Cade arquiva processo contra fabricantes de veículos

O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, arquivou na quarta-feira, 14, processo contra as fabricantes de veículos Volkswagen, Fiat e Ford por suposta prática anticompetitiva de abuso de direitos de propriedade intelectual sobre desenhos industriais, no mercado de autopeças de reposição, por meio de medidas judiciais e extrajudiciais. 

 

De acordo com informações publicadas no site do Cade, a representação foi feita em 2007 pela Anfape, Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças. De acordo com a entidade, as três empresas teriam exercido de forma abusiva os seus direitos de propriedade intelectual sobre os desenhos industriais com o objetivo de impedir a fabricação e venda de autopeças pelas fabricantes independentes, representadas pela associação.

 

As montadoras alegaram que não haveria conduta ilícita, pois se trataria de exercício legítimo de direito de propriedade industrial concedido pelo INPI. Afirmaram, ainda, que não haveria previsão legal de restrições ao exercício do direito de registro para diferentes mercados.

 

Em seu voto-vista, o qual norteou a decisão do tribunal da concorrência, o conselheiro Maurício Bandeira Maia se posicionou pelo arquivamento do processo. Para ele, o mero exercício dos direitos de exclusividade independente dos mercados não enseja a condenação das montadoras. Ainda de acordo com o conselheiro, não restou comprovada conduta capaz de configurar abuso de direito de propriedade industrial.

 

A maioria do Tribunal acompanhou o voto de Bandeira Maia.

 

Votação – Na sessão de 22 de novembro de 2017, o relator do caso, conselheiro Paulo Burnier, votou pela condenação das montadoras. No entendimento de Burnier, houve exercício abusivo dos direitos de propriedade intelectual, com efeitos negativos sobre o ambiente concorrencial do País, causando prejuízos a consumidores sem a existência de eficiências econômicas que justificassem a forma de exercício do direito pelas montadoras.

 

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Basf fecha acordo para criar a Basf Toda America LLC para materiais de bateria

A Basf,  fornecedora química para a indústria automotiva global, fechou acordo para formar a Basf Toda America LLC, BTA. Como próximo passo da estratégia de crescimento do seu negócio de materiais de bateria, a Basf será sócia majoritária, controlando a nova entidade, marcando a segunda colaboração entre a Basf e a Toda. A BTA produzirá e comercializará materiais catódicos ativos, CAM, compostos por níquel-manganês-cobalto, NMC, e óxido de níquel-cobalto e alumínio, NCA, para aplicações em mobilidade elétrica.

 

Com instalações em Elyria, Ohio, e Battle Creek, Michigan, ambas nos Estados Unidos, a BTA fornecerá sua expertise na fabricação de CAM. Com a expansão de sua pegada norte-americana, a Basf ficará em uma posição estratégica de fornecimento, produzindo materiais catódicos inovadores para atender às necessidades dos principais clientes globais.

 

“O início da operação da BTA representa outro movimento estratégico para o negócio de materiais de bateria da Basf. A Basf está atualmente fornecendo importantes plataformas automotivas com materiais de bateria e está sendo cotada para grandes plataformas futuras”, disse Kenneth Lane, presidente da divisão de catalisadores da Basf. “Com este investimento, a Basf está usando sua visão para estabelecer uma presença global de fabricação de materiais de bateria, respondendo às crescentes necessidades do mercado”.

Ford convoca 1,5 milhão para recall na América do Norte

A Ford emitiu na quarta-feira, 14, uma campanha de segurança na América do Norte para 1 milhão 378 mil 637 unidades do Ford Fusion e Lincoln MKZ produzidos de 2014 a 2018. Os pinos do volante podem ser soltos, o que pode fazer com que o volante se afaste da coluna de direção. As informações são do site Flash de Motor, da Venezuela.

 

De acordo com a publicação, a Ford está ciente de dois acidentes com uma lesão suposta relacionada a esta condição.

 

Do total do recall, 1 milhão 301 mil 986 são nos Estados Unidos e territórios federalizados, 62 mil 479 unidades no Canadá e outras 14 mil 172 no México. 

 

Os negociantes substituirão o parafuso do volante no veículo com um parafuso mais longo com um engate de rosca mais forte e uma peça de nylon maior colocado para uma retenção de torque adequada. O reparo é gratuito.

 

Mais problemas  – A Ford também está emitindo uma campanha de segurança na América do Norte para aproximadamente seis mil carros Ford Focus fabricados entre 2013 e 2016 com motor Fox GTDI de 1,0 litro e transmissão manual 2013-15 B6 e Ford Fusion com motor GTDI de 1,6 litro e veículos de transmissão manual B6 para o serviço uma possível placa de embreagem com risco de incêndio.

