Caterpillar investe R$ 55 milhões para fabricar transmissão

Piracicaba, SP – A Caterpillar investiu R$ 55 milhões na unidade de Piracicaba, SP, que produzirá sua nova linha de transmissões. É a primeira vez que a empresa produz esse equipamento no Brasil. Este ano, o investimento total na unidade superou os R$ 100 milhões.

 

Para produzir a nova transmissão, que será aplicada em máquinas pesadas, como motoniveladoras, carregadeiras e tratores de esteira, a empresa anunciou na terça-feira, 31, em evento realizado na própria unidade, que contratará mais setenta funcionários.

 

Com isso a CAT passa a ser autossuficiente na produção de transmissões para os veículos que fabrica no Brasil, atendendo ao mercado local e exportações. Antes esse componente era importado.

 

Segundo o presidente da Caterpillar Brasil, Odair Renosto, “a produção de transmissões no mercado nacional introduz inovações e novas tecnologias à capacidade do Brasil em montar estes componentes complexos para máquinas autopropulsadas. Reduz o tempo de resposta da cadeia de suprimentos em até vinte dias”.

 

As linhas produzem hoje seis arranjos diferentes de transmissões dos tipos planetária e contra eixo — até março de 2019 serão dezenove.

 

Segundo a empresa a nova linha de transmissão traz tecnologias da Indústria 4.0, as mesma utilizadas na produção nos Estados Unidos. Dentre elas sistemas de gerenciamento produtivo que identificam, no processo, possíveis falhas de montagem antes que elas ocorram, chaves com torque com conexão bluetooth para aplicação e rastreamento de 100% dos torques, “garantindo perfeição à aplicação”.

 

A nova linha ocupa área de 5,2 mil m² em um dos prédios fabris da unidade. No espaço, além do processo de montagem, são verificadas todas as funcionalidades da transmissão como o corpo da válvula, o correto engate das marchas, a relação de torque, pressão de óleo, temperatura, nível de ruído, vazamentos e vibrações.

 

A princípio ainda não há comercialização das transmissões separadamente, porém, o presidente Renosto afirmou haver planos para vendê-las no mercado de reposição.

 

Ao todo são três novas linhas de montagem, com a produção de sete unidades diárias cada e que produzirão dezessete modelos. A Caterpillar planeja futuramente aumentar a nacionalização dos componentes para conseguir mais competitividade e tornar o preço das máquinas produzidas no Brasil mais acessível.

 

Foto: Divulgação.

ZF e Voith apresentam novas transmissões

São Paulo – A ZF anunciou na quinta-feira, 26, o lançamento de transmissão automática de oito marchas para veículos comerciais leves, médios e semipesados. O equipamento,batizado de ZF-PowerLine, está em fase final de testes na Alemanha e, segundo a companhia, chegará ao mercado global em breve.

 

Para Silvio Furtado, diretor de vendas da ZF América do Sul, este tipo de transmissão será popular no segmento: “A chegada das transmissões automáticas aos segmentos mais leves dos veículos comerciais é uma tendência de utilização global”.

 

A ZF afirmou em comunicado que o nível de conforto nas trocas de marcha da transmissão automática para automóveis foi transferido para as aplicações em veículos comerciais com o desenvolvimento da caixa Powerline.

 

A Voith Turbo, divisão do Grupo Voith, anunciou no Brasil a Diwa.6, que promete atender aspectos de redução de custos e emissões de CO2 no segmento de ônibus urbano.

 

A caixa tem o princípio de aceleração e frenagem em circuito hidrodinâmico único e combinação de transmissão continuamente variável, o câmbio CVT. Ele promete entregar menor frequência de trocas de marchas e menor desgaste em todo o sistema.

 

Foto: Divulgação.

Citroën amplia ofensiva em utilitários

São Paulo – A Citroën aproveitou a Fipan, Feira Internacional da Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos, para fazer a avant-première de seu furgão Berlingo, novidade que chega às suas concessionárias em agosto. Equipado com o motor 1.6 16V flex o modelo complementa a ofensiva Citroën no segmento de utilitários, composto, atualmente, pelos Jumpy Furgão e Jumpy Minibus.

