Balanço da Abimaq mostra queda de 2,9% na receita

A Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, divulgou na quarta-feira, 31, seu balanço referente a 2017, que registrou que a receita líquida do setor chegou a US$ 67,1 bilhões, redução de 2,9% na comparação com o ano anterior. As vendas internas movimentaram R$ 37,2 bilhões, 19% a menos do que em 2016.

 

O consumo aparente, índice que soma as vendas internas das fabricantes com as importações, chegou a R$ 84,8 bilhões no ano passado, recuo de 13,9% com relação a 2016.

 

As exportações somaram US$ 9 bilhões no ano passado, incremento de 16,6% com relação ao ano anterior, e as importações foram de US$ 12,7 bilhões, 17,2% a menos do que em 2016, gerando déficit de 51,7%. O número de empregos gerados pelo setor fechou o ano com 291 mil vagas ocupadas, queda de 4,5% na mesma base de comparação.

 

Foto: Divulgação.

MAN Latin America atinge 900 mil veículos produzidos

A MAN Latin America, responsável pelas marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus e MAN, ultrapassou a marca de 900 mil veículos produzidos em sua história, desde a criação da empresa em 1981. A divulgação foi feita na quarta-feira, 31. A planta de Resende, RJ, responde por grande parte desse volume, sendo que, do total, mais de 750 mil caminhões e ônibus foram montados em regime de consórcio modular, sistema único de produção, como o descreveu o presidente e CEO da MAN Latin America, Roberto Cortes:

 

“Hoje, a cada 4 minutos, sai um novo veículo de nossa linha de montagem. No início de nossa operação montávamos apenas um veículo por dia. Essa evolução se deve aos constantes investimentos em modernização. Estamos agora em nosso quinto ciclo consecutivo e o de maior valor: aplicaremos R$ 1,5 bilhão de recursos para acelerar e otimizar ainda mais nosso negócio”.

 

Ao longo dos quase 37 anos desde o primeiro caminhão Volkswagen o maior volume produzido foi de modelos da linha Worker, com cerca de 430 mil unidades. Com pouco mais de uma década no mercado os Constellation ocupam o segundo lugar, com aproximadamente 210 mil veículos. A linha Volksbus, que está prestes a completar 25 anos, teve 140 mil chassis fabricados.

 

Na quarta posição com mais de 105 mil veículos, aparecem os modelos da linha Delivery. E os modelos extrapesados MAN TGX, com cinco anos de mercado, já superaram a marca de 5 mil unidades produzidas.

 

Foto: Divulgação.

Ford apresenta Ka FreeStyle

A Ford apresentou na quarta-feira, 31, em São Paulo e na Índia, o Ford Ka FreeStyle, seu novo utilitário compacto global. De acordo com Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos governamentais, comunicação e estratégia da Ford América do Sul, o modelo foi criado por engenheiros brasileiros e será comercializado em 120 países, sendo que Brasil e Índia serão os primeiros mercados a receberem o novo veículo: “É mais um modelo criado aqui, no Brasil, e que se globalizou”.

 

Por aqui o lançamento está previsto para o início do segundo semestre. A previsão é a de que seja comercializado primeiro no país asiático, onde a apresentação ocorreu um pouco antes do que a brasileira e o carro é o Ford FreeStyle.

 

A empresa não revelou valores nem investimentos, mas afirma que foram feitos aportes na planta de Camaçari, BA, para atender às necessidades do produto, como contou Natan Vieira, vice-presidente de marketing, vendas e serviços da Ford América do Sul: “Foram feitos ajustes como o novo equipamento de corte a laser, que traz melhoria de qualidade e mais plasticidade ao produto”.

 

Apenas a parte externa do veículo foi apresentada na quarta-feira e a companhia não explicitou seus pormenores. A suspensão é um pouco mais alta do que a do Ka, na dianteira o destaque fica para a grade frontal com acabamento metálico e faróis com máscara negra. O modelo conta ainda com rodas de liga leve de 15 polegadas e retrovisores com acabamento na cor Magnetic.

 

“O modelo oferecerá o que a marca tem de mais avançado em conectividade, o sistema SYNC 3″, disse Golfarb, “com comandos de voz e acesso a Apple CarPlay e Android Auto.”

 

De acordo com Vieira “o Ka FreeStyle compartilha a mesma plataforma do Ka mas tem uma proposta de estilo e de uso diferenciada, combinando as qualidades em estrada de um hatch premium com a robustez e o espírito aventureiro dos fora de estrada”.  

 

A Ford considera que o Ka FreeStyle “tem uma arquitetura aprimorada que o coloca dentro de um novo nicho no mercado, o dos utilitários compactos, ou CUVs, com maior versatilidade para atender às novas aspirações dos consumidores da categoria”.

 

Apesar dessa classificação a intenção é disputar mercado no segmento que mais ganha destaque junto aos consumidores brasileiros: o de SUVs.

 

O segmento SUV tinha 8% de participação de mercado em 2012 e cresceu para 19% em 2017. No mesmo período o segmento de compactos caiu de 61% de participação para 56%. E os outros segmentos caíram de 31% para 25% de participação.

