Ford será parceira da Mahindra na Índia

Ford e Mahindra anunciaram na segunda-feira, 18, a formação de aliança para o desenvolvimento de veículos conectados, elétricos e de programas de mobilidade na Índia: as equipes das empresas atuarão em conjunto ao longo de três anos. A parceria se deu em função do crescimento do mercado de serviços públicos, de eletrificação e de produção de baterias.

 

Para Pawan Goenka, diretor da Mahindra, o setor automotivo passa por mudanças nesses três pilares e a parceria com a Ford acelerará o processo de adoção de novas tecnologias: “Vemos a necessidade de antecipar as novas tendências do mercado, explorar alternativas e buscar maneiras de colaborar. O anúncio de hoje proporcionará oportunidades para ambos os lados”.

 

A Mahindra liderou o segmento de veículos utilitários na Índia durante as últimas sete décadas, e é a única companhia com oferta de veículos elétricos no mercado daquele país. A Ford entrou no mercado indiano em 1995 e sua produção, lá, em quatro fábricas, é fundamentalmente voltada para o mercado externo.

 

A produção da Ford na Índia é a maior em número de empregados fora dos Estados Unidos, com mais de 14 mil funcionários.

 

Foto: Divulgação.

Vendas chegam a 91,6 mil na quinzena

As vendas de veículos, na primeira quinzena de setembro, atingiram a marca de 91,6 mil unidades, segundo dados do Renavam apresentados a AutoData por uma fonte do mercado. O volume vendido nos dez dias úteis do período confirma as expectativas da Anfavea de manutenção da média diária em 9 mil unidades por dia no País até o fim do ano.

 

Mantida essa média até o fim do mês, mais o esforço comercial empreendido pelas empresas fabricantes nos últimos dias, no sentido de acelerar as vendas, o volume deverá ser similar àquele registrado em agosto, informou a fonte. Naquele mês foram vendidos 216 mil 534 veículos, o melhor volume registrado desde dezembro de 2015.

 

Os emplacamentos de agosto representaram alta de 17,75% na comparação com o desempenho no mesmo período de agosto do ano passado. De janeiro a agosto, segundo a Fenabrave, foram emplacadas 1 milhão 420 mil 662 unidades, o que representa alta de 5,33% na comparação com os oito mesmos meses do ano passado.

 

O resultado apresentado no período fez com que as fabricantes revisassem as projeções para licenciamentos pela segunda vez no ano. A hipótese mais atual é a de que sejam emplacados no País, até o fim do ano, 2,2 milhões de veículos, um volume 7,3% maior do que o de 2016.

 

No segmento de automóveis e comerciais leves a General Motors segue como líder, com 219 mil 414 unidades licenciadas até agosto, 13% a mais do que o volume emplacado no mesmo período do ano passado. A FCA vendeu 170 mil 238 unidades de veículos Fiat e Jeep, alta de 4,45%. A terceira do mercado, a Volkswagen, fechou os oito primeiros meses com 138 mil 888 veículos vendidos.

 

O segmento de comerciais leves apresentou crescimento de 1,3% no volume de vendas de janeiro a agosto na comparação com o desempenho de 2016: 201 mil 862 veículos contra 199 mil 212 de 2016.

 

Foto: Divulgação.

Fábrica da GM no Canadá está em greve

A Fábrica da GM em Ingersoll, no Canadá, entrou em greve no úlitmo domingo, 17, após o último turno de produção, às 22h59. O sindicato local teve uma reunião com os representantes da empresa no domingo de manhã e não houve acordo.

 

Como já tinha sido divulgado, sem a definição do acordo, os 2 mil 750 trabalhadores não voltaram aos trabalhos nesta segunda-feira, 18, e aguardam um acordo entre o sindicato e a fabricante

 

Na planta que está parada a GM produz o SUV Equinox, terceiro carro mais vendido da empresa nos Estados Unidos.

Novo BMW Série 4 Cabrio Sport chega por R$ 294.950

O novo BMW Série 4 Cabrio Sport já está sendo vendido no Brasil por R$ 294 mil 950, em versão única. Algumas novidades são: rodas esportivas aro 19, acabamento interno com novos materiais, faróis de LED e kit multimídia com conectividade CarPlay.

 

Sob o capô, novo conversível tem motor 2.0 turbo de 252 cv de potência e torque de 35 kgfm que acelera de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos. O câmbio é automático de oito velocidades.

 

Uma tecnologia que a fabricante destacou é a função Eco Pro, capaz de reduzir o gasto de combustível em até 20%, assim como o start-stop e regeneração de frenagem, que também ajudam na economia.