 

Tem capacidade para carregar 800 kg e seus preços partem de R$ 64 mil 990.

 

Segundo comunicado a Citroën escolheu a Fipan para a apresentação do modelo “pelo perfil do ambiente, voltado a empreendedores que necessitam de um veículo com as características do novo utilitário”.

 

Foto: Divulgação.

Congresso já tem comissão que avaliará MP do Rota

São Paulo – Os blocos partidários já indicaram vinte e seis deputados e senadores que comporão a comissão responsável por avaliar a Medida Provisória 843, que estabelece o projeto Rota 2030. Ainda restam definir alguns suplentes e eleger o presidente e o vice-presidente e nomear um relator – o que só deverá ocorrer em agosto, quando a Câmara dos Deputados e o Senado Federal voltarem do recesso.

 

Pelo sistema de revezamento do Congresso a comissão será presidida por um senador e o relator será um deputado.

 

Segue a lista dos nomeados, retirada do site do Senado Federal:

 

Senadores

Simone Tebet – MDB/MS
Hélio José – PROS/DF
Valdir Raupp – MDB/RO
Dalirio Beber – PSDB/SC
José Serra – PSDB/SP
Ronaldo Caiado – DEM/GO
Benedito de Lira – PP/AL
Lasier Martins – PSD/RS
Lindbergh Farias – PT/RJ
Acir Gurgacz – PDT/RO
Antônio Carlos Valadares – PSB/SE
Vanessa Grazziotin – PC do B/AM
Armando Monteiro – PTB/PE

 

Deputados

Hildo Rocha – MDB/MA
Leonardo Quintão – MDB/MG
Paulo Pimenta – PT/RS

Erika Kokay – PT/DF
Arthur Lira – PP/AL
Nilson Leitão – PSDB/MT
Aélton Freitas – PR/MG
Marcelo Matos – PSD/RJ
Tadeu Alencar – PSB/PE
José Carlos Aleluia – DEM/BA
Pedro Fernandes – PTB/MA
Celso Russomanno – PRB/SP
Evandro Gussi – PV/SP

Preço do aço subiu mais do que o de veículos

São Paulo – As usinas que beneficiam aço no País já consideram a possibilidade da maior entrada do insumo produzido na China caso o dólar, moeda utilizada na cotação internacional da matéria-prima, se desvalorize. O cenário é visto pelo setor automotivo, um dos maiores compradores de aço, como oportunidade de aliviar as pressões que sofrem atualmente de repasse no preço final dos veículos.

 

De acordo com Gilberto Heinzelmann, presidente da Zen, fabricante de autopeças, ambiente favorável é aquele no qual a indústria tenha operações no mesmo lugar onde está o aço. Mas as tensões dos Estados Unidos com a China, e fatores estruturais do Brasil, podem resultar em aço mais caro, o que desencadeará busca pelo produto no Exterior:

 

“O dólar valorizado é a última barreira para que isso aconteça. A indústria não pode se ver presa a uma realidade com poucas opções de fornecimento. Eventos como as discussões envolvendo Estados Unidos e China refletem no preço do insumo no mercado interno e que encarece a nossa operação. Não descartamos alternativas aos fornecedores locais”.

 

Segundo Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, há um excesso de capacidade de 550 milhões de toneladas no mundo, dos quais 280 milhões têm como origem a China. O volume tem potencial para ser direcionado ao país cujo mercado estiver mais aberto: “As importações estão menores agora por causa do real depreciado, mas pode haver invasão do aço chinês se o câmbio mudar. O cenário está muito indefinido”.

 

É esperado para este segundo sementre novo reajuste nos preços. A alta promovida pelas usinas pode chegar a até 12,5% em produtos como aços laminados, amplamente aplicados na produção de veículos.

 

Dados da FGV, Fundação Getúlio Vargas, apontam que o preço do aço no atacado subiu mais do que o dos veículos nos últimos onze meses. O IPA, ou Índice de Preços por Atacado, das bobinas a quente foi de 134,2 em junho, e o IPA dos veículos automotores chegou a 128,6. De dezembro de 2010 a dezembro de 2016 o IPA do aço foi inferior ao dos veículos — a partir de agosto de 2017, no entanto, o índice das bobinas passou a ser maior.

