Prius flex rodará de São Paulo a Brasília

Depois de confirmar os testes de veículos híbridos equipados com motores elétricos movidos a gasolina e etanol, conhecidos como híbridos flex, a Toyota divulgou que o Prius adaptado para rodar com etanol será testado no trajeto de São Paulo a Brasília.

 

O Prius Flex percorrerá cerca de 1 mil quilômetros de uma cidade a outra, com saída marcada para o dia 19. A expectativa da Toyota é chegar em Brasília no dia 21 ou 22 de março.

 

Atualmente o Prius é vendido no Brasil por aproximadamente R$ 127 mil, com motorização híbrida, mas alimentada apenas por gasolina.

 

Foto: Divulgação.

Ford pesquisará o uso integrado de carros e drones

A Ford criou um grupo de pesquisa para desenvolver a integração entre os carros e drones, pequenos veículos aéreos amadores não tripulados. A equipe, sediada no laboratório de inovação de Palo Alto, no Vale do Silício, Estados Unidos, criou uma plataforma de desenvolvimento customizável que permite testar diferentes configurações do equipamento, seja para uso como hobby ou ferramenta de trabalho.

 

A plataforma modular contém os recursos básicos âEUR<âEUR

 

Somente nos Estados Unidos, segundo a FAA, Administração Federal de Aviação, o número de drones deve crescer de 1,9 milhão para 4,3 milhões em 2020, sem contar os modelos usados âEUR<âEUR

México: produção recorde no bimestre.

O México fechou o primeiro bimestre do ano com recorde na produção de veículos. Entre janeiro e fevereiro foram fabricadas 632 mil 107 unidades no país, alta de 6,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo o melhor resultado para o primeiro bimestre do ano em toda a série histórica. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 8, pela Amia, associação das fabricantes mexicanas.

 

As exportações tiveram alta de 8,5% no período, com 507 mil 68 unidades vendidas ao exterior contra 467 mil 349 veículos exportados nos dois primeiros meses de 2017.

 

Já as vendas no mercado interno registram queda de 9,4% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o ano passado. Foram vendidas 218 mil 629 unidade este ano contra 241 mil 236 veículos no ano passado.

 

FEVEREIRO – Considerado apenas os dados de fevereiro, a produção cresceu 6,2% neste ano na comparação com o ano passado. Neste ano foram produzidas 328 mil 352 unidades. As exportações aumentaram 11,2%, com 275 mil 980 unidades comercializadas no exterior. E as vendas no mercado interno caíram 7,2%, com 109 mil 484 veículos vendidos.

 

O cenário de fevereiro é bastante semelhante ao de janeiro com alta na produção e exportação e queda nas vendas no mercado interno.

 

Foto: Divulgação.

Nissan confirma nova geração do Leaf para 2019 no Brasil

A Nissan confirmou a chegada da nova geração do elétrico Leaf no Brasil, durante o evento Nissan Futures, realizado em São Paulo, na sexta-feira, 9. O modelo está previsto para chegar até março de 2019 como parte de uma ofensiva da empresa no segmento de elétricos em oito países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Uruguai e Porto Rico, mas a fabricante não confirmou qual será o primeiro mercado a receber o modelo.

 

Marco Silva, presidente da Nissan no Brasil, afirmou que o preço ainda não foi definido, pois é uma questão complicada: “Estamos trabalhando para fechar essa conta. Se o Leaf chegasse hoje no Brasil o preço seria próximo de R$ 200 mil, como já acontece com outros modelos no País”.

 

Um fator que pode ajudar a Nissan a fechar a conta do Leaf é o IPI para veículos elétricos no Brasil, que atualmente é de 25%, mas deve ser reduzido em breve: “Esperamos que a redução do IPI para veículos elétricos e híbridos aconteça até o fim do ano”, disse o presidente.

 

Por causa do valor acima da média, o Leaf ficará posicionado em um nicho de mercado, mas a Nissan não revelou qual expectativa de vendas para o modelo e também não confirmou se o modelo será oferecido no showroom das concessionárias ou apenas por encomendas. “Nosso desafio para o futuro é conseguir chegar a um preço que seja competitivo na comparação com os movidos à combustão”.

