Schaeffler recebe mais um prêmio

São Paulo – A Schaeffler recebeu um Certificado de Reconhecimento da Robert Bosch, um prêmio da sistemista aos fornecedores que contribuíram para a melhoria contínua da qualidade no ano passado e alcançaram as metas estabelecidas pela empresa.

 

De duzentos fornecedores nacionais da Bosch, vinte foram reconhecidos, segundo a Schaeffler. A empresa fornece rolamentos para montagem de sistemas de coluna de direção, rolamentos para bombas ABS e válvulas borboleta.

Setor automotivo trabalha para manter Reintegra

São Paulo – As empresas do setor automotivo que exportam veículos e autopeças decidiram recorrer à justiça, em bloco, para que a redução da alíquota do Reintegra, programa federal de incentivo às exportações, promovida pelo governo em maio passe a valer a partir de 2019 ou, pelo menos, em setembro.

 

A indústria entende que a redução de 2% para 0,1% reonera as empresas, o que, tecnicamente, demanda noventena para que a medida passe a valer segundo a constituição. A alíquota de 0,1%, no entanto, está sendo aplicada desde junho.

 

Montadoras e fabricantes de componentes se organizaram para entrar com ações judiciais nos estados contra a medida governamental. Algumas empresas decidiram recorrer da medida em bloco, ou seja, moveram ação em conjunto. Há casos de companhias que entraram sozinhas na disputa jurídica.

 

No caso das empresas que atuaram em bloco, a ação foi movida via federação estadual das indústrias. Em São Paulo, ficou a cargo da Fiesp a responsabilidade de representar o setor em uma ação movida pelas empresas exportadoras instaladas no Estado.

 

A entidade informou que foi impetrado mandado de segurança coletivo com pedido de liminar, em nome de Fiesp e do Ciesp, para “afastar até 31 de dezembro a aplicação do decreto que reduziu os porcentuais do Reintegra”. O processo envolve também empresas de outros setores.

 

No Rio Grande do Sul, onde General Motors, Marcopolo, Randon, dentre outras companhia do setor, mantêm produção, ocorreu medida similar. De acordo com a Fiergs, a entidade entrou com mandado de segurança coletivo “em favor de seus sindicatos filiados e empresas associadas com pedido de liminar”. Ainda não obtiveram resposta e aguardam despacho do juiz.

 

A Toyota, por meio de comunicado, afirmou que entrou com mandado de segurança individual, ainda que a Fiesp tenha movido processo coletivo. A fabricante de autopeças Zen, que mantém produção em Brusque, SC, também acionou a justiça sozinha. Seguno Gilberto Heinzelmann, seu presidente, houve consulta do Sindipeças no estado para uma ação coletiva, mas a empresa decidiu ir adiante com o tema sozinha.

 

Para as empresas instaladas em Minas Gerais já houve parecer favorável na justiça para que a alíquota vigore, ao menos, até setembro. De acordo com a FCA, existe uma liminar em ação ajuizada pela Fiemg que beneficia os exportadores com sede no Estado.  

 

Procuradas pela Agência AutoData, empresas instaladas em outras regiões, como Nordeste e Centro-Oeste, não se pronunciaram sobre o assunto até o fechamento desta reportagem. Outras se pronunciaram afirmando que “estão atentas ao tema junto com a Anfavea”.

 

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GM Gravataí: 3,5 milhões de veículos em 18 anos

São Paulo – A fábrica da General Motors em Gravataí, RS, chegou à maioridade com mais de 3,5 milhões de veículos produzidos. Um Onix Activ simbolizou o marco, informou a empresa em comunicado na sexta-feira, 20.

 

A unidade foi a primeira fábrica de automóveis da GM a se instalar fora do estado de São Paulo e a primeira do setor automotivo a adotar o conceito de condomínio industrial, reunindo em um mesmo espaço seus principais fornecedores. A fábrica também foi a primeira da companhia no País a reciclar 100% dos resíduos industriais gerados no processo produtivo.

