Nissan registra recorde de vendas na América Latina

O ano fiscal de 2017 da Nissan acabou em 31 de março e, de acordo com comunicado divulgado pela empresa, as vendas no período bateram recorde na América Latina, assim como sua participação de mercado, com 207 mil veículos vendidos, alta de 14,3% com relação ao ano fiscal de 2016 e 4,7% de market share.

 

No Brasil as vendas aumentaram 26% no período, na mesma base de comparação, com o SUV Kicks correspondendo por 46% das vendas. Na Argentina as vendas também bateram recorda, com alta de 71,1% com relação ao ano fiscal de 2016. No Chile cresceram 16%, com a Nissan encerrando o ano fiscal como quarta marca mais vendida ali e com a liderança no ranking de utilitários esportivos.

 

José Luis Valls, presidente da Nissan para a América Latina, disse que os números do ano fiscal de 2017 mostram que a região tem grande potencial para o desenvolvimento da empresa.

 

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Ford e GM voltam a oferecer financiamento de cinco anos

A Ford voltou a oferecer aos consumidores a possiblidade de financiar em até cinco anos todos os veículos de seu portfólio e lembrou que esse prazo não era encontrado no mercado desde 2014, de acordo com comunicado divulgado pela empresa na quinta-feira, 3.

 

O novo prazo se junta às menores taxas, abaixo de 1%, que também serão oferecidas aos clientes durante maio. Reinaldo Faga, diretor de vendas da Ford, disse que com a economia dando sinais de melhora nesse início de ano as novas condições são para atrair clientes que voltam a pensar na compra de um carro zero km.

 

Mas não foi apenas a Ford que percebeu essa movimentação do mercado: essa mesma oferta já consta do site da General Motors, GM, que é a atual líder do mercado brasileiro.

 

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Greve paralisa produção da Renault em São José dos Pinhais

A fábrica da Renault de São José dos Pinhais, PR, está com a produção paralisada desde a quinta-feira, 3, em função de greve. Segundo o sindicato dos metalúrgicos os funcionários rejeitaram proposta oferecida de participação de lucros e receitas, a PLR. Na segunda-feira, 7, haverá assembleia para definir o retorno das atividades ou pela manutenção da greve.

 

A proposta oferecida pela empresa foi de R$ 24 mil 860 de PLR e vale-mercado de R$ 560, valores inferiores ao pedido pelos trabalhadores. Os valores sobre a PLR estão sendo discutidos por metalúrgicos e fabricantes desde a última semana de abril.

 

O sindicato informou que aderiram à greve todos os 6 mil funcionários da unidade, que operava em três turnos na produção dos modelos Duster, Kwid, Logan, Oroch e Sandero. A média de produção informada era de 1 mil 150 veículos/dia.

 

Caminhões – Na sexta-feira, 4, os trabalhadores da Volvo de Curitiba, PR, participaram de assembleia com objetivo de apresentar a proposta de PLR negociada pelo sindicato em conjunto com a empresa. De acordo com a entidade caso seja aprovado o acordo será formalizado e homologado no Ministério do Trabalho.

 

Se rejeitada uma nova assembleia será realizada para que os trabalhadores definam o encaminhamento da questão.

 

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Negócios na Agrishow chegaram a R$ 2,7 bilhões

A Agrishow versão 2018, a vigésima-quinta, que se encerra na sexta-feira, 4, em Ribeirão Preto, SP, registrou R$ 2,7 bilhões em negócios realizados, alta de 22% na comparação com a última edição e superando a projeção inicial de R$ 2,3 bilhões, de acordo com balanço divulgado pela sua organização. A projeção de visitantes era de 170 mil e ficou um pouco abaixo, chegando a 159 mil pessoas.

 

Oitocentas marcas participaram do evento, que é considerado o grande termômetro para o setor agrícola e, segundo sua direção, o crescimento das vendas foi puxado pelo bom momento do agronegócio brasileiro, que colherá no ano a segundo maior safra de grãos da história e poderá aproveitar o momento difícil que a agricultura argentina está passando.

