Eletra mostra ônibus-conceito: elétrico ou híbrido?

A fabricante de ônibus elétricos Eletra mostrará uma nova versão do Dual Bus, conceito de ônibus elétrico desenvolvido pioneiramente no Brasil, durante o Salão Latino-Americano de Veículos Híbridos-Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que é realizado até a sexta-feira, 22, no Expo Center Norte.

 

A grande novidade deste conceito é o sistema padronizado de tração, que pode ser alimentado por várias fontes de energia, isto é: ele pode circular como elétrico híbrido ou só com a carga das baterias por 20 quilômetros. Funcionando como híbrido o consumo é reduzido em 28%, enquanto o elétrico utiliza 33% menos energia, porque os veículos dispõem de frenagem regenerativa.

 

De acordo com Iêda Alves Oliveira, da Eletra, “a possibilidade de o mesmo ônibus operar como elétrico híbrido ou elétrico puro agrega vários benefícios para a operação, pois com a mesma frota é possível atender a vários sistemas”.

 

O Dual Bus tem capacidade para transportar 82 pessoas, sendo 27 sentadas, 54 em pé e um cadeirante.

 

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Volvo dobra investimento em construção de fábrica

A Volvo anunciou que dobrará o investimento na construção de sua fábrica na Carolina do Sul, no condado de Berkeley, ao Norte de Charleston, chegando a US$ 1 bilhão. O planejamento inicial era de gerar 2 mil empregos, mas com o investimento dobrado a expectativa é a de ter, lá, 4,5 mil pessoas empregadas.

 

O aumento do investimento surge no momento que a Volvo espera bater seu recorde de vendas mundiais em 2017, mas está perdendo mercado nos Estados Unidos por causa da falta de produtos disponíveis, segundo a empresa.

 

A produção na Carolina do Sul está programada para começar em 2018 e deverá ajudar a Volvo a retomar volumes maiores de vendas no mercado estadunidense.

 

Foto: divulgação

 

 

Com XC40 Volvo quer crescer 70% no Brasil

A Volvo apresentou o SUV XC40 na quinta-feira, 21, em Milão, Itália. O novo carro, espera a companhia, será responsável por grandes mudanças no seu volume de vendas pois será vendido no segmento de SUV compacto premium, no qual as vendas são maiores e do qual não participava. Outro fator para a fabricante apostar neste modelo é o crescimento mundial do segmento.

 

Luiz Rezende, presidente da Volvo Cars no Brasil, disse que “hoje participamos dos segmentos de SUV premium médio e grande com os modelos XC60 e XC90. Esses dois segmentos somam cerca de 10 mil unidades vendidas por ano, enquanto o de SUV premium compacto soma 14 mil unidades, aproximadamente, segmento no qual o XC40 será vendido”.

 

O novo SUV chegará ao Brasil no primeiro quadrimestre de 2018 e terá uma grande responsabilidade: vender mais de 2 mil unidades por ano, concorrendo com o Audi Q3, BMW X1 e Mercedes-Benz GLA.

 

Com a chegada do XC40 no mercado nacional a Volvo espera vender 6 mil carros em 2018, considerando todos os seus modelos. Caso isso aconteça o volume de vendas da empresa no Brasil crescerá mais de 70% em dois anos, pois encerrou 2016 com 3 mil 456 unidades comercializadas.  

 

XC40 será o carro-chefe da Volvo no Brasil

 

O novo SUV estreia a plataforma CMA, de Compact Modular Arquitecture, sendo a base para seus quarenta futuros modelos, incluindo carros elétricos e híbridos. Essa plataforma gerará a economia de escala necessária para participar deste segmento, segundo a Volvo.

 

Com relação às tecnologias o XC40 seguirá o padrão dos XC60 e XC90 para ser um dos modelos mais bem equipados da categoria, segundo a Volvo. Itens como City Safety, que pode evitar ou reduzir o impacto de uma colisão, alerta de tráfego cruzado na traseira com freio automático e câmara 360º farão parte da lista de equipamentos.

 

A produção do XC40 começará em novembro em Ghent, Bélgica e, sob o capô, o SUV terá motor diesel D4 e T5 Drive-E movido a gasolina na Europa. As motorizações para o Brasil e o pacote de equipamentos não foram definidos.  

German Penelas é novo diretor de compras do Grupo PSA

German Penelas é o novo diretor de compras do Grupo PSA para a América Latina, sucedendo  a Antônio Carlos Vischi, que deixou o grupo.

 

O novo executivo, nascido na Argentina, tem 43 anos, é formado em engenharia mecânica pela Universidade de Buenos Aires, e tem dezessete anos de experiência no setor automotivo — está no Grupo PSA desde 2007 e já atuou na área financeira e na de gestão de programas na América Latina e Europa.

Hyundai HB20 completa cinco anos de produção

Na quarta-feira, 20, completaram-se os cinco primeiros anos de produção do HB20 na fábrica da Hyundai instalada em Piracicaba, SP. Segundo a companhia já foram produzidas, ali, mais de 800 mil unidades do modelo.