 

Marcos Munhoz, vice-presidente da GM Mercosul, disse que a fábrica está comemorando 18 anos de uma estratégia de sucesso: “Fabricar veículos de maneira diferente, junto aos fornecedores, com alta produtividade. A unidade de Gravataí será cada vez mais decisiva no processo de renovação do portfólio da GM, liderança e crescimento da marca no país, através da implantação de novas tecnologias e conceitos inovadores na produção de veículos”.

 

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Desenvolvimento da Frontier envolveu 120 profissionais

São Paulo – Mais de 120 engenheiros, técnicos e pilotos das unidades da Nissan de diversos países participaram do projeto de produção da nova picape Frontier, que começará a sair da linha de produção de Córdoba, na Argentina, nas próximas semanas. Profissionais da Argentina, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Venezuela, França, Japão e México estiveram envolvidos no processo, segundo informou a empresa, em comunicado, na sexta-feira, 20.

 

As fábricas da Nissan do Brasil, Espanha, México e Tailândia contribuíram com informações e conhecimento para a equipe da Argentina, onde foi construída uma pista de testes especificamente para a avaliação de picapes. Como o modelo será vendido na Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai e Peru, clientes e concessionários destes países foram ouvidos em estudos durante o desenvolvimento do produto.

 

Os componentes foram avaliados e testados pelo Nissan Technical Center, NISTEC, em Toluca, México, e no Nissan Technical Center Farmington Hills, em Michigan, Estados Unidos. Já os testes dinâmicos foram feitos em Aguascalientes, México, e no Arizona, Estados Unidos. Os testes em solo foram feitos em pistas na Argentina, Estados Unidos, Japão e México.

 

É a primeira vez que a Nissan produzirá um veículo na Argentina, o que exigiu crescimento na força de trabalho local. “A equipe da Nissan Argentina duplicou, e tivemos que nos adaptar a esse crescimento em pouco tempo. Foi uma experiência maravilhosa de muito aprendizado”, disse, no comunicado, Cecilia LoPresti, gerente de recursos humanos da unidade.

 

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Audi produzirá as baterias de seus veículos elétricos

São Paulo – O primeiro veículo 100% elétrico da Audi produzido em série usará baterias fabricadas pela própria empresa, segundo as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, na sexta-feira, 20.

 

As baterias serão produzidas em uma fábrica da Audi em Bruxelas, Bélgica. O primeiro modelo que será produzido em série com essas baterias será um SUV pequeno, que será comercializado como Audi e-tron.

Produção da Meritor cresce 45% no semestre

São Paulo – A recuperação do mercado brasileiro de caminhões e ônibus puxou a produção da Meritor na região. A fabricante de eixos para veículos comerciais apresentou crescimento de 45,5% de janeiro a junho sobre os primeiros seis meses de 2017, em ritmo superior à indústria, que expandiu 40,3% na mesma base de comparação.

 

Segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 19, a conquista de novos projetos contribuiu para esse crescimento acima da média da indústria, segundo explica Adalberto Momi, diretor-geral para a América do Sul.

 

“A busca pela criação de soluções que estejam cada vez mais alinhadas com a necessidade do mercado e o seu aprimoramento constante são os principais pilares do desempenho satisfatório da empresa”.

 

O bom desempenho no primeiro semestre fez com que a Meritor revisasse suas projeções para o ano. A fabricante de eixos para veículos comerciais espera, agora, alta de 25% no ritmo de suas fábricas locais – e, para suportar esse avanço, até junho já contratou 65 novos funcionários para a área de manufatura.

 

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Zen aposta em mais veículos com start-stop

Brusque, SC – A fabricante de autopeças Zen antevê oportunidades de negócios no campo da eficiência energética com a nova política para o setor automotivo, o Rota 2030, divulgado no começo do mês.

 

Embora o plano ainda careça de regulamentações e definições, o presidente da companhia, Gilberto Heinzelmann afirmou à AutoData na quinta-feira, 19, que acredita que, assim como aconteceu com o motor três cilindros à época da vigência do Inovar-Auto, as fabricantes de veículos recorrerão à aplicação do sistema start-stop em veículos produzidos aqui como forma de se alcançar os patamares de eficiência exigidos pelo Rota 2030 – que, ainda, não foram estabelecidos.