 

Até o lançamento do modelo no Brasil, outras questões como infraestrutura serão avaliadas pela fabricante. “Os pontos de recarga são um ponto fraco dos elétricos no Brasil e isso precisa ser desenvolvido em paralelo com o crescimento do segmento, mas não é só de obrigação das montadoras, as companhias de energia também podem investir nessa área”.

 

Kicks híbrido – A mídia brasileira especializada em produto especula uma versão híbrida do SUV compacto da Nissan, o Kicks, e o presidente da empresa disse que é uma possibilidade, pois a tecnologia que seria usada já está pronta e aplicada em outros países, mas não tem data para acontecer pois nem os testes começaram.

 

O futuro para a Nissan – Durante o evento a empresa também mostrou como encara o futuro da mobilidade, baseado no Nissan Intelligent Mobility, plano global para os próximos anos. Na América Latina, a empresa aposta em algumas tecnologias como visão 360º, frenagem de emergência e frenagem inteligente ao identificar uma eventual colisão e piloto automático adaptativo, com capacidade para ler as faixas e controlar a velocidade baseado no carro à frente.

 

Para o futuro, a empresa aposta na eletrificação de grande parte da frota global, assim como a chegada dos carros autônomos e compartilhados, como já acontece com o programa Easy Ride no Japão, mas isso ainda está um pouco distante do Brasil. “Um exemplo, caso essa tecnologia se torne realidade para os japoneses em 2022, isso deve levar de dez a vinte anos para chegar ao Brasil”.

 

Foto: Divulgação.

Wabco tem novo diretor financeiro

A Wabco Holdings, fornecedora mundial de tecnologias que melhoram a segurança, eficiência e conectividade dos veículos comerciais, anunciou na sexta-feira, 9, a nomeação de Roberto Fioroni para o cargo de diretor financeiro a partir de junho.

 

Roberto Fioroni tem mais de 20 anos de experiência em gestão financeira com duas multinacionais líderes.

Governo de SP liberará R$ 1 bilhão de ICMS em 2018

As fabricantes de veículos do Estado de São Paulo receberão, este ano, R$ 1 bilhão de devolução de crédito de ICMS, Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços, acumulado com as vendas ao exterior. A informação foi divulgada na sexta-feira, 9, pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, por meio de nota oficial:

 

“Um aumento aproximado de 50% dos créditos para cada uma, comparado ao ano de 2017”. De acordo com a Fazenda estadual, o setor automotivo tem pedidos de avaliação acumulados no valor de R$ 788 milhões

 

No entanto, conforme informações do Consórcio Intermunicipal Grande ABC divulgadas em agosto do ano passado, os recursos acumulados do ICMS seriam à época da ordem de R$ 5 bilhões.

 

O Consórcio juntamente com a Anfavea, associação das montadoras, assinaram no ano passado um protocolo de intenções para utilização dos créditos acumulados do ICMS no Estado de São Paulo como fomento à indústria de ferramentaria, ligada ao setor automotivo. 

 

HISTÓRICO – Conforme reportagem publicada pela AutoData na quinta-feira, 8, as montadoras reclamam que o repasse de crédito do ICMS que é feito pelo governo de cada Estado, não está ocorrendo no prazo esperado e o acumulo chega a bilhões. No Estado de São Paulo o problema seria ainda mais grave, pois o valor é mais expressivo, de acordo com as informações divulgadas pela Anfavea, na coletiva realizada na terça-feira, 6.

 

 “O grande problema é o que o governo de São Paulo está postergando o repasse desse crédito, com isso, ele acumula e o valor fica cada vez maior por causa do aumento nas exportações. No futuro isso pode ser ruim e prejudicar o planejamento de vendas para outros países das montadoras, por isso precisamos pensar em alternativas para esse crédito ser repassado”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea. “Com o período eleitoral cada vez mais próximo, essa questão deve ficar para o próximo governador”.

 

De acordo com o comunicado da Secretaria da Fazenda, a devolução dos créditos de ICMS acumulados depende da apresentação do pedido da indústria automobilística. Após a formalização e análise do Fisco, os créditos são liberados.

 

“Além disso, a Sefaz já tem um calendário com os valores programados por empresas de créditos acumulados até o primeiro semestre de 2020. Vale lembrar que as montadores têm ciência deste calendário e de seus valores individuais”.