 

Nos veículos afetados, a entrada deslizante repetida da embreagem de alta energia realizada enquanto o condutor está mudando as engrenagens pode causar o desgaste prematuro do revestimento da embreagem, reduzindo as propriedades mecânicas do material da placa de pressão. O aquecimento repetido e os eventos de resfriamento cíclico podem causar rachaduras ao redor da borda externa da placa de pressão.

 

A redução da capacidade de torque devido ao desgaste do revestimento da embreagem pode causar um deslizamento excessivo, introduzindo uma grande quantidade de energia e calor na placa de pressão. Falha estrutural ou fratura da placa de pressão que eventualmente pode ocorrer. A fuga de fluido da transmissão perto de uma fonte de ignição pode resultar em risco de incêndio no compartimento do motor.

 

A Ford não tem conhecimento de nenhum incêndio, acidente ou ferimento associado a este problema.

 

O recall envolve 5 mil 357 nos Estados Unidos e 515 no Canadá. 

 

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CNI diz que consumo de importados cresce 17% após três anos de queda

Depois de três anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados na quinta-feira, 15, no estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da CNI, Confederação Nacional da Indústria, de cada 100 produtos vendidos no Brasil no ano passado, 17 eram importados.

 

Em 2013, 18,2% dos produtos vendidos no mercado interno eram estrangeiros. Desde então, esse percentual caiu, chegando a 16,4% em 2016. Em 2017, subiu para 17%.

 

Os importados também voltaram a ganhar participação no total de insumos utilizados pela indústria. Em 2013, a participação desses produtos era de 26,1%. Em 2014 começou a cair, chegando a 22,5% em 2016. Em 2017,  foi de 23,5%.

 

Além do aumento de importados, a participação dos produtos exportados manteve-se praticamente constante, interrompendo uma sequência de altas que vinha desde 2015. O coeficiente de exportação da indústria de transformação passou de 15,7% em 2016 para 15,6% em 2017.

 

O coeficiente mede a importância das vendas externas para o setor. Em 2017, a indústria de transformação registrou aumento de 3,6% do volume produzido, acompanhado de crescimento menor do volume exportado, 2,3%. Com isso, o coeficiente recuou 0,1 ponto porcentual, o que corresponde a uma redução de 1,2%.

 

Real é valorizado – O aumento da participação dos importados no mercado nacional e a perda da importância das exportações na produção da indústria decorrem “da recuperação do consumo interno e da valorização do real diante do dólar”, diz a economista da CNI, Samantha Cunha, em nota divulgada pela confederação.

 

Segundo a CNI, o crescimento da demanda repercute nas importações e na produção para o mercado doméstico, aumentando sua importância relativa para a indústria. A apreciação do real estimula as importações e desestimula as exportações. Entre 2015 e 2017, o real valorizou 13,4% frente à cesta de moeda de seus principais parceiros comerciais.

 

Iveco entrega Guarani 300 ao Exército Brasileiro

A Iveco realizará na sexta-feira, 16, em Sete Lagoas, MG, a entrega do 300º VBTP-MR, Veículo Blindado de Transporte de Pessoal, VBTP-MR, Guarani ao Exército Brasileiro. A viatura foi desenvolvida em parceria com as Forças Armadas para substituir os blindados Urutu e Cascavel. A Iveco Veículos de Defesa, marca da CNH Industrial, também foi escolhida para ser a fornecedora da nova Viatura Blindada Multitarefa LMV. A montagem desse veículo, assim como a produção do Guarani, serão feitas em Minas Gerais. 

 

Humberto Spinetti, diretor da Iveco Veículos de Defesa para a América Latina, destaca que a experiência em desenvolver veículos blindados e multifuncionais para atividades militares e de defesa: “Nossos produtos se destacam em operações pelo mundo, como em ações de membros da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, que reúne 28 países da Europa e América do Norte.” 

 

O VBTP-MR Guarani é fruto do esforço de modernização da frota do Exército Brasileiro, que mantém a propriedade intelectual do blindado. A parceria, que começou em 2007 com o desenvolvimento do projeto industrial, foi consolidada em 2013 com a inauguração da primeira fábrica de Veículos de Defesa da Iveco fora da Europa. 

