PSA espera carros 100% autônomos no mercado em 2030

O Groupe PSA acredita que os carros totalmente autônomos, com nível cinco de condução, aqueles que dispensam motoristas e levam as pessoas até o destino solicitado, serão realidade a partir de 2030. Os primeiros modelos nível cinco debutam no mercado em 2025, de acordo com Carla Gohin, vice-presidente de pesquisa, inovação e tecnologias avançadas, que falou sobre esse tema na terça-feira, 17, na sede da empresa, em São Paulo.

 

“Já temos dois veículos nível cinco de condução autônoma sendo testados em Singapura e acredito que a chegada dessa tecnologia no mercado começará pela China, Europa e Estados Unidos”.

 

Rodando mais de 150 mil quilômetros com seus modelos autônomos, a PSA destacou que foi a primeira empresa do setor automotivo a receber autorização para realizar testes com pessoas que não são especialistas.

 

Na França, a fabricante já oferece test-drive de veículos autônomos para os clientes, com níveis dois, três e quatro da tecnologia. Esses modelos trafegam normalmente no trânsito, convivendo com os carros conduzidos o tempo todo por motoristas.

 

“No ano passado aproximadamente 50 pessoas testaram nossos veículos autônomos, sempre com um especialista ao lado. E as reações são as mais diversas possíveis. A maioria das pessoas leva algum tempo para confiar no carro e entender que não precisam assumir o controle, o que é normal, pois é algo novo.”

 

Nos próximos cinco anos o autônomo nível três deve ser viável comercialmente, conduzindo boa parte do tempo mas alertando o condutor caso ele precise voltar para o comando por causa de algum problema com a leitura do trajeto. “Em 2022 teremos em nosso portfólio modelos com nível três de condução autônoma sendo oferecido para os consumidores dos países que tenham infraestrutura”.

 

Com relação à chegada dessas tecnologias para a América Latina, a vice-presidente afirma que isso levará um tempo maior do que na China, Europa e Estados Unidos, justamente pela oferta de infraestrutura que cada região possui. “Nossa intenção é ter a tecnologia disponível o quanto antes para oferecer em todos os mercados, de acordo com a infraestrutura e demanda de cada região. Mas também estamos trabalhando em outras tecnologias relacionadas à mobilidade que farão parte desse processo de mudanças em diversos países”.

 

Brasil

 

Durante o evento a vice-presidente também falou sobre pesquisas feitas no Brasil que não estão relacionadas à condução autônoma, mas fazem parte do futuro da mobilidade na região.

 

“Há quatro anos criamos um centro de desenvolvimento em São Paulo, em parceria com a USP, a Unicamp, o Ita e a Mauá, por meio de edital da Fiesp, focado no estudo do etanol e em como ele pode ser usado para ajudar a reduzir os níveis de emissões dos nossos carros”, disse Gohin.

 

O projeto faz parte dos estudos do grupo para atender as metas de eficiência energética e redução de emissões que são exigidas no País. “A primeira fase dos nossos estudos será concluída em outubro e trará informações para desenvolvermos tecnologias futuras que poderão ser usadas pelos nossos carros”.

 

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GM: picape S10 Midnight no final de abril nas lojas

A General Motors lançou na sexta-feira, 13, a versão Midnight da picape Chevrolet S10 produzida na fábrica de São José dos Campos. O modelo, criado nos Estados Unidos e visto pela primeira vez aqui no Salão do Automóvel de São Paulo de 2016, chega às lojas no final de abril e será exportado à Argentina ainda este ano.

 

A S10 Midnight é equipada com motor 2.8 TurboDiesel de duzentos cavalos de potência, transmissão automática de seis marchas sequenciais, sistema 4X4, controles eletrônicos de estabilidade e tração e assistente de partida em rampas, que não permite que o veículo recue em saídas íngremes. O preço do veículo não foi divulgado pela empresa.

 

O veículo tem também como itens de série direção elétrica progressiva, freios ABS com assistente de frenagem de urgência, faróis e lanternas de neblina. A tela multimídia do modelo vem com os sistemas Android Auto e Apple Car Play instalados. O sistema de telemática OnStar também faz parte do pacote

 

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Renault-Nissan: Ghosn confirma reestruturação

Carlos Ghosn, presidente da Nissan e da aliança formada com a parceira Renault, confirmou pela primeira vez, na segunda-feira, 16, que está sendo revisado o acordo de participação mantido pelas duas companhias: “Todas as opções estão abertas. O processo, no entanto, não significa automaticamente uma fusão em grande escala”.

 

Assumir o controle da Nissan é um objetivo de longa data do governo francês, o maior acionista da Renault, que parece interessado em colocar a montadora sediada no Japão sob sua influência. O governo francês possui 15,01% da Renault, que possui uma participação de 43,4% na Nissan. A Nissan, por sua vez, possui 15% da Renault.

