Vendas de importados crescem 31% até julho

São Paulo – As vendas de veículos importados chegaram a 21 mil 47 unidades de janeiro a julho, alta de 31,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas pela Abeifa na sexta-feira, 3. Os modelos importados vendidos pelas associadas da entidade registraram uma participação de mercado de 1,58%.

 

Em julho foram vendidas 3,1 mil unidades, alta de 14,3% com relação ao mesmo período do ano passado e de 2,9% na comparação com o mês anterior.

 

Com a expansão registrada até julho a entidade manteve sua projeção de vender 40 mil veículos no ano. O seu presidente, José Luiz Gandini, espera um segundo semestre melhor:

 

“Depois da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo que, de alguma forma, influenciaram o comportamento de vendas em maio e junho, a falta de confiança do consumidor ainda persiste. Mas a pequena reação em julho já sinaliza que teremos um segundo semestre melhor, mesmo com outro fenômeno importante do ano, as eleições”.

 

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Scania quer rede com perfil de consultoria

São Bernardo do Campo – Ao passar a produzir no Brasil sua última geração de cabines de caminhões, a Scania deu início a um processo de transformação na sua operação comercial. Para a empresa a chegada dos novos produtos requer adequação do corpo de vendas a questões que extrapolam o faro comercial: para vender os novos veículos a rede precisará ter conhecimentos de tecnologia para indicar o caminhão certo para a aplicação do cliente.

 

De acordo com Sílvio Munhoz, seu diretor comercial, as mudanças se devem a um novo sistema informatizado que realiza cálculos e indica ao vendedor qual configuração de caminhão é mais indicada para a demanda do frotista. Para que isso funcione, disse o executivo, é preciso fazer com que a rede passe por atualizações:

 

“Desenvolvemos uma plataforma que analisa os dados da operação do cliente e indica o modelo que pode atender melhor às demandas, qual implemento é mais adequado, motorização, dentre outros parâmetros. O vendedor da nova Scania deixará de lado o perfil de vendedor de pastinha para ser um consultor de negócios”.

 

Adequar a rede a esta nova realidade é visto como prioridade pela área comercial da Scania. Tanto que, tão logo foi lançada a nova geração de cabines, na quinta-feira, 2, o presidente Christopher Podgorski teve de deixar a fábrica às pressas para apresentar os modelos a um de seus maiores parceiros comerciais no País, a revenda Codema, de Guarulhos, SP.

 

Serão oferecidos treinamentos para toda a rede de concessionários, contou Sílvio Munhoz, sem precisar quando começarão. A partir de novembro, no entanto, o novo sistema de vendas entrará em funcionamento e as vendas dos caminhões da geração mais recente poderão começar. As entregas dos pedidos, por causa da parada de fábrica programada para janeiro, começarão a partir de fevereiro.

 

Aproximar a rede dos novos produtos por meio da tecnologia, significa na prática que a Scania mira negócios mais rentáveis, como a oferta de serviços de manutenção e de conectividade de frota, do que propriamente grandes receitas em volume de vendas por unidade, cenário que, de acordo com Munhoz, está descartado – e não é de hoje:

 

“A venda qualificada nos rende mais, e isso nos dá certa liberdade para fugir dos resultados dos grandes volumes e da guerra de preços. Nosso foco não está nisso atualmente”.

 

Afora os novos modelos, a Scania tem em conta aumento do volume de veículos conectados e as oportunidades de negócios envolvendo serviços a partir desse cenário. Há dois anos todos os modelos saem de fábrica com equipamento de conexão e recentemente a empresa promoveu programa de adequação em modelos mais antigos, para que também passem a ser conectados. Com o programa a empresa deverá adicionar 60 mil caminhões conectados à sua base até dezembro.

 

Os números de mercado da Scania nos últimos meses mostram, no segmento de pesados, volumes menores de vendas do que os das rivais Volvo e Mercedes-Benz, o que pode ser um sinal de que volume não é algo realmente determinante no radar da ára comercial da empresa. Em 2017 terminou o ano como terceira fabricante que mais vendeu veículos da categoria: 4 mil 901 unidades, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave. M-B foi a segunda, 4 mil 914 unidades, e Volvo, a líder, fechou o ano com 5 mil 44 unidades emplacadas.

 

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Concessionária do futuro volta à pauta

São Paulo – Desde o ano passado a Linx, desenvolvedora de software para gestão do segmento varejista, juntou um grupo de especialistas para discutir temas relacionados ao setor de distribuição de veículos, um dos seus principais focos de negócio. Liderado pelo seu diretor do segmento automotivo, Homero Giuseppe, o grupo tem em pauta, dentre outros temas, tentar idealizar a concessionária do futuro.