 

Contando no início com uma capacidade de produção anual de 150 mil unidades, em dois turnos, o HB20 ganhou o terceiro turno um ano depois, em setembro de 2013, passando para uma capacidade de produção anual de 180 mil unidades.

 

A Hyundai afirmou que, durante esses cinco anos, a ocupação da fábrica permaneceu sempre em torno dos 90% da capacidade, sem paradas ou redução do quadro de funcionários, o que permitiu celebrar a marca de 500 mil unidades produzidas em agosto de 2015.

 

Para Cássio Pagliarini, diretor de marketing da empresa, o HB20 revolucionou o segmento de carros compactos no País por oferecer, segundo ele, níveis de qualidade, design e conforto acima do praticado cinco anos atrás pela indústria.

 

De acordo com números da Anfavea foram produzidos 26 mil 3 HB20 de setembro a dezembro de 2012, apenas na versão hatchback. No primeiro ano completo de produção, esse volume saltou para 166 mil 269 unidades, já com as três versões disponíveis: o hatch HB20, o sedã HB20S, e o aventureiro HB20X.

 

Em 2014 a produção atingiu seu pico, 173 mil 843 unidades. Nos anos seguintes os volumes corresponderam a 165 mil 934 unidades em 2015, e 147 mil 228 unidades em 2016, quando o HB20 começou a ser exportado para o Paraguai e o Uruguai.

 

A partir de 2017 o modelo passou a repartir a capacidade de produção com o SUV compacto Hyundai Creta.  Os volumes disponíveis para o HB20 foram, então, reduzidos em cerca de 20%, porção média destinada ao SUV. Dados da Anfavea apontam o HB20 como o segundo carro mais vendido de janeiro a agosto deste ano.

 

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Total traça plano de crescimento até 2019

A fabricante de lubrificantes Total planeja aumentar sua participação no mercado brasileiro e o plano que traçou para atingir o objetivo passa pelo setor de caminhões. Foi nesse segmento que a empresa enxergou espaço para aumentar as vendas na comparação com as demais áreas onde atua: óleos para automóveis, motocicletas e graxas. Até 2019 a ideia é aumentar a fatia de mercado no segmento de pesados dos atuais 0,8% para 2%. A evolução projetada, que pode parecer modesta à primeira vista, produzirá reflexos importantes na receita.

 

Segundo Olivier Bellion, diretor geral da Total do Brasil, o segmento de pesados representa 8% do faturamento da companhia. Um market share maior poderia elevar, em seis anos, para 20% a participação dos pesados nos seus negócios aqui: “Isso porque são produtos que têm um maior valor agregado e o mercado brasileiro, apesar de estar passando por um processo de recuperação nas vendas internas, ainda oferece oportunidades em termos de volumes no segmento de pesados”.

 

O executivo, que está à frente da operação brasileira da Total há cerca de dois anos, tem mais dois para aumentar a participação da fabricante no mercado – seu ciclo no País foi estipulado em quatro anos pela matriz. Bellion, que tem carreira internacional desempenhada em Hong Kong e na República Dominicana e na Venezuela, disse que a avaliação feita com base nas características do mercado nacional indicou que o crescimento nos pesados se dará por meio de ações comerciais nos distribuidores dos produtos Total.

 

A que é vista como mais promissora, de acordo com o ele, consiste em alocar especialistas em vendas no setor de caminhões nas lojas que compõem a rede de distribuição: “É um mercado diferente, que demanda um atendimento diferente. Pelo fato de o Brasil contar com muitos competidores que disputam clientes por preço, aproximar um especialista do consumidor final, para ele indicar o produto da nossa gama, é considerado um diferencial competitivo”.

 

Vista como pilar do plano de crescimento no País a rede de distribuidores deverá aumentar sua capilaridade até o fim de 2019. Hoje a Total conta com parceiros em 33 cidades, número que, segundo Bellion, deverá chegar a quarenta nos próximos meses: “Precisamos expandir ainda para alguns estados onde não atuamos, como Amapá, Piauí, Tocantins e algumas regiões nos estados da Bahia e em Minas Gerais”.

 

No segmento de automóveis, área de atuação responsável por 50% dos negócios da Total no País, a expectativa é a de elevar dos atuais 3,4% para 5% a participação da empresa no mercado brasileiro de lubrificantes nos próximos dois anos, uma projeção considerada realista pelo executivo, acompanhando a retomada do mercado interno. Neste caso entra novamente o papel do distribuidor como agente de crescimento: “O projeto da empresa é atacar em diversos segmentos com um produto para cada um, com maior valor agregado, e não faremos uma atuação de nicho. Outra frente é intensificar o treinamento de equipes de vendas dedicadas aos produtos da empresa que existem dentro dos distribuidores”.

 

Ainda que estejam no varejo as oportunidades de negócios no segmento de veículos leves a participação da Total no primeiro enchimento de carros novos é vista como uma ferramenta por meio da qual é possível reforçar a marca no universo dos aplicadores de óleo e nos consumidores finais. Aqui a Total fornece lubrificantes para Honda, Kia, Nissan, PSA, Renault, para citar as fabricantes de carros, e Scania e MAN, de caminhões.

