Autopeças retomam o ritmo pré-greve

São Paulo – As fabricantes de autopeças já se recuperaram da greve dos caminhoneiros do mês passado e não esperam que os impactos reflitam nos negócios nos próximos meses. Ao contrário: empresas acreditam que será possível manter o volume do crescimento projetado para o ano.

 

A BorgWarner conseguiu driblar a crise gerada pela greve e atingiu 97% do faturamento esperado para o mês passado em sua fábrica de Piracicaba, SP. Segundo Adalberto Penachio, responsável pela área de sistema de emissões, foi um mês recorde:

 

“Os caminhões não chegavam até a nossa unidade para fazer o transporte das peças durante a paralisação. Com isso encontramos, como saída, fazer as entregas no período da noite, com veículos de passeio e furgões, pois os componentes produzidos em Piracicaba são pequenos. Falamos com nossos parceiros, que concordaram com a ideia e driblamos a greve.”

 

Penachio disse que notou pequenas mudanças no planejamento das montadoras para o segundo semestre, como a decisão de operar nos fins de semana para compensar o tempo perdido durante a paralisação: “Diante desse cenário não alteramos nosso planejamento da unidade de Piracicaba e seguimos projetando alta de 7% a 8% no faturamento este ano diante do resultado de 2017. Esse crescimento será puxado pela retomada do mercado local e pelas exportações, pois, com o dólar mais alto, é ainda mais interessante vender para mercados externos”.

 

Osias Galantine, diretor comercial da Aethra, disse que a situação de sua empresa é muito parecida com a da BorgWarner, pois durante maio registrou alta nos pedidos recebidos e no faturamento: “Não percebemos o impacto da greve de maio, pois nosso volume produzido e o faturamento cresceram no período”.

 

Para o segundo semestre ele acredita que a Aethra registrará crescimento, como aconteceu nos últimos meses.

 

A divisão de peças da Randon, dedicada ao mercado de pesados, informou que não registrou diminuição no volume dos pedidos feitos pelas montadoras. Ao contrário a projeção é a de que a produção de caminhões e ônibus siga em alta no segundo semestre, com aumento dos pedidos dos clientes da Randon.

 

Segundo Sérgio Carvalho, seu CEO na divisão de autopeças, houve um recuo no faturamento da empresa em maio, que será compensado nos próximos meses: “Esse recuo que aconteceu em maio será recuperado ao longo do ano, pois o material não entregue durante a crise foi reprogramado para os próximos meses”.

 

A Dana informou, em nota, que suas operações sofreram impactos mínimos no período, sem redução nos pedidos — apenas questões logísticas exigiram reorganizações pontuais. A companhia considera que é muito cedo para projetar se haverá reduções futuras que embalem para baixo o ritmo de recuperação do mercado.

 

Gilberto Heinzelmann, presidente da Zen, contou que a empresa registrou crescimento mês a mês até maio e, após a paralisação dos caminhoneiros, espera que haverá desaceleração na retomada do setor automotivo — opinião diferente das demais:

 

“O setor crescerá na comparação com o ano passado, mas após a greve e a mudança do cenário econômico nacional acredito que acontecerá uma interrupção do ritmo de crescimento, que será menor no segundo semestre. Não me parece configurar situação preocupante para o setor: acho que a questão é o otimismo, que era maior no primeiro semestre e será menor no segundo”.

 

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TMD Friction tem novos diretores financeiro e comercial

São Paulo – A TMD Friction, fabricante dos produtos Cobreq, anunciou na sexta-feira, 29, dois novos diretores: Ronald Van Schaik assumiu a diretoria financeira e Luiz Fernando Teixeira da Silva a diretoria comercial. A empresa faz parte do Grupo Nisshinbo.

 

Schaik é formado em contabilidade, pós-graduado em economia corporativa e especializado em controladoria pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou no mercado financeiro e na indústria, com passagens por Bosch, Stanley Black&Decker e Lincoln Electric.

 

O engenheiro mecânico Silva, formado pela Escolha de Engenharia Mauá e com MBA em marketing pela ESPM, trabalhou em várias empresas do setor de autopeças, em vendas, marketing, exportação e desenvolvimento de produtos. O novo diretor comercial da TMD Friction trabalhou na ZF, Freudenberg, Mann+Hummel, Federal Mogul, Borg Warner Turbo Systems e Bosch.

