John Deere investe R$ 80 milhões em nova linha de produção

A John Deere, especializada na produção de máquinas agrícolas e de construção, inaugurou em março sua nova linha de produção na fábrica de Indaiatuba, SP, que nacionalizará três modelos de tratores de esteira.

 

Em comunicado distribuído na quinta-feira, 5, a empresa informou ter investido R$ 80 milhões, ampliado a área construída da unidade em 3 mil m² e gerado cinquenta novos empregos diretos e duzentos indiretos.

Polo e Virtus consolidam VW como a segunda do ranking

O bom desempenho de vendas dos recém-lançados Volkswagen Polo e Virtus impulsionou o crescimento da empresa no mercado nacional, consolidando o segundo lugar no ranking das marcas mais vendidas no trimestre, com a Fiat caindo para o terceiro lugar, de acordo com os números divulgados pela Fenabrave.

 

No ano a Volkswagen tem 14,69% de participação de mercado contra 12,14% da Fiat: foram 77 mil 477 unidades contra 64 mil 40. O primeiro lugar do ranking é mantido pela General Motors, que detém 17,42% de participação, o equivalente a 91 mil 864 unidades.

 

De janeiro a março foram emplacadas 17 mil 721 unidades do Polo, sendo que em março o modelo foi o mais vendido da Volkswagen, com 6 mil 149 unidades. O Virtus, sedã derivado do Polo, vendeu 4,6 mil unidades no ano, sendo 3 mil 59 unidades no mês passado.

 

O crescimento da Volkswagen no trimestre vai de acordo com o plano do CEO, Pablo Di Si, de retomar a liderança do mercado brasileiro — o lançamento do Polo foi considerado pela empresa a pedra fundamental da retomada de crescimento em busca da liderança.

 

2017 – No ano passado a Volkswagen encerrou o ano na terceira posição do ranking, com 12,53% de participação e 272 mil 79 carros comercializados, atrás da Fiat, que encerrou o ano na segunda colocação, com 291 mil 324 unidades vendidas e 13,41% de participação.

 

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MDIC confirma presença no Seminário AutoData

O secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet, confirmou sua presença, como palestrante, no Seminário AutoData Tendências de Negócios, as Novas Oportunidades do Mercosul, que será realizado no Hotel Transamérica, em São Paulo, na segunda-feira, 23.

No evento o secretário analisará como o governo brasileiro vê o atual movimento de integração do setor automotivo no Mercosul e mostrará como estão caminhando, hoje, as negociações do Brasil com a Argentina com vistas à criação de uma legislação conjunta que permita melhorar a produção das montadoras nos dois mercados.

As fabricantes de veículos estão, cada vez mais, consolidando suas estruturas industriais e comerciais como sendo do Mercosul ou da América Latina. As fábricas, principalmente as localizadas no Brasil e na Argentina, estão sendo modernizadas e a produção e a responsabilidade pelo atendimento comercial aos diversos mercados da região cada vez mais dividida pelos dois países.

Esse movimento de integração, que levará a um maior aproveitamento das capacidades produtivas nos dois países, historicamente sempre foi vista como um movimento lógico que, mais cedo ou mais tarde, aconteceria na região e foi acelerado nos últimos dois anos, principalmente a partir do início da recuperação das vendas domésticas verificada tanto no Brasil como na Argentina.

Essa integração já tem uma nova formatação setorial e uma nova estruturação dos negócios e necessidades de relacionamento principalmente dos fabricantes de veículos com seus fornecedores. E é justamente para contar como está sendo desenhada a nova indústria automotiva do Mercosul que AutoData organizou este  importante seminário.

Além do secretário do MDIC já estão confirmadas, também, as presenças e as palestras de Carlos Zarlenga, presidente da General Motors do Mercosul, Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América do Sul, Antonio Filosa, novo presidente da FCA Latam. Em suas palestras mostrarão como estão sendo pensadas as estruturas das suas companhias na região tanto em termos industriais como comerciais.

O seminário terá também apresentações de Antônio Megale, presidente da Anfavea, Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, Daniel Herrero, vice-presidente da Adefa, que é a entidade que congrega as montadoras da Argentina, Marcos Forgione, vice-presidente de vendas e marketing internacional da MAN, e do consultor Felipe Rovera, diretor da Process Development Corporation, que ocupou, recentemente, os cargos de diretor de compras da GM do Brasil e presidente tanto da GM da Argentina como da Adefa.  

As inscrições para o seminário de AutoData estão abertas e poderão ser feitas pelo e-mail seminarios@autodata.com.br ou pelo telefone 11 5189 8900.  

Por Rota 2030 indústria se reunirá com presidente em sete dias

Mesmo com as fortes especulações de que a já anunciada saída de Henrique Meirelles do Ministério da Fazenda, na sexta-feira, 5, poderá facilitar o futuro do Rota 2030 e, inclusive, pavimentar o caminho para um provável anúncio deste novo programa automotivo ainda na primeira quinzena de abril, os dirigentes do setor automotivo continuam céticos e preferem não cacifar nenhuma aposta a respeito.