 

Em entrevista ao jornal Nikkei, o executivo disse que as soluções sobre a reestruturação deverão ser encontradas até 2022: “Eu não descartaria nenhuma opção hoje, mas não privilegiaria nenhuma. Seria justo dizer que todas as opções estão na mesa. Algumas delas são mais prováveis âEUR<âEUR

 

A Nissan está preocupada que uma integração mais próxima torne a empresa japonesa mais propensa à intervenção do governo francês e torne as operações da companhia menos eficientes. O governo do Japão estaria preocupado, principalmente, com a perda do controle sobre tecnologias de automação.

 

Ghosn observou que a Nissan e a Renault fizeram progressos significativos na área de sinergia operacional, com compartilhamento de componentes e da aquisição conjunta de materiais de produção: “Parceria, autonomia, cooperação forte, trabalhando nas sinergias, deixando cada empresa com sua própria estratégia, uma forte identidade de marca, isso não vai mudar”.

 

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Itirapina produzirá 90 unidades/dia do Honda Fit em 2019

A primeira fase de produção da Honda na fábrica de Itirapina, SP, para onde levará as linhas instaladas hoje em Sumaré, contemplará a produção de noventa unidades do modelo hatch Fit a partir de janeiro do ano que vem. A empresa, que anunciou mudança no começo de abril, ainda definirá o cronograma de produção dos demais modelos, City, Civic e HR-V.

 

Segundo Paulo Takeuchi, diretor executivo de relações institucionais da companhia na América do Sul, todos os equipamentos principais já estão instalados na unidade: “Para início da produção em massa será necessário apenas a instalação de equipamentos específicos para o Fit, a retomada dos testes, treinamentos e transferência de pessoal”.

 

A empresa deve levar à Itirapina os dois mil funcionários que atuam hoje em Sumaré: “Nossa intenção é não perder nenhum profissional e, para isso, criamos boas condições para que sejam transferidos”. No entanto, a empresa reconheceu que podes existir dificuldades na transferência de pessoal: Poderá haver alguns casos com maior dificuldade, mas conversaremos com cada um para entender melhor a realidade individual.

 

A Honda produz veículos na unidade Sumaré desde 1997, quando começou com o modelo Civic com volume diário de vinte unidades. A produção do Fit veio mais tarde, em 2003. Em 2005 a fábrica recebeu aporte de US$ 100 milhões para aumentar capacidade de produção. Em 2009, passou a produzir o hatch City e, em 2015, o SUV HR-V.

 

A produção em Itirapina, segundo a empresa, tem estrutura para produzir todos os modelos nacionais. A capacidade nominal da fábrica é de 120 mil unidades/ano, um volume considerado suficiente para absorver o volume produzido pela empresa hoje em Sumaré e os 5% de crescimento projetados para este ano, apontou Takeuchi.

 

Em Sumaré, após a mudança completa das linhas de produção, funcionará centro de produção de motores e de componentes, de desenvolvimento de automóveis, estratégia e gestão de negócios da empresa.

 

O planejamento da empresa tem como objetivo fazer com que as unidades trabalhem de forma complementar “para proporcionar maior flexibilidade no processo de produção”. Uma das áreas que permanecerão em Sumaré, o Power Train, recebeu investimentos recentes para fortalecer a exportação de motores para a Argentina e o México.

 

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Europa quer mais incentivos para novos postos de carga para elétricos

A ACEA, Associação Europeia de Fabricantes de Veículos Automotores, pede mais incentivos para a instalação de pontos de carga de energia para veículos elétricos na região, para atingir mais rapidamente as metas de redução de emissões, segundo informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na terça-feira, 17.

 

De acordo com o estudo divulgado pela entidade a infraestrutura se faz necessária “para que as pessoas confiem nos veículos totalmente elétricos e percebam que ele será capaz de atender as demandas do dia a dia e possíveis viagens”.

 

A ACEA também destacou que a participação de 1,4% dos elétricos nas vendas totais na Europa ainda é pequena, mesmo com as empresas trazendo novidades e aumentando seu portfólio. Outro ponto destacado é que dez dos 28 países compromissados com a redução de emissões apresentaram planos para atingir as metas.

Sprinter e Vito ganham novos planos de manutenção

A Mercedes-Benz apresentou na segunda-feira, 16, novos planos de manutenção para as linhas Sprinter e Vito, customizadas de acordo com o perfil de clientes do segmento de veículos comerciais, segundo comunicado divulgado pela companhia. Com o nome de Mercedes-Benz Service Care serão oferecidas duas opções, o Plano Manutenção, que inclui troca de óleo, filtros e manutenção preventivas, e o Plano Completo, que abrange, também. as manutenções corretivas de itens de desgaste, guincho e deslocamento mecânico.

 

Jeffersor Ferrarez, diretor de vendas e marketing vans da empresa, disse que com preços atrativos, em ambos os planos, os clientes contarão com mão de obra qualificada, peças genuínas e atendimento diferenciado para realização dos serviços na rede de concessionários:

 

“Os planos também reduzirão os custos operacionais de nossos clientes, otimizando os custos de manutenção”.