 

Com capacidade para transportar até 11 pessoas, o Guarani pesa 18 toneladas, possui tração 6X6, pode chegar a 110 quilômetros por hora e tem função anfíbia. Além de ar-condicionado, apresenta uma série de inovações tecnológicas, como sistema automático de detecção e extinção de incêndio, baixas assinaturas térmica e radar, o que dificulta sua localização pelos inimigos. 

 

Para produzir cada blindado são necessárias cerca de 3,2 mil horas de trabalho. Com índice de nacionalização superior a 60%, incluindo trem de força e chassi, o veículo é impulsionado pelo motor diesel Cursor 9, da FPT Industrial, com 383 cv de potência máxima. Ele conta ainda com transmissão automática.

 

A plataforma do blindado poderá ser usada como base para o desenvolvimento e a produção de uma família de blindados em diferentes versões, entre as quais viaturas de reconhecimento, socorro, posto de comando, porta-morteiro e ambulância.  

 

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Arteb: dívidas equacionadas e busca pela expansão.

Depois de entrar em um processo de recuperação judicial em 2016, a Arteb, fabricante de iluminação, equacionou as dívidas e projeta crescimento de dois dígitos para este ano. Em entrevista exclusiva a AutoData, o vice-presidente Edson Brasil, falou sobre os planos da empresa e de todo o processo de reorganização que começou com o pedido de recuperação judicial:

 

“Em 2016, depois de 82 anos de existência, mergulhamos em um processo de reorganização, que foi também uma oportunidade de a empresa, além das finanças, fazer a reorganização de todo o processo produtivo, de gestão e reconhecimento dos talentos, com o treinamento de profissionais”.

 

Essa nova etapa levou a companhia a iniciar também um projeto de expansão do faturamento. De 2016 para 2017, teve um crescimento de 5% nos negócios. Para este ano, a meta é chegar a dois dígitos, com alta de 10%.

 

Para alcançar os objetivos, a empresa fez a lição de casa, como diz Brasil, entre os quais ele cita a otimização do parque fabril. A companhia tinha operações em São Bernardo do Campo e Diadema, ambas em SP, Camaçari, BA, e Gravataí, PR, que atendiam respectivamente Ford e General Motors, optou por encarrar as unidades de Diadema e Gravataí e transferir a produção para São Bernardo. Com a mudança, enxugou os custos e manteve a capacidade de produção.

 

A Arteb, que chegou a ter dois mil funcionários trabalha hoje com 1,3 mil profissionais e mantém a capacidade instalada para 4 milhões de veículos por ano.

 

“Conseguimos trazer nossa capacidade produtiva de Gravataí para São Bernardo e, com isso, conseguimos manter nossa produção com um custo menor”.

 

Em São Bernardo a empresa trabalha hoje com 70% da capacidade instalada, mas as expectativas são positivas. Ano passado a companhia trabalhou com dois turnos nesta planta e este ano já está com dois turnos e meios. Em Camaçari a unidade atua com a capacidade máxima, com três turnos, e já estuda expansão.

 

ESTRATÉGIA – Para alcançar o objetivo de expansão dos negócios, a empresa se ampara em três pontos: mudança tecnológica, expansão do aftermarket e internacionalização.

 

“Estamos colhendo os frutos dos investimentos que iniciamos há dez anos em tecnologia e hoje temos 100% de capacidade para atender à demanda dos nossos clientes por produtos inovadores”.

 

Ele comenta que entre as novidades estão os faróis de full lead, que traz uma eficiência maior na iluminação e no designer.

 

Em relação à internacionalização, a empresa tem o foco de buscar clientes em novas regiões, com México e Estados Unidos no radar da companhia. “Expandir para o mercado internacional é o próximo passo desse processo”.

 

HISTÓRICO – A Arteb é uma empresa com capital 100% nacional, fundada em 1934 e desde 1959 fornece faróis para montadoras instaladas no País. À época da recuperação judicial no início de 2016 a estimativa é que a dívida da empresa em pelo menos R$ 70 milhões, conforme reportagem publicada pela AutoData em março de 2016. O executivo da empresa diz, devido ao processo de recuperação judicial, não pode revelar os números da companhia, mas afirma que a dívida está equacionada.

 

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Fiat foi a empresa que mais vendeu para locadoras em 2017

Muitas montadoras viram as locadoras de veículos como a grande saída para conseguir vender um bom volume durante a crise. No ano passado foram 359 mil 702 unidades comparadas por essas empresas, segmento que movimentou mais de R$ 15 bilhões.