Consultada por AutoData importante fonte da indústria automotiva afirmou que estão mantidas as incertezas quanto à aprovação da nova política: “O que existe de concreto, hoje, é que nós, representantes da indústria, pedimos uma reunião com o presidente para conversarmos a respeito e ele aceitou nos receber em 12 de abril. Em nenhum momento ninguém do governo nos disse que existe a possibilidade de algo ser anunciado nesse dia”.

A primeira conversa a respeito do Rota 2030 ocorreu em 10 de abril do ano passado, ou seja, quase que exatamente um ano antes desta nova conversa já marcada com o presidente.

Com relação ao tema Antônio Megale, presidente da Anfavea, afirmou na quinta-feira, 5, que as empresas fabricantes de veículos continuam acreditando que o Rota 2030 será levado à frente pelo governo: “A indústria está fazendo a sua parte e continua investindo pesado no Brasil. Estamos trazendo novos produtos e continuamos desenvolvendo e modernizando nossas estruturas locais”.

Segundo ele o Rota 2030 é muito importante, principalmente pelo fato de que, estabelecido, criará as bases de previsibilidade, competitividade e confiabilidade que o setor requer para continuar operando com um pouco mais de tranquilidade na região. Ele, no entanto, preferiu não apostar num prazo para o possível anúncio do programa.

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Venda de máquinas cai, mas projeção para o ano é de alta

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias chegaram a 7 mil 523 unidades no trimestre, contra 9 mil 298 no mesmo período do ano passado, queda de 19,1% — que a cada mês fica menor, pois no primeiro bimestre a queda era de mais de 30%, de acordo com os números divulgados pela Anfavea, na quinta-feira, 5.

 

Segundo Antônio Megale, presidente da entidade, mesmo com a queda no trimestre a expectativa do setor é muito boa: “A grande safra anunciada e o bom preço das commodities são alguns fatores que nos fazem acreditar que o ano será muito bom”.

 

Em março foram vendidas 3 mil 521 máquinas, ante 3 mil 564 em mês igual do ano passado, queda de 1,2%. Na comparação com fevereiro, quando foram comercializadas 2 mil 399 unidades, houve alta de 46,8%.

 

Outro fator que anima o segmento de máquinas é a decisão do BNDES de revisar os valores que serão destinados aos programas de financiamento para máquinas agrícolas e rodoviárias, com alta de 2% diante do valor destinado no ano passado. Para o vice-presidente Alfredo Miguel Neto “o aumento ainda é baixo, mas já é um sinal positivo”.

 

Miguel Neto também destacou que o setor de veículos pode ser influenciado positivamente por alguns acontecimentos em outros países, como a disputa de China e Estados Unidos com relação a sobretaxas em diversos produtos importados e a seca na Argentina, que deve afetar a produção ali.

A expectativa da entidade é tão boa para o setor que nos próximos meses haverá a revisão de algumas projeções para o ano e a de máquinas agrícolas e rodoviárias deve ser para cima. Atualmente a projeção da Anfavea é de expansão de 3,7% nas vendas, 11,8% na produção e 9,9% nas exportações.

 

Produção – A produção de máquinas agrícola no trimestre já apresenta números positivos, com 11 mil 989 unidades, contra 11 mil 884 em igual período do ano passado, alta de 0,9%. A Anfavea espera que esse volume siga crescendo mês a mês.

 

Em março saíram das linhas de produção 5 mil 360 máquinas, alta de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Com relação a fevereiro, quando foram produzidas 3 mil 905 unidades, houve expansão de 37,3%.

 

Exportações – Com as vendas internas em queda e a produção em alta as vendas para outros países têm sido a grande saída para as empresas do setor. No primeiro trimestre foram embarcadas 2 mil 898 máquinas, contra 2 mil 201 no mesmo período do ano passado, alta de 31,7%.

 

Em março foram exportadas 1 mil 190 unidades, alta de 15,1% na comparação com mês igual do ano passado. Na comparação com fevereiro o crescimento foi de 27,5%.

 

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PSA: mudanças na direção de veículos utilitários

A PSA informou na quarta-feira, 4, que Luís Basavilbaso foi indicado ao cargo de diretor da divisão de veículos utilitários, posto que antes era ocupado por Frédéric Chapuis. O  novo cargo do antecessor será anuciado em breve, informou a empresa por meio de comunicado.

 

A direrção de marcas argentina, posto ocupado anteriormente por Basavilbaso, será ocupada pelo executivo Gabriel Cordo Miranda, que retorna ao Groupe PSA. A direção dedicada aos veículos utilitários foi criada em junho de 2016 como parte da estratégia da empresa para o segmento na América Latina.

 

Basavilbaso, que tem 20 anos de experiência na companhia, já passou por diversos cargos, como diretor de vendas da Peugeot Argentina e diretor regional de dendas da Peugeot na Espanha. Em 2008, retornou à Argentina para assumir a direção da Citroën no país.

