Aptiv: mercado OEM regional e exportação para 25 países.

Resultado de processo de spin-off da Delphi, a Aptiv iniciou sua operação de forma independente no País em janeiro e se estrutura pra atender as demandas da América Latina. A empresa atende ao mercado local de OEM fornecendo componentes eletrônicos e, segundo Paulo Santos, que ocupa o cargo de vice-presidente da companhia para América do Sul desde o começo de abril, está focada na operação na região e nas exportações para 25 países.

 

No exterior, a empresa tem se destacado por sua atuação no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao veículos autônomos, uma realidade que o executivo considera ainda distante da realidade do mercado brasileiro. Por outro lado, aponta oportunidades de negócios envolvendo conectividade e segurança:

 

“O mercado brasileiro está em um momento de recuperação, e é quando podemos tirar as melhores oportunidades para conquistar novos negócios. Em termos de tecnologia, o Brasil está mais distante da direção autônoma do que outros países mais bem desenvolvidos, mas temos motoristas que buscam economia sustentável, conectividade e segurança ativa em seus veículos”.

 

Neste sentido, a Aptiv está focada não apenas nas demandas do mercado interno, mas também no exterior, sobretudo os países da América do Sul: “Neste momento, nossas operações estão focadas na região, mas aproveitamos as oportunidades. Hoje, exportamos produtos da região para parceiros de mais de 25 países em todas as regiões do mundo”.

 

Ainda que no Brasil o desenvolvimento de veículos autônomos é menos recorrente na comparação com a realidade experimentada nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, Santos disse que há disponibilidade aqui de alguns componentes ligados ao primeiro estágio de segurança ativa, que também faz parte dos sistemas dos carros autônomos: “Já está à disposição dos clientes no Brasil. Essas tecnologias para melhorar a segurança e a experiência do usuário no veículo já vêm sendo aplicadas nas plataformas do Brasil com os parceiros da Aptiv”.

 

Após a cisão da Delphi, a empresa opera na Brasil com uma estrutura composta por seis fábricas: Espírito Santo do Pinhal, Jambeiro e Jundiaí, em São Paulo. Conceição dos Ouros, Contagem e Paraísópolis, em Minas Gerais.

 

O executivo evitou pormenores sobre o número de funcionários no País e se houve expansão da capacidade produtiva para atender aos mercados regionais, mas sinalizou que há a possibilidade de acordo com o ritmo das vendas dos clientes: “Expandimos nossas unidades em termos de tecnologia e capacidade de produção de acordo com a demanda de nossos clientes”.

 

A Aptiv possui cerca de 147 mil funcionários ao redor do mundo, em 45 países e, afora as unidades produtivas que mantém no Brasil, tem uma fábrica instalada em Buenos Aires, Argentina, e uma sede administrativa em São Caetano do Sul, SP.

 

A Delphi finalizou a cisão de seu segmento de powertrain em duas empresas independentes de capital aberto em dezembro. Com isso, a Delphi PLC tornou-se a Aptiv PLC. A empresa que foi criada a partir do spin-off chama-se Delphi Technologies e segue independente da Aptiv.

 

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A festa dos melhores fornecedores Honda

A Honda Automóveis realizou na quarta-feira, 18, sua vigésima convenção anual de fornecedores, no Expo Dom Pedro, em Campinas, SP, informou a empresa por meio de comunicado. Durante o evento foram entregues os prêmios para os fornecedores que mais se destacaram no cumprimento das metas em 2017 em suas áreas de atuação.

 

O objetivo da premiação é estimular os parceiros a aprimorar continuamente os bons resultados e motivar os demais a buscar esse reconhecimento.

 

A Honda premiou 29 fornecedores sendo vinte na categoria de peças que atingiram o mais alto nível de qualidade, entrega e gerenciamento, seguido por nove empresas que foram destaque no ano passado.