 

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Toyota: imposto prejudicará trabalhadores e consumidores estadunidenses.

São Paulo – A Toyota, por meio de comunicado, criticou a intenção do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre a importação de veículos, de acordo com informações do Flash de Motor, de Caracas, Venezuela. A empresa advertiu que o possível novo imposto “prejudicará os trabalhadores e os consumidores dos próprios Estados Unidos”.

 

A empresa afirmou também que “as 137 mil pessoas que trabalham nos Estados Unidos para a Toyota e para as concessionárias das marcas Toyota e Lexus não são uma ameaça para a segurança nacional”.

 

Por ordem de seu presidente, o governo estadunidense deu início a uma investigação para verificar se as importações de veículos são uma ameaça à segurança nacional. Caso isso se comprove a taxa de 25% será aplicada aos modelos importados.

 

Disse mais o comunicado da Toyota: “Somos um exemplo da força manufatureira dos Estados Unidos. Uma tarifa de 25% para as importações de automóveis, que na verdade é um imposto para os consumidores, aumentará o preço final de cada veículo vendido no país”.

Basf divulga tendências de cores automotivas para 2018-2019

São Paulo – A Basf divulgou seu estudo de tendências de cores automotivas para 2018-2019, que apresenta 65 opções de cores que podem vir a ser utilizadas pelas fabricantes no próximos cinco anos.

 

As cores para a América do Sul, de acordo com a Basf, “oferecem uma conexão visual com a diversidade da região”. São elas o tom de cinza Urban Cygnet, o tom de preto Coriolis Force e o tom laranja Stilted Tangerine.

 

 

Wabco mira reposição com nova linha de peças

São Paulo – A Wabco anunciou na quinta-feira, 28, o lançamento da marca ProVia de peças para o mercado de reposição de veículos comerciais. Segundo a empresa, no mundo, o portfólio para o aftermarket inclui vinte linhas de 150 produtos. No Brasil, a princípio, a gama de produtos será “aumentada progressivamente”.

 

Por meio de comunicado a companhia informou que as linhas de filtros secadores de ar e de secadores de ar já estão disponíveis para o Brasil e para outros mercados da América do Sul.

 

A ProVia foi lançada na Europa em 2016 e nos Estados Unidos no início de 2018.

 

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Justiça decreta falência da Keiper

São Paulo – O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a falência do Grupo Keiper, fabricante de assentos automotivos que já integrou quadro de fornecedores de diversas empresas fabricantes de veículos. A Keiper entrara com pedido de recuperação judicial em 2016, o qual não foi acatado pelo juiz Daniel Carnio Costa, da 1ª Vara de Falências de São Paulo.

 

Com a decisão, estão fechadas as duas unidades que a Keiper mantinha no País, em Araçariguama, SP, e em São José dos Pinhais, PR. A decisão se estende às outras empresas do grupo, como Fameq, Metalúrgica Mardel e Metalúrgica Cavelagni.

 

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, na unidade de Araçariguama trabalhavam 47 funcionários. Outros sindicatos regionais consultados por AutoData não conseguiram precisar o número de funcionários das outras fábricas.

 

A situação financeira da companhia se agravou após rompimento de contrato de fornecimento de bancos que tinha com a Volkswagen, seu maior cliente à época, por uma série de interrupções de fornecimento à montadora ocorridos em função de divergências a respeito dos componentes.

 

O sindicato de Sorocaba disse que na ocasião 85 funcionários foram demitidos depois que houve o distrato, em 2016.

 

Em 2015 a empresa já havia fechado uma fábrica que mantinha em São Paulo, na qual trabalhavam cerca de duzentos empregados. Esta unidade chegou a ter 1 mil funcionários antes da crise vivida pelo setor automotivo.

 

Segundo o sindicato ainda é prematuro para se tratar da massa falida da companhia e possíveis interessados em seus ativos.

 

Procurada, a Keiper não atendeu os telefonemas da reportagem.