 

A Fiat foi a fabricante que mais negociou carros para locação, com 169 mil 30 veículos vendidos, que representaram 23,84% de todos os contratos fechados. Os modelos mais negociados entre a Fiat e as locadoras Foram Mobi, Uno, Palio e Strada.

 

A segunda empresa do ranking é General Motors, com 17,53% de participação do total comprado pelas locadoras, sendo que os modelos mais emplacados foram o Onix, que se beneficia de uma versão Joy que mantém o visual antigo e um preço mais barato e o sedã pequeno, Prisma.

 

O terceiro lugar é da Volkswagen, com 17,25% de participação e os principais modelos que a empresa vendeu para as locadoras foram o Gol, velho conhecido do público brasileiro, e a sua versão sedã, o Voyage. Algumas unidades do novo Polo também já fazem parte das frotas de algumas locadoras, mas não aparecem nos números contabilizados até o fim do ano passado.

 

A Renault aparece na quarta posição com 14,3% de participação e seus modelos que se destacaram foram Sandero e Logan. Na quinta posição está a Ford, com uma fatia de 12,4% do mercado e com o Ka sendo o carro-chefe nas vendas da fabricante para as locadoras.

 

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C4 Lounge pode ser boa opção dentre os sedãs médios

A fábrica da Citroën em Palomar, nos arredores de Buenos Aires, Argentina, vem passando por uma transformação para produzir novos veículos do Grupo PSA. O primeiro modelo dessa nova fase é o Citroën C4 Lounge, sedã da marca francesa que chega na linha 2019 com mudanças no visual, mais equipamentos de série e uma importante missão: elevar em 40% as vendas no varejo desse modelo no Brasil.

 

Ciente da grande competição dentre os sedãs médios e a preferência do consumidor por modelos japoneses, responsáveis por quase 70% das vendas no segmento, a expectativa da Citroën é atrair os clientes pela proposta racional e estilosa, buscando, inclusive, o público de SUVs: “Acreditamos que podemos movimentar o mercado e sermos uma opção para o consumidor de SUVs, que vai encontrar esportividade e juventude em nosso sedã médio”, avalia Nuno Coutinho, diretor de marketing.  

 

A Citroën conhece bem o potencial do seu novo veículo e claramente não tem a pretensão de disputar as primeiras posições nesse segmento. Mas o crescimento projetado já representa um importante avanço para a imagem da marca no País. No ano passado foram negociados no varejo – descontando as vendas diretas – 2 mil unidades no C4 Lounge. A projeção agora é que quase 3 mil veículos sejam vendidos este ano.

 

“As versões mais equipadas dos novos sedãs compactos [especialmente VW Virtus] podem competir a preferência com o C4 Lounge. Mas da mesma forma temos uma novidade nesse segmento, e acreditamos que o novo é um fator importante na tomada de decisão do cliente. Assim, também esperamos incomodar a concorrência dentre os sedãs médios”, diz Coutinho.

 

Visual e mais equipamentos –  Além do desenho frontal, trazendo a nova identidade visual dos modelos globais da marca, destaca-se o conjunto ótico traseiro e os itens de série que, segundo a empresa, deixam esse produto mais competitivo e “jovem”, segundo Nuno Coutinho.

 

O posicionamento de preço é um dos trunfos que a Citroën espera fazer o consumidor considerar seu sedã. São duas opções no varejo: a versão de entrada, Feel, ofertada a R$ 93 mil 920, e a Shine, vendida a R$ 102 mil 790. Na comparação com os preços dos mais vendidos no segmento, a Citroën afirma que sua versão top de linha é mais de R$ 1 mil em conta. Por isso 55% das vendas devem ser o C4 Lounge Shine.  Há também uma versão para portadores de deficiência ofertada a R$ 70 mil – com isenção total de ICMS e IPI.

 

A esportividade que o diretor de marketing se refere é encontrada no conjunto motor 1.6 turbo de 173 cv e transmissão de seis velocidades. Rodando por estradas próximas a Buenos Aires, o C4 Lounge realmente deve agradar por seu comportamento dinâmico bem equilibrado em curvas e em alta velocidade.

 

Mercosul – O C4 Lounge foi desenvolvido para três regiões específicas que, segundo a Citroën, têm preferências similares: o leste europeu, a Ásia, sobretudo a China, e a América Latina. Ele não será vendido em outros lugares. Na América do Sul as vendas começam em abril no Brasil e Argentina. Será exportado também para Uruguai, Paraguai e Venezuela.