 

Confira abaixo as empresas premiadas pela Honda:

 

Excelência em Qualidade e Entrega, Categoria Matéria-prima: CPE, Dow Brasil, Chevron Brasil Lubrificantes;

 

Categoria Plástico: Yachiyo, Continental Brasil Indústria Automotiva, TRBR e JSP Brasil Indústria de Plásticos;

 

Categoria Estamparia: Yutaka e Yorozu Automotiva;

 

Categoria Componentes: NGK, Litens, GDBR, Michelin, Honda Lock São Paulo e NSK;

 

 

Categoria Elétricos: Stanley Eletric, Panasonic, Alpine;

 

Categoria Fundição e Usinagem: Maxion Wheels planta Rodas Aço, TRW;

 

Excelência no Atendimento Divisão de Peças: Pisani Plásticos;

 

Excelência em Competitividade e Localização: Adient Bancos Automotivos, Wabtec;

 

Excelências no Programa de Redução de C02: Benteler, Maxion Wheels planta Rodas Alumínio;

 

Destaque Inovação em Suprimentos: Itaesbra, Vuteq; e

 

Destaque de Qualidade no Programa Honda Way: G-KT, HBA Hutchinson.

 

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Maio, agora, é a nova data do Rota 2030

A aprovação da nova política industrial para o setor automotivo, o Rota 2030, segue ainda no campo da expectativa após reunião realizada em Brasília, DF, na terça-feira, 24. O evento reuniu na mesma mesa Anfavea, Sindipeças, Abeifa, representantes dos ministérios da Indústria e da Fazenda e o presidente da República. Os participantes saíram do encontro com a esperança de que a aprovação aconteça em maio.

 

Antônio Megale, presidente da Anfavea, disse que a aprovação está em fase final de ajustes, que devem ser feitos ao longo desta semana: “A expectativa é a de que o programa seja lançado em breve. Temos a expectativa que isso aconteça ainda em maio”.

 

O ministro do MDIC também sinalizou para a aprovação no mês que vem: “Nossa expectativa é a de que o presidente anuncie o Rota 2030 no início de maio. Acredito que, com a evolução da discussão, tenhamos condição, muito provavelmente, de anunciá-lo no início de maio”.

 

Sobre quais ajustes estão sendo feitos pelo MDIC e pela Fazenda Megale contou que as partes discutem os mecanismos de incentivo da nova política: “Precisamos ver apenas os últimos pormenores quanto aos mecanismos, mas houve uma convergência na forma de ser oferecido o apoio à pesquisa e desenvolvimento”.

 

No sábado, 21, o ministro da Fazenda falou sobre o Rota 2030 em Washington, DC, e disse que é preciso analisar o custo de oportunidade desse tipo de medida, pois “os recursos que deixariam de entrar por causa de uma política de incentivo ao mercado automobilístico poderiam ser investidos em outras áreas”.

 

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Mitsubishi terá mais revendas com painel solar no Japão

A Mitsubishi informou que pretende dispor, no Japão, de rede de duzentas concessionárias usando energia solar até 2020, de acordo com informações do site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, publicadas na terça-feira, 24. A companhia, que mudará sua gama de modelos nos próximos anos, com a chegada de elétricos e híbridos, aproveita a oportunidade para mudar a fonte de energia de sua rede, que terá autonomia para fornecer energia para recarregar os veículos absorvendo a luz do sol.

 

A energia gerada será captada por paineis solares e armazenadas em baterias.

 

A Mitsubishi já tem 28 revendas equipadas com painéis solares no Japão, que utilizam e armazenam a energia solar.

Ex-executivo do Grupo VW é preso por dieselgate

Depois do processo de busca e apreensão realizado nas sedes de Audi e Porsche, na Alemanha, na semana passada, Wolfgang Hatz, ex-executivo do Grupo Volkswagen foi preso por ordem do procurador de Munique por causa das manipulações dos motores diesel da companhia, segundo informou o site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na terça-feira, 24. Hatz foi chefe de desenvolvimento de motores da Audi de 2001 a 2007, integrou o comitê de gestão grupo e, em 2011, foi nomeado responsável por P&D na Porsche.