 

O propósito do IPA é medir o ritmo evolutivo de preços praticados no nível de comercialização atacadista, nas transações interempresariais, quer dizer, nas operações de comercialização que antecedem as vendas ao varejo.

 

Foto: Divulgação.

Gol e Voyage: agora com câmbio automático.

Taubaté, SP – Pela primeira vez a Volkswagen oferece aos consumidores a opção de transmissão automática no Gol e no Voyage. A novidade chegou junto com a linha 2019, apresentada na quinta-feira, 26, em Taubaté, SP, onde ambos são produzidos. Também foi incorporado aos dois modelos o motor 1,6 litro MSI, de Polo e Virtus, que geram até 120 cv.

 

Por enquanto o consumidor que desejar Gol ou Voyage dotado de câmbio automático precisará comprar um dos catálogos com o motor 1.6 MSI.

 

Importada do Japão pela Aisin a transmissão AQ160-6F vira uma página na história da Volkswagen. Segundo o presidente Pablo Di Si os câmbios automatizados sumirão do mercado: “Apaguei essa palavra da minha mente. Temos uma caixa automática espetacular, de primeiro mundo, para o Gol e Voyage”.

 

Segundo Di Si o câmbio automatizado foi uma solução que a indústria encontrou em termos de custo-benefício para oferecer ao consumidor que não queria câmbio manual nos segmentos de entrada. À medida que o volume do automático foi crescendo, o custo caiu e hoje representa 40% das vendas do mercado brasileiro.

 

“Acredito que nos próximos quatro a cinco anos essa presença aumentará ainda mais. Não é que o consumidor brasileiro ou argentino não queria o câmbio automático: é que ele custava muito caro. Há, portanto, uma demanda reprimida e acreditamos que possa chegar a 60% das vendas até 2020.”

 

O Gol parte de R$ 44 mil 990 com motor 1.0 e transmissão manual — dotado do motor 1.6 MSI AT sai por R$ 54 mil 580. O Voyage tem preço inicial de R$ 52 mil 640 na versão 1.0 com câmbio manual e de R$ 59 mil 990 com motor 1.6 MSI e câmbio automático.

 

Foto: Divulgação.

Ofensiva de lançamentos VW chega à metade

Taubaté, SP – Chegou ao meio do caminho a ofensiva de produtos que a Volkswagen preparou para o mercado brasileiro. A linha 2019 do Gol e do Voyage, com opção de transmissão automática, corresponde ao nono e ao décimo dos vinte lançamentos prometidos pela empresa, parte de plano de R$ 7 bilhões em investimento até 2020. Pablo Di Si, presidente da companhia, reforçou que foram dez lançamentos em dez meses. E que seu objetivo principal segue sendo conquistar a liderança do mercado brasileiro: “A brincadeira começa agora, e pra valer. Adoro concorrer. Que vença o melhor”.

 

De acordo com ele as vendas da indústria brasileira de veículos cresceram 14% no primeiro semestre – excluindo as vendas diretas, em recorte apenas do varejo, a alta chegou a 10%. A Volkswagen cresceu 33%: “Aumentou o fluxo nas nossas lojas, o que torna esse cliente sustentável. Nova Volkswagen, novos clientes, quem ganha é o consumidor”.

 

Importante componente da estratégia da Volkswagen para alcançar a liderança faz parte da segunda metade do plano de lançamentos. O T-Cross chega no começo do ano que vem, no que Di Si considera ser um movimento atrasado da companhia: “Será o nosso primeiro SUV produzido no Brasil. Chegamos quinze anos atrasados”.

 

Neste ano, mesmo diante das dificuldades que o mercado argentino começou a enfrentar – e que, segundo Di Si, foram antecipadas pela empresa, que há três meses já cortou a produção para aquele mercado –, a produção da Volkswagen no Brasil crescerá 12% comparada a do ano passado. A razão, além do bom momento da marca por aqui, está nos demais países da região:

 

“No Chile, na Colômbia, no Peru e na Bolívia estamos crescendo três vezes mais do que o mercado”.