Renault contratará mais 2,4 mil funcionários até 2019. Na França.

O Grupo Renault assinou acordo com sindicatos franceses para a contratação de 5 mil funcionários até dezembro do ano que vem, de acordo com informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na terça-feira, 17.

 

Essas contratações começaram em janeiro do ano passado e a projeção inicial era de 3,6 mil novos trabalhadores — mas 2,6 mil já foram exercidas e o volume cresceu para 5 mil.

 

Outro ponto positivo do acordo é para os funcionários que trabalham há mais de cinco anos na Renault e que podem parar de trabalhar três anos antes de sua aposentadoria. No acordo a empresa também garante que investirá mais 15 milhões de euro em programas de treinamento para funcionários.

JAC e HPE serão parceiras na produção do T40

A JAC Motors assinará, esta semana, contrato de parceria com a HPE, empresa que produz veículos Mitsubishi e Suzuki em Catalão, GO. Será nessa unidade que o modelo T40, um SUV, passará pelos processos de soldagem e pintura antes de seguir para a futura fábrica da JAC de Itumbiara, GO, para que as demais etapas da produção sejam executadas.

 

O veículo será o primeiro JAC made in Brazil, com produção prevista para o início de 2020. A unidade, a partir da assinatura do contrato com a HPE, passará por reformas no segundo semestre deste ano antes da instalação da linha de montagem do SUV.

 

A unidade de Itumbiara, conforme antecipou AutoData em dezembro, será a primeira da JAC fora da Ásia e demandará investimento de R$ 200 milhões. No espaço chegou a funcionar unidade da própria HPE antes de a empresa decidir-se pela mudança para Catalão, em 2015, onde produz o Suzuki Jimny, a picape Mitsubishi L200, o sedã Lancer e o utilitário esportivo ASX.

 

De acordo com Sérgio Habib, presidente da SHC, empresa que representa a JAC no Brasil, a parceria com a HPE ajuda a acelerar a localização da produção do T40: “Unidades que comportam pintura e soldagem demandam tempo e investimento, e precisamos lançar o produto no mercado. No futuro, com ganho de volume e escala, poderemos centralizar na nossa fábrica os processos que, à princípio, serão feitos pela HPE”.

 

Com a parceria a HPE ocupará parte de sua capacidade ociosa, hoje em torno de 70% devido à queda do mercado de veículos nos últimos anos. Em 2017 a unidade chegou a ficar paralisada durante treze dias por causa de greve, o que reduziu, ainda mais, deu volume de produção.

 

Após a reforma pela qual passará a fábrica de Itumbiara a JAC dará início à montagem do T40 em CKD enquanto a linha de produção é instalada. Lá também deve ser produzido outro modelo SUV, o T50, que será importado em um  primeiro momento e tem lançamento previsto para junho. Em dezembro, será lançado aqui o T80 que, segundo Habib, deverá concorrer com o Hyundai Santa Fe.

 

Enquanto a empresa estrutura sua produção a SHC avança no desenvolvimento da rede de concessionários JAC. A empresa, que afora a JAC também possui negócios em vendas de veículos multimarca, anunciou em março rompimento do contrato de venda que mantinha com a Citroën. Algumas dessas lojas serão fechadas e outras incorporadas à nova rede JAC: no fim do ano serão 41 lojas, sendo 21 de propriedade da SHC e as demais sob adminstração de parceiros.

 

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Exportações de caminhões M-B crescem 37% no jan-mar

A Mercedes-Benz do Brasil aumentou suas exportações de caminhões em 37% no primeiro trimestre quando comparadas com as de mesmo período do ano passado: somaram 2 mil 134 unidades, contra 1 mil 555, de acordo com informações divulgadas pela empresa na terça-feira, 17.

 

A Argentina foi o principal destino dessas exportações, e importou 1 mil 372 unidades, volume quase igual ao do mesmo período do ano passado. O Peru foi o segundo principal destino, com 482 caminhões, crescimento de 570% na mesma base de comparação. Em terceiro lugar ficou o Chile, com 186 unidades e alta de 390%.

 

Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e seu CEO para a América Latina, disse que os resultados de exportação “estão superando nossas expectativas, destacando as vendas para o Oriente Médio e Norte da África que se somam ao grande volume exportado latino-americano”.

 

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Vendas na quinzena são 99,8 mil unidades

Foram vendidos, na primeira quinzena de abril, 99 mil 870 veículos no Brasil, 20% a mais do que o volume registrado em idêntica quinzena de março. Foi mantida, assim, a média diária de vendas próxima às 10 mil unidades, como nos meses anteriores do ano. Os dados são do Renavam e somam as vendas de automóveis, veículos comerciais leves e ônibus.

 

No início do mês a Anfavea sinalizava para o cenário de 10 mil vendas diárias em abril levando em consideração o ritmo estabelecido nos primeiros três dias do mês.

 

A estimativa do mercado é a de que sejam emplacadas, em abril, 210 mil unidades, volume que supera as 207,3 mil realizados no mês passado.

 

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