 

Outros quatro ex-diretores também estão sendo investigados e a prisão de Hatz abre um novo capítulo de investigações sobre o escândalo de manipulações de emissões de poluentes dos motores diesel do grupo.

 

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SsangYong inaugura três concessionárias no Brasil

A SsangYong inaugurará três novos pontos de vendas no Brasil — o primeiro na quarta-feira, 25, com a presença do CEO global, Daniel Rim, em Brasília, DF, do Grupo Dragon Motors, o seguinte na quinta-feira, 26, em Campinas, SP, por meio do Grupo Itavema. A terceira nova revenda, que será inaugurada na sexta-feira, está localizada em Salvador, BA, sob a responsabilidade do Grupo MG SsangYong.

 

Juntam-se a outras três já inauguradas em São Paulo.

 

Daniel Rim é o principal executivo da companhia e raramente visita o Brasil. A empresa agendou reunião com técnicois do MDIC para repassarem o panorama geral do setor automotivo no Brasil, sua recuperação e as projeções para os próximos anos, “nada diretamente relacionado ao Rota 2030”, de acordo com fonte da empresa.

 

A SsangYong anunciou a retomada de suas atoividades no Brasil em dezembro, por meio da importação inicial de 3 mil unidades e quatro modelos: Tivoli, R$ 84 mil 990, Tivoli XLV, R$ 97 mil 990, Korando, R$ 129 mil 990, e Actyon Sports, picape, R$ 129 mil 990.

 

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Sindipeças revê projeção e espera receita de R$ 89,4 bilhões

O Sindipeças revisou, e para cima, suas projeções para o ano principalmente após o bom desempenho que o setor automotivo apresentou no primeiro trimestre. Neste sentido acompanha outras entidade que também já reviram suas projeções. Publicadas no site da entidade na terça-feira, 24, essas novas projeções levam a um faturamento de R$ 89,4 bilhões no ano, alta de 8,3% na comparação com a anterior. Com relação ao ano passado a receita projetada é 14,3% maior.

 

Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, disse que a retomada do setor foi puxada inicialmente pelo crescimento das exportações e, logo depois, pela maior demanda do mercado interno, durante o Seminário AutoData, realizado na segunda-feira, 23: “A recuperação do setor está ativa e somos otimistas, mas as eleições semestre podem trazer impactos negativos.”

 

A nova projeção da entidade espera investimento de R$ 2 bilhões 470 mbilhões ao longo do ano, enquanto que a de março projetava o valor de R$ 2 bilhões 190 milhões. As montadoras também demandarão volume maior de peças e, com isso, o setor acredita que essas vendas representarão 61,7% do total, contra 61% no ano passado.

 

Para acompanhar a demanda do mercado o setor de autopeças calcula encerrar o ano empregando 174,5 mil pessoas, contra 172,8 mil de sua projeção anterior, de março. No fechamento do ano passado o setor contava com 164,6 mil funcionários. Junto com o crescimento do faturamento no Brasil a entidade espera que o valor arrecadado com exportações igualmente aumente, chegando a R$ 8 bilhões 260 milhões, expansão de 11,5% com relação ao valor registrado no ano passado.

 

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VW aumenta exportação de motores ao México

A Volkswagen anunciou na segunda-feira, 23, que aumentará o volume de exportação de motores à fábrica que mantém em Puebla, no México. Ano passado a companhia informou que seriam embarcados, até 2020, 250 mil motores 1.4 TSI movido à gasolina para equipar o VW Jetta que, de lá, é exportado aos Estados Unidos. A empresa atualizou o volume em abril: serão mais 50 mil unidades, totalizando 300 mil.

