Mercado de usados aumenta 6,5% em 2017

O mercado de veículos seminovos e usados foi uma opção para o brasileiro durante a crise, pois o consumidor não deixou de trocar de carro, mas migrou para este segmento, que cresceu 6,5% em 2017 na comparação com o ano anterior, segundo os dados divulgados pela Fenauto, entidade que reúne lojistas multimarcas de todo o Brasil.

 

Foram vendidos 14 milhões 212 mil 673 veículos no ano passado, contra 13 milhões 348 mil 992 unidades em 2016. Considerando apenas o mês de dezembro, o crescimento foi de 15,1% com relação a novembro, com 1 milhão 332 mil 605 veículos vendidos.

 

Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, espera que o crescimento continue: “Esperamos uma retomada progressiva das vendas, o que pode traduzir uma normalização do mercado este ano. Esperamos que a economia do País possa se fortalecer e retomar sua dinâmica para que esse resultado positivo venha a se manter em 2018.”

 

Com relação ao ano, dos mais de 14 milhões de unidades vendidas, 5,05 milhões são veículos são seminovos, de 0 a 3 anos de uso, 4,53 milhões de veículos com uso de 4 a 8 anos, 1,87 milhões de unidades tem de 9 a 12 anos de uso, enquanto 2,74 milhões são de veículos mais velhos, com mais de 13 anos de circulação.

 

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Crédito para veículos atinge R$ 9,4 bilhões em novembro

A liberação de crédito para compra de veículos segue registrando bons resultados. Em novembro, os bancos de montadoras e as instituições independentes liberaram R$ 9,4 bilhões, o melhor resultado do ano. Com isso, o total liberado pelo sistema financeiro soma R$ 89,4 bilhões, o que representa uma alta de 24% em doze meses. De acordo com o boletim divulgado pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) na quinta-feira, 4, o volume já ultrapassou o total atingido em 2016, que foi de R$ 80,2 bilhões.

“Esta foi a terceira vez, em 2017, que o volume concedido ultrapassou a barreira dos R$ 9 bilhões. As outras duas foram em agosto, com R$ 9,26 bilhões; e em outubro, com R$ 9,23 bilhões. Isso comprova que havia uma demanda muito reprimida. Cauteloso, o consumidor aguardou pela redução da taxa de juros e por uma maior estabilidade do cenário econômico para ir às compras”, analisa o presidente da entidade, Luiz Montenegro. “Os números comprovam isso. O volume registrado em novembro foi 2,2% superior ao alcançado em outubro e 28,4% maior que o mesmo mês de 2016”.

 

Dos R$ 9,4 bilhões concedidos às operações de CDC, R$ 8,2 bilhões foram destinados às pessoas físicas e o restante, R$ 1,2 bilhão, às jurídicas. Já para os contratos de leasing foram liberados R$ 152 milhões, queda de 5% na comparação com outubro, e de 21,6% em doze meses. O maior volume, de R$ 119 milhões, foi disponibilizado para as empresas, enquanto as pessoas físicas receberam R$ 33 milhões. No acumulado do ano, a carteira de leasing somou R$ 1,6 bilhão, recuo de 13,1% na comparação com o valor registrado no ano passado.

 

Inadimplência – Em novembro, o índice de inadimplência nos contratos de financiamento firmados pelas pessoas físicas manteve o nível registrado no mês anterior, de 3,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo é de 0,9 ponto porcentual. Entre as pessoas jurídicas, o índice foi de 2,9%, queda de 0,1 ponto porcentual em relação a outubro, e de 2,3 pontos porcentuais em doze meses.

 

Na carteira de leasing, o índice de pessoas físicas que deixaram de quitar os seus negócios foi de 2,4%, índice 0,2 ponto porcentual menor ao alcançado em outubro e 1,5 ponto percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2016. Entre as empresas, a taxa foi de 2,1%, mesmo percentual registrado no mês anterior, porém 2,1 ponto percentual menor em doze meses.