 

Cordo Miranda teve uma trajetória de 21 anos no Groupe PSA Argentina. Ocupou diversas funções comerciais ao longo de sua carreira e, entre 2010 e 2015, foi o responsável pela direção da marca no país. Após uma passagem de dois anos como vice-presidente comercial da Axion Energy, retorna agora ao grupo.

 

Ambos executivos reportarão diretamente a Patrice Lucas, presidente para a América Latina e membro do comitê executivo do Groupe PSA.

 

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Vendas na Colômbia caem em março

O compasso da venda de veículos voltou a ser negativo, na Colômbia, em março, revertendo quadro registrado em fevereiro. Foram vendidas 19 mil 572 unidades, queda de 7% ante março do ano passado, 21 mil 49. Os dados foram divulgados pela associação dos fabricantes, a Andemos, na quarta-feira, 4.

 

O resultado, no entanto, foi considerado positivo pelo mercado, que levou em consideração a menor quantidade de dias úteis em março deste ano: as festas da semana santa, que em 2017 foi comemorada em abril, coincidiu com março. As eleições parlamentares também ocorreram no mês passado e influenciaram na menor quantidade de dias de vendas.

 

No acumulado do trimestre o volume vendido foi 3,3% menor do que no primeiro trimestre de 2017, 54 mil 369 unidades. A entidade destacou o desempenho de vendas, no trimestre, dos segmentos de picapes, alta de 26,4%, e caminhões pesados, 6% a mais que no trimestre do ano passado.

 

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Fundo de investimento desfaz fusão Dana-GKN

A sistemista Dana foi surpreendida pela GKN, empresa com quem firmara acordo de fusão em março: a combinação de suas operações com as da divisão de powertrain da GKN foi desfeita porque seus acionistas decidiram aceitar proposta agressiva feita pelo fundo de investimento Melrose. O fundo ofereceu 8 bilhões de libras pela GKN.

 

Para James Kamsickas, presidente da Dana, as empresas seriam mais fortes juntas, mas ele afirmpou, em comunicado, respeitar a decisão da GKN: “Estamos desapontados com o resultado e continuamos a acreditar que a Dana seria a melhor proprietária e operadora da GKN. Foi uma oportunidade, não um ativo obrigatório ou crítico”.

 

Christopher Miller, presidente da Melrose, informou que a combinação da Melrose com a GKN “criará uma potência de fabricação e engenharia”.

 

No Brasil as duas companhias, Dana e GKN, mantêm operações no Rio Grande do Sul.

 

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Mahle vende participação em fabricante de front-end

A Mahle saiu do negócio que mantinha em parceria com as sistemistas Plastic Omnium e Hella na produção de front-ends para veículos, a joint-venture HBPO: vendeu sua participação de 33,33% para a Plastic Omnium, que passa a ser majoritária com 66% de participação no capital. O negócio foi fechado, no fim de março, por 350 milhões de euro.

 

A HBPO tem 2,2 mil funcionários e opera na produção de componentes que formam o conjunto frontal dos veículos: viga amortecedora, iluminação e sistemas de arrefecimento do motor e grade do radiador. Sua produção anual é, em média, de 6 milhões de conjuntos montados em 26 fábricas. Em 2017 registrou receita de 2 bilhões de euro e a projeção para 2021 é de que o volume seja 50% maior, ou seja, 3 bilhões de euro.

 

A empresa chegou a manter escritório no Brasil para prospectar clientes, mas com a queda do mercado interno de veículos, foi fechado no fim do ano passado.

 

Não foram divulgados pelas empresas os pormenores que culminaram no fechamento da negociação. A Plastic Omnium informou, por meio de comunicado, que o aumento da participação no negócio “acelerará o desenvolvimento de produtos modulares inteligentes para carros autônomos e conectados”.

 

A Plastic Omnium fechou, em 2016, acordo para a compra da divisão de front-end da Faurecia, que mantém produção no País nos mercados de OEM e reposição. O negócio firmado foi de 665 milhões de euro e ajudou o Grupo Faurecia a quitar dívidas.

 

Na Europa a HBPO atende a clientes como Audi, BMW, Kia, Mercedes-Benz, Porsche e Volkwagen. O negócio ainda está sob exame de autoridades fiscais europeias à espera de aprovação.

 

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Mini vende 30% a mais em jan-mar

A Mini registrou crescimento de 30% nas suas vendas do primeiro trimestre no Brasil comparadas ao resultado no mesmo período do ano passado, na forma de 411 unidades contra 318. De acordo com comunicado distribuído na quarta-feira, 4, apenas em março o crescimento foi de 35,6% contra o mesmo mês de 2017.

 

A empresa destacou que a expansão foi impulsionada pela consolidação dos modelos no mercado e pela maior demanda por veículos equipados com motor 1.5 de três cilindros e 136 cv, usado nos modelos Hatch de 3 e 5 portas e pela nova geração do Mini Countryman, lançada no ano passado.

 

Para seu gerente de vendas, produto e preço da Mini BRasil, Rodrigo Novello, a empresa “está empolgada com a evolução expressiva das vendas e esta conquista motiva ainda mais diante de um crescimento acima do mercado”.

 

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