 

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Fiat Mobi ganha série especial Velocity

São Paulo, SP – O Fiat Mobi ganhou uma nova série especial, a Velocity, baseada na versão Drive 1.0 mas com mais itens de série. A intenção da empresa é oferecer um custo-benefício melhor para os consumidores — a versão será vendida por R$ 44 mil 990.

 

Segundo a Fiat, se forem considerados os itens de série que esta versão tem a mais do que a Drive 1.0, o custo a maior seria de R$ 5 mil, mas a versão Velocity custa só R$ 2,5 mil a mais e, com isto, gera economia na hora da compra.

 

A nova versão oferece pintura bicolor, revestimento interno escurecido, rodas de liga leve aro 14 com acabamento exclusivo, retrovisor interno com câmara de ré, sensor de ré, faróis de neblina e com máscara negra, direção elétrica e ar-condicionado.

 

Fotos: Divulgação.

PIB menor converge para expectativas da indústria

São Paulo – O Banco Central divulgou na quinta-feira, 28, projeções menos otimistas para o PIB: em seu relatório trimestral de inflação estima alta de 1,6% para a economia brasileira, ante 2,6% de crescimento previsto no mesmo relatório divulgado em março. Diz o documento que “a economia brasileira segue em processo de recuperação, em ritmo mais gradual do que o considerado na edição anterior deste relatório”.

 

Na mesma quinta-feira, 28, o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, revelou sua trigésima-nona Carta de Conjuntura com projeções mais modestas para o PIB: em vez dos 3% de crescimento estimados em março, só 1,7% de alta.

 

As revisões convergem para as apresentadas por representantes do setor automotivo que participaram do Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, organizado por AutoData na segunda-feira, 28, no World Tarde Center, em São Paulo. Antônio Megale, presidente da Anfavea, anunciou que na próxima apresentação dos resultados da entidade, marcada para 5 de julho, as projeções para o ano serão revisadas.

 

Os números ainda não estão fechados — e a própria nova divulgação do PIB deverá gerar algum impacto nessa revisão. No caso da produção, a perspectiva é de estabilidade nos números com um possível viés de redução na estimativa de crescimento, uma vez que Argentina e México, principais parceiros comerciais da indústria brasileira, estão com dificuldades internas. O provável menor volume de exportações estimado pela entidade acabará mexendo com o ritmo das linhas de produção nacionais.

 

Para o mercado doméstico as estimativas são mais positivas do que as divulgadas em janeiro: “Não deverá ser menor do que os 11,7% projetados no começo do ano. Se houver alteração será pra cima, coisa de 13%”.

 

Executivos que participaram do painel Automóveis do evento relataram que a demanda por vendas para pessoas jurídicas, as vendas diretas, está mais aquecida do que o varejo. Segundo Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas da Volkswagen, o movimento foi acima do estimado: “Não que o varejo esteja ruim, mas as vendas diretas surpreenderam pelo ritmo mais acelerado”.

 

Segundo o executivo as locadoras estão criando novas linhas de locação, incorporando veículos de outras gamas, como SUVs. Ao mesmo tempo a demanda de motoristas de aplicativos, como Uber e 99, ajudam a elevar as vendas deste segmento – muitos deles usam carros alugados, de acordo com Schmidt.

 

Mas há já vozes dissonantes com relação ao mercado doméstico. O presidente da Nissan, Marco Silva, revelou que a greve dos caminhoneiros fez com que a empresa mexesse com suas estimativas. Os efeitos já estão sendo sentidos: movimento 20% menor nas concessionárias e queda na confiança do consumidor: “Nossa projeção de crescimento para vendas foi reduzida de 4% a 5%. Acredito que o mercado ficará em 2 milhões 450 mil unidades”.

 

O segmento de autopeças também prepara revisão nas projeções com tendências menos otimistas. Segundo George Rugitsky, conselheiro do Sindipeças, o índice de confiança da indústria caiu bastante no último mês, assim como o do consumidor e o de produção indústria: “Já notamos, inclusive, algumas empresas recebendo pedidos menores do que os que chegaram antes da paralisação”.

 

Ritmo oposto – Alguns setores, porém, trabalham com estimativas mais otimistas. Em caminhões a expectativa é superar os 30% de crescimento projetados no início do ano. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, não é uma visão otimista: “Estamos, na verdade, em um patamar baixo”.

