GM ainda aposta em diesel nos Estados Unidos

São Paulo, SP – A General Motors lançou uma família de motores diesel para as novas versões de suas picapes Sierra e Silverado, informou o site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na quinta-feira, 28. Com isto a companhia cumpre caminho diferente do de outras fabricantes, como Mercedes-Benz e Volkswagen, que já abriram mão desse tipo de motorização nos mercados da América do Norte.

 

As duas picapes serão equipadas com o motor 3.0 Duramax V6 turbodiesel e, no futuro, a GM desenvolverá suas versões com três e quatro cilindros. Também existe a possibilidade de a empresa produzir motores menores movidos a diesel, pois atualmente ela compra da PSA as motorizações diesel que equipam Cruze e Equinox.

FCA entrega prêmio aos seus fornecedores

São Paulo – A FCA organizou na tarde de terça-feira, 26, em Belo Horizonte, MG, seu encontro anual de fornecedores, seguido de premiação aos que mais se destacaram durante 2017. Chamada de Annual Supplier Conference and Awards, pela segunda vez consecutiva seguiu o modelo global.

 

Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina, apresentou aos fornecedores os pormenores do novo ciclo de investimento de R$ 14 bilhões que a companhia aplicará na região até 2022, com grande parte do montante direcionada às fábricas de Betim, MG, e Goiana, PE.

 

“Com o novo plano industrial da FCA globalmente anunciado, teremos 25 lançamentos de novos modelos, renovações de produtos e séries especiais de veículos Fiat, Jeep e Ram na América Latina nos próximos cinco anos. Contamos com vocês”.

 

Segundo a FCA, os vencedores foram escolhidos com base em um sistema de classificação que avalia o desempenho do fornecedor em todas as áreas da empresa, como qualidade, entrega, custo, garantia e parceria.

 

Segue a lista dos premiados

  1. SUPPLY CHAIN MANAGEMENT – Elta Transporte
  2. CAPEX – Balluff
  3. SERVICES – Much More
  4. MOPAR – Shell
  5. BODY – Gestamp
  6. RAW MATERIALS – PPG
  7. CHASSIS – Pirelli
  8. ENGINE SYSTEMS – Umicore
  9. INTERIOR – Seoyon
  10. ELECTRICAL – Sumidenso
  11. POWERTRAIN – Litens
  12. INNOVATION – Reply
  13. SUSTAINABILITY – Basf Tintas
  14. VALUE OPTIMIZATION – Denso
  15. FOUNDATIONAL PRINCIPLES: COLABORAÇÃO PROATIVA – Brose
  16. REGIONAL FOCUS: BREAKING THROUGH, QUEBRANDO PARADIGMAS – Metagal Argentina

Foto: Divulgação

Lei de proteção a concessionárias entra em vigor na Flórida

São Paulo – Uma lei de proteção às concessionárias aprovada na Flórida, Estados Unidos, proíbe as empresas fabricantes de obrigar revendedores a renovar suas instalações mais de uma vez a cada dez anos. Também impede que imponham padrões de vendas, informou o Automotive News.

 

A lei, sancionada na segunda-feira, 25, pelo governador da Flórida, foi aprovada por unanimidade pelo Senado estadual e já está em vigor. No caso das vendas, as lojas desejavam que as fabricantes respeitassem as particularidades do mercado de cada Estado, o que, segundo elas, não acontecia.

Recall para 35,5 mil unidades da Ford Ranger

São Paulo – A Ford divulgou na terça-feira, 26, recall para 35 mil 526 unidades da Ranger, fabricadas de 2005 a 2012, por causa de um problema nos airbags dianteiros. Em caso de acidente existe a possibilidade de o insuflador se romper devido a excessiva pressão interna e, caso isso aconteça, fragmentos metálicos podem ser projetados no interior da picape, causando ferimentos nos ocupantes.

 

De acordo com a Ford a solução do problema é a substituição dos insufladores dos airbags dianteiros. O tempo para realizar a troca é de até 45 minutos e os proprietários devem entrar em contato com uma concessionária para agendar o serviço.

Osram atenderá a novos projetos no Brasil

São Paulo – A fabricante de lâmpadas e leds automotivos Osram se prepara para atender a novos projetos de montadoras instaladas no Brasil que serão lançados até o fim do ano que vem. Em entrevista à Agência AutoData o engenheiro de aplicação OEM no Brasil, Felipe Pegorelli, revelou alguns projetos que a empresa conquistou nos últimos meses.

 

“Seremos o fornecedor do novo Ford Ecosport, do Projeto 216 da Volkswagen, que não teve o nome conhecido ainda, e para novos modelos da Renault, todos previstos para o ano que vem.”