 

A lista de itens de série tem sistema de segurança de capotamento, quatro airbags, controles de tração e estabilidade, bancos elétricos esportivos, kit multimídia com CarPlay e tela de 8,8 polegadas.

Caoa oferece salão de jogos, biblioteca e novo refeitório em Anápolis

A Caoa, montadora com fábrica em Anápolis, GO, está fazendo melhorias em suas instalações para atender melhor seus colaboradores. Na semana passada a empresa inaugurou o refeitório reformado, com 580 m².

 

O local tem capacidade para quase 280 pessoas e começar a servir às 5h 900 cafés da manhã. Entre almoço e jantar, 1.400 refeições são servidas diariamente, encerrando o trabalho à 1h da manhã, servindo a última ceia aos funcionários. O refeitório será administrado por uma empresa terceirizada, que fez algumas exigências para fechar o contrato, como uma máquina para lavar os pratos, talheres e bandejas, que gerará 20% de economia de água.

 

Recentemente, outras novidades também foram entregues aos funcionários, como a BiblieoteCAOA, inaugurada com 600 livros e dez computadores, e o Salão de Jogos climatizado, com mesas de pebolim, ping pong, sinuca e xadrez.

Scania aumenta gama de motores

A Scania produzirá dois novos motores na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, que fazem parte da gama de 13 litros e serão aplicados nos modelos de caminhões rodoviários da linha R. Para a empresa, representa a entrada no universo dos motores compactos potentes, o downsizing, conceito que ganhou popularidade recentemente no segmento de automóveis 1.0.

 

Os motores Euro 5 de 450 e 510 cavalos da Scania são menores que os demais da gama de 13 litros e consomem 5% menos óleo diesel. Da mesma forma que nos carros, o ganho de potência com menos combustível foi possível por meio de alterações na turbina e no sistema de injeção. A matéria-prima do bloco do motor, menor, precisou ser reforçada com um composto de ferro e grafite, chamado CGI.

 

Para Eronildo Santos, diretor de desenvolvimento de negócios, trazer o componente ao Brasil – o motor foi desenvolvido na Suécia e já integra a oferta da empresa na Europa – se deu em função de uma demanda verificada em alguns segmentos, como cargas refrigeradas, cegonha, container e graneleiro: “São setores que voltaram a apresentar movimentação do ponto de vista dos negócios, mas, ao mesmo tempo, são empresas que precisam de alternativas para reduzir custo operacional para voltarem a crescer”.

 

A nacionalização dos motores demandou um novo projeto de turbina, que será fornecida pela Cummins do Brasil. Marcel Prado, gerente de pré-vendas, disse que o novo componente, responsável por aumentar a potência dos motores, sofreu modificações para se adequar ao clima brasileiro, diferente do europeu: “O ar daqui é mais quente, e isso nos obrigou a modificar a turbina em busca de um melhor desempenho”. Foi aumentada a pressão da injeção de combustível no novo sistema, que também faz a injeção em múltiplos pontos: “Em motores a diesel, a eficiência se dá com o aumento do volume de combustível na câmara de compressão”.

 

Motores compactos deverão ser a tônica na oferta da Scania no País. Há planos de promover alterações nos projetos de motores de outras linhas em busca de redução de consumo e maiores potências. “Queremos aumentar a oferta em fatias de aplicação que demandam potência acima dos 500 cavalos. Os produtos já existem lá fora, mas aguardaremos a evolução do mercado para nacionalizar a produção no momento oportuno”, completou Santos.

 

As linhas da fábrica de motores da Scania iniciarão a produção das duas versões em fevereiro de 2018. No entanto, a empresa iniciará as vendas dos caminhões R 450 e R 510, com a nova motorização, na edição da Fenatran deste ano, evento que acontecerá em outubro.

 

Foto:Divulgação

Renault-Nissan terá 12 novos elétricos até 2022

A Aliança Renault-Nissan tem planos ambiciosos para o segmento de veículos elétricos até 2022: 12 modelos elétricos completamente novos estão previstos para chegar ao mercado, com vários níveis condução autônoma e pelo menos um que não precisará de intervenção humana, segundo o site Automotive News.

 

Também faz parte dos planos à redução de custos com baterias e o aumento da autonomia. Vale destacar que a Mitsubishi também faz parte desse projeto. O Plano Alliance 2022, como está sendo chamado, foi anunciado pelo presidente do grupo, Carlos Ghosn, nesta sexta-feira, 15, em Paris.

 

A intenção é que as empresas da Aliança sejam lideres no segmento de veículos elétricos, autônomos e conectados. O presidente acredita que o compartilhamento de plataforma e componentes dará uma vantagem na disputa pela liderança.