 

Em entrevista à Agência AutoData ele disse que a ideia é juntar as visões dos participantes do grupo – gente da indústria, varejo, consultores, dentre outros – para formular soluções que possam vir a ajudar as concessionárias a se preparar hoje para o amanhã. Porque não há outra saída: o modelo de vendas de carros precisará ser transformado.

 

Embora a Lei Renato Ferrari, hoje, não permita alterar esse modelo de negócio, Giuseppe acredita que, naturalmente, haverá um momento em que o caminho seguirá por outra via. Alguns exemplos, como a venda de carros pela internet, já estão disponíveis para o consumidor e é questão de tempo que essa demanda obrigue o setor a rever este modelo.

 

“O desafio para a Linx é saber para onde esse segmento caminhará. Precisamos antever o caminho e produzir tecnologia.”

 

Algumas dessas soluções já estão nas mãos, aplicadas em outros segmentos. Giuseppe disse que o e-commerce e a aplicação da internet das coisas podem ser facilmente transportadas para o varejo automotivo — a própria Linx dispõe de softwares em operação em outros ramos do comércio.

 

Mas a preocupação desse grupo de discussão vai além da atuação da Linx – embora Giuseppe admita que um dos principais focos da empresa é agregar novas soluções aos produtos que hoje já são vendidos às concessionárias e torná-los rentáveis: os concessionários, se não se mexerem, serão engolidos pela transformação tecnológica: “A venda de carro é só um dos produtos fornecido pela concessionária. O que os gestores precisam ter em mente é que o que for possível precisa ser agregado. Por que, por exemplo, uma concessionária não pode oferecer também bicicletas? Pode ser um fornecedor de mobilidade”.

 

Muitas vezes o cliente chega a uma concessionária sabendo mais do modelo que deseja adquirir do que o próprio vendedor, tamanho o acesso e a disponibilidade da informação. Para o executivo a interação do concessionários com o consumidor precisa passar por mudanças: “Uma estrutura de vendas sem fricção, mais simples, eliminar obstáculos. É preciso simplificar desde a busca do modelo ao fechamento do negócio e à sua entrega ao cliente e entender que a venda do carro não é só o carro, mas também peças e serviços. Alguma coisa disso já vem acontecendo, mas ainda de forma insuficiente”.

 

A Linx fornece softwares ERP, de gestão empresarial, para concessionárias das principais montadoras do Brasil – são mais de 2 mil revendas no País, quase metade do parque existente. Itens como estoque, contabilidade e troca de dados com as montadoras estão integrados ao programa que, segundo Homero Giuseppe, seria o ponto de partida para oferecer novos produtos e soluções para as concessionárias do futuro.

 

A empresa será uma das expositoras do Congresso Fenabrave, que abre as portas da terça-feira, 7, e acaba no dia seguinte, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

 

Foto: Reprodução/Facebook.

China é líder nas vendas de elétricos

São Paulo – A China foi o país que mais vendeu veículos elétricos no ano passado: 519 mil unidades, segundo informações divulgadas pelo Flash de Motor, de Caracas, Venezuela. Os Estados Unidos ficaram com a segunda posição do ranking, com 198 mil 350 veículos vendidos no mesmo período.

 

A França, país europeu que mais vendeu veículos elétricos no ano passado, ficou no terceiro lugar do ranking geral, com 118 mil 770 unidades, seguida pela Noruega, quarta colocada, que comercializou 62 mil 260 unidades. O quinto e o sexto lugar ficaram para Alemanha e Japão, com 54 mil 560 e 54,1 mil unidades vendidas, respectivamente.

 

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FCA divulga recall para 80 mil unidades

São Paulo – A FCA divulgou na sexta-feira, 3, um recall para 80 mil unidades dos modelos Grand Siena, Novo Palio e Uno produzidos em 2012 e equipados com airbags frontais que podem atingir os ocupantes com fragmentos metálicos em caso de acidentes. Segundo a FCA o problema ocorre quando os veículos são expostos a variações elevadas de temperatura e umidade por longos períodos.

 

A partir da próxima segunda-feira, 6, os donos dos veículos envolvidos devem agendar em uma concessionária a verificação e substituição gratuita, caso seja necessário, dos módulos dos airbags frontais.