 

Pegorelli enumerou projetos nos quais a Osram entrou recentemente, como o fornecimento de lâmpadas para os Volkswagen Polo e Virtus e para o Fiat Cronos. Atualmente a empresa fornece lâmpadas e leds para quase todas as montadoras instaladas no País: modelos com grande volume de vendas, como Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Ford Ka, Renault Kwid, Fiat Toro e Toyota Corolla, saem de fábrica com componentes Osram.

 

Segundo Pegorelli a demanda por leds automotivos cresce a cada ano e será uma tendência global no futuro: “Notamos que cada vez mais modelos saem de fábrica equipados com led e, por isso, estamos investindo para ampliar nossa produção”.

 

A Osram encerrou as operações de sua fábrica no Brasil há dois anos, mas o executivo informou que as unidades dos Estados Unidos, Europa e Ásia estão recebendo constantes aportes para modernização e ampliação da capacidade produtiva, para suportar a crescente demanda global.

 

No Brasil a demanda pelos componentes da Osram está em alta, com a chegada de novos projetos e a retomada das vendas de automóveis no primeiro semestre. Mesmo assim a empresa faz projeções cautelosas para o ano, com a intenção de manter a participação de mercado atual e, se possível, expandir um pouco: “Como o mercado está muito instável, pode ser mais difícil crescer no segundo semestre”.

 

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Câmbio antecipa plano de nacionalização da Caoa

São Paulo – A Caoa Montadora exerce plano de nacionalização de componentes como forma de proteção às variações do câmbio, que tem encarecido itens importados. A empresa teme que a elevação do dólar possa afetar, no curto prazo, o preços do veículos que fabrica e, assim, que venha a perder competitividade.

 

De acordo com o presidente Mauro Correia, estudar junto com seus fornecedores a produção local de alguns componentes era algo previsto desde 2017. No entanto, com a disparada recente do dólar, que elevou os custos de produção no Brasil e prejudicou a economia argentina, principal sócio brasileiro no setor automotivo, a Caoa decidiu antecipar e acelerar os trabalhos de nacionalização:

 

“Toda montadora busca aumentar o nível de conteúdo local nos veículos que produz. No nosso caso, contudo, que produzimos e vendemos veículos com nível elevado de tecnologia e, portanto, demandam peças eletrônicas importadas, vivemos uma situação sensível do ponto de vista da pressão que o dólar alto possa exercer no preço final”.

 

A empresa havia informado que esperava a aprovação do Rota 2030 para dar sequência ao processo de localização de componentes, mas a situação do câmbio determinou que o planejamento fosse executado com mais agilidade, ainda mais em contexto no qual as montadoras cogitam elevar tabela de preços no segundo semestre. 

 

O executivo não citou quais componentes a empresa considera localizar a produção, mas afirmou que os sistemistas do tier 1 estão “otimistas com relação à ideia de atender a fabricante com a operação local e, também, com a escala que o mercado brasileiro proporciona atualmente”. Uma das principais barreiras à localização de componentes é justamente a escala: quanto maior a demanda mais viável se torna a produção local porque é possível reduzir custos.

 

A empresa produz em Anápolis, GO, os modelos Hyundai Tucson, ix35 e os comerciais HD e HR. Como são modelos produzidos no Brasil há mais tempo, a tendência é a de que os novos modelos que a empresa planeja trazer ao mercado nacional, sobretudo após parceria costurada com a Chery, estejam na pauta de nacionalização.

 

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Traton dá mais um passo em direção à abertura de capital

São Paulo – O Grupo Volkswagen anunciou em comunicado na quarta-feira, 27, que a sua divisão Volkswagen Truck & Bus, dedicada a veículos comerciais pesados, completou sua transformação em AG, sigla equivalente a sociedade anônima. Com isso passou a se chamar Volkswagen Truck & Bus AG – mas, em poucas semanas, mudará o nome para Traton AG, conforme anunciado na semana passada.

 

Esse foi “um passo importante para a abertura de capital da Traton, algo que vem sendo trabalhado desde o ano passado. Tudo caminha para que em breve as ações da nova companhia estejam listadas na bolsa de valores”, disse o comunicado.

 

Roberto Cortes, CEO e presidente da MAN Latin America, faz parte do conselho de administração da Traton, representando a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus. Ainda compõem a diretoria Andreas Renschler, CEO, Christian Schulz, CFO, Joachim Drees, pela marca MAN, e Henrik Henriksson, representante da Scania.

