Produção de veículos na Argentina recua 15% em junho

São Paulo – Junho representou um duro golpe na produção e nas vendas de veículos na Argentina. A valorização do câmbio ante a moeda local e a situação dos caminhoneiros no Brasil, seu principal sócio regional no mercado automotivo, redundaram em menor volume saindo das linhas instaladas no país.

 

No mês, segundo dados da Adefa divulgados na quinta-feira, 5, foram produzidos 39,4 mil veículos, o que significa um volume 15,8% menor do que o de maio e 13,4% a menos do que o registrado em junho do ano passado.

 

Embora tenha reduzido o ritmo do crescimento, que até então flutuava na casa das quarenta mil unidades/mês, o décrescimo de junho foi insuficiente para apontar para baixo a produção semestral.

 

O levantamento da associação mostrou que foram produzidos 242 mil 655 veículos até junho, volume que representa crescimento de 10% ante o fabricado em igual período no ano passado, quando saíram das fábricas argentinas 220 mil 654 unidades.

 

Por segmento, foram produzidos 19 mil 78 automóveis no país, queda de 5,7% na comparação com junho do ano passado. No acumulado do ano, 124 mil 840 mil unidades, 29,6% a mais do que no primeiro semestre de 2017.

 

Nos utilitários, segmento onde a indústria argentina tem forte vocação, cenário negativo tanto no comparativo mensal quanto no semestral. Em junho foram produzidos 20 mil 342 unidades de picapes, vans e furgões, 19,5% menos do que em junho do ano passado. No semestre, 117 mil 815 unidades, queda de 5,2%.

 

Exportações. No mercado externo os volumes de embarques de veículos argentinos manteve o crescimento em junho. Foram exportadas, no mês, 22 mil 894 unidades, 16,2% mais do que em junho de 2017. No acumulado do ano, 121,5 mil unidades, crescimento de 23,5%.

 

As exportações ao Brasil, no semestre, representaram 70,3% dos embarques de veículos argentinos. Rumo ao mercado nacional, até junho, foram 85,4 mil veículos, 24,4 mil a mais do que nos primeiros seis meses do ano passado.

 

Países da América Central, Chile, Peru e Colômbia, em ordem de participação, fecham o grupo dos cinco principais destinos dos veículos produzidos naquele país.

 

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CAOA Consórcios mira taxistas e motoristas de app

São Paulo – A CAOA Consórcios lançou a campanha Hexa 50% para taxistas, motoristas de aplicativos e de vans escolares. Nela, o consorciado paga parcelas reduzidas em 50% do valor do crédito, acrescido de taxas, até o momento da contemplação do bem. A campanha foi lançada em junho e, segundo a companhia, foi estendida até 31 de julho devido ao seu grande sucesso.

 

Após a contemplação, e com o veículo à disposição do cliente, a diferença será diluída nas demais parcelas. Para a CAOA, é uma ótima oportunidade para planejar a troca do automóvel ou a compra de um 0 KM.

 

Para os consumidores que não se enquadram nas categorias citadas, a empresa criou o plano Hexa 70%, em que o consorciado paga parcelas reduzidas até o momento da contemplação, quando ele tem a opção de diluir até 30% do valor do bem nas parcelas e, após a contemplação, pagará a diferença nas restantes.

BYD: maior fábrica de baterias do mundo terá mais de 100 robôs.

São Paulo – A BYD está construindo a maior fábrica de baterias para veículos elétricos do mundo em Qinghai, China, com linhas de produção totalmente automatizadas e mais de 100 robôs trabalhando na produção e na logística da unidade. A capacidade produtiva será de 24 GWh até o final de 2019, de acordo com informações divulgadas pelo site Flash de Motor, na terça-feira, 4.

 

A nova unidade está senda construída em uma área de 1 milhão de m² e a companhia investiu aproximadamente US$ 1,5 bilhão. Considerando todas as fábricas da BYD, a capacidade produtiva da companhia chegará a 48 GWh no ano que vem e 60 GWh em 2020.

Eaton cria nova área de negócios focada em veículos elétricos

São Paulo – A Eaton criou a Emobility, uma nova unidade de negócios que tem como objetivo projetar, fabricar, comercializar e fornecer soluções elétricas e híbridas para veículos e se tornar uma das principais empresas do mercado global de conectividade e mobilidade veicular.

 

Segundo comunicado divulgado pela companhia, a Emobility pretende investir nos próximos cincos mais de US$ 500 milhões em pesquisa e desenvolvimento para a produção de novos produtos e tecnologias.  

 

A Eaton afirmou que o desenvolvimento de soluções para veículos eletrificados não é algo novo para a empresa, que atua nesse segmento há mais de 15 anos, embora só agora tenha decidido criar uma divisão especializada. Atualmente, do lucro anual de vendas da empresa, US$ 275 milhões são provenientes de produtos voltados para aplicações em veículos elétricos.