 

Rogelio Golfarb acredita que, “assim como ocorreu com o EcoSport, o Ka FreeStyle também competirá em todos os segmentos. Teremos desempenho muito bom para um veículo que não é de entrada”.

 

Foto: Divulgação.

Demanda global fez crescer produção Toyota em 2017

A Toyota divulgou na terça-feira, 30, os resultados de sua operação global do ano ´passado, mostrando o primeiro crescimento em cinco anos na produção e na exportação. No Japão sairam das linhas 4 milhões 265 mil 4 unidades, automóveis, caminhões e ônibus, um crescimento de 5,7% frente a 2016. Fora do Japão suas fábricas produziram volume maior: 6 milhões 201 mil 447 veículos, alta de 0,4%. Tudo somado a empresa verificou crescimento de 2,5%. Os números envolvem modelos Toyota, Daihatsu e Hino.

 

O crescimento na produção, segundo o documento apresentado pela companhia, se deve ao aumento da demanda interna e nos mercados onde a empresa atua: “Os pedidos fizeram a empresa aumentar o ritmo nas linhas. Nos mercados afora o Japão o balanço mostra que pelo sexto ano consecutivo houve aumento da produção na América Latina, Europa, Ásia e África”.

 

No Brasil, onde a empresa mantém três unidades fabris no Estado de São Paulo, a ocupação das linhas é quase total com a produção dos modelos Corolla e Etios e tende a aumentar com a chegada do novo modelo, o Yaris.

 

O Corolla foi o carro mais vendido no mundo em 2017, chegando a 1 milhão 224 mil 990 unidades. O mercado da América do Norte puxou os números de suas vendas, assim como a América do Sul, onde tem importante fatia de mercado no Brasil e é produzido em Indaiatuba, SP, e em outros países da região, como na Colômbia.

 

Sem considerar os grandes grupos automotivos a Toyota encerrou o ano passado como a marca que mais vendeu carros no mundo todo. Foram 8 milhões 713 mil 629 unidades, alta de 2,4% ante 2016. A empresa superou em vendas a Volkswagen, com 6 milhões 832 mil 840 unidades, e a Ford, que vendeu 6 milhões 165 mil 704 unidades. Considerando os grupos a Aliança Renault-Nissan foi a que mais vendeu no ano passado: 10,6 milhões de veículos.

 

Exportações – O desempenho da empresa nas exportações apresentou o primeiro sinal positivo em cinco anos, com incremento de volumes para América Latina, América do Norte, Ásia, África e Oceania. Foram embarcadas a partir das linhas japonesas 1 milhão 896 mil 329 unidades, sendo 79 mil 395 Hino, 2 unidades Daihatsu e as demais Toyota. O crescimento nas exportações do ano passado foi de 5,3% ante o resultado de 2016.

 

Foto: Divulgação.

Ricardo Bittencourt é o novo gerente de logística da JCB

A JCB do Brasil, que atua nos segmentos de construção e de agronegócio, anunciou na quarta-feira, 31, Ricardo Bittencourt como seu novo gerente de logística e supply chain. De acordo com seu comunicado a escolha faz parte da estratégia de investimentos em tecnologias e soluções para melhorar o atendimento dos clientes:

 

“O executivo será responsável pelo gerenciamento de todo o sistema de abastecimento da unidade brasileira da empresa, que também é responsável pelo atendimento na América Latina, exceto o México”.

 

Ricardo Bittencourt é formado em engenharia de produção mecânica pela FEI, Faculdade de Engenharia Industrial, e mestre em administração pela FGV-EAESP, Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

Mercedes-Benz investirá 11 bilhões de euro em elétricos

A Mercedes-Benz deverá investir cerca de € 11 bilhões em mobilidade elétrica nos próximos anos, sem definir um período exato, conforme informações do site Flash de Motor. A empresa declarou que 90% do valor serão destinados à expansão da sua frota de veículos elétricos e 10% serão para a produção de baterias que serão usados em sua frota.

 

A intenção é que até 2022 cada seu modelo tenha pelo menos uma versão elétrica e, no futuro, oferecer mais de cinquenta modelos eletrificados. A Mercedes-Benz também pretende construir centros de produção de veículos e baterias elétricas.

 

Os futuros veículos elétricos serão produzidos em seis fábricas em três continentes e participarão de todos os segmentos de mercado.

 

Foto: Divulgação.

IBGE mede 13,2 milhões de desempregados em 2017.

No ano passado o total de desempregados chegou a 13,2 milhões na média anual, alta de 12,5% na comparação com a média do ano anterior, 11,7 milhões, segundo os dados da PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgados na quarta-feira, 31, pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O total de pessoas empregadas ficou em 90,6 milhões, contra 90,3 milhões em 2016, incremento de 0,3%, puxado pelas vagas de empregos informais.

 

A taxa de desemprego média em 2017 foi de 12,7%, contra 11,5% em 2016, alta de 1,2%, a maior média da pesquisa.

