de vendas no mês foi de 9 mil 887 unidades, volume próximo das 10 mil que o setor registrou até abril, antes da paralisação dos caminhoneiros: “Mesmo com mais dias úteis do que nos últimos meses, as vendas em julho confirmam que o setor está na retomada do crescimento”.

 

Megale também ressaltou que o crescimento 9,3% na produção, em julho, com relação ao mesmo período do ano passado, mostra que agosto poderá ser animado: “Agosto, historicamente, é um mês de bom volume de vendas e a alta na produção mostra que as empresas projetam um bom período de vendas pela frente, pois ninguém produz só para estocar”.

 

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Volkswagen recebe placa do Prêmio AutoData

Taubaté, SP – O presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, recebeu durante o evento de lançamento da linha 2019 do Gol e do Voyage, que agora oferecem opção de câmbio automático, a placa por sua indicação ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018.

 

A montadora foi eleita em duas categorias: Montadora de Automóveis e Comerciais Leves, pelo case do investimento em uma ofensiva de produtos no mercado brasileiro, e Exportador, por mais uma vez ocupar o posto de maior exportadora de veículos do Brasil. O Novo Polo ainda foi indicado em Veículo Automóvel.

 

Foto: Divulgação/VW.

Crescem exportações e caem vendas na Argentina

São Paulo – As fábricas de veículos instaladas na Argentina reportaram crescimento de 8,6% na sua produção de julho na comparação com igual período de 2017: foram 41 mil 450 veículos, informou a Adefa, entidade que representa as fabricantes locais, na sexta-feira, 3. Na comparação com o volume produzido em junho a alta, em julho, foi de 5,1%.

 

Com isso, de janeiro a julho a Argentina produziu 284 mil 105 unidades, alta de 9,8% frente aos primeiros sete meses do ano passado.

 

Nas exportações o volume embarcado no mês passado superou em 74,7% o exportado em julho de 2017: 14 mil 522 unidades. O mercado brasileiro recebeu 71% desse volume. Países da América Central, Chile, Peru e Colômbia fecham o grupo dos cinco principais destinos dos veículos argentinos.

 

Até julho foram exportados 146 mil 933 veículos, 30,1% mais do que no janeiro-julho do ano passado.

 

As vendas ao mercado interno chegaram a 46 mil 637 unidades em julho, queda de 35,8% na comparação anual. No acumulado do ano foram vendidos 468 mil 244 veículos, queda de 4% com relação aos sete primeiros meses de 2017, revertendo a tendência de crescimento apurada no primeiro semestre.

 

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