 

Segundo ele, há grandes possibilidades de a empresa obter crescimento em volume de vendas no curto-prazo com a oferta de componentes para esse sistema, o que já acontece atualmente tanto para o mercado de automóveis OEM, por meio dos clientes sistemistas, como para reposição:

 

“Evidente que o Rota 2030 contemplou o segmento de autopeças mais do que a útlima política. Mirando à frente, o que esperamos é nos consolidarmos como fornecedor de peças para um sistema que deve ditar a nova tendência de eficiência energética em veículos nacionais”.

 

Nos Estados Unidos, principal mercado em termos de volume devido a contratos com a Ford e General Motors, a empresa já fornece conjunto para motor de partida específico para veículos que possuam sistema start-stop: “No Brasil e demais mercados os componentes chegarão em breve. O mais importante é que o produto existe e é fabricado no País”.

 

Caso o cenário traçado pela empresa se confirme, a demanda pelos componentes dará mais musculatura a uma operação que já se encontra acima do padrão visto no segmento de autopeças: a produção mantida em fábrica instalada em Brusque, SC, trabalha em três turnos com cerca de 1 mil funcionários para atender, sobretudo, aos pedidos do mercado externo.

 

Heinzelmann disse que o desempenho comercial visto no primeiro semestre do ano fez com que a companhia revisasse o ritmo de crescimento para 2018. Se em 2017 a projeção para o ano era de faturamento 20% maior na comparação anual, em julho o prognóstico é de que a receita em 2018 cresça 30% por causa dos “novos mercados e lançamentos anunciados para o período”.

 

Atualmente, dentre os veículos produzidos aqui, estão equipados com o sistema start-stop os modelos Fiat Argo e Uno, os Renault Logan e Sandero, e os Jeep Compass e Renegade.

 

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Hyundai Creta ganha TV digital na linha 2019

São Paulo – A linha 2019 do Hyundai Creta chega às concessionárias com preço inicial de R$ 77 mil 890. Segundo mateiral divulgado pela companhia, a principal novidade é a inclusão da TV digital nas centrais multimídias que equipam as versões Pulse Plus, Sport e Prestige, com tela de sete polegadas sensível ao toque e conectividade com Apple CarPlay e Google Android Auto.

 

Veja a lista de versões e preços:

 

Hyundai Creta Attitude 1.6 MT6 – R$ 77 mil 890

 

Hyundai Creta Pulse Plus 1.6 AT6 – R$ 91 mil 890

 

Hyundai Creta Sport 2.0 AT6 – R$ 97 mil 890

 

Hyundai Creta Prestige 2.0 AT6 – R$ 103 mil 990

 

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Volvo Cars tem lucro recorde no semestre

São Paulo – O lucro operacional da Volvo Cars cresceu 15,7% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 7,8 bilhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 880 milhões, um recorde para a empresa no período. Segundo o balanço financeiro divulgado pela empresa na quinta-feira, 19, o que impulsionou o resultado foi o crescimento de 14,4% das vendas globais, que atingiram 317 mil 639 unidades.

 

A receita no primeiro semestre foi de 122,9 bilhões coroas suecas, em torno de US$ 13,8 bilhões, alta de 23,6% na mesma base de comparação. A margem de lucro no período foi de 6,4%.

 

Håkan Samuelsson, presidente e diretor executivo da companhia disse que os resultados confirmam que a Volvo Cars está bem posicionada para um novo período de crescimento global sustentável. “Espero que seja possível alcançar mais um ano de vendas recordes em 2018”.

Projeto de lei quer colocar botão de pânico em ônibus

São Paulo – Os ônibus e micro-ônibus usados no transporte público poderão ter um botão de pânico para ser acionado pelo motorista ou cobrador de forma discreta e silenciosa em caso de perigo. Um projeto de lei corre na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, CCJ, do Senado Federal.

 

Segundo o autor, senador Cássio Cunha Lima, existem leis semelhantes que obrigam as empresas a instalar esses botões no Distrito Federal e em Pelotas, RS. Para o parlamentar, esse dispositivo poderá inibir os criminosos, reduzindo os assaltos nos transportes coletivos.

 

Pelo texto, os veículos em circulação deverão ser adaptados em até um ano, no caso dos ônibus, ou em dois anos, nos micro-ônibus.