 

Empresas como Massey Ferguson, JCB, Land Rover e Mercedes-Benz participaram daAgrishow. No caso da Massey Ferguson a expectativa é a de crescimento de até 7% nas vendas na comparação com a edição dpo ano passado, puxado pelos lançamentos feitos durante o evento, de acordo com o diretor de vendas Eduardo Nunes, que não revelou o valor fechado em 2017:

 

“Outros fatores que elevarão nosso volume de vendas são as condições diferenciadas que estamos oferecendo. Nosso banco consegue taxas e planos que facilitam as negociações, que podem ser pagar em até cinco anos”.

 

A JCB adotou plano diferente para promover suas vendas, de acordo com Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing: “Nesta edição trouxemos condições especiais relacionadas ao pós-vendas, como garantia estendida e manutenção preventiva e os dois itens influenciaram positivamente nossas vendas”.

 

Com relação ao crescimento das vendas ali a JCB espera uma expansão de até 10%, com base nas projeções da organização do evento e no bom momento do segmento, mas também não revelou quanto vendeu no ano passado em Ribeirão.

 

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Produção industrial cresce 3,1% no trimestre

A produção industrial nacional cresceu 3,1% no primeiro trimestre quando comparada a igual período do ano passado, de acordo com a pesquisa mensal divulgada pelo IBGE na sexta-feira, 4. Das grandes categorias econômicas separadas pela pesquisa os resultados mostram maior crescimento para bens de consumo duráveis, alta de 16,3%, impulsionada pela maior fabricação de automóveis e eletrodomésticos, e de 10,8% para bens de capital, alavancada pelo crescimento da produção de equipamentos de transporte.  

 

A pesquisa é separada em 26 ramos de atividade industrial e dezesseis apresentaram alta no período, sendo que a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias foi a que mais impulsionou o crescimento da indústria no período, com alta de 20%.

 

Outros setores também deram contribuições positivas, caso de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, metalurgia, produtos alimentícios, máquinas e equipamentos e produtos de papel. Os setores que apresentaram queda no período e impediram que o crescimento da indústria fosse maior são coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas.

 

Considerando apenas março a produção industrial apresentou alta de 1,3% com relação ao mesmo período do ano passado e queda de 0,1% na comparação com fevereiro.

 

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Chery confirma produção de três modelos em SP e GO

A Chery aproveitou os holofotes do Salão Internacional do Automóvel de Pequim, que abriu as portas ao público em 25 de abril e as fechou na sexta-feira, 4, para fazer anúncios relacionados à sua operação no Brasil em sociedade com a Caoa Montadora. A empresa confirmou a produção de três modelos aqui, afora o Tiggo 2 anunciado no mês passado. O sedã Arrizo 5 será fabricado em Jacareí, SP, e com isso a empresa espera aumentar, até o fim do ano, de 35 para 120 as unidades diárias ali produzidas.

 

Na nova linha que a empresa construirá em Anápolis, GO, serão construídos os SUVs Tiggo 4 e Tiggo 7. O modelo Celer, que é produzido em São Paulo desde 2014, não foi descontinuado. Segundo a Chery ele teve sua produção interrompida para abrir espaço à produção do Tiggo 2. Assim as vendas do Celer estão sendo feitas com base no estoque de carros produzidos no passado.

 

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Hella espera por R$ 100 milhões de receita este ano

A Hella completa em 2018 dois anos de produção nacional de componentes para OEM e reposição e busca, até dezembro, registrar faturamento de R$ 100 milhões, o que seria o maior de sua história aqui. Chegar a este valor, no entanto, depende em parte dos desdobramentos do Rota 2030, a nova política industrial para o setor automotivo, no que diz respeito aos incentivos fiscais para aplicação de itens eletrônicos de segurança, campo de atuação da companhia.

 

De acordo com Carlos Eduardo Bertozzi, seu bdiretor geral, há intenções da matriz em investir na operação brasileira, mas a espera por uma política de longo prazo pode atrasar o orçamento: “É uma realidade de todo o mercado. No nosso caso os diretores, na Alemanha, enxergam potencial de crescimento do mercado que ainda tem um indíce baixo de veículos por habitante. Mas o que define o aporte é a previsibilidade do País”.