Estados Unidos reduzem ritmo de vendas no semestre

São Paulo – As vendas de veículos leves nos Estados Unidos aumentaram 1,9% no primeio semestre na comparação com o mesmo período no ano passado: foram 8 milhões 617 mil 655 unidades. O resultado de junho somou 1 milhão 551 mil 399 unidades, 5,2% a mais do que em igual mês de 2017.

 

Ainda que o volume tenha crescido a indústria do país projeta que terminará o ano abaixo da marca de 17 milhões pela primeira vez desde 2014. Analistas ouvidos pela Automotive News disseram que o ritmo das vendas desacelerou porque há preços recordes de veículos, aumento das taxas de juros e número crescente de inadimplentes no mercado.

 

A empresa que mais vendeu veículos no semestre foi a General Motors, 1,4 milhões de unidades, o que significa crescimento de 4,2% na comparação com o desempenho do ano passado.

 

Ford foi a segunda empresa que mais vendeu: 1,2 milhão, queda de 1,8%. A terceira, FCA, vendeu 1 milhão 121 mil 39 de unidades, crescimento de 4,4%.

 

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Neobus exporta para Moçambique

São Paulo – A Neobus fechou contrato para fornecer setenta ônibus Mega para a MAN na África do Sul, que serão incorporados à frota da FTC Moçambique, um dos principais operadores de transporte de passageiros locais. É, segundo a empresa, seu primeiro contrato para Moçambique.

 

Para André Armaganijan, diretor de estratégia e negócios internacionais da Marcopolo, controladora da Neobus, o negócio reforça a posição da companhia no segmento de urbanos: “Temos dedicado especial atenção à ampliação das exportações e à conquista de novos mercados. A equipe comercial trabalha incessantemente para ampliar os clientes no Brasil e no Exterior e a concretização deste fornecimento é o reconhecimento por um muito bom trabalho”.

FCA muda diretorias comerciais e de RH

São Paulo – A FCA anunciou na quarta-feira, 4, mudanças em sua diretoria que envolvem as áreas comercial no Brasil, de recursos humanos para a América Latina e a diretoria geral da Argentina.

 

Segundo comunicado divulgado pela companhia o até então diretor comercial para o Brasil, Sergio Ferreira, deixou o cargo e a FCA. Para ocupar o seu lugar foram nomeados Tania Silvestri, que era diretora adjunta para a marca Jeep, e Herlander Zola, diretor da marca Fiat. Agora Silvestri assume integralmente as marcas Jeep, Chrysler, Dodge e Ram e Zola é o responsável as operações comerciais da Fiat no País.

 

Em recursos humanos Erica Baldini, que era diretora adjunta para a América Latina, agora assume plenamente a área, sucedendo a Marco Borio, que se aposentou. Graduada em ciências da computação desenvolveu sua carreira na Ford, na qual foi diretora de RH para o Brasil.

 

Na Argentina, Martín Zuppi, que era diretor comercial da FCA no país, assume a diretoria geral da companhia. Ocupa o lugar de Antonio Filosa, que agora se dedica integralmente à sua função de presidente da FCA para a América Latina.

 

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Serviço pós-vendas é uma das apostas da VCE

São Paulo – De olho na retomada do crescimento no mercado de construção civil, a VCE, Volvo Construction Equipment, anunciou na quarta-feira, 4, uma série de lançamentos para o mercado brasileiro. O serviço de pós-vendas Active Care Direct, que a visa melhorar a produtividade das máquinas, foi considerado o principal pela companhia.

 

O novo serviço monitora os equipamentos por meio da coleta de milhares de informações via sistema de telemática. Esses dados  são analisados pelo sistema em tempo real, acompanhando o desempenho das máquinas no dia a dia. A partir dessas informações a VCE gera relatório para os clientes, informando em quais áreas é possível aumentar a produtividade e reduzir os custos operacionais.

 

Durante o monitoramento diário, caso seja detectado que uma das máquinas pode parar a qualquer momento, o cliente é informado para fazer a manutenção necessária antes de ter sua operação prejudicada por uma máquina quebrada durante o trabalho. Caso o próprio cliente não tenha condições de fazer o reparo a VCE envia equipe para fazer o serviço. O sistema ainda avisa o cliente quando alguma das máquinas requer manutenção após um dia de operação e também alerta sobre manutenções mais distantes.

 

Luiz Marcelo Daniel, presidente da VCE, não informou o custo desse serviço, pois ainda não está definido, mas, com base em clientes que já utilizam a tecnologia nos Estados Unidos, em seis meses de uso o investimento já é compensado, graças às economias geradas: “Essa nova tecnologia gera economia de combustível de 10% a 15%, redução de tempo em marcha lenta de até 7% e de 5% a 10% no aumento de utilização dos equipamentos”.