 

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Eaton nacionaliza bloqueio de diferencial

São Paulo – A fábrica da Eaton de Valinhos, SP, já produz o bloqueio de diferencial Detroit Locker, antes fornecido aos clientes por meio de importação. Aplicado em ônibus como os comprados pelo governo no programa Caminho da Escola, e em caminhões que circulam na área rural, o componente agora terá, segundo a companhia, “preço mais atrativo e agilidade na entrega ao cliente final”.

 

A expectativa de Celso Fratta, gerente de desenvolvimento de diferenciais blocantes da Eaton, é ampliar as vendas para os mercados de reposição e montadoras. “Os compradores podem retirar seu veículo com o bloqueio diferencial de fábrica”.

 

O equipamento está disponível para diversos eixos e pode ser usado nos caminhões pesados Iveco e Volvo e em chassis de ônibus de 8 a 17 toneladas produzidos por Agrale, Iveco e Mercedes-Benz.

 

O Detroit Locker foi o primeiro de muitos produtos da linha que a Eaton pretende nacionalizar ainda este ano, informa o comunicado divulgado pela fornecedora.

 

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Criação de imposto pode gerar efeito oposto nos Estados Unidos

São Paulo – A aplicação de imposto de 25% nas importações de veículos pelos Estados Unidos, como vem estudando a atual administração federal daquele país, poderia provocar, lá, o fechamento de 157 mil postos de trabalho, segundo estudo da consultoria The Trade Partnership divulgado pelo portal Flash de Motor, de Caracas, Venezuela.

 

O imposto teria efeito oposto ao pretendido pelo governo, que é gerar mais empregos. Segundo a consultoria poderiam ser criados 92 mil empregos em montadoras e fornecedores, mas mais de 250 mil postos de trabalho seriam fechados em outros setores da economia – em especial nos de serviços e construção civil.

 

O prejuízo à economia local não para por aí: segundo a consultoria o PIB estadunidense poderia perder US$ 18 bilhões com a criação do imposto, que ainda provocaria uma queda de 2% nas suas exportações anuais.

Uruguai pede revisão de acordo automotivo com Brasil

São Paulo – O Uruguai pediu ao governo brasileiro a revisão do acordo bilateral automotivo que mantém com o Brasil desde janeiro de 2016. Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, o governo do Uruguai alega que a corrente comercial está desbalanceada: estariam entrando mais veículos brasileiros no mercado uruguaio sem que houvesse contrapartida nas exportações de veículos montados ali.

 

O presidente Megale disse que está em curso negociação para que sejam decididas novas cotas de exportação ou a entrada de outros produtos uruguaios no mercado brasileiro: “O governo uruguaio pediu no começo do ano que fosse revisado o acordo de forma a equilibrar as exportações deles ao Brasil, já que estamos enviando mais carros para lá. O que está sendo definido agora é o que eles poderiam exportar para equilibrar a corrente”.

 

O acordo em vigência há dois anos tem cláusula de salvaguarda para situações de desequilíbrio no comércio dos dois países. Nesses casos um deles pode solicitar a suspensão temporária do livre comércio. Caso isso ocorra um comitê bilateral analisa a situação e propõe medidas corretivas para o restabelecimento do acordo.

 

Segundo dados da Anfavea as exportações ao Uruguai, de janeiro a maio, cresceram 179% em volume na comparação com igual período ano passado. Em valores, de acordo com o MDIC, as exportações de veículos ao Uruguai renderam, de janeiro a maio US$ 140,4 milhões. O País, no mesmo período, importou US$ 55,4 milhões em veículos uruguaios.

 

Os veículos equipados com motores 1.0 representaram 3,7% das exportações ao Uruguai até maio, o segundo principal produto, em volume, da balança comercial.

 

Pelo acordo há 100% de preferência tarifária no caso de produtos que cumprirem um porcentual de conteúdo regional em seus componentes. Para os veículos e autopeças brasileiros o índice deve ser igual ou superior a 55% e, para os uruguaios, igual ou superior a 50%, de acordo com fórmula estipulada pelo Mercosul.

 

Os produtos beneficiados pelo entendimento são automóveis de passageiros, ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, autopeças, chassis e pneus. Para itens que não cumprirem a regra do mínimo de conteúdo regional foi estabelecida uma cota de comércio: US$ 650 milhões para o Uruguai e US$ 325 milhões para o Brasil.

 

No Uruguai são montados veículos de algumas montadoras que veem no país uma boa oportunidade para desenvolvê-lo como plataforma exportadora e de abastecer seu mercado interno. Veículos Geely, Toyota e Kia são montados na fábrica da Nordex, em Montevideo. A Lifan monta o modelo SUV X80, em unidade instalada em San José.

 

Foto: Divulgação.