 

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Randon volta a ter lucro

Após acumular prejuízo líquido por dois anos a Randon Implementos e Participações retomou o caminho da lucratividade: no ano passado a companhia de Caxias do Sul, RS, registrou recuperação e encerrou o exercício com importantes índices de crescimento consolidado. Sua receita bruta cresceu 14,6%, para R$ 4,2 bilhões, e a líquida, 11,9%, para R$ 2,9 bilhões. O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou R$ 308,2 milhões, margem de 10,5% sobre a receita líquida — em 2016 somara R$ 142,7 milhões e margem de 5,4%.

 

O lucro líquido alcançou R$ 46,7 milhões, com margem de 1,6%, revertendo prejuízo de R$ 67,2 milhões e margem negativa de 2,6% em 2016. Em 2015 o prejuízo foi de R$ 24,6 milhões.

 

De acordo com a diretoria do grupo o desempenho é resultado da combinação do novo cenário positivo com ações internas realizadas desde o início da crise, envolvendo melhorias de processos, controle de despesas e investimentos, lançamento de produtos, fortalecimento dos canais de venda e redução de custos fixos. Embora distante dos números consolidados em anos anteriores à crise a empresa entende que o lucro de 2017 traz a confiança de que as decisões tomadas e as mudanças feitas estão dando resultados, e que tendem a ser ampliadas nos próximos exercícios.Diretor presidente da Empresas Randon,  David Randon observou que “há esperança, mesmo que cautelosa, de que o País volte a crescer após quase três anos praticamente estagnado”.

 

Para 2018 o grupo estima receita bruta de R$ 5 bilhões e líquida de R$ 3,6 bilhões, altas de 19% e 24%, respectivamente, sobre o consolidado no ano passado. As receitas externas, soma das exportações e das operações no Exterior, devem totalizar US$ 300 milhões, crescimento de 25%. São projetados US$ 51 milhões de importações e R$ 140 milhões em investimentos.

 

Incremento doméstico – O mercado interno foi o principal responsável pela elevação da receita da Randon em 2017. Valor superior a R$ 3,7 bilhões brutos ficou 18% acima do registrado no ano anterior, pouco mais de R$ 3,1 bilhões. A receita externa, soma das exportações e dos valores gerados pelas operações em outros países, foi de R$ 493,8 milhões, queda de 6%. Quando considerada em dólar a receita externa total de US$ 239,7 milhões representou elevação de 6,8%.

 

Em 2017 a divisão montadoras representou 43,4% do total da receita líquida, equivalente a R$ 1,3 bilhão, sendo 77,7% na conta de semirreboques, 18,2% na de vagões e 4,2% na de veículos especiais. A participação caiu 1 ponto na composição da receita em comparação a 2016.

 

A divisão autopeças respondeu por 51,5% da receita líquida, 1,5 ponto porcentual de alta, somando R$ 1,5 bilhão. A divisão é composta pelas empresas Castertech, Suspensys WE, Fras-le, Jost, Master e Suspensys, filial da Randon Implementos e Participações.

 

A divisão serviços financeiros teve leve recuo, de 0,4 ponto porcentual, na participação da composição da receita líquida. A receita líquida foi de R$ 149,3 milhões, evolução de 3,4%. A divisão é composta por Randon Consórcios e Randon Investimentos, Banco Randon.

 

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Alexandre Randon assume presidência do conselho

Em reunião realizada na quinta-feira, 8, o conselho de administração da Randon Implementos e Participações elegeu Alexandre Randon para ocupar a sua presidência, sucedendo ao fundador Raul Anselmo Randon, que faleceu no sábado, 3. De forma interina Alexandre Randon, que acumula o cargo de vice-presidente, terá mandato até abril de 2019, quando um novo presidente será eleito em assembleia geral ordinária.

 

Para a posição de vice-presidente a família acionista controladora, a Randon, optou por buscar um profissional externo, que será submetido ao conselho de administração e anunciado tão logo seja eleito. Completam a composição do conselho Ruy Lopes Filho, Pedro Ferro Neto e Derci Alcântara.

 

David Randon segue como diretor presidente da Empresas Randon, cargo que ocupa desde abril de 2009, quando o pioneiro Raul Randon deixou de exercer funções executivas, e ainda segue à frente do comitê executivo, não estatutário, principal instância de decisões executivas da Empresas Randon. Da mesma forma Daniel Randon permanece como vice-presidente da diretoria, dirigindo as áreas financeira, de recursos humanos, de compras e de serviços. O comitê executivo ainda é integrado por Alexandre Gazzi, COO da divisão montadora, e por Sérgio de Carvalho, COO da divisão autopeças.