 

Durante o evento a empresa também apresentou o novo caminhão articulado A30G, produzido apenas no Brasil e exportado para o mundo todo — o que ressalta a importância da planta de Pederneiras, SP –, a nova carregadeira L260H, também produzida por aqui, as novas escavadeiras EC210D e EC210DL, com produção nacional, e a vibroacabadora P5320B ABG, importada da Índia.

 

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Mercado argentino cresce 10% no semestre

São Paulo – O mercado argentino encerrou o primeiro semestre do ano com crescimento de 10,4% diante do resultado dos primeiros seis meses do ano anterior: de acordo com dados da Acara, que lá corresponde à Fenabrave, divulgados na quarta-feira, 4, foram vendidos no período 500,5 mil veículos.

 

Do total vendido os automóveis foram 382 mil 239 unidades, o que representa alta de 14% na comparação com igual período no ano passado. Os comerciais leves, 99 mil  224 unidades até junho, mostraram decréscimo marginal de 0,3%. Os pesados, 13 mil 72 unidades, representaram alta de 2,5%.

 

O desempenho do mercado argentino em junho, no entanto, mostrou que a alta do câmbio e a elevação dos juros como forma de controlar o dólar produziram efeitos negativos nas vendas de veículos.

 

Os emplacamentos de automóveis, na comparação com junho do ano passado, decaíram 15,8%, totalizando 48,7 mil unidades. As vendas de comerciais leves caíram, em igual período, 16,2%, para 16,9 mil unidades. Nos pesados a queda chegou a 14,3%, 1 mil 693 unidades.

 

O resultado consolidado de vendas do mês chegou a 64 mil 140 unidades, 18,2% a menos do que em junho do ano passado. Foi o pior resultado do ano registrado na Argentina no semestre. Na comparação com o desempenho de maio, o mês anterior, o mercado caiu 17%.

 

Em termos de participação de mercado a fabricante que melhor encerrou o semestre foi a Volkswagen, detentora de fatia de 15,2%. Renault, 14,7%, e General Motors, 13,4%, fecham o grupo das três empresas com maior market share.

 

O modelo mais vendido no semestre foi o Toyota Etios, com 20 mil 768 emplacamentos até junho. Vêm depois o Chevrolet Onix, 18,9 mil unidades, e o Ford Ka, 18 mil 730 unidades.

 

No segmento de comerciais leves os modelos mais vendidos no semestre foram Toyota Hilux, 19,9 mil unidades, Volkswagen Amarok, 11 mil 611 unidades, e Ford Ranger, 9 mil 605 unidades.

 

Nos pesados o Volkswagen 17.280 foi o caminhão mais vendido, com 809 unidades. Ford Cargo 1723, com 643 unidades, e Mercedes-Benz Atego 1726, com 630 unidades, fecham o grupo dos três mais.

 

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Volvo CE aumentará investimento

São Paulo – Com projeção de crescimento de 30% para o mercado de construção no País, o presidente da VCE, Volvo Construction Equipment, Luiz Marcelo Daniel, afirmou que a empresa seguirá com os investimentos no Brasil nos próximos anos para acompanhar o crescimento do mercado. Nos últimos três anos a empresa investiu de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões ao ano para expandir seu portfólio, adaptar suas linhas de produção e ações de marketing.

 

“Com o crescimento previsto para este ano e para os próximos, investiremos para acompanhar a retomada. Acredito que o valor anual ficará um pouco acima dos R$ 12 milhões.”

 

Para atingir o crescimento esperado no Brasil, a VCE mira alguns segmentos que estão em alta, como agronegócio, indústria siderúrgica e movimentação de minério de ferro, indústria ceramista, celulose e exportação de laminados para a construção civil, portos e movimentação de adubos e fertilizantes.

 

Considerando as vendas janeiro-maio, a VCE comercializou 3 mil 942 máquinas, contra 2 mil 433 em igual período do ano passado, expansão de 52%. Daniel acredita, contudo, que não será possível manter este crescimento até dezembro: “Em ano eleitoral notamos um número maior de pedidos no primeiro semestre, com queda no ritmo de licitações no segundo semestre. Acreditamos que nosso crescimento no ano ficará em torno de 30%”.

 

A empresa também divulgou a consolidação de seus resultados até maio em outros mercados da América Latina: crescimento de 35% no México com 1 mil 203 máquinas vendidas, Colômbia com alta de 44,4% e 559 vendas, Equador com expansão de 134% e 358 unidades vendidas, Chile em expansão de 29,5% e 1 mil 202 vendas e Peru com crescimento de 18% e 707 máquinas comercializadas.  

 

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