 

Taxas de juros – As taxas de juros praticadas pelos bancos de montadoras, em novembro, foram de 19,2% ao ano e de 1,47% ao mês. Já as instituições financeiras independentes trabalharam com índices de 22,1% e 1,68%, respectivamente. O prazo médio das concessões é de 42,5 meses. Já o prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

 

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Vendas na Argentina sobem 26,9% em 2017

Foram vendidos 900 mil 942 veículos na Argentina em 2017, aumento de 26,9% com relação ao ano passado, sendo o segundo melhor ano da história do mercado argentino, conforme dados divulgados pela Acara, associação local de concessionários. O volume vendido em 2017 ficou atrás apenas das 955 mil 023 vendidas em 2013.

 

Líder de mercado no Brasil por 27 anos, o Volkswagen Gol foi o carro mais vendido na Argentina, com 44 mil 717 unidades emplacadas, sendo que os modelos comercializados são importados do Brasil. O segundo carro mais vendido foi Renault Sandero com 37 mil 471 emplacamentos, seguindo pelo Chevrolet Onix, que é líder no Brasil, com 35 mil 386 unidades. Toyota Etios e Chevrolet Prisma fecham a lista dos cinco mais vendidos, com 32 mil 522 e 28 mil 139 unidades vendidas, respectivamente.

 

No ranking de comerciais leves a Toyota Hilux foi a mais vendida, com 33 mil 194 unidades emplacadas, seguida pela VW Amarok com 22 mil 361 unidades vendidas. O terceiro lugar do ranking de comerciais leves ficou com a Ford Ranger que emplacou 20 mil 089 picapes.

 

O bom volume de vendas do Gol e da picape Amarok fez com que a Volkswagen fosse líder de vendas entre as fabricantes no ano passado, com 144 mil 533 unidades vendidas. O segundo lugar ficou com a Chevrolet que pretende vender 122 mil 916 unidades no ano.

 

AUTOMÓVEIS

 

1- Volkswagen Gol – 44 mil 717

2- Renault Sandero – 37 mil 471

3 – Chevrolet Onix – 35 mil 386

4 – Toyota Etios – 32 mil 522

5 – Chevrolet Prisma – 28 mil 139

6 – Ford Ka – 27 mil 961

7 – Fiat Palio – 27 mil 081

8 – Peugeot 208 – 26 mil 074

9 – Ford Fiesta – 21 mil 278

10 – Ford Focus – 20 mil 594

 

 

COMERCIAIS LEVES

 

1 – Toyota Hilux – 33 mil 914

2 – Volkswagen Amarok – 22 mil 361

3 – Ford Ranger – 20 mil 089

4 – Renault Kangoo – 17 mil 545

5 – Fiat Toro – 15 mil 973

6 – Renault Duster Oroch – 15 mil 841

7 – Chevrolet S10 – 13 mil 918

8 – Peugeot Partner – 8 mil 759

9 – Volkswagen Saveiro – 8 mil 610

10 – Fiat Fiorino – 8 mil 221

 

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MDIC: Acordo bilateral com a Colômbia está vigente.

O MDIC, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, publicou em 21 de dezembro, no Diário Oficial da União, portaria que regula a distribuição das cotas tarifárias para exportação de veículos para a Colômbia. As novas regras de comércio passaram a valer depois que o país internalizou os termos do Acordo firmado com o Mercosul durante reunião de Cúpula em julho passado.

 

O ACE, Acordo de Complementação Econômica, entre o bloco e a Colômbia, que já está em vigor, deve melhor as condições de acesso do Brasil ao mercado colombiano principalmente para produtos automotivos. O acordo zera o imposto aos veículos brasileiros no mercado vizinho.

 

Afora isso, o acordo projeta a concessão de 100% de preferência para veículos dos dois países, com cotas anuais crescentes. No primeiro ano, serão 12 mil unidades, no segundo, 25 mil, e a partir do terceiro, 50 mil unidades.

 

A distribuição das cotas entre as fabricantes segue critério proporcional à participação no total das exportações de veículos e ainda reserva espaço para novos exportadores. Os veículos que estiverem em trânsito e forem despachados para consumo até o dia 31 de dezembro de 2017 poderão ser incluídos na cota de 2017.

 

O ministro do MDIC, que entregou pedido de exoneração do cargo na quarta-feira, 3, disse em dezembro que o acordo melhorará o desempenho das exportações dos veículos à Colômbia: “Entendemos que este será um grande impulso ao mercado de veículos brasileiros, que vem melhorando seu desempenho e terá na Colômbia um excelente mercado, em função da proximidade geográfica”.

 

Cenário – As empresas brasileiras terão um desafio pela frente com a vigência do acordo, uma novela que se arrasta desde 2015. Isso porque o mercado colombiano de veículos enfrenta quedas nas vendas internas por causa da desvalorização da moeda local frente ao dólar, entre outros fatores econômicos.

 

De acordo com dados da Andemos, a associação dos fabricantes daquele país, tido como promissor pelas empresas instaladas aqui, fechou o ano com um volume de vendas 6% menor do que o total vendido no acumulado de 2016. Foram vendidas de janeiro a dezembro do ano passado 238 mil 238 unidades. Em dezembro, o melhor mês do período, os emplacamentos chegaram a 25 mil 424 unidades.

 

Oliverio Enrique García Basurto, presidente da Andemos, projetou vendas maiores que 250 mil unidades em 2018 em função de melhorias que estariam sendo aplicadas no país: “Acreditamos que a estabilidade das variáveis âEUR<âEUR

 

A General Motors foi a empresa que mais vendeu veículos no país, um total 51 mil 253 unidades, queda de 14,7%. A Renault, segunda colocada, vendeu 46 mil 863 veículos, queda de 8%. Nissan, Kia e Mazda fecham o grupo dos cinco maiores empresas do mercado vizinho.

 

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Exportações de veículos refletem em recorde da balança comercial de 2017

A balança comercial de 2017 fechou o ano com saldo de US$ 67 bilhões, o maior resultado desde o início da série histórica do País, iniciada em 1989. Ainda que a marca tenha sido atingida por meio das exportações de produtos primários ligados ao agronegócio, o setor industrial, principalmente fabricantes de veículos e peças, teve participação relevante no computo final dos dados. Também pudera – nunca se exportou tantos veículos made in Brazil como no ano passado.

 

Segundo dados do MDIC, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, as exportações totalizaram US$ 217,7 bilhões em 2017, com alta de 18,5% sobre 2016 pela média diária, o primeiro crescimento após cinco anos. A alta do ano passado, no entanto, foi insuficiente para retomar o recorde de exportações registrado em 2011, quando somaram US$ 256 bilhões.

 

Do total exportado no ano passado, US$ 6 bilhões 669 milhões 802 mil foram gerados a partir dos embarques de veículos de passageiros. A receita supera em 42% a obtida em 2016, e o produto foi o quinto principal em termos de receitas, sendo responsável por uma fatia de 3% da balança. Partes e peças de veículos trouxeram aos cofres do País US$ 2 bilhões 144 milhões 382 mil, alta de 15,5% ante 2016.

 

As exportações de motores brasileiros responderam por US$ 1 bilhão 772 milhões 222 mil 440 no valor total gerado com o comércio exterior, 10,6% mais que no acumulado de 2016. Alta também na receita conseguida com a venda de chassis: US$ 1 bilhão 73 milhões 613 mil 345, expansão de 18,4%. Os embarques de ônibus renderam US$ 282 milhões 474 mil 191, crescimento de 21,3%.

 

Importações – O reaquecimento da economia também fez as importações subirem no ano passado. As compras do exterior somaram US$ 150,7 bilhões em 2017, com alta de 10,5% sobre 2016 pela média diária, o primeiro crescimento após três anos. As importações de combustíveis e lubrificantes aumentaram 42,8%. As compras de bens intermediários e de consumo subiram 11,2% e 7,9%, respectivamente. Somente as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) caíram 11,4% em 2017.

 

O ministro do MDIC disse que os dados apontam para a retomada do crescimento da economia brasileira: “Em 2016, as exportações tinham caído 3,5% e as importações tinham caído 20%. No ano passado, houve uma diferença brutal, com crescimento das exportações e também das importações. Os economistas leem esses dados como sinal da recuperação da economia”.

 

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Rota 2030 só depois da Reforma da Previdência

Sem acordo entre os ministérios da Indústria e Comércio e da Fazenda, o Rota 2030, novo regime automotivo, segue sem data para entrar em vigor e só deve voltar a ser discutido pelo governo em fevereiro, depois da Reforma da Previdência. O Rota 2030 deveria suceder o InovarAuto, que vigorou até o dia 31 de dezembro. De lá para cá, o País segue sem plano para o setor automotivo.

 

O principal impasse para a entrada em vigor do novo regime automotivo está na renúncia fiscal para o setor, estimada em R$ 1,5 bilhão ao ano. Com queda na arrecadação nos últimos anos devido à crise financeira, a Fazenda não quer abrir mão deste valor.

 

Além disso, com o argumento de que é necessário equilibrar as contas, o governo tenta aprovar no Congresso Nacional a Reforma da Previdência e liberar qualquer tipo de incentivo ou renúncia fiscal antes desta aprovação pode interferir na negociação com os parlamentares.

 

Para o professor dos MBAs da FGV e coordenador do MBA Executivo em Administração: Gestão de Empresas da Cadeia Automotiva, Antonio Jorge Martins, a decisão de deixar a discussão do Rota 2030 para depois da Reforma da Previdência é estratégica:

 

“Primeiro o governo precisa minimizar o impacto da crise, com a Reforma da Previdência, para depois falar em renúncias e incentivos. Acho que foi uma decisão estratégica e fiscal.”

 

Procurada a Anfavea informou que o presidente Antonio Megale só falará sobre o assunto na sexta-feira, 5, durante a coletiva para apresentar o balanço de 2017 do setor. Informou, no entanto, que a posição da entidade é de que o setor terá que esperar até fevereiro para aprovação da Reforma da Previdência, para depois o governo aprovar o Rota 2030.

 

E disse que, dos nove pilares principais que foram defendidos pela Anfavea ao longo dois oito meses de reuniões para definição do programa, alguns já estão certos, como o de apoio aos fornecedores, inspeção técnica dos veículos e reforma trabalhista. Outros devem ser definidos nos próximos dias, como o dos investimentos em P&D e metas de eficiência energética para os próximos anos. 

 

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Grupo PSA: Carlos Gomes deixa cargo no Brasil para assumir a China

A partir de 1º de fevereiro, mudanças acontecerão no comitê executivo do Grupo PSA para beneficiar o plano estratégico Push to Pass, com foco no crescimento na China e na reconstrução dos fundamentos econômicos da Opel Vauxhall. Carlos Gomes, que era presidente do grupo no Brasil e na América Latina, será vice-presidente executivo da China e da região Asean, em sucessão a Denis Martin, que decidiu focar em projetos pessoais fora do grupo.

 

Carlos Gomes, que ganhou o prêmio de Personalidade do Ano, da Agência AutoData, nos anos de 2012 e 2017, usará experiência adquirida na região para dar um novo impulso nos negócios e questões estratégicas do grupo na China e na Ásia. Enquanto isso, para Brasil e América Latina, Patrice Lucas será o novo vice-presidente, responsável por explorar o crescimento do grupo na região, respondendo pelas áreas de P&D, vendas e atividades industriais.

 

E as mudanças continuam com Brigitte Courtehoux integrando o comitê executivo e tornando-se vice-presidente executiva de serviços de mobilidade e conectividade, substituindo Grégoire Olivier, que foi nomeado secretário-geral e sucede Olivier Bourges, que é o novo vice-presidente executivo de programas e estratégia, no lugar de Patrice Lucas, que assumiu o Brasil e a região da América Latina.

 

Xavier Chéreau assumirá o cargo de vice-presidente executivo de recursos humanos, encarregado da gestão da transformação da empresa com a responsabilidade do gerenciamento digital, da gestão imobiliária, além do comitê de custos fixos pelo qual é responsável.

 

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Mercedes exporta 115 caminhões para o Chile

A Mercedes-Benz do Brasil realizou a venda de 115 caminhões Atego 1729, com câmbio automático, para coleta de lixo nas empresas do Chile. São 75 unidades para a Starco Demarco, que utilizará os veículos em serviços urbanos em Antofagasta, Los Ángeles e Vitacura, e 40 unidades para a Veolia, para operações em Maipú.

 

De acordo com Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, essa venda reafirma a importância do mercado chileno para as exportações de veículos comerciais da empresa:

 

“O Chile é o segundo principal comprador de caminhões e chassis de ônibus que produzimos aqui no País, atrás apenas da Argentina. Na América Latina, também se destacam o Peru e o Equador”.

 

Entre janeiro e novembro do ano passado, a Mercedes-Benz do Brasil exportou 859 caminhões para o Chile, o que significa um crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2016. Nos onze meses de 2017, também comercializou 1.261 chassis de ônibus, aproximadamente 18% a mais em comparação com o ano anterior.

 

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Banco Mercedes-Benz fecha contrato de R$ 80 milhões pelo Refrota

O Banco Mercedes Benz financiará R$ 80 milhões para a VIP Transportes Urbanos, empresa que atua na cidade de São Paulo, visando a viabilização da compra de 112 ônibus.

 

A negociação foi realizada por meio do Refrota 17, sigla para Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano, que tem o objetivo de financiar a compra de cerca de 10 mil ônibus. Para essa iniciativa, o governo federal destinou R$ 3 bilhões para o ano de 2017, valores que fazem parte da captação dos recursos do FGTS.

Podem participar empresas do setor privado, denominadas concessionárias ou permissionárias, que trabalham com transporte público coletivo urbano. O programa contempla veículos do sistema de transporte sobre pneus: micro-ônibus, miniônibus, midiônibus, ônibus básico, padron, articulado e biarticulado. De acordo com o Ministério das Cidades, hoje o sistema de transporte coletivo conta com 107 mil ônibus e mais de 30 milhões de usuários por dia.

SP libera R$ 21,8 milhões para renovação de frotas

O governo de São Paulo anunciou no fim de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes, a concessão de dez novos financiamentos para prefeituras por meio da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista.

 

No total, R$ 21,8 milhões serão investidos na renovação da frota de veículos municipais para modernizar a prestação de serviços públicos e em obras de infraestrutura voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, como o recape de ruas e avenidas e a construção de uma arena multiuso para a realização de eventos esportivos e culturais.

 

O primeiro anúncio foi referente à assinatura dos primeiros oito contratos de financiamento, no valor de R$ 3,2 milhões, do Programa Frota Nova Municípios. Administrado pela Casa Civil e operado pela Desenvolve SP, o programa financia, a juro zero, a renovação de veículos utilizados para a prestação de serviços públicos, como ambulâncias, ônibus escolares, viaturas, tratores, escavadeiras, retroescavadeiras, caminhões basculantes, pipas e de coleta, entre outros.

 

De acordo com as condições do programa, o prazo é de até seis anos para pagar, incluso seis meses de carência, e as prefeituras ficam isentas da taxa de juro, equalizada pelo governo paulista, pagando apenas a amortização do valor principal, atualizado pelo IPCA. Em caso de inadimplência, os juros cobrados por parcela em atraso são de 9,5% ao ano. O limite máximo de financiamento é de R$ 500 mil por município.

 

Os outros R$ 18,6 milhões anunciados serão destinados para obras de infraestrutura. Os recursos serão financiados diretamente pela Desenvolve SP, por meio de linhas de crédito próprias da instituição, que pratica taxas juros a partir 0,60% ao mês, atualizada pelo IPCA.

 

Foto:  Fernando Pereira / ASCOM- PMSP.