 

Foto: Agência Pública.

Instituto do Aço estuda recurso contra decisão do governo dos EUA

A decisão do presidente dos Estados Unidos de estabelecer alíquota de importação de 25% para produtos siderúrgicos trouxe preocupação para as empresas brasileiras do setor.

 

Instituto Aço Brasil tinha a expectativa do Brasil ser excluído da medida, o que não ocorreu. A entidade divulgou nota na quinta-feira, 8, afirmando que estuda, com o governo brasileiro, a entrada de recurso junto ao governo estadunidense.

 

“É entendimento do instituto que o bloqueio das exportações brasileiras para o mercado americano, em sua quase totalidade composta de semi acabados, que são reprocessados pelas indústrias siderúrgicas americanas, ocasionará dano significativo não só para as nossas empresas, mas também para as americanas que não têm autossuficiência no seu abastecimento”.

 

Governo dificulta repasse de ICMS para montadoras

As montadoras alegam que o repassa de crédito do ICMS, Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços, que é feito pelo governo de cada Estado, não está ocorrendo no prazo esperado e o acumulo chega a bilhões. No Estado de São Paulo o problema é ainda mais grave, pois o valor é mais expressivo, de acordo com as informações divulgadas pela Anfavea, na coletiva realizada na terça-feira, 6.

 

“O grande problema é o que o governo de São Paulo está postergando o repasse desse crédito, com isso, ele acumula e o valor fica cada vez maior por causa do aumento nas exportações. No futuro isso pode ser ruim e prejudicar o planejamento de vendas para outros países das montadoras, por isso precisamos pensar em alternativas para esse crédito ser repassado”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea. “Com o período eleitoral cada vez mais próximo, essa questão deve ficar para o próximo governador”.

 

A Anfavea afirma que para cada carro produzido no Estado de São Paulo as montadoras recolhem para 18% de ICMS e, quando ele é vendido no mercado interno, cada empresa repassa para o consumidor o custo do imposto. No entanto, quando o veículo é exportado, a montadora tem direito à isenção do imposto estadual e o governo devolve em créditos de ICMS o valor gasto pela montadora para produzir a quantidade de veículos exportada no período.

 

O advogado tributarista Hugo Reis Dias, do escritório Almeida Melo Advogados, explica que alguns Estados, como São Paulo, as fabricantes ao fazerem exportação têm que pedir a transferência dos créditos de ICMS para empresas que tenham débito a pagar. No entanto, explica ele, a liberação de valores altos para transferência, normalmente acima de R$ 250 mil, não são feitos de uma única vez:

 

“O Estado de São Paulo impõe barreiras para a transferência desse crédito, que tem sido liberado a conta-gotas”.

 

Ele explica que a fabricante ao adquirir produtos gera crédito e vai acumulando valores, como não tem que pagar o ICMS nas vendas ao exterior, esse montante fica parado no seu ativo e a empresa não consegue gozar do benefício financeiro.

 

“Se conseguisse receber o crédito, a empresa poderia fazer investimentos, por exemplo”.

 

Foto: Divulgação.

Neo Rodas compra fábrica nos Estados Unidos

A Neo Rodas efetivou, em janeiro, a aquisição dos ativos de uma fábrica de rodas de alumínio localizada no estado da Flórida, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada na quinta-feira, 8, pela empresa.

 

A compra, juntamente com os demais investimentos realizados nos últimos meses, acelera o plano de crescimento e investimentos da empresa no segmento de rodas originais de alumínio. Os ativos adquiridos nos Estados Unidos já estão sendo transferidos para a unidade produtiva de Vinhedo, SP, com início das operações previsto para até o meio do ano.

 

Serão transferidos equipamentos de fundição, células italianas robotizadas de injeção por baixa pressão, bem como equipamentos de usinagem, células japonesas também robotizadas, além de outros equipamentos de apoio à produção.

 

“Desta forma, a Neo Rodas, acreditando na recuperação dos mercados automotivos brasileiro e sul-americano, reforça sua estrutura produtiva, visando acompanhar o crescimento dos seus clientes nesses mercados”.

 

Foto: Divulgação.