 

O executivo apontou que um cenário positivo aos negócios da companhia aqui seriam estimulos fiscais que tornassem viável a nacionalização de componentes eletrônicos. No caso da Hella do Brasil isso significaria a oportunidade de costurar contratos locais com as empresas fabricantes que, hoje, importam seus componentes para equipar veículos novos:

 

“As empresas estão expostas ao câmbio, e condições favoráveis à produção local mitigariam os riscos da elevação do dólar”.

 

Hoje o mix de produtos da Hella no mercado brasileiro está dividido em três partes: módulos eletrônicos, faróis e aftermarket. Por volta de 60% do portfólio é importado, ficando a produção local, mantida em fábrica instalada em Indaiatuba, SP, destinada ao atendimento das demandas de Volkswagen e FCA, empresas com quem a Hella mantém contrato.

 

Foi, até, um contrato de fornecimento de módulo de conforto para os veículos da VW que motivou a empresa a produzir localmente em instalação própria: em 2011 fechou parceria com a Emicol – uma empresa instalada em Itu, SP, que atua no ramo dos eletrodomésticos – para montar os primeiros módulos para a VW equanto buscava meios de operar unidade própria:

 

“Com a queda do mercado interno tivemos de negociar com a matriz aportes para localizar a produção de forma independente, o que acabou ocorrendo em 2016”.

 

Com o investimento encaminhado a empresa tratou de buscar novos clientes para ocupar a fábrica de 5 mil metros quadrados e capacidade de produzir coisa de 8 mil componentes por dia. Foi quando a empresa venceu concorrência para ser fornecedora de módulos para bomba de combustível da FCA.

 

Ainda que tenha fechado os contratos com as duas fabricantes a Hella teve de sustentar a sua produção com a alta demanda do mercado de reposição. Bertozzi afirma que em função da retomada a empresa vem ocupando a fábrica de forma gradativa: “Hoje estamos operando com 20% da nossa capacidade instalada, e há espaço para muito mais, mas dependemos de fatores macroeconômicos”.

 

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Delivery Express é a chegada da MAN nos leves

A Man estreia no segmento de veículos comerciais leves com PBT até 3,5 toneladas com o Delivery Express, que começa a chegar nas concessionárias na semana que vem, de acordo com Ricardo Alouche, seu vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da companhia:

 

“O desejo de participar desse segmento existe faz tempo, mas não tínhamos conseguido torná-lo viável com o antigo Delivery. Mas, com o desenvolvimento da nova cabine, colocamos essa condição desde o primeiro momento”.

 

A Man já faturou 250 unidades do novo modelo, sendo 150 para concessionários, com a intenção de ter pelo menos uma unidade por ponto de venda e, a partir disso, espera que os primeiros pedidos sejam realizados já este mês.

 

Segundo Alouche o menor caminhão da MAN tem PBT de 5T e, com isso, quando os clientes requerim um modelo menor acabavam por buscá-lo na concorrência. 

 

“Mas agora isto mudará. Esse segmento é muito importante, pois temos clientes que precisam rodar nos centros urbanos com restrições e o Delivery Express atende a essa demanda. Outra questão é que modelos com PBT até 3,5T podem ser guiados por motoristas com carteira de habilitação B.”

 

Chegando a um segmento novo a Man já mira seus concorrentes: “Queremos atrair clientes que antes olhavam para modelos como Mercedes-Benz Sprinter, Iveco Daily e Ford Série-F, sem esquecer o público que costumava comprar modelos asiáticos com capacidade de 2,5T e 2,8T e que pode migrar para um veículo um pouco maior”.

 

O público alvo desse modelo é separado em duas categorias pela Man: o primeiro são as grandes empresas que necessitam de flexibilidade e agilidade nas entregas, com liberação para circular em zonas restritas, como as de logística e distribuição. O segundo é uma grande massa de clientes que são pequenos varejistas e donos de pequenas e médias empresas, que não têm a necessidade de fazer entregas mas precisam de um modelo capaz de transportar seu material de trabalho.  