 

Em alguns subsegmentos, como o de extrapesados, as vendas crescem mais de 100%, de acordo com ele.

 

“Dava para crescer ainda mais”, disse Alcides Cavalcanti, responsável por vendas de caminhões da Volvo. “Não conseguimos aceitar mais pedidos porque a cadeia de fornecedores não acompanha o ritmo.”

 

A Scania Latin America tem programada para 2018 a produção de 28,9 mil caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo, SP. Segundo Christopher Podgorski, seu presidente e CEO, o crescimento será de 40% sobre 2017.

 

Em máquinas agrícolas a expectativa é de aumento de 5%, segundo o diretor comercial da AGCO, Alexandre Vinícius de Assis. Mas com maior rentabilidade, uma vez que a demanda atual é por máquinas mais modernas e com motores mais potentes.

 

Com relação às vendas de máquinas de construção, Luiz Marcelo Daniel, presidente da Volvo CE, lembrou que cresceram 40% no primeiro semestre, mas espera um crescimento em torno de 30% no segundo. No caso da John Deere, Roberto Marques, seu diretor comercial, disse que o crescimento no primeiro semestre foi de 40% e acredita que será possível manter o volume no próximo.

 

Colaboraram Bruno de Oliveira e Caio Bednarski

 

Foto: Christian Castanho.

Nissan: grandes mudanças começam com elétricos.

São Paulo – Marco Silva, presidente da Nissan no Brasil, apresentou parte da visão da companhia para o futuro do setor automotivo, envolvendo carros com motor a combustão, autônomos, elétricos, híbridos, conectados e compartilhados, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, realizado na segunda-feira, 25: “O primeiro avanço da indústria a caminho das grandes mudanças que virão será com os veículos elétricos, que, na visão da Nissan, vieram para ficar, mas levarão mais tempo para ser uma realidade em todos os países”.

 

Mesmo com o avanço desse tipo de motorização no mercado global, ele acredita que os elétricos conviverão com os motores a combustão durante muito tempo.

 

“No Brasil os elétricos também serão uma realidade, pois o governo já deu sinais de que teremos a infraestrutura necessária para esses veículos. Mas isso levará de cinco a dez anos a mais do que no Japão, por exemplo, pois estamos atrasados na comparação com esse mercado.”

 

Com relação às motorizações do futuro a empresa não foca apenas nos motores elétricos e já desenvolve alternativas que poderão ser viáveis no futuro, como o sistema e-power, que usa um pequeno motor a combustão para alimentar o elétrico, sem depender da recarga pela rede elétrica: “Essa tecnologia já é usada no hatch Note, que é o automóvel mais vendido no Japão”.

 

No caso dos autônomos Marco Silva disse que as tecnologias já desenvolvidas são do nível três de autonomia, mas ainda não têm capacidade para rodar sem motorista: “Em 2020 chegaremos ao nível quatro de autonomia, no qual os veículos rodarão sem motorista e, em 2022, os 100% autônomos já estarão disponíveis nos mercados com estrutura necessária para esse tipo de veículo”.

 

Carros compartilhados e conectados, capazes de se intercomunicar, também fazem parte da visão da Nissan para o futuro, como já acontece com o programa Easy Ride no Japão, que oferece para a população veículos autônomos, compartilhados e conectados.

 

Foto: Christian Castanho.

Neobus apresenta New Mega, seu novo urbano

São Paulo – A Neobus apresentou o New Mega, seu mais novo modelo de ônibus urbano e o primeiro desenvolvido a partir de seu novo conceito de atuação. Com configurações que vão de 9 mil 750 mm a 13 mil 345 mm de comprimento o modelo transporta até 54 passageiros sentados. Em comunicado a Neobus contou que as pesquisas e o desenvolvimento para o New Mega consumiram mais de um ano. Segundo seu diretor João Paulo Ledur o veículo mantém todos os atributos já reconhecidos da marca:

 

“Para o usuário focamos na ergonomia e comodidade e, para o cliente, o veículo proporciona diferenciais de praticidade, facilidade de manutenção e menor custo operacional do que os principais modelos disponíveis no mercado”.

 

Foto: Divulgação.