 

O presidente da Volkswagen considerou positiva a divulgação do Rota 2030 no começo do mês. Embora ainda não conheça seus pormenores, que serão definidos apenas após a divulgação de um decreto, as perspectivas são positivas: “O importante é manter o desenvolvimento de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Nós aqui, na Volkswagen, temos planos para reforçar isso”.

 

Foto: Divulgação.

China reduz desempenho da Ford

São Paulo – A Ford divulgou na quarta-feira, 25, balanço referente ao seu desempenho global no segundo trimestre do ano. Receita e lucro líquido foram inferiores com relação aos registrados no mesmo período de 2017, devido a fatores relacionados à interrupção de produção de fornecedor de peças localizado na Amériuca do Norte, bem como a desafios enfrentados na China.

 

De abril a junho a empresa vendeu 1,4 milhões de veículos no mundo, o que gerou receita de US$ 35,9 bilhões, ou US$ 1,9 bilhão a menos do que a obtida em igual período no ano passado. Do total vendido, 742 mil veículos foram comercializados na América do Norte, 367 mil na Europa e 261 mil na Ásia. Na América do Sul foram 96 mil unidades.

 

Sobre a operação da companhia no período, o presidente Jim Hackett disse que “neste trimestre alcançamos sólidos resultados na América do Norte, compensados em parte por desafios inesperados com nossas operações no Exterior e ventos contrários no ambiente de negócios”.

Reparts, da Valeo, projeta crescimento de 20% em 2018

São Paulo – A Reparts, divisão da Valeo de distribuição de peças de reposição de sistemas de ar-condicionado, projetou crescimento de 20% este ano, informou por meio de comunicado na quarta-feira, 25.

 

Segundo Diogo Vanassi, diretor-geral da companhia, a crescente utilização nos últimos anos de sistemas de ar-condicionado em ônibus urbanos, no Brasil e em países da América Latina, ampliou a demanda por componentes de reposição:

 

“A adoção do ar-condicionado em ônibus urbanos tende a crescer ainda mais, pois menos de 20% dos veículos em circulação nas principais cidades brasileiras contam com o equipamento. Essa tendência fará com que o mercado cresça significativamente nos próximos anos”.

 

Foto: Divulgação.

Setor automotivo sustenta produção de aço

São Paulo – O desempenho da produção de veículos no primeiro semestre impulsionou as vendas de aço no País, até junho. O setor foi o segundo maior consumidor do insumo no período, de acordo com Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, que divulgou na quarta-feira, 25, o balanço semestral do setor siderúrgico.

 

De acordo com ele a participação da indústria automotiva no consumo aparente do insumo superou a fatia de 19,6% registrada em 2016, quando foi feita a última aferição: “Precisamos fechar os dados referentes ao ano passado. Mas, em função do setor automotivo ter sido o que apresentou crescimento importante no período, seguramente superou o de bens de capital”.

 

A produção de veículos em 2017 foi de 2,6 milhões de unidades, alta de 25,2% na comparação com 2016 e que foi alcançada muito em função das exportações. Assim, segundo o raciocínio do presidente da Aço Brasil, o setor conseguiu superar o de bens de consumo, que experimentou crescimento menor no período: 6% segundo dados do IBGE.

 

O setor de construção civil, maior consumidor do aço beneficiado aqui, de acordo com Mello Lopes, deve “seguir no posto, ainda que sua fatia tenha reduzido”. Os dados da produção de aço referentes ao ano passado e ao primeiro semestre serão divulgados em agosto.

 

Até junho as vendas internas de aço foram de 8,8 milhões de toneladas, o que representa alta de 9,9% na comparação com o mesmo semestre do ano passado. O consumo aparente foi de 10,1 milhões de toneladas, alta de 9,3%, sustentado pelo crescimento das vendas internas. A produção brasileira foi de 17,2 milhões de toneladas, volume 2,9% maior do que o registrado em 2017.

 

As empresas produtoras de aço projetam alguma desaceleração na produção e no consumo da matéria-prima em função das incertezas provocadas pelas eleições. O cenário fez com que as empresas revisassem as projeções para o ano: na produção redução do crescimento de 8,6% para 4,3%, e nas vendas de 6,6% para 5%.

 

Fonte: Divulgação.