Nova gama tem mais cabines e tipos de motores

São Paulo – A nova geração de veículos da Scania lançada no Brasil na quinta-feira, 2, teve o número de versões ampliado e uma série de modificações mecânicas e no design que, segundo a empresa, tornam seus veículos mais eficientes do ponto de vista do consumo de combustível.

 

A economia total de diesel prometida pela geração NGR poderá chegar a até 12%, combinando aerodinâmica e tecnologia de motorização. O design das novas cabines ficou sob responsabilidade da Porsche. A aerodinâmica do conjunto foi testada no maior túnel de vento da Europa, instalado na Suécia. Segundo a empresa, o ganho de economia de combustível proporcionado pelas linhas da nova cabine chega a 2%. 

 

Nos motores, novas potências e tipos de combustível: o Brasil fará a estreia mundial do novo motor de 540 cavalos. A nova gama de potência agora é composta por 220, 280, 320, 410 e 500 cavalos. Há cinco opções de combustível: dois movidos a GNV/Biometano e três a bioetanol. Outra novidade é a chegada do motor de 7 litros para o segmento semipesado.

 

Da linha atual P, G e R, a oferta passou de sete opções para 19 tipos de combinações variantes das novas cabines com o acréscimo das versões R, S, P e XT. A cabine S, considerada topo de linha, tem piso plano como principal novidade, aumetando o espaço interno do veículo.

 

Na parte estrutural, modificações no centro de gravidade, mais baixo, para melhorar a estabilidade do veículo e o processo de frenagem em curvas. O próprio sistema de freios, inclusive, é mais moderno. A nova geração teve o eixo dianteiro deslocado 50mm para frente para melhorar a frenagem.

 

Outra novidade é o sistema lay shaft brake, um sistema de freio de eixos como padrão nas caixas de câmbio, explicou Celso Mendonça, gerente de pré-vendas da Scania: “Trata-se de uma solução simples. Com o freio do eixo, a caixa de câmbio faz a troca em 0,4 segundos, o que significa que o tempo de mudança de marcha foi reduzido pela metade”.

 

As novas cabines trazem de série airbags laterais anticapotamento, que são integradas no teto em formato de cortina.

 

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Scania renova linha de caminhões na América do Sul

São Paulo – A Scania apresentou na quinta-feira, 2, a nova linha de caminhões que substituirá a atual PGR, dois anos após o lançamento global feito na Europa. A geração de veículos é fruto dos R$ 2,6 bilhões anunciados em investimentos até 2020, aporte que a empresa ainda emprega para preparar a produção nacional de novas cabines e motores que compõem a gama que passa a integrar a oferta da companhia em fevereiro.

 

Até agora, trazer ao Brasil a produção da linha consumiu R$ 1,5 bilhão do total anunciado para o ciclo 2016-2020. Nas unidades produtivas, os dispêndios chegaram a R$ 400 milhões. Foram construídas área de pintura, de soldagem de cabines e novos equipamentos na fábrica de São Bernardo do Campo, SP. Em Tucumã, na Argentina, a Scania investiu em atualização de máquinas para produzir os componentes da caixa de transmissão que integra os novos veículos.

 

A parcela restante do que foi investido até agora serviu para custear o desenvolvimento dos caminhões. De acordo com Christopher Podgorski, presidente da companhia, afora a aplicação em construção de estrutura produtiva, a maior parte do que foi consumido até agora pela nova geração de veículos diz respeito aos testes de validação e adequações do projeto original às demandas e exigências do Brasil e do mercado latino-americano – para onde também serão exportados:

 

“Os veículos são maduros para o mercado europeu, que demanda menos dos caminhões em termos de desgaste. O mercado da nossa região é composto por aplicações mais severas, e isso fez com que fizessemos modificações estruturais em chassis, suspensões, de forma que o conjunto ficasse mais robusto”.

 

Para validar o produto, como costumam se referir engenheiros de montadoras ao processo de testes de novos veículos, a Scania submeteu os caminhões à rodagem de um milhão de quilômetros. Nos testes foram verificados parâmetros como durabilidade e precisão do conjunto mecânico adaptado às condições climáticas e de estrada da América Latina. Os testes ainda seguem e podem chegar, ao final do processo, a dois milhões de quilômetros percorridos.

 

A NGR, como foi chamada a nova geração de cabines, é composta por quatro versões — uma a mais do que a anterior. A cabine S, que passa a integrar o portfólio da Scania, é a versão topo de linha por possuir características consideradas premium, como mais espaço interno, piso plano, airbag lateral do tipo cortina, dentre outros itens. O número de cabinas na nova geração aumentou de sete para dezenove, incluindo as das versões P, G e R. Os motores saltaram de três para quatro versões e onze faixas de potência.