 

Para alcançar esses planos, duas novas plataformas serão construídas: a primeira será usada pela nova geração do Nissan Leaf e do Renault Zoe, enquanto a segunda será destinada a modelos médios, incluindo os da Mitsubishi.

 

Com os investimentos, a expectativa é produzir mais de nove milhões de veículos por ano. Atualmente são produzidos dois milhões em duas plataformas. Em 2022, 75% das marcas que fazem parte da aliança estarão compartilhando motores e outros componentes.

 

A expectativa para vendas anuais é de 14 milhões de veículos até 2022, sendo 1,5 milhão de carros elétricos, aumento de 40% na comparação com o volume que é vendido hoje [10 milhões por ano], crescendo também a receita em R$ 240 bilhões.

 

Com a China com fome de carros, o último país a anunciar intenções de eliminar os veículos alimentados por combustíveis fósseis, seguindo a liderança do Reino Unido e da França, há muito em jogo para as montadoras se empolgando para liderar o segmento de emissões zero.

 

Foto:Divulgação

Marcopolo retomará produção, parcialmente, na segunda

Por meio de comunicado, divulgado nesta sexta-feira, 15, a Marcopolo confirmou que retomará na segunda-feira, 18, de forma parcial, a produção de ônibus, paralisada desde o domingo, 3, em razão de incêndio que destruiu a unidade de componentes plásticos. A fabricante de carrocerias de ônibus de Caxias do Sul, RS, definiu uma programação de produção para atender, da forma mais eficiente possível, aos pedidos dos clientes.

 

A companhia esclarece também que está concedendo férias a seus colaboradores, em etapas a partir do dia 18, conforme o planejamento da produção. Essas medidas fazem parte das ações que a Marcopolo vem tomando para retomar totalmente as atividades produtivas. Em torno de 4,5 mil trabalhadores não trabalharam nas unidades de Ana Rech, onde estava localizada a operação sinistrada, e na Planalto.

 

A produção dos moldes da maioria dos componentes plásticos, bem como de peças em fibra, se iniciou nesta semana por meio de parcerias que a Marcopolo firmou com fornecedores de Caxias do Sul. A companhia também investiu na compra de novos equipamentos, que devem ser instalados junto a alguns dos fornecedores.

 

Ainda não há informações precisas sobre as causas do incêndio que atingiu a unidade de aproximadamente 24 mil m², construída em 2010, e que exigiu aporte da ordem de R$ 30 milhões. A possibilidade mais provável, admitida, inclusive pelo comando do Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul, é de que tenha sido acidental. Não há data para a conclusão dos trabalhos da perícia. 

 

Foto: Ricardo Finco

Chery lança SUV TX na Europa

A Chery irá se aventurar no mercado europeu de SUVs, segmento que está em alta. O primeiro modelo a ser lançado será o TX, que foi apresentado no Salão de Frankfurt.

 

Porém, para estrear no mercado europeu, a Chery usará um novo nome: Exeed. Então, o primeiro SUV compacto da marca na Europa será o Exeed TX, que será produzido em uma nova plataforma, desenvolvida apenas para carros elétricos e híbridos.

 

O SUV chegará ao mercado em três versões: híbrido, híbrido plug-in e um elétrico, sendo que os dois primeiros terão motor 1.5 movido a gasolina de 149 cv de potência, aliado a um motor elétrico de 114 cv e tração integral. O câmbio será automático de sete velocidades.

 

Foto: divulgação

Volkswagen quer vender 3 milhões de elétricos até 2025

O grupo Volkswagen tem planos ambiciosos para o futuro dos carros elétricos: “Queremos vender três milhões de carros elétricos no mundo até 2025, sendo metade na China”, disse Matthias Müller, presidente do grupo alemão.

 

O grupo VW também divulgou que eletrificará 300 modelos na década de 2030, sendo que até 2025 serão lançados 50 novos modelos, 30 elétricos e 20 híbridos.

 

A expectativa do grupo VW é que metade das vendas mundiais seja de carros elétricos em 2030. A aceleração no processo de eletrificação dos veículos aconteceu por causa dos avanços tecnológicos dos últimos tempos.

 

“Este processo não envolve apenas conhecimento, mas também mudanças significativas em infraestrutura de recarga, custo das baterias, capacidade de produção e políticas públicas”.

 

O anúncio aconteceu logo após a China divulgar que preparará um cronograma para proibir a produção e venda de veículos que usam combustíveis fósseis e pretende impor aos fabricantes cotas de veículos verdes a partir de 2018. “Não sei qual será a decisão final da China, mas estamos prontos para 2018”, disse o presidente.

 

Outros países como França e Grã-Bretanha já divulgaram projetos que pretendem cortas as vendas de veículos com combustível fóssil em 2040.

 

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