 

Segundo Pablo Di Si, presidente da Volkswagen para a América Latina, a subsidiária brasileira venceu concorrência com outras que a VW possui no mundo, processo chamado inter-company: “Há concorrência interna o tempo todo dentro da companhia e a unidade de São Carlos venceu pela qualidade da produção de componentes que existe lá”. O executivo apontou sensível aumento da demanda do Jetta no mercado estadunidense como fator responsável pelo incremento.

 

Não é a primeira vez que a unidade do interior paulista vence concorrência interna. De 2015 até setembro do ano passado a empresa exportou 90 mil motores 1.0 de 3 cilindros para a Alemanha, para equipar os modelos Up! e Polo feitos em Chemnitz. A unidade de São Carlos, segundo Di Si, produziu ano passado coisa de 450 mil motores. A projeção do executivo para este ano é que sejam fabricados 830 mil.

 

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Rota 2030: setor se reunirá com presidente na terça.

Duas reuniões que tratam do futuro do setor automotivo nacional acontecerão esta semana, uma em Brasília e outra em Bruxelas, na Bélgica. Na primeira, governo e indústria se encontram para tratar da aprovação do Rota 2030, a nova política para o setor, que está tramitando à espera de chancela da Fazenda em suas questões tributárias. Na segunda será discutido o acordo de livre-comércio envolvendo Brasil e Europa. “Há otimismo do setor em ambos os casos”, disse Antônio Megale, presidente da Anfavea, na segunda-feira, 23, durante o Seminário AutoData Tendências de Negócios.

 

No encontro marcado para a terça-feira, 24, um grupo formado pelo representante e executivos das principais fabricantes instaladas no País se reunirá com o presidente da República e interlocutores do Ministério da Fazenda com o objetivo de destravar a aprovação da nova política. Confirmado no evento, Pablo Di Si, presidente da Volkswagen para a América Latina, está otimista sobre a possibilidade de haver um novo desdobramento após o encontro: “Pode ser que haja uma surpresa amanhã por parte o governo”. Megale seguiu na mesma linha: “Tudo indica que não será assinado nada na oportunidade, mas quem sabe o governo nos surpreenda?”.

 

O encontro confirmado para a terça-feira havia sido agendado, em um primeiro momento, para a primeira quinzena de abril, mas fora adiado por causa de uma série de compromissos que ocuparam a agenda do presidente. Apesar do clima de otimismo, o setor ainda aguarda a definição do Rota 2030 com incertezas e a Fazenda se mostra cautelosa com relação à aprovação do plano ainda este ano por enxergar outras demandas mais prioritárias. Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul, disse que a empresa está “investindo às cegas” e que é preciso urgência na aprovação da nova política: “Os aportes estão sendo feitos apesar da incerteza que paira sobre o assunto, queremos previsibilidade acima de tudo. Mas sou um otimista, acredito que algo novo surgirá a partir da reunião”.

 

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PSA e Huawei revelam primeiro veículo conectado

Groupo PSA e a empresa de tecnologia Huawei anunciaram na segunda-feira, 23, o primeiro veículo conectado fruto da parceria costurada pelas companhias em novembro de 2017, o DS 7 Crossback. É o primeiro veículo, segundo as parceiras, a utilizar a Plataforma Modular de Veículo Conectado, CVMP na sigla em inglês.

 

Não se trata de uma plataforma estrutural, mas um sistema integrado: nele há serviços como a navegação, reconhecimento de voz e um portal multimídia. O status de manutenção do veículo e o histórico das viagens e estilos de direção também podem ser acessados pelo motorista por meio de um smartphone.

 

Jean Leflour, vice-presidente de veículos conectados do Groupe PSA, disse que há planos de implementar a plataforma em todos os veículos do grupo: “ao implantar a nova plataforma, que conecta o veículo à Internet das Coisas, enriquecemos a oferta de serviços. É o primeiro veículo a se beneficiar deste projeto conjunto, que será finalmente implementado em todos os veículos”.

 

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