 

Segundo Podgorski, a nova geração é construída com equipamentos e componentes diferentes aos da geração anterior. Dessa forma, o executivo disse que foi necessário usar parte dos recursos no desenvolvimento de novos fornecedores: “Tivemos de construir um ferramental novo para as empresas da cadeia de fornecimento em função das peças novas”.

 

A cadeia, disse Podgorski, passa a ter catorze empresas que não atendiam a Scania anteriormente e, por meio de negociações feitas pela matriz na Suécia, passam a atender à companhia também no Brasil. Uma dela é a Klippan, que fornecerá sistemas de camas. A empresa, cuja matriz também fica na Suécia, atua no Brasil desde 2000 e possui fábrica em Taubaté, SP.

 

A produção dos novos veículos no País será realizada com o atual quadro de funcionários da companhia, que hoje gira em torno de 3,5 mil em duas jornadas. O perfil cada vez mais exportador da companhia e a nova gama não foram suficientes para que a empresa recorresse ao aumento dos postos de trabalho. De tudo que é fabricado hoje no ABC Paulista – 80 veículos /dia – 70% é voltado ao mercado externo.

 

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Ford produzirá autônomos a partir de 2021

São Paulo – A Ford iniciará a produção em série do seu primeiro veículo autônomo nível 4 em 2021. Segundo Luciano Driemeier, gerente de mobilidade para a América do Sul, a produção de autônomos é um caminho sem volta, que ajudará a reduzir o índice de acidentes.

 

“O avanço do nível 3 para o 4 será muito importante, pois marcará a transição para o veículo com 100% de autonomia. O nível 4 não precisará de intervenção do motorista, enquanto o nível 3 ainda requer um motorista para assumir o controle do veículo”.

 

Driemeier, em sua intervenção no segundo dia do Simea, na quinta-feira, 2, também ressaltou outros pontos positivos dos autônomos, como a possibilidade de o ocupante fazer outras atividades enquanto é transportado até o seu destino, o custo de deslocamento — que será menos com esse tipo de veículo — e a inclusão social, uma vez que os autônomos poderão ser usados por quem sabe e por quem não sabe dirigir.

 

Mesmo com a produção em série programada para 2021, a Ford sabe que demorará para que os motoristas tenham acesso a essa tecnologia, por causa do seu alto custo: “Até a tecnologia ficar mais barata esse tipo de veículo será acessível para empresas como Didi e Uber, que podem usar em suas frotas para prestar serviços à população e recuperar o investimento no longo prazo. O consumidor final terá que esperar um pouco mais para ter um modelo autônomo na garagem”.

 

O custo de produção e das tecnologias embarcadas nos autônomos ainda é um grande entrave para a indústria, pois ainda não é possível fechar essa conta para comercializar o veículo a um preço acessível: “Hoje, em média, veículos que tenham autonomia nível 3 cobram US$ 30 mil pelo pacote tecnológico e, no caso do nível 4, não é nem possível imaginar quanto isso custará para o consumidor final”.

 

Com relação aos investimentos necessários em infraestrutura para tornar viáveis os autônomos nas ruas, Luciano Driemeier acredita que será possível redirecionar os gastos de outras áreas para esse setor, como os valores que cobrem os custos de tudo aquilo que envolve um acidente, como indenizações, ambulância e serviços hospitalares, que serão reduzidos a partir do momento em que a frota de autônomos passe a crescer.  

 

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Volkswagen lança campanha de varejo para agosto

São Paulo – A Volkswagen dá mais um passo em direção à liderança de mercado, objetivo definido e sempre lembrado pelo seu presidente Pablo Di Si. Durante todo o mês de agosto sua rede de concessionárias oferecerá todos os modelos com parcelas fixas de R$ 99 mensais no primeiro ano de financiamento. Para a linha 2019 de Gol e Voyage com transmissão automática a primeira parcela será só para 99 dias após o fechamento do contrato.

 

A campanha exige uma entrada de 60% e oferece taxa de 1,49% em 48 parcelas, as doze primeiras de R$ 99 e o saldo restante em 36 meses.

 

A promoção já havia sido realizada em abril e deu resultado, pois a VW, vice-líder em vendas do mercado brasileiro, ganhou 2 pontos porcentuais de market share, fechando o acumulado até julho com 15% de participação e evolução de 34% nas vendas sobre janeiro a julho do ano passado, mais do que o dobro do mercado.