 

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada foi de 11,1 milhões no último trimestre do ano passado, volume estável com relação ao trimestre anterior e alta de 5,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O IBGE destaca que de 2014 a 2017 houve aumento de 330 mil pessoas nessa categoria.

 

O número de empregados com carteira assinada foi de 33,3 milhões no último trimestre de 2017, volume estável na comparação com o trimestre anterior e queda de 2% na comparação com o mesmo período de 2016. De acordo com o IBGE de 2014 a 2017 esse item teve queda de 3,3 milhões.

 

No último trimestre do ano a taxa de desocupação ficou em 11,8%, queda de 0,6% na comparação com o trimestre anterior e de 0,2% com relação ao mesmo período de 2016. O número de desocupados no último trimestre do ano foi de 12,3 milhões, queda de 5% com relação ao trimestre anterior e estabilidade na comparação com o mesmo período de 2016.

 

Foto: Divulgação.

Aliança R-N supera Grupo VW e lidera ranking de venda

A Aliança Renault-Nissan emergiu como a maior vendedora de veículos leves do mundo em 2017, superando o Grupo Volkswagen e assumindo o primeiro lugar do ranking. Uma das razões é a inclusão das vendas da Mitsubishi Motors ao seu resultado. 

 

As vendas Nissan atingiram o recorde de 5 milhões 820 mil unidades, a Renault reportou 3 milhões 760 mil e a Mitsubishi chegou  1 milhão 30 mil, trazendo o total de vendas de 2017 do grupo para 10 milhões 610 mil veículos.

 

Juntas as três empresas derrubaram as vendas recorde, de 10 milhões 530 mil veículos, do Grupo Volkswagen — o primeiro do ranking de vendas de 2016, que também inclui as marcas Audi, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Seat, Skoda e Volkswagen.

 

Foto: Divulgação.

Bosch: receita de 78 bilhões de euro e alta nos negócios de mobilidade.

A Bosch registrou no ano passado faturamento global de € 78 bilhões, volume 6,7% maior do que o registrado em 2016, informou em balanço divulgado na terça-feira, 30. As vendas para o setor automotivo, feitas pela divisão de mobilidade, representaram 61% do total, chegando a € 47,4 bilhões, alta de 7,8% ante os resultados de 2016.

 

Segundo a empresa “impulsionaram as vendas da divisão a forte demanda de sistemas de injeção de diesel e gasolina, bem como assistência ao motorista e sistemas de informação e entretenimento para veículos conectados”. Também houve progressos em seus negócios no campo da eletrificação.

 

Sobre isso Volkmar Denner, presidente do conselho de administração da Robert Bosch, disse que, até 2030, as células de combustível desempenharão um papel fundamental no powertrain: “Estamos intensificando nossas atividades de desenvolvimento e expandindo gradualmente nosso portfólio de produtos”.

 

O lucro ajustado ante os juros e impostos aumentou para € 5,3 bilhões em 2017, contra € 4,3 bilhões em 2016. A margem operacional aumentou para 6,8% com relação aos 5,8% de 2016. Denner lembrou que os resultados foram maiores do que os projetados: “Excedemos nossas previsões de crescimento e melhoramos nossa rentabilidade. Em 2017 nossas vendas foram maiores do que nunca”.

 

Afora o setor automotivo a empresa também apresentou crescimento na receita em outras áreas de negócio. A divisão de bens de consumo correspondeu a 24% do faturamento global, crescimento de 4,5% ante a receita de 2016. A área de tecnologias para a indústria representou fatia de 8%, enquanto que a de energia ficou com os 7% restantes.

 

2018 – A meta para este ano é alcançar margem operacional de 7,5%. O comunicado diz que a Bosch projeta crescimento de vendas e ganhos em 2018, apesar da desaceleração esperada do crescimento econômico nos principais mercados, particularmente a China. Estabeleceu um objetivo para vendas adicionais de mais de 1 bilhão de euros até 2020, impulsionado pelo setor de conectividade.

 

Foto: Divulgação.

Finame oferecerá até 100% de financiamento

O BNDES melhorou as condições para micros, pequenas e médias empresas comprarem implementos rodoviários pelo Finame, com financiamento de até 100% do valor. Alcides Braga, presidente da Anfir, acredita que “essa medida favorece bastante uma parcela de nosso mercado que é cliente dos produtos do segmento leve, carroceria sobre chassis”.

 

Antes da decisão do BNDES o financiamento era limitado pelo banco em até 80% do valor do implemento, com juros de 7,5% ao ano e prazo de pagamento para novos financiamentos de até dez anos, com carência de até dois anos: “Está clara a postura do BNDES de exercer seu papel histórico de instituição de fomento da indústria”.

 

A publicação da circular 43 com as novas condições ocorreu em 29 de dezembro e substituirá a TJLP, Taxa de Juros de Longo Prazo, valendo para contratos assinados a partir do dia 1 de janeiro, com a nova taxa de juros seguindo inicialmente o mesmo patamar da TJLP e sendo ajustada gradativamente até se igualar aos juros de mercado em cinco anos.

 

Foto: Divulgação.