 

O fornecimento é fruto de contratos globais fechados pela matriz da Total na Europa e na Ásia, mas o diretor da operação brasileira afirmou que, embora haja uma atuação sólida no OEM, há conversas com outras montadoras instaladas no Brasil: “Meu papel também é intermediar negociações de fornecimento local”.

 

Ele não revela nada a respeito das empresas que estão sendo sondadas.

 

Caso as ações traçadas tenham êxito a empresa acredita que será possível atingir objetivo mais ambicioso, que é ocupar a capacidade instalada da fábrica localizada em Pindamonhangaba, SP. Ela foi construída para produzir 50 mil toneladas de óleos lubrificantes e graxas em três turnos. Bellion disse que também está sob sua responsabilidade elevar, até 2019, a produção de 18 mil toneladas, feita em apenas um turno, para 30 mil toneladas: “Temos hoje uma produção que atende muito bem à nossa demanda. Caso o mercado volte a crescer há espaço para que possamos acompanhá-lo”.

 

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Lucro bruto do Grupo GEFCO cresce 25,8%

O Grupo GEFCO divulgou seu balanço referente ao primeiro semestre de 2017 e o destaque foi seu lucro bruto antes dos impostos e quetais, € 114,8 milhões, aumento de 25,8% ante o primeiro semestre de 2016. Segundo comunicado distribuído na quarta-feira, 20, “o crescimento é resultado de uma política proativa para otimizar a gestão de contratos e redução de custos e um modelo de negócio próprio”.

 

No período o faturamento do grupo também cresceu, para € 2 bilhões 262 milhões, volume 1,9% maior do que o do primeiro semestre do ano passado, € 2 bilhões 221 milhões. Novos contratos ajudaram no crescimento, informou o comunicado.

Produção Ford para em cinco fábricas

A Ford anunciou na terça-feira, 19, que pretende parar a produção em cinco de suas unidades produtivas, três delas localizadas nos Estados Unidos e duas no México, para reduzir o estoque de modelos que não apresentam volume esperado de vendas.

 

A planta de Cuatitlán, no México, produz os Fiesta hatch e sedã — o segundo é vendido no Brasil –, e ficará parada por três semanas, enquanto a unidade de Hermosillo, onde são manufaturados Fusion e Lincoln MKZ, estará parada por duas semanas.

 

Em Flat Rock, Michigan, a pausa também será de duas semanas, com a produção paralisada de Continental e Mustang. A fábrica americana que produz o Focus ficará parada por uma semana e a planta do Kansas não terá produção durante uma semana.

 

As fábricas envolvidas empregam mais de 15 mil pessoas, segundo a Ford, que não divulgou quantos funcionários serão afetados com a paralisação.

Acordo com a Colômbia não anda

O Brasil já assinou o Acordo de Complementação Econômica do Mercosul com a Colômbia. Porém, o fato de o acordo estar definido e assinado não significa que seja válido e que as empresas já podem se preparar para exportar. Após a definição de como acontecerão as vendas de um país para outro é necessário internalizar o acordo: os governantes devem criar decreto, que passará por algumas burocracias locais e que depois será entregue à Aladi, Associação Latino-Americana de Integração, para ser reconhecido e se tornar oficial.

 

Atualmente o acordo do Brasil com a Colômbia está nesse processo, de internalização, nos dois países, aguardando os processos necessários para que possa ser entregue à Aladi. Segundo a Anfavea, contudo, o processo não tem prazo para terminar e pode levar algum tempo, porque não tem tramitação simples: com isso não se sabe quando as exportações serão realizadas e começarão a beneficiar a indústria local.

 

Toyota mira a Colômbia

 

Em julho a Toyota se programava para começar a exportar o Corolla, sedã médio mais vendido no Brasil, para a Colômbia: de acordo com Miguel Fonseca, seu vice-presidente executivo, “as remessas começam no segundo semestre, mas precisamente em setembro”.

 

Com a internalização do acordo e a posição da Anfavea, de não ter prazo para começar as exportações, porém, os planos não saíram do papel.

 

Com o atraso no processo ainda não foi definido o volume e quais versões serão exportadas para a Colômbia, mas o assunto está sendo tratado internamente pelas áreas responsáveis, pois a empresa tem interesse no mercado colombiano e já pretendia estar exportando. Os planos para 2017 são de aumentar as vendas para outros países em 6,4%.

 

Atualmente o Corolla que é vendido na Colômbia é importado dos Estados Unidos.

Scania cresce no Chile

A Scania apostou no mercado do Chile e aumentou 5 pontos porcentuais sua participação nas vendas de caminhões de janeiro a agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Segundo a companhia esse crescimento é resultado de soluções customizadas, inovações e relacionamento com o cliente para os segmento de transporte florestal, mineração e de longa distância. Outro fator que ajudou a empresa foi a modernização das unidades de negócios no Chile.

 

De acordo com Julian Modro, gerente de negócios da Scania América Latina, “estamos investindo e trabalhando para fortalecer a presença da Scania no Chile e, com nossa atual estratégia de negócios, temos ótimas expectativas para fechar o ano tendo o mercado local como um dos mais importantes da empresa na América Latina”.