 

A motorização é a mesma do modelo com capacidade de 6T, motor Cummins 2.8 de 150 cv e câmbio manual de seis marchas. Por ser considerado um comercial leve pela legislação o modelo é equipado com airbags e freios a disco.

 

A projeção da Man é de vender 150 unidades por mês. Por ser um segmento novo Alouche lembrou que a companhia fez um investimento significativo em treinamento para os concessionários, que levou meses — mas acredita que os funcionários das revendas estão totalmente capacitados para vender e atender os clientes no pós-vendas.

 

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Rota 2030 na sexta-feira, 4? Parece que não.

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, costuma ter bons informantes institucionais mas nem sempre guarda as boas notícias só para si: disse a quem quis ouvir, durante seu encontro bimestral com jornalistas, na quinta-feira, 3, que havia clima para que o Rota 2030 fosse, afinal, assinado na sexta-feira, 4 — “Caso não seja possível, contudo, a expectativa é que a assinatura não passe da semana que vem”. Sua fonte era de primeira qualidade, na pessoa de Igor Calvet, secretário de desenvolvimento e competitividade industrial do MDIC, com quem conversara pela manhã.

 

Como preâmbulo para os finalmente estava marcada reunião de técnicos da Casa Civil com os do Ministério para a tarde daquele dia para definir, finalmente, os parâmetros para P&D, contou Gandini.Ninguém teve a delicadeza de confirmá-la mas sempre existe a agenda do presidente da República, oficial e pública, para contar qual o caminho das pedras: reunião, às 16h30, do presidente com os ministros do MDIC, da Casa Civil e da Fazenda com todos os seus técnicos.

 

Pormenores da reunião não foram divulgados. Como seu caráter era de reunião interna de governo não teve a participação de dirigentes das entidades ligadas ao setor automotivo — como destacou o presidente Antônio Megale, da Fazenda: “Foi uma reunião intra-governo e nada nos foi comunicado”.

 

Pelo menos até as 19h00.

 

 

Elétricos com vida definida no Rota 2030

 

Segundo as informações de Gandini o IPI para veículos elétricos cairá dos atuais 25% para uma faixa de 7% a 18%, dependendo da motorização, mas sem esclarecimentos sobre como funcionaria o escalonamento. Com relação aos  híbridos não haveria mudanças e a sua importação continuaria pagando 25%.

 

O executivo também lembrou que os elétricos têm isenção do Imposto de Importação. Os híbridos pagam de 2%  a 7% desse imposto, que é de 35% para os demais veículos.

 

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Preço do importado aumentará nos próximos meses

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, disse na quinta-feira, 3, durante encontro mensal com a imprensa, que o problema das empresas associadas, agora, é a alta do dólar e não mais os 30 pontos de IPI — e que o preço dos importados aumentará nos próximos meses.

 

“O plano de negócios da maioria das associadas para o ano foi feito com o dólar na casa dos R$ 3,30 e R$ 3,35. Mas agora, com a alta para R$ 3,55 e a necessidade de fechar as próximas importações, teremos custos maiores e será necessário repassar para os clientes.”

 

Uma saída para algumas marcas será parar de oferecer descontos, que eram usados como forma de atrair novos compradores, segundo o presidente — “Mas isto também é uma maneira de subir o preço”:

 

“Nossa expectativa é a de que o Banco Central controle essa alta do dólar e que a cotação fique em R$ 3,30 a R$ 3,35 até o fim do ano. Mas nossas associadas já estão com o sinal de alerta ligado por causa da situação atual, que é preocupante”.

 

Gandini listou outros fatores que trazem preocupação, como a disputa do aço da China com os Estados Unidos, que pode elevar as cotações. Avaliando só o Brasil a inflação, que estava controlada e que poderá crescer em função da alta do dólar, o que também atingirá